CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 194: 17/23 Jul 04 (Semanal - Sábados)

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Vilar de Mouros despede-se
com Dylan Insípido e Macy Arrebatadora

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A revelação da edição 2004 do Festival Vilar de Mouros surgiu a abrir a ultima noite do palco principal.

Polly Paulusma, embora com apenas um album de originais "Scissores In My Pocket", recentemente editado, é já merecedora dos estatuto de escritora de canções.

Esta jovem britânica, possuidora duma enternecedora e doce voz, com uma fascinante presença em palco, irradia candura e simpatia.

Lamentavelmente, àquela hora da tarde, a plateia é invariavelmente escassa. Contudo, Polly cantou e encantou os presentes com as suas belas melodias, num tom "folk-pop".

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Gary Jules foi o senhor que se seguiu.

Este interprete e compositor norte-americano, trouxe a este festival mais uma lufada de ar fresco.

Gary, apresentou-se em palco apenas apoiado num músico percursionista. A guitarra para ele não tem segredos e suporta na perfeição a sua melodiosa voz.

Apesar dum já longo percurso musical, que remonta ao início da década de 80, conta apenas com dois álbuns editados.

O seu maior hit, um cover de "Mad World" dos Tears for Fears, dado a conhecer pela banda sonora de "Donnie Darko", arrancou alguns aplausos da ainda escassa plateia.

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Miss PJ Harvey, dispensa apresentações.

Depois da presença no festival do Sudoeste em 2001 e no festival Paredes de Coura no ano passado, finalmente, Polly Jean visita Vilar de Mouros.

Com novíssimo album 'Uh Huh Her' na bagagem, PJ lá foi alternando os novos temas por entre alguns dos sucessos dos álbuns anteriores.

PJ foi igual a si própria. O seu estilo original e inconfundível aliado ao seu tom "agridoce" permitiu-lhe ousar cantar apenas apoiada numa guitarra acústica, e claro, nas ritmadas palmas do público, completamente rendido aos seus encantos. Simplesmente espectacular!!!

De resto, nada de novo. Um concerto intenso, ao nível que Polly Jean nos tem vindo a habituar.

Bob Dylan

Cerca das 23h00m, após uma breve introdução por uma "voz off", bem ao estilo americano, Bob Dylan e a sua banda tomam conta do palco de Vilar de Mouros.

Rock, blues e country fundem-se na voz rouca e arrastada do músico.

Apenas o público que se conseguiu posicionar próximo do palco teve o privilégio de ver Dylan.

A captação de imagens no recinto durante a actuação do músico foi proibida, pelo que, os écrans gigantes que habitualmente projectam o palco estiveram desligados.

Um concerto mais para ouvir do que para ver, onde a vibração do público apenas se fez sentir verdadeiramente quando, quase no final, se ouviu "Like a Rolling Stone".

Bob Dylan provou que "ainda mexe", num concerto insípido onde todos esperavam ouvir, pelo menos "Knocking On Heaven's Door", o que não aconteceu.

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Coube a Macy Gray encerrar esta edição do festival Vilar de Mouros, e muito bem!!!

Macy é uma verdadeira "senhora de palco".

Ela e o excelente séquito de músicos e vozes nos coros que a acompanham arrasaram completamente a plateia, até então apática.

"Portugal, Portugal" - gritava.

A Interacção com o público foi uma constante durante todo o espectáculo. Este correspondeu em massa, sem hesitar.

Vários foram os tributos de Macy durante o concerto, que resultaram na perfeição, com o público a cantar e a aplaudir. O primeiro coube aos Beatles com "Come Together".

"I Try" foi sem dúvida o ponto alto do espectáculo, e porque não dizê-lo, de todo o festival. O público dançou, cantou e bateu palmas de braços bem no ar. Os isqueiros acenderam-se. Bonito de se ver!

Um final arrasador num concerto que conseguiu conquistar toda a plateia presente.

Texto:Ana Mascarenhas
Fotos: Helena Soares

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