Desconhece-se qual a razão deste estranho nome para a estreita ruela que estabelece a ligação entre a Rua Direita e as muralhas que rodeiam a Igreja Matriz mas, sobre o Lobisomem do Minho, eis o que nos conta o historiador e cronista limiano José Rosa de Araújo no seu "Serão" (depois de entrevistar António de Oliveira Cunha, natural da freguesia de Darque ) :
"De um casal onde haja sete filhos homens seguidos se o mais velho não apadrinhar o mais novo, este é Lobisomem. Ao ser meia noite o homem, que se diz que é Lobisomem, sai da cama sem ninguém dar por nada. Começa a caminhar até que encontra pelo caminho pegadas de qualquer animal. Mais frequentemente, o cão. Deita-se no chão, enrolando-se em cima das pegadas e logo de seguida se transforma no animal que deixou as marcas. Percorre sete freguesias e por onde ele passar todos os animais da mesma espécie o seguem. Depois de tudo isto sem ninguém dar por nada, volta para casa. Para quebrar o feitiço basta que uma pessoa da família ou amiga espere pelo Lobisomem em qualquer ponto do trajecto e bata-lhe de modo a provocar-lhe sangue. E quando o sangue lhe começar a escorrer se transformará definitivamente em homem".