CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 244: 2/8 Jul 05 (Semanal - Sábados)

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RUAS DE CAMINHA
Toponímia e histórias

Nome actual: Rua Benemérita Rosa Maria Joaquina de Sousa
Nome(s) popular: Rua do Convento;
Nome(s) do passado: Calçada de Santo António (continuando a actual)

Largo Combatentes da Grande Guerra

História do nome oficial:

Rosa Maria Joaquina de Sousa (1842-1928), chamava-se religiosamente Irmã Madalena de Cristo e foi fundadora do Colégio St.António. Nasceu em Caminha na Rua da Corredoura em 1842 e era filha do escrivão Fernando de Sousa e de Bernarda Clara de Sousa e irmã de Ricardo Joaquim de Sousa, industrial caminhense e Administrador do Concelho, que dá hoje o nome à Rua Direita.
Com 36 anos, no dia 4 de Janeiro de 1878, entrou para a congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição. Quando faleceu em 1928, em Braga, legou ao Convento da sua terra o seu património e os seus restos mortais estão sepultados na Igreja do Convento de S. António.

História(s) da rua:

No início do século XVII aqui se instalaram os frades franciscanos da Ínsua, construindo com a ajuda dos notáveis e do povo de Caminha o Convento de Santo António. Em 1834, com a extinção das Ordens Religiosas, os últimos frades de Santo António foram expulsos e o edifício passou para mãos de particulares até 1897, quando as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição de Jesus o adquiriram e aí se instalaram. Em 1910, quando da Implantação da República, tiveram que o abandonar por algum tempo, aí funcionando um colégio particular, o "Colégio Caminhense", mas logo regressaram as religiosas, fazendo obras de ampliação no edifício nos anos 20 e 30. Em 1957 no dia 26 de Abril ocorreu um grande incêndio mas foi reconstruído entre 1960 e 1963 com a ajuda da Câmara Municipal, Governador Civil e amigos benfeitores dos Estados Unidos e França. Neste convento realizam -se actualmente duas actividades: o apoio à terceira idade de Irmãs Religiosas e o Ensino Pré-escolar de crianças dos 3 aos 5 anos.
Primitivamente enterravam-se os mortos nos adros das igrejas ou nos claustros. Em meados do sec. XIX foi proibido sepultar os mortos nas igrejas e foi então escolhido um local junto ao Convento de S. António para servir de Cemitério de Caminha. Este local foi depois aumentado em 1880-1890 e na primeiro ou segunda dezena do século XX, aumentou-se-lhe a parte situada num plano superior. Como nota curiosa, registe-se que a última pessoa a ser enterrada na Igreja Matriz foi José Lopes da Silva, falecido com a cólera em 13 de Outubro de 1855. A primeira pessoa a ser enterrada no cemitério desta vila, foi José António Gavinho, falecido com a mesma doença que o anterior, a 14 de Outubro de 1855.

Fotografia do passado(1950):

Parque 25 de Abril

Praça Conselheiro Silva Torres
Rua Conselheiro Miguel Dantas
D. Nuno Álvares Pereira
Rua da Trincheira
Rua do Lobisomen
Rua Frederico Augusto Lourenço
Rua Lino Felgueiras
Travessa da Trincheira

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