Jornal Digital Regional
Nº 340: 19/25 Mai 07 (Semanal - Sábados)
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JÚLIA PAULA COMENTA
PROJECTO DA PONTE E CONTAS DO FERRY

NÃO COMPREENDE POSIÇÃO DOS POLÍTICOS DE A GUARDA E QUER APURAR RESPONSABILIDADES DA GESTÃO DO BARCO ANTES DE 2001

Perante as declarações prestadas pelos candidatos concorrentes às próximas eleições municipais em A Guarda, pedimos à presidente da Câmara uma opinião sobre o assunto, e que esclarecesse a situação da gestão do ferry-boat.

O Executivo aproveitou o pedido realizado por nós, para elaborar um press-release que enviou aos órgãos de comunicação social, o que, no mínimo, é revelador da forma sui generis como esta autarquia se relaciona com a imprensa.

ESTUDO DE VIABILIZAÇÃO

Mas, centrando-nos no que nos foi enviado, a Câmara de Caminha, recapitulando o processo da ponte, refere a existência de uma candidatura aprovada no âmbito do Interreg, lançada a 10 de Abril último, destinada a subsidiar um estudo de viabilização da travessia.

Tal projecto, em parceria com a Xunta da Galiza, surgiu após uma reunião mantida com o secretário das Obras Públicas do Governo Autónomo da Galiza um mês antes.

O Executivo chefiado por Júlia Paula vai mais atrás, recordando que a "intenção/projecto" da ponte internacional Caminha-A Guarda remonta a 25 de Fevereiro de 2000, data em que o "Consello" de A Guarda aprovou uma proposta nesse sentido, tendo posteriormente pedido o apoio do seu congénere caminhense, aproveitando a aprovação da Convenção-Quadro Luso-Espanhola, destinada a "melhorar as acessibilidades entre os dois países".

Segundo revela ainda o Município caminhense, a 21 de Junho desse mesmo ano, teve lugar a primeira reunião de acompanhamento constituída para o efeito.

SETE ANOS DE INACÇÃO

Daí até agora, parece não ter havido qualquer desenvolvimento do assunto, segundo se depreende da ausência de mais dados sobre o projecto, sendo apenas retomado em Abril deste ano com a abertura do concurso para o referido estudo de viabilidade.

PONTE DE CAMINHA É DIFERENTE

Júlia Paula não pretende comparações com a ponte de Cerveira/Goyán, afirmando que se trata de uma travessia local, nada comparada com o que visiona para a de Caminha/A Guarda, com ligação ao IC1/A28 em Gondarém, Vila Nova de Cerveira e ao futuro vial entre A Guarda e Tuy.

Mais adiante, a autarca afirma não compreender que "qualquer facção" de A Guarda não apadrinhe a ligação entre as duas localidades "mais populacionais do Vale do Minho" que ainda não possuem uma ponte.

FERRY É PROCESSO "HERDADO"

Sobre a gestão do ferry e que vem merecendo contínuos reparos, designadamente da parte da oposição no município guardés, reitera que é "um processo herdado" e "problemático", não só pela componente ambiental e que "limita a sua evolução futura", como em relação às contas de exploração deste serviço, pese embora, na actualidade, se encontrem normalizadas, de acordo com "legislação aplicável", assegura.

CÂMARA DESENCADEOU PROCESSO DE INVESTIGAÇÃO

Já quanto aos factos anteriores à sua tomada de posse, em Janeiro de 2002 e que eventualmente representem "responsabilidade pessoal", a autarquia afirma que "devem ser tratados no âmbito das instâncias e das competências próprias que a Câmara já desencadeou", aguardando agora pela sua conclusão a "transmitir em sede própria e nesse momento tornadas públicas".

Embora não fosse possível confirmar junto da Câmara, a eventual devolução de uma quantia avultada por parte de um ex-funcionário (fala-se em notas dentro de um saco), nem quais as instâncias a que recorreu (Inspecção-Geral de Finanças, Tribunal de Contas ou Inspecção-Geral da Administração do Território), o certo é que o caso deverá ser esclarecido em breve, conforme o exigem os próprios parceiros do outro lado do rio Minho.

MUNICÍPIO DESRESPONSABILIZA-SE DO PASSADO

Por último, o Município de Caminha garante que tem mantido informados os seus congéneres de A Guarda, reafirmando não poder responsabilizar-se "por actos ou por questões passadas", nem "conotar-se, em clima eleitoral, com posições desta ou daquela força política", embora "legítimas", remata.

ROTA DOS LAGARES DE AZEITE DO RIO ÂNCORA
Autor
Joaquim Vasconcelos
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