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RUAS DE CAMINHA
Toponímia e histórias |
Nome actual: Rua Benemérita Rosa Maria Joaquina de Sousa
Nome(s) popular: Rua do Convento;
Nome(s) do passado: Calçada de Santo António (continuando a actual)
Largo Combatentes da Grande Guerra
História do nome oficial:
Rosa Maria Joaquina de Sousa (1842-1928), chamava-se religiosamente Irmã Madalena de Cristo e foi fundadora do Colégio St.António. Nasceu em Caminha na Rua da Corredoura em 1842 e era filha do escrivão Fernando de Sousa e de Bernarda Clara de Sousa e irmã de Ricardo Joaquim de Sousa, industrial caminhense e Administrador do Concelho, que dá hoje o nome à Rua Direita.
Com 36 anos, no dia 4 de Janeiro de 1878, entrou para a congregação das Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição. Quando faleceu em 1928, em Braga, legou ao Convento da sua terra o seu património e os seus restos mortais estão sepultados na Igreja do Convento de S. António.
História(s) da rua:
No início do século XVII aqui se instalaram os frades franciscanos da Ínsua, construindo com a ajuda dos notáveis e do povo de Caminha o Convento de Santo António. Em 1834, com a extinção das Ordens Religiosas, os últimos frades de Santo António foram expulsos e o edifício passou para mãos de particulares até 1897, quando as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição de Jesus o adquiriram e aí se instalaram. Em 1910, quando da Implantação da República, tiveram que o abandonar por algum tempo, aí funcionando um colégio particular, o "Colégio Caminhense", mas logo regressaram as religiosas, fazendo obras de ampliação no edifício nos anos 20 e 30. Em 1957 no dia 26 de Abril ocorreu um grande incêndio mas foi reconstruído entre 1960 e 1963 com a ajuda da Câmara Municipal, Governador Civil e amigos benfeitores dos Estados Unidos e França. Neste convento realizam -se actualmente duas actividades: o apoio à terceira idade de Irmãs Religiosas e o Ensino Pré-escolar de crianças dos 3 aos 5 anos.
Primitivamente enterravam-se os mortos nos adros das igrejas ou nos claustros. Em meados do sec. XIX foi proibido sepultar os mortos nas igrejas e foi então escolhido um local junto ao Convento de S. António para servir de Cemitério de Caminha. Este local foi depois aumentado em 1880-1890 e na primeiro ou segunda dezena do século XX, aumentou-se-lhe a parte situada num plano superior. Como nota curiosa, registe-se que a última pessoa a ser enterrada na Igreja Matriz foi José Lopes da Silva, falecido com a cólera em 13 de Outubro de 1855. A primeira pessoa a ser enterrada no cemitério desta vila, foi José António Gavinho, falecido com a mesma doença que o anterior, a 14 de Outubro de 1855.
Fotografia do passado(1950):
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