CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 244: 2/8 Jul 05 (Semanal - Sábados)

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AUTO DE S. JOÃO NOVO - Festas de S. João Novo e S. Bento
Sub-Portela – Viana do Castelo
26 de Junho de 2005 – Às 17,30 horas

Tudo começou com a Procissão de Corpus Christi, com grandes tradições, ainda hoje, no Alto Minho, com destaque para três Municípios, nos seus aspectos mais populares e lúdicos, que são Ponte de Lima (Vaca das Cordas e Tapetes Floridos), Monção (Procissão do Corpo de Deus, com o Boi Bento, o Carro das Ervas, a Coca e S. Jorge, seguindo-se o tradicional combate no Campo do Souto entre Serpe e S. Jorge – o Mal e o Bem, sempre em disputa) e Caminha, com a sua excelência nos tapetes de flores.

No Séc. XVII, os cânticos e as danças com que o povo das aldeias se manifestava na Procissão , entre as quais a Mourisca (conjunto de doze mouros com o rei dançando e cantando), foi proibido pela Igreja.

O povo reagiu a esta decisão, transformando os mouros em hebreus e ao rei mouro, chamar-lhe Rei David. Mesmo assim, nada de integrar a procissão, passando, esta representação, a ser válida tão só para as Festas de S. João Baptista.

Em Subportela, a dança do Rei David fazia-se, já, há mais de 150 anos. Mas, seguindo os costumes da época, transforma-se no Auto de S. João.

Era o célebre "carrão", que percorria os caminhos da freguesia, anunciando as festas; depois, o auto em si, com palco adequado a que o povo costuma, também, chamar-lhe "carrão".

O relato que trazemos hoje, é do Auto de S. João de 1964, em Subportela e, a literatura da época diz "constituir uma singela diversão teatral que os habitantes de Subportela", acerca de 7 kms, pela estrada que liga Viana do Castelo a Ponte de Lima, pela margem esquerda do Lima, "fazem representar, no prosseguimento de uma velha tradição, em honra de S. João.

O Auto compõem-se de breves invocações dialogadas e nela tomam parte rapazes e raparigas da localidade, que se exibem num lugar deveras pitoresco, junto à Ermida de S. João Novo. O espectáculo decorre ao ar livre, sendo em número de dezoito as personagens que declamam, cantando as suas falas, sobre um improvisado palanque, onde figura uma espécie de trono com S. João (menino), cujo respectivo "actor" é, precisamente, um pequeno de poucos anos de idade.

Teve, como "actores" principais Manuel Rodrigues Pereira de Almeida (Zacarias), Rosalina Santos da Silva (Anjo), Olinda Marques da Rocha (Nossa Senhora), Maria Lindalva da Silva Ribeiro (Santa Isabel) e Guilherme Alves Ribeiro no papel de S. José, além de mais 12 pastores e do próprio S. João.

Respigamos algumas das "conversações do Auto:

No I Acto – Zacarias, dizia assim:

"Como é triste ser velhinho/E não ter a nosso lado/O amparo e o carinho/d’um filhinho adorado. Passo as noites a orar/Com a minha companheira/Para Deus me abençoar/Nesta hora derradeira"

Aparece o Anjo cantando: "Não receies Zacarias/Nem se turbe o coração/Pois no Céu já foi ouvida/Tua bela oração". E, novamente, Zacarias: "No Santo Anjo do Senhor/Como pode isso acontecer/Porque eu e Isabel/Estamos prestes a morrer?". Regressa o Anjo que diz – "Não te importe a idade/Muito perto de morrer/Porque Deus Omnipotente/O que quer pode fazer", após o que "entra em cena Nossa Senhora e Santa Isabel": "Neste mundo peregrino/Pelos montes de Israel/Vou movido do amor/Visitar a Isabel. O Senhor e Rei Altíssimo/Houve dela compaixão/Quis graças perfumar/Tão amante coração. Isabel terá um filho/Destinado a Precursor/Porque vem trazer os homens/Para os braços do Senhor". Responde Santa Isabel: "Quem sou Virgem Maria/Mãe dos homens, Mãe de Deus?/Vens saudar a velha amiga/ Tu – Rainha lá dos Céus? Coração, meu coração/É um mar de alegria/Rejubila de contente/Na Grandeza deste dia". Durante este diálogo e no fim de cada quadra, dizem as duas: "Glória a Deus, nas alturas/À Santíssima Trindade/Por honrar as suas servas/Desde toda a eternidade".

Regressa, à cena, no VI Acto, o Anjo, para dizer: "Já em tempos mais antigos/Fez milagres iguais/Por um acto só de amar/Dar um filho aos tristes pais" e, ainda, "A tão linda criancinha/Venerando ancião/Hás-de dar-lhe, ordena o Céu/O lindo nome de João". Também Zacarias regressa à cena, com o agradecimento: "Sê bendito, Senhor Deus de Israel/Que visitaste o povo muito amado/Para dar ao mundo infiel/o Messias na Lei anunciado". Entram em cena os pastores: "Vinde, Vinde, pastorinhos/Lindos cantos entoar/Em louvor deste menino/Que seus pais veio alegrar", para continuar "Eia, vamos à porfia/A correr e a gritar/Em redor deste bercinho/O menino embalar", para terminar "Para todos nos salvar/Vais mandar o Redentor/E à frente lá chegou/O Santo Precursor. Zacarias, Isabel/Sois os pais abençoados/Do menino S. João/Que nos traz maravilhados. Neste mundo, que fizeste/Por bondade e amor/Nossos lábios vão contar/Para sempre em teu louvor". No fim de cada quadra, em coro: "Oh! Bendito S. João/Linda flor celestial/Toma o nosso coração/É tesouro sem igual".

No final da peça, juntam-se os dezoitos personagens, que cantam: Oh! Senhor que morais nos altos Céus/Inclinai para terra o vosso olhar/Mostrai-nos Vossa Face mas sem véu/Quando esta negra vida terminar".

Ano a ano e quarenta e um anos depois desta memória, repete-se o Auto de S. João com as mesmíssimas características e, naturalmente, outros actores. A representação do Auto será no Domingo (26 de Junho), pelas 17,30 horas.

Dia do Vinho – 3 de Junho

Celebrando-se no próximo dia 3 de Julho o Dia do Vinho, em todo o Portugal, numa apologia do Vinho como parte integrante da nossa Cultura, a Rota Verde, a Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes e a ViniPortugal, convidam Adegas Cooperativas e Produtores Engarrafadores a associarem-se a esta celebração, abrindo portas no sentido de realizarem visitas e oferecerem provas de vinhos aos visitantes. Sugerem, ainda, que ofereçam vinho aos restaurantes mais próximos, por forma a que estes sirvam vinho a copo. Para o efeito, a ViniPortugal dispõe de Table Tents que podem ser fornecidos, gratuitamente, e após reserva junto da ViniPortugal – Drª Dora Simões (Telef. 261 339950). Para divulgação desta acção, serão realizadas várias campanhas em Mupis, Jornais Diários e Revistas de grande circulação.


Portugal e Espanha – Estatísticas Segmentadas – ano 2004

Num total de Visitantes ocorridas no ano transacto nos 14 Postos de Turismo da RTAM verificou-se em relação a 2003 um aumento substancial de visitantes nacionais 221 968 (+13,26%) que em 2003; assim como em relação a estrangeiro 210 254 (+10,1%) em relação a 2003.

Por Delegações, os resultados foram os seguintes, por ordem decrescente: Arcos de Valdevez (+70,14%); Valença (+64,62%); Ponte de Lima (+34,68%); Melgaço (+33,38%); Ponte da Barca (+17,54%); Monção (+16,15%); Vila Nova de Cerveira (+12,26%); Vila Praia de Âncora (+9,26%); Paredes de Coura (+7,18%); Viana do Castelo (+5,2%); Caminha (+0,16%); Gerês (-0,40%); Esposende (-2,27%); Barcelos (-16,83%).

Por movimento de Estrangeiros (210 254), o maior número vai para: Espanha (92844); Inglaterra (14450); Alemanha (10 629); Holanda (8 864); Itália (5 596); Bélgica (5 705); Brasil (5 131); EUA (4 302); Dinamarca (2 947); Suécia (2 192).

Através da segmentação distribuída pelos seguintes nichos de mercado: Alto Minho (57 120); Norte de Portugal (50 715); Porto – Cidade (25 717); Beiras (20 082); Lisboa e Vale do Tejo (53 425); Alentejo (4 495); Algarve (3 694); Madeira (719); Açores (723), Outros (5 128), podemos dizer o seguinte: em primeiro lugar o Alto Minho (com destaque para o Minho, Lima e Cávado interiores): Delegações de Turismo de Valença, Vila Praia de Âncora, Barcelos e Viana do Castelo; a Grande Lisboa situa-se bem (em 2º lugar), neste quadro de proveniência de Turistas, aliás justificando a nossa aposta no Marketing personalizado, cada vez mais agressivo neste nicho de mercado. (Gerês, Valença, Barcelos e Viana do Castelo nos quatro primeiros lugares); Norte de Portugal (em 3º lugar): Vila Praia de Âncora, Barcelos, Ponte de Lima e Valença; em 4º lugar Porto – Cidade: Delegações de Valença, Esposende, Vila Praia de Âncora, Barcelos; em 5º lugar Beiras: Gerês, Ponte de Lima, Monção e Barcelos.

Em relação a Espanha seguimos o mesmo critério,: Galiza (46 108); Asturias (13 102); Madrid (12 886); Catalunha (8255); Castela / Leão (5666); Resto de Espanha (6 827), o que totaliza 92 844, assim distribuídos: Galiza (4 primeiros lugares) – Viana do Castelo, Vila Praia de Âncora, Monção e Barcelos; Asturias (idem) – Vila Praia de Âncora, Viana do Castelo, Monção e Melgaço; Madrid (idem) – Viana do Castelo, Vila Praia de Âncora, Valença, Esposende); Catalunha (idem) – Viana do Castelo, Vila Praia de Âncora, Monção e Barcelos; Castela / Leão (idem) – Viana do Castelo, Vila Praia de Âncora, Monção e Ponte de Lima.

Férias dos Portugueses – 2004

Em relação às Férias dos Portugueses, pese embora as estatísticas recebidas até este momento só tenham elementos indicativos por NUT’s, podemos considerar o seguinte:

33,4% reside na região Norte e 30,7% reside na região de Lisboa, ou seja, estas duas regiões concentraram mais de 60% dos portugueses que gozaram férias;

37,3% pertence à classe média inferior e 18,2% à classe alta e média alta;

33,4% pertence ao escalão etário entre os 15 e os 34 anos, e 20,1% pertence ao escalão etário entre os 35 e os 44 anos.

A repartição das Férias de Portugueses, também favorece a Região Norte, de acordo com a região de residência: Norte (33,4%); Centro (23,2%); Lisboa (30,7%); Alentejo (8,5%); Algarve (4,2%).

Igualmente, analisando os destinos de gozo de férias dos portugueses em 2004, por NUTS II, e por períodos de férias, constata-se que aqueles que gozaram férias no 1º Período (período mais longo), o Algarve foi o destino preferido (35,3%), a região Centro com 25,5% foi a preferida no 2º período e no 3º Período a maior parte (33,7%) dirigiu-se para a região Norte.

Relativamente ao ambiente de gozo de férias, a Praia continuou, em 2004, a ser claramente o ambiente preferido pelos portugueses que se deslocaram em gozo de férias para fora da sua residência habitual. De realçar que o mês de Agosto concentrou 50,6% dos portugueses com 15 e mais anos, facto que explica parcialmente o fenómeno da sazonalidade presente no turismo português.

Em 2004, dos portugueses que gozaram férias fora da sua residência habitual, apenas 16,5% recorreram aos serviços das Agências de Viagens, pelo que 78,1% organizou as férias por si próprio. De realçar que o uso da Internet só foi escolhido por 4,4% dos portugueses que gozaram as férias fora da sua residência habitual.

Finalmente, no que diz respeito aos gastos efectuados nas férias, a média de gastos por pessoa/dia efectuados em Portugal e no estrangeiro, em 2004, pelos portugueses residentes no Continente com 15 e mais anos foi inferior ao verificado nos últimos dois anos.

Nota: Exactamente porque nesta Síntese fornecida pela Direcção Geral do Turismo, indicam que devido a alterações metodológicas, os valores de 2004 não são comparáveis com os anos, informamos só os dados globais das Férias dos Portugueses:

População residente no Continente com 15 e mais anos:

Que gozou Férias – 4.303 milhões; Fora da Residência Habitual – 3 216 ; No Estrangeiro – 411; Só em Portugal – 2 483; Ambos 322; População que gozou férias na residência habitual – 1 087; População que não gozou férias - 3788


Reabertura do SIVETUR - Sistema de Incentivos a Produtos Turísticos de Vocação Estratégica

Com a publicação do Despacho n.º 13989/2005, de 24 de Junho, foi aberta uma nova fase de candidaturas, para o ano de 2005, do SIVETUR (PRIME), a qual decorre de 25 de Junho a 22 de Setembro do corrente ano.

Esta fase, à qual não são admitidos projectos da Região de Lisboa e Vale do Tejo, tem como dotação orçamental 30 milhões de Euros, distribuídos da seguinte forma, pelas alíneas do Sistema:

a) Projectos de Recuperação ou adaptação de património classificado, num total de 11 milhões de Euros, para os seguintes investimentos:
· estabelecimentos hoteleiros, com exclusão dos projectos de instalação, remodelação ou ampliação de hotéis de 1 e 2 estrelas, hotéis-apartamento, motéis, pensões e albergarias
· hotéis-rurais
· turismo de habitação, agro-turismo e turismo rural
· instalações termais
· estabelecimentos de restauração e de bebidas
· outros estabelecimentos a que se refere o Decreto Regulamentar nº 22/98, de 21 de Setembro, alterado pelo Decreto Regulamentar nº 1/2002, de 3 de Janeiro (Declaração de Interesse para o Turismo);

b) Projectos de Turismo da Natureza, num total de 1 milhão de Euros, promovidos por Pequenas ou Médias Empresas (PME), localizados em áreas protegidas (Rede Nacional de Áreas Protegidas);

c) Projectos de Turismo Sustentável, num total de 5 milhões de Euros, não abrangidos na alínea anterior, localizados em áreas protegidas ou em áreas contíguas a estas, que tenham por objecto os seguintes empreendimentos e desde que enquadrados no respectivo Plano de Acção para a área em que se inserem:
· estabelecimentos hoteleiros, com exclusão dos projectos que tenham por objecto a construção, instalação, remodelação ou ampliação de hotéis de 1 estrela, hotéis-apartamento, motéis e pensões de 2ª e 3ª categorias
· aldeamentos turísticos
· turismo no espaço rural
· instalações termais
· estabelecimentos de restauração e de bebidas
· outros estabelecimentos a que se refere o Decreto Regulamentar nº 22/98, de 21 de Setembro, alterado pelo Decreto Regulamentar nº 1/2002, de 3 de Janeiro (Declaração de Interesse para ao Turismo)
· parques de campismo públicos
· projectos de turismo de natureza;

d) Projectos de Animação Turística, num total de 13 milhões de Euros, incluindo a Construção ou instalação, ampliação e remodelação dos seguintes estabelecimentos de animação turística, declarados de Interesse para o Turismo (DGT):
· Campos de golfe
· Marinas ou Portos de Recreio
· Centros de Congressos
· Parques Temáticos
· Instalações Termais
· Centros para actividades náuticas desportivas e de recreio
· Centros ou instalações para a prática de actividades equestres
· Centros para actividades de lazer de montanha
· Instalações e equipamentos para estâncias turísticas de neve.

No Site da Região de Turismo do Alto Minho ou junto do Gabinete de Apoio ao Investidor da RTAM (258 820270 - info@rtam.pt) poderá obter mais informações ou agendar uma reunião de informação e esclarecimento sobre este sistema de incentivo, assim como outros em vigor, para além do Sistema de Financiamento Bancário a juro bonificado - Regime de Protocolos Bancários.


Apresentação do Mapa Turístico do Gerês/Terras de Bouro

Foi apresentado hoje à Comunicação Social o Mapa Turístico do Gerês/Terras de Bouro, da responsabilidade do Município e com produção da Agência de Comunicação Direnor.

Presentes o Senhor Presidente da Câmara Municipal, Dr. António Afonso, Presidente da Região de Turismo do Alto Minho, Dr. Francisco Sampaio, Dr. Manuel Pereira, Director da Direnor, Empresários e Comunicação Social.

António Afonso congratulou-se por esta edição que revela bem o interesse da Câmara Municipal em considerar o Gerês/Terras de Bouro como um Destino de Excelência, uma vez que, no respectivo mapa vêm diferenciados os motivos mais importantes que justificam uma visita e uma estada dos turistas no respectivo Município: o Parque Nacional da Peneda-Gerês, a Marina do Rio Caldo, a Geira Romana, o Museu de Vilarinho das Furnas, Turismo Religioso (São Bento da Porta Aberta), Termas do Gerês, os Trilhos Pedestres, Património, Artesanato e Gastronomia.

Do Mapa consta ainda toda a oferta turística do concelho (Hotéis, Pensões, Turismo no Espaço Rural, Turismo da Natureza, Parques de Campismo, Empresas de Animação Turística, Miradouros, para além da informação necessária da oferta comercial do concelho).

Francisco Sampaio felicitou a Câmara Municipal por esta edição, informando que o Gerês continua a ser o "core-business" do Destino Minho e, como tal, a merecer a designação do 4º Destino Turístico a nível nacional.

Desde 1990, altura em que o Município de Terras de Bouro passou para a RTAM, o objectivo da Região foi transformar o Concelho e o Gerês numa Marca de Qualidade.

Os investimentos feitos na área do Alojamento Turístico (5 Hotéis totalmente remodelados e 15 Pensões - algumas delas a merecerem já a sua reclassificação como Hotéis de 3 estrelas-, num total de 981 camas e 16 unidades de Turismo no Espaço Rural num total de 113 camas, 2 Parques de Campismo com a lotação de 1000 lugares e 3 unidades de Turismo da Natureza e Pousada de Juventude, num total de 74 camas), 7 Empresas de Animação Turística, 11 Trilhos Pedestres PR/GR, 44 Restaurantes e, necessariamente, as Termas do Gerês, já com projecto aprovado para serem também umas Termas / Spa, diz-nos que valeu a pena apostar, num Turismo de Qualidade que pretendemos seja, rapidamente, um Turismo de Excelência, não só o Gerês como coração, mas, igualmente, o concelho de Terras de Bouro.

Isto significa que valeu a pena a campanha realizada pela RTAM para acabarmos definitivamente com o "intrusismo" de camas paralelas e de camas clandestinas, seja ao nível do alojamento, do campismo ou mesmo da restauração, até porque a Câmara Municipal de Terras de Bouro já tem um Regulamento aprovado para o Alojamento Particular. Assim, não há razão para que o alojamento e os empreendimentos falsamente designados por Turísticos, ainda persistam em aparecer, contrastando com Empresários que apostam na Qualidade e na Classificação Oficial das suas unidades.

Francisco Sampaio felicitou ainda os Táxis do concelho de Terras de Bouro (13), que a partir de hoje também exibem uma Promoção Turística do Gerês/Terras de Bouro, com as palavras Turismo e Ambiente e o Convite: "Visitem-nos".


Mostra Gastronómica da Feira Internacional de Artesanato - FIA

Lisboa, 25 de Junho a 3 de Julho de 2005

O Restaurante O Augusto - Paradise, de Castelo de Neiva - Viana do Castelo, estará, a partir de amanhã e até dia 3 de Julho, presente na Mostra Gastronómica da Feira Internacional de Artesanato - Lisboa, em representação do Alto Minho, sendo um dos Restaurantes convidados pela organização numa Feira de Artesanato de âmbito Nacional e Internacional, e que vai já na sua 18ª edição, com a representação de 34 países, distribuídos em 547 stands.


Feira das Artes e Ofícios Tradicionais

Soajo - Arcos de Valdevez, 1 a 3 de Julho

De 1 a 3 de Julho a Feira das Artes e Ofícios Tradicionais engloba um Seminário cujo tema é "A Valorização dos Produtos Regionais" e tem como actividades mais importantes o II Concurso Internacional de Bovinos da Raça Cachena; o Concurso Pecuário do Bovino da Raça Barrosã; Concurso Regional de Ovinos da Raça Bordaleira e Entre-Douro e Minho; Corrida de Cavalos (Raça Garrana) - Passo Travado; Derby de Atrelagem e ainda as Jornadas Gastronómicas, organizada pelos Restaurantes locais "O Espigueiro" e o "Videira".

Na animação, Baile Popular com Zezé Fernandes, no dia 1, às 22h30; Rusgas populares e Encontro de Concertinas no dia 2, às 22h00, no Largo do Eiró; e no dia 3, Domingo, às 15h00 a Malhada Tradicional, com a presença do Rancho Folclórico e Festival Folclórico com a presença de: Rancho Folclórico do Soajo, São Pedro do Vale e Associação Recreativa e Cultural de Paçô.


NÚMERO DE ESTABELECIMENTOS E CAPACIDADE DE ALOJAMENTO

De harmonia com os últimos dados da Direcção Geral do Turismo, no final de 2004 existiam 965 estabelecimentos, que ofereciam uma capacidade global de 4969 quartos e 9815 camas. Deste total de estabelecimentos, a maior percentagem pertence ao Turismo Rural com 42,1%, seguido do Turismo de Habitação (25,6%), Casas de Campo (16,8%), AgroTurismo (15,1%), o Turismo de Aldeia representa só (0,4%).

(Nota: As unidades inscritas no Turismo no Espaço Rural que servem de base para esta análise, distribuem-se por cinco modalidades: Turismo de Habitação, Turismo Rural, Agroturismo, Casas de Campo e Turismo de Aldeia. Os números indicados são apresentados por NUTS II, em valores absolutos e em percentagens).

A análise pelas NUTS II revela que o Norte é a região com maior capacidade de alojamento (4231 camas, a que correspondem 2132 quartos distribuídos por 429 unidades de alojamento), total de 44,5%. A Região Centro encontra-se em segundo lugar (24,9%), com 2525 camas distribuídas por 240 estabelecimentos.

Em 2004, o número médio de camas por estabelecimento, no TER, foi de 10,2. A modalidade Turismo de Aldeia é a que apresenta os estabelecimentos de maior dimensão, o que é explicado pelo próprio conceito desta modalidade.

Nota: O Turismo de Habitação nasce como experiência piloto no Vale do Lima, em 1980, data em que também, surge a Região de Turismo do Alto Minho. Em termos estatísticos, possuímos neste momento 179 unidades TER (51 em TH; 84 – TR; 17 – AT; 19 – CC; 6 TA; 2 HR), o que representa 42% do total da Região Norte; 922 quartos (em relação à Região Norte - 43%) e 2016 camas (em relação à Região Norte – 48%).

Com as unidades que estão, neste momento, a aguardar a Licença de Utilização e respectiva classificação pela DGT (Vistoria), a RTAM atingirá os 50%. Em plena comemoração das Bodas de Prata da RTAM, poder-nos-emos considerar satisfeitos, já que a nível nacional continuamos a merecer a escolha do Vale do Lima e da RTAM para uma das experiências piloto que melhores resultados efectivos traduz em termos de unidades de Alojamento em TER.

TAXAS DE OCUPAÇÃO-CAMA

A análise às taxas médias de ocupação-cama revela que, em 2004, a região de Lisboa apresentou as maiores taxas de ocupação-cama (29,8%), seguida da Madeira com 22,9%. No entanto, em termos de evolução, constata-se que com excepção da Região de Lisboa, Centro e Algarve, que apresentaram taxas superiores às do ano anterior, todas as outras regiões registaram quebras, com reflexo a nível do Total do País. Em termos globais, obteve-se, em 2004, uma taxa média de ocupação-cama de 12,2%, inferior à registada no ano anterior (14,7%).

À semelhança do ano anterior, também em 2004, os meses de Verão apresentaram as maiores taxas de ocupação-cama, Agosto (24,9%), Junho (18,9%) e Julho (18,0%). Uma análise da variação das taxas de ocupação por modalidades, entre 2003 e 2004, mostra que se registaram descidas em todas as modalidades, destacando-se as "Casas de Campo" com um decréscimo de 8,6 p.p., esta variação foi consequência do significativo aumento no número de estabelecimentos (+9,5%) que se traduziu num incremento de 16,2% na capacidade, acompanhado de um decréscimo de 22,9% nas dormidas.

ESTIMATIVA DE DORMIDAS

Outro indicador que é fornecido pelo inquérito mensal ao Turismo no Espaço Rural é a estimativa das dormidas no total de unidades, obtida pela aplicação dos índices médios de ocupação-cama à capacidade de alojamento em cada zona. A estimativa de dormidas, em 2004, atingiu os 389,3 milhares correspondendo 54,3% a dormidas de estrangeiros. Em termos de variação entre 2003 e 2004, registou-se um decréscimo de 12,7% no total de dormidas, determinado pela descida conjunta das dormidas de nacionais (-15,2%) e de estrangeiros (-10,6%). Tendo em conta a análise por NUTS II, verificou-se que a Região do Norte registou o maior número de dormidas com cerca de 33% do total, logo seguida do Alentejo (19,5%) e do Centro (19,3%).

As principais regiões de destino dos nacionais foram o Norte (35,8%) e o Centro (30,0%) que em conjunto representaram mais de 60,0% das preferências. O Norte foi também a primeira preferência dos residentes no estrangeiro com 30,7%, que conjuntamente com o Alentejo (16,1%) e a região de Lisboa (15,4%) concentraram a maior parte das dormidas do mercado emissor. Na análise por meses, constatou-se que em Agosto houve o maior número de dormidas (69,5 milhares) seguido do mês de Junho (51,3 milhares). Os principais mercados emissores de dormidas foram a Alemanha e o Reino Unido que totalizaram cerca de 46% das dormidas de estrangeiros. Em termos regionais, estes dois mercados apresentaram preferências distintas, enquanto os turistas oriundos da Alemanha preferiram o Alentejo, os do Reino Unido procuraram mais a zona Norte.

Em 2004, verificou-se que os estrangeiros preferiram a modalidade Turismo de Habitação seguida do Turismo Rural, enquanto os nacionais escolheram em 1º lugar a modalidade Turismo Rural seguida do Turismo de Habitação. Uma análise aos dois principais mercados emissores revela que enquanto os turistas da Alemanha preferiram as Casas de Campo, a maior parte dos do Reino Unido procuraram o Turismo de Habitação.

ESTIMATIVA DE DORMIDAS POR NUTS II E MESES

Por NUTS II conclui-se que as dormidas desceram em todas as regiões, com excepção da Região de Lisboa, onde se registou uma subida de 3,4%. Mensalmente, verificaram-se descidas em todos os meses com excepção do mês de Junho onde se registou um aumento de 18,0 % (EURO). A estimativa de dormidas por países de residência revela que, em 2004, o mercado interno representou cerca de 46% do total de dormidas no TER, o que confirma a procura deste produto turístico pelos turistas portugueses - 177 793 dormidas, assim distribuídos: 4002 em TH; 77 764 em TR; 39 180 em AT; 17 477 em CC; 3370 em TA. A nível de estrangeiros, o País que mais dormidas forneceu foi a Alemanha, com um total de 63 468, assim distribuídos: 13 129 TH; 9 938 TR; 8845 AT; 30 412 CC; 1154 TA. Em terceiro lugar o Reino Unido com 32 791 dormidas, assim distribuídas – 12 851 TH; 11 613 em TR; 4 830 em AT; 3 194 em CC; 303 em TA.

Perspectivas para 2005

Manter-se-à a procura a nível do Mercado Interno, estando a aproximar-se já do mercado externo, sobretudo, na modalidade de Turismo Rural.

Continuação da retracção do mercado alemão, com uma diminuição de 8% nas reservas (Lisboa e Porto), estando previstas uma quebra de 12% no Porto e Norte de Portugal (Olimar, Thomas Cook).

Aspectos mais positivos dos Operadores Tui – Undine Ehmke; Grupo REWE; Neckermann; Dertour que referem "Portugal em geral corre bem".

Perspectivas do Mercado Alemão: aumentar a sua preferência pelas Casas de Campo, o que pode desvirtuar toda a mais valia do TER, concretamente, do topo de gama "Turismo de Habitação e Turismo Rural", transformando o TER mais numa perspectiva residencial ou, mesmo, de imobiliária.

Em termos genéricos, o Turista Alemão considera que Portugal para a qualidade do produto que oferece está caro e que há regiões com "uma degradação das infra-estruturas" com reflexos no poder atractivo das mesmas, sobretudo, em termos ambientais.

Finalmente, chamar a atenção para o novo turista do Séc. XXI, sobretudo, as suas tendências com respeito aos "produto-família", "all inclusivé" e produtos temáticos (a nível da Hotelaria, Restauração e Animação Turística) – mais especialistas que generalistas - cujos reflexos se sentem, também, em TER. Já abordamos esse assunto, chamando a atenção que o TER terá que agregar um Turismo Rural Integrado apelando aos chamados actores no desenvolvimento - Stakeholders – com especial enfoque nos produtos de Quinta, animação turística, artesanato, gastronomia e vinhos, formação profissional, numa palavra, Turismo Sustentável.

Conclusões

Em 2004, a modalidade de hospedagem que apresentou maior número de estabelecimentos foi o Turismo Rural (42,1%), seguindo-se o Turismo de Habitação (25,6%).

Entre 2003 e 2004, As Casas de Campo apresentaram o maior aumento no número de estabelecimentos (+9,5%).

A taxa média de ocupação-cama correspondente ao total do País, registou um decréscimo de 2,5 pontos percentuais.

Para o total de dormidas em unidades de Ter, os valores estimados apontam para um decréscimo, no confronto com 2003, de 12,7%.

Tanto as dormidas de nacionais como as de estrangeiros registaram descidas (-15,2% e -10,6%, respectivamente).

Relativamente às dormidas de estrangeiros os principais mercados emissores foram a Alemanha e o Reino Unido que totalizaram cerca de 46% das dormidas de estrangeiros.


"Harrods" – Food & Wine – Londres

Numa das mais famosas superfícies comerciais do Mundo podem ser encontrados enchidos e fumados de Ponte de Lima. A MinhoFumeiro, produtora de enchidos e fumados artesanais de Ponte de Lima, está presente no ex-libris do mercado Londrino e Mundial, o "Harrods". A Minho Fumeiro ainda conseguiu outro grande feito. Ao contrário do que normalmente acontece em Londres, o carro que neste momento está a fazer sucesso na capital inglesa não é o táxi, mas sim o nosso "traditional Cab" carro de bois que saiu da Correlhã – Ponte de Lima, para expor os conceituados produtos da Minhofumeiro no "Harrods".

Britânicos e turistas de todo o Mundo que passam pelo "Harrods" têm saboreado e apreciado, os tradicionais enchidos e fumados da Minhofumeiro, sem esquecer os tradicionais Vinhos Verdes. A RTAM felicita o Minho Fumeiro por esta presença na "Harrods" e está ao dispor para em idênticas circunstâncias apoiar produtos temáticos representativos da Região, entre os quais nunca será de esquecer os nossos, porque únicos, no Mundo, Vinhos Verdes.


Carocho – II Encontro de Embarcações Tradicionais – Lanhelas’ 2005 – 1,2 e 3 de Julho

A Junta de Freguesia de Lanhelas e a Corema - Associação da Defesa do Património – organizam o II Encontro de Embarcações Tradicionais e cuja cerimónia de abertura está prevista para o próximo dia 2 de Julho, Sábado, pelas 17,30 horas , junto ao Bar do Rio, na mesma localidade. Do Programa, tal como aconteceu em 2003, está prevista, no Sábado, às 15 horas uma Regata de Carochos a Remos e às 18 horas, a realização de uma tertúlia sobre o Património Etno-Fluvial e a importância do Carocho no Rio Minho. À noite, pelas 22 horas, Festival com os grupos "As Sete Mulheres do Minho" de Lanhelas e as "Cantadeiras do Vale do Neiva". À meia-noite fogo de artifício a cargo da Pirotecnia de Ivo Fernandes.

Informações RTAM
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