Temas e Debates
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Marcus Fulvius Nobilior mandou construir em Roma, no séc. II A.C., um templo dedicado a Hércules e às Musas: tinha aprendido na Grécia, durante uma campanha contra os Ambraciotas, que Hércules - e não apenas Apolo - possuía um ascendente particular sobre elas. Fê-lo, de resto, com o dinheiro que havia angariado em multas na sua actividade de censor: uma mão lava a outra - a mão que cultua as musas lava, neste caso, a mão que as censura.
Segundo Marcus Fulvius Nobilior, o mês de Junho seria dedicado aos iuniores (homens com menos de 45 anos), enquanto Maio era dedicado aos maiores (homens com mais de 45). Neste mês de Junho que nos levou com o canto das cigarras um dos poetas maiores, decidimos subverter aquela regra comercial não escrita que diz que os livros se publicam para as mulheres e as raparigas, porque são elas que mais lêem, e fazer de Junho o mês dos homens e dos rapazes, sujeitos e destinatários em vários graus dos livros que temos para vos propor:
Entre Homens, de Germán Maggiori. Começando pelo mais violento, visceral e negro: um primeiro romance sobre o submundo decadente de Buenos Aires numa história cheia de alçapões, travestis, coca e imundície que percorre por igual toda a escala social, e onde os assassinos se distribuem por igual entre polícias e criminosos. Vencedor do premio La Resistencia Literatura, não é em vão que a declaração do júri aponta o autor como "uma nova voz que irrompe na ficção de hoje com a contundência de um murro nos queixos". Uma linguagem sem concessões, para queixos e estômagos fortes.
O Livro de Israel, de Jeremy Gavron. A história da passagem de uma herança muito especial - o nome próprio Israel, com toda a carga simbólica que traz consigo, é passado de avô para neto em 1874, na Lituânia, e depois de pai para filho ao longo de todo o século XX, acompanhando a história do século sempre na perspectiva da vida de Israel e das sucessivas opções que vai tomando para viver com a herança que lhe coube, mas também na perspectiva quotidiana dos que o rodeiam e que vão compondo uma sinfonia trágico-cómica com todos os pequenos e grandes eventos da vida, dando-nos um panorama empolgante do desenraizamento colectivo do povo judeu ao longo destes cem anos.
Pilinhas e Outras Coisas de Rapazes, de Tricia Kreitman et al. Explica, entre muitas e variadas coisas, o que é a circuncisão, por exemplo. Longe já vão os tempos recentes em que se considerava que às meninas era necessário explicar determinadas coisas no início da adolescência para que não se assustassem com as mudanças do seu corpo mas os rapazes eram uma espécie de território impermeável ao susto e que dispensava grandes explicações. Mas à medida em que a adolescência ganha foros de cultura própria e de zona com uma duração cada vez mais dilatada, exposta a perigos vários e com regras cada vez mais complexas e autónomas, a informação clara sobre o corpo e os relacionamentos passou a ser - e bem - entendida como uma arma de defesa dos pais contra as muitas armadilhas que se podem colocar aos filhos, sem distinção de sexo. E é assim que nesta colecção que pensámos desde o início como de auto-ajuda para jovens e adolescentes surge este Pilinhas e Outras Coisas de Rapazes : sem dramas, sem preconceitos, com realismo e sensatez, e feito por especialistas experientes que adequam a informação e a linguagem ao seu público-alvo: os rapazes entre os 12 e os 15 anos.
Sonhando com a Palestina, de Randa Ghazy. Nesta mesma faixa etária - entre 12 e 15 anos -, se inscreve este próximo livro: a autora, uma adolescente de origem egípcia a viver em Itália, escreveu-o aos 15 anos e dedica-o a Mohamed Gamal Aldorra, um rapaz palestiniano de 12 anos abatido durante a Intifada nos territórios palestinianos ocupados por Israel. Romance de uma maturidade e de uma qualidade absolutamente surpreendentes sobre a vida de um grupo de jovens palestinianos que vivem quotidianamente a ameaça da morte no tempo do conflito israelo-árabe, estas aventuras de Ualid, Ibrahim e companheiros são, também elas, um murro no estômago para as consciências tranquilas, donde se prova que a poesia pode ser mais violenta e mais forte que as reportagens sangrentas dos telejornais.
As Crianças Vêm do Céu, de John Gray, revela a faceta de pedagogo deste mestre das relações humanas que estabeleceu os paradigmas de Marte e Vénus para caracterizar os homens e as mulheres nas suas relações com o mundo e uns com os outros. Sendo uma obra que propõe uma educação positiva para as gerações vindouras, não é, propriamente, uma obra para, ou sobre, rapazes...mas todos terão certamente bastante a ganhar - pais, mães, rapazes e raparigas - com estas propostas de substituição de uma educação de base punitiva por uma de base afectiva.
E é assim, com afecto e, apesar de tudo, alguma esperança no futuro, que nos despedimos até para o mês que vem.
Quaisquer dúvidas, pedidos ou esclarecimentos, já sabem que podem contactar com a
Ana Maria Pereirinha
Temas e Debates
Tel. 21 762 61 39
Fax. 21 762 62 47
Título: Sonhando com a Palestina
Autor: Randa Ghazy
Editor: Temas e Debates
Colecção: Outras Grafias
Nº de páginas: 190
A Obra:
A guerra, a violência, o medo. Mas também o sorriso, o amor, a amizade. A Palestina hoje. Vários amigos - de Ualid, um menino da rua, a Ibrahim, um pacifista - decidiram viver juntos no tempo difícil das represálias, dos homens-bomba, das emboscadas.
Mas será possível viver uma vida normal e sorrir e brincar quando cada dia pode ser o último?
Randa Ghazy, uma rapariga egípcia que vive em Itália, escreveu aos 15 anos este belíssimo romance sobre a vida de um grupo de jovens palestinos que vivem quotidianamente a ameaça da morte no tempo aceso do conflito israelo-árabe. Esta é uma parábola sensível e comovente que mereceu o aplauso da crítica, valendo à autora a tradução do livro em vários países do mundo.
Sobre a Obra:
O livro está muito bem escrito. Não tem nada a ver com um eflúvio adolescente de palavras de uma boa redacção escolar. É coeso, com diálogos precisos. As palavras têm, em muitas passagens, uma força que nos traduz com muito maior eficácia a violência quotidiana que sai, paradoxalmente, menorizada nas imagens televisivas dos telejornais.
Susanna Presenti, L'Eco di Bergamo
Randa Ghazy dedicou esta história - uma mescla de indignação e esperança, de ingenuidade adolescente e de invocação à paz - a Mohamed Gamal Aldorra, um menino palestiniano morto aos doze anos (...) O nome do pequeno caído na Intifada não evoca memórias no leitor. Talvez para a própria escritora ele não passe de um nome retirado de uma vulgar notícia de jornal.. E no entanto, como muitos outros, ele transforma-se no símbolo de um confronto. Confronto entre árabes e israelitas. Mas também entre um mundo (...) onde tudo decorre tranquilamente entre um jogo de Playstation e uma dificuldade na Matemática e um outro mundo, que no fundo nem sequer está tão distante como isso, onde todos os dias se arrisca a vida. Entre estes dois mundos está suspensa Randa Ghazy, meio italiana, meio árabe, pacifista por inteiro.
Vichi de Marchi, L'Unitá
Uma autora de 15 anos, Randa Ghazy, com "Sonhando com a Palestina" evoca, de forma tão poética como emocionante, o impasse do conflito israelo-palestiniano. É caso para nos perguntarmos se os adultos não terão lições de maturidade a aprender nos livros para jovens...
Journal du Dimanche
A literatura não espera pelo acumular dos anos. A prova está em Randa Ghazy , a jovem milanesa de origem egípcia que, aos 15 anos, publica o seu primeiro livro e dá testemunho de uma maturidade que bem pode causar inveja aos seus pares mais velhos. A ocupação israelita dos territórios palestinianos é o pano de fundo deste romance perturbador (...) A guerra é mostrada do interior, do lado dos que recebem as balas e vêem morrer os seus. Notável.
Le magazine 15-25 ans
O propósito é violento: "Sonhado com a Palestina" mergulha na Palestina da Intifada, no horror da guerra e do ódio. A escrita é de uma maturidade espantosa para uma rapariga de 15 anos - uma prosa poética acerada, ofegante, feita de mudanças de ritmo e de cortes, como um sufoco de 200 páginas. O ponto de vista adoptado é parcial, e portanto toma partido, mas o livro não é ensaio político, é um romance que se alimenta daquilo de que alimentam todos os grandes textos: de sofrimento e de esperança.
France Info
"Sonhando com a Palestina" é uma ficção, um romance, um panfleto, uma denúncia, um grito. (...) Estilo lírico, por vezes imprecatório, alternando diálogos de uma simplicidade quase banal com recitativos em tom de llanto, o primeiro romance de Randa Ghazy é de uma grande qualidade literária e de uma maturidade de cortar o fôlego. Interpela-nos e incomoda-nos. Incomoda pelo que conta e pela aspereza com que o conta. Ainda por cima quando sabemos que a sua autora é uma jovem aluna de liceu.
La Marseillaise
A escrita é soberba, escaldante. Um romance implacável para os adultos de todos os partidos que decidem hoje do destino do mundo.
Le Republicain Lorrain
É compreensível que este romance (...) tenha provocado o furor dos incondicionais da política israelita de ocupação e de repressão. Com paixão - e portanto com muita parcialidade - a autora dá vida a um grupo, uma espécie de fratria, de jovens palestinianos: perseguidos, feridos, humilhados, que têm, como se diz por cá em certas cidades, "ódio". (...) Então, como este livro de adolescente é escaldante e bem escrito, é claro que causou nervos.
Le Canard Enchainé
Neste estádio de veemência na denúncia, e de parti pris na narração, já nem estamos perante um romance engagé, mas sim perante um panfleto sob forma de ficção, e é talvez exactamente isso que exaspera os detractores franceses deste livro. Porque esta jovem tem imenso talento. O seu texto é um grito. Pela sua incrível maturidade, pela sua potência de evocação, pelo seu tom encantatório, esta torrente de prosa poética tem muito mais impacto sobre o leitor do que teria o mais acusador dos documentos sobre o conflito israelo-palestiniano.
Noutro género, e mesmo assim de forma menos conseguida do que Os Versículos Satânicos de Salman Rushdie há uma dezena de anos, este romance testemunha a potência da ficção e a sua capacidade de excitar os censores...
Porque o espectro da interdição paira no ar.
Efectivamente, desde que o livro foi publicado em França que várias associações se mobilizaram para o denunciar. E quais são as queixas?
A CRIF, que representa as principais associações judias em França, protestou solenemente contra o facto de o romance ter sido publicado numa colecção destinada a jovens; acusa-o seguidamente de ser uma apologia da guerra, do terrorismo e da Jihad, bem como incitador ao ódio racial e ao anti-semitismo.
A LICRA, igualmente chocada, acusa este livro de ser malsão.
(...)Na passada terça feira, uma manifestação que reunia algumas dezenas de pessoas exigiu, debaixo das janelas das edições Flammarion, a retirada do livro das livrarias.
(...) As edições Flammarion rejeitam em bloco todas as acusações. Este conflito é perfeitamente sintomático do espírito do tempo. Testemunha o facto de no nosso país a censura estar em vias de ser privatizada. Já não é do Estado, como outrora, que temos de temer a acção repressiva, mas dos particulares agrupados em associações e grupos de pressão.
Porque retirar das livrarias "Sonhando com a Palestina" de Randa Ghazy equivale pura e simplesmente a proibi-lo sem utilizar essa palavra. Ora, é preciso repeti-lo: pedir a proibição de um livro, e portanto a sua destruição e morte, é um acto grave. Uma tal medida é excepcional por parte de um tribunal, e ainda bem.
(...) Podemos dizer todo o mal que queiramos de um livro, e mesmo colocar-lhe processos de intenções, mas é um acto de fraqueza e de impotência pedir à justiça que o aniquile por nós.
Pierre Assouline
Crónica na France Inter, 13/12/02
A tradução é cuidada, excelente. O livro merece-o, porque é de qualidade. Com uma escrita sóbria e ritmada e um lirismo sem complacência, faz-nos partilhar alguns anos da adolescência e da juventude de uma dezena de palestinianos, muçulmanos e cristãos (...) A acção é contemporânea. São jovens que nasceram sem pátria e se confrontam com soldados que têm uma pátria. Foram postos no mundo no meio de um universo de loucura. Uma loucura de que não vêem o fim. Este livro não nega o direito à existência de ninguém, não é maniqueísta, só fala pela paz. Quando o Crif (Conselho representativo das instituições judias de França), a Licra (Liga Internacional Contra o Racismo e o Antisemitismo), quando o Centro Simon Wiesenthal invoca a lei francesa a partir de Los Angeles, pedindo à Ministra do Interior que proíba um livro que não foi proibido em país nenhum, eles vão por mau caminho. Insurgem-se contra qualquer coisa que não existe. Não o leram. Não é possível ter lido este livro e ter visto nele "um perigo para a juventude em virtude do lugar dado ao crime, à violência, à descriminação ou ao ódio racial". Às vezes temos de ser sérios.
Delfeil de Ton, Le Nouvel Observateur
19/12/2002
Título: O Livro de Israel
Autor: Jeremy Gavron
Editor: Temas e Debates
Colecção: Grafias
Nº de páginas: 227
A Obra:
Dunsk, Lituânia, 1874: trazido moribundo para casa do moinho onde trabalha, um velho deixa em herança ao neto recém-nascido a única coisa de valor que possui: o seu nome. E, assim, o nome Israel é transmitido de geração em geração até ao início do século XXI, mas os seus sucessivos portadores em vários países do mundo manterão com ele e com a pesada herança que acarreta um relacionamento muito distinto.
Em Dunsk, as esperanças da família relativamente ao futuro do jovem Israel como professor e rabi são desfeitas pela opressão russa. Em Leeds, nas oficinas têxteis do virar do século, Israel descobre que a prosperidade se conquista de forma bem mais secular. Nas terras inóspitas da África do Sul, Israel sente-se dividido entre o espírito prático do homem de negócios e a utopia de uma moderna pátria judaica. E, durante a Segunda Guerra Mundial, o estudante Israel Dunsky transforma-se em Jack Dunn - sem bagagem a declarar, moderno, comercial.
Os diferentes portadores do nome Israel estão no centro de uma história contada pelas pessoas que os rodeiam e através de cartas, diários, notícias e conversas. Com uma concepção ousadamente original e uma concretização absolutamente brilhante, O Livro de Israel alia as facetas comoventes e cómicas da vida quotidiana e compõe uma sinfonia de vozes perfeitamente harmoniosa que transmite de forma empolgante o desenraizamento colectivo do povo judeu ao longo do último século.
Vencedor do Prémio Encore 2003, para o melhor segundo romance publicado em 2002
O Autor:
Jeremy Gavron trabalhou como correspondente estrangeiro em África e na Índia e como escritor residente numa prisão. É autor de Moon, um romance muito aplaudido pela crítica, e do igualmente aclamado An Acre of Barren Ground. Tem colaboração espalhada por inúmeros jornais, como Daily Telegraph, The Guardian, The Financial Times, The Economist e Times Literary Supplement. Vive em Londres.
Sobre a Obra:
Trata-se de uma saga familiar original, abundante em detalhes da vida quotidiana e cheia dos pequenos desgostos e triunfos vividos pelos camponeses da Europa de Leste no século XIX, pelos yuppies na Londres da década de 1980 e por todos aqueles entre estes dois extremos. A maravilha é que, com tantas e tão variadas vozes, Gavron nos consiga contar uma história de forma tão coerente e humana.
Laurence Phelan, The Independent
Ao fim de algumas páginas o leitor sabe que Jeremy Gavron criou uma estrutura própria e espontaneamente única. Inovador e cativante.
Arnold Wesker, The Guardian
O que distingue este livro das demais sagas familiares, e confirma Gavron como um jovem e promissor romancista, é a elegância com que a história é construída. Há uma verdadeira mestria na forma como os fragmentos são seleccionados e justapostos. Um romance verdadeiramente fascinante.
David Sexton, The Sunday Telegraph
A principal qualidade de Gavron está em contar a história das personagens de modo sinuoso, através de uma sucessão de narradores que são, amiúde, meros espectadores do acontecimento principal. Tão rico em conteúdo como ousado na forma, eis um livro profundamente absorvente.
Michael Arditi, The Times
Título: Entre Homens
Autor: Germán Maggiori
Editor: Temas e Debates
Colecção: Radiografias
Nº de páginas: 256
A Obra:
Buenos Aires confidencial: uma orgia de políticos, banqueiros e travestis, gravada por uma câmara oculta, dispara uma complexa intriga que põe a nu os vícios privados por detrás das supostas virtudes públicas de alguns cidadãos. Um juiz implicado tenta apagar os seus vestígios, um oficial decora o Código Penal ao mesmo tempo que o transgride, um polícia trabalha como travesti, um comissário confisca grandes doses de cocaína e aspira-a em seguida. Germán Maggiori oferece uma intensa galeria de personagens marginais e capta o pulso acelerado, o calão e os códigos secretos do mais alto e do mais baixo de uma sociedade em decadência.
Na melhor tradição do policial, com ecos de James Ellroy, Entre Homens possui a desmedida plasticidade do cinema negro num thriller que revitaliza o género.
O júri de La Resistencia Literatura, Primeiro Concurso Internacional de Ficção pela Internet organizado pela elfoco.com e pela editora Alfaguara, integrado por Juan Villoro, Nuria Barrios, Alberto Fuguet, Rodrigo Rey Rosa e Maria Fasce, distinguiu "uma voz nova que irrompe na ficção de hoje com a contundência de um murro nos queixos".
O Autor:
Germán Maggiori nasceu em Lomas de Zamora, Buenos Aires, em 1971. É odontologista e docente da Faculdade de Odontologia da Universidade de Buenos Aires. Em 1977 obteve o segundo prémio no Concurso Nacional de Contos. O seu texto De Revolutionibus Orbium Caelestium foi incluído no volume Las Fieras. Antología del género policial en la Argentina, com selecção e prólogo de Ricardo Piglia. Entre Homens é o seu primeiro romance.
Sobre a Obra:
Maggiori faz pensar mais em Piglia do que em Borges ou Cortázar. O seu estilo está mais próximo dos que distante no tempo. Depois do primeiro capítulo, o leitor tende a embrenhar-se mais numa Buenos Aires de Dinheiro Queimado do que na de Liliana Chorando. (...) É uma Buenos Aires fresca, negra, espectral Cheia de sótãos, travestis, coca, da imundície com que se convive no submundo dos bairros de Palermo, San Telmo, ou perto do Congresso."
Maurício Mejía, www.proceso.com.mx
Com uma linguagem sem concessões, Maggiori faz um relato que se consome de uma assentada e confronta o leitor com as vicissitudes de um grupo de assassinos do bando dos criminosos e dos polícias que partilham todos de um mesmo destino: o de perdedores. Narrado com agilidade e temperada pelo inconfundível toque portenho, Entre Homens é a história dos bas fonds de uma sociedade e do efeito que a corrupção e a violência têm nos seres humanos. Um arranque que, sem dúvida, promete.
www.puntog.com.mex
Há uma atmosfera lúbrica, ácida, uma cadência despreocupada que rege as vozes que entoam este hino rouco que umas vezes recorda o policial negro, ao mais puro estilo de Raymond Chandler, e outras as séries policiais de TV dos anos 70. [...] Entre Homens é um romance de uma intensidade pouco convencional, não dá trégua.
Jorge Consiglio
Título: As Crianças Vêm do Céu
Autor: John Gray
Editor: Rocco
Colecção: Obras de John Gray
Nº de páginas: 347
Depois de Os Homens São de Marte, as Mulheres de Vénus, John Gray traz-nos As Crianças Vêm do Céu e pergunta: você, que tipo de pai é? De base punitiva ou de base afectiva? E que tipo de pai quer ser?
O Autor:
John Gray, o celebrado autor de Os Homens São de Marte, as Mulheres de Vénus, afirma que o mundo altera a sensibilidade dos nossos filhos, tornando-os mais vulneráveis a influências negativas. A educação das crianças de hoje tem de se pautar por uma filosofia radicalmente diferente da utilizada pelas gerações anteriores e deve excluir os castigos e as ameaças. A alternativa é a educação positiva, aqui explicada em pormenor, baseada em cinco princípios fundamentais que permitem à criança crescer sem renunciar à sua personalidade:
1. Não há problema em se ser diferente
2. Não há problema em cometer erros
3. Não há problema em expressarmos emoções negativas.
4. Não há problema em querermos mais.
5. Não há problema em dizermos que não, sem nos esquecermos de que a mãe e o pai é que mandam.
A indisciplina, a rebeldia adolescente, a falta de rumo e os conflitos familiares podem conhecer uma viragem com a leitura de As Crianças Vêm do Céu: trazer as crianças de volta ao seu estado natural - que é colaborar - colocará pais e filhos numa mesma sintonia de amor, paz e confiança.
Título: Pilinhas e Outras Coisas de Rapazes
Autor: Tricia Kreitman, Dr. Neil Simpson e Dr.ª Rosemary Jones
Editor: Temas e Debates
Nº de páginas: 208
A Obra:
Crescer pode ser um processo normal, mas isso não significa que seja fácil! Perguntas-te às vezes o que está a acontecer ao teu corpo? Chegas a pensar que ele ganhou vontade própria? E achas que uma boa parte dele está decidida a fazer-te infeliz? Relaxa!
Não és só tu! Todos os adolescentes têm dúvidas e preocupações. E os autores deste livro falam em imensas delas. Por isso, eis os factos:
· Sobre a puberdade e as mudanças no teu corpo - surtos de crescimento, pêlos, mudança de voz e crescimento dos órgãos genitais;
· Tudo acerca dos órgãos sexuais - desde a higiene à masturbação;
· Problemas de saúde - desde o prepúcio apertado até às assustadoras borbulhas;
· Raparigas e o que lhes acontece;
· Sexo - o que é normal, o que é legal, e o que pode acontecer;
· Emoções e humores - hormonas e agressividade, discussões familiares, depressão.
Com perguntas e questões levantadas por outros rapazes, este livro apresenta uma visão clara e prática sobre pilinhas e outras coisas só de rapazes.
"Um guia claro e de fácil abordagem, que fornece todos os factos de que os rapazes precisam e procuram, acerca desta misteriosa e imprevisível parte da sua anatomia."
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