CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 175: 6/12 Mar 04 (Semanal - Sábados)

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"DESENHOS EXPRESSIVOS" NO AFTER EIGHT

Uma série de 20 trabalhos desenhados com ecolines, da autoria de Humberto Mesquita, estão patentes na Galeria do Bar After-Eight, em Caminha até finais do mês de Março.

"Pretendo fugir do retrato convencional e criar grafismos e colorações antagónicas ao tradicional", assim define o autor os seus desenhos, de certa maneira, inspirados na Pop-Arte Americana.

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA NO MOBYDICK

Após a exposição de fotografia dos alunos (Fernanda Alves, Bruno Pereira, Raquel Dantas) do curso de P/B ter estado patente no C.I.R.Vilarmourense no mês de Fevereiro, pode agora apreciar-se no bar Mobydick em Caminha até ao próximo dia 16 de Abril, entre as 22 e as 2h, às sextas e sabados.

Textos de Amor crescem
No Museu da Imprensa

Foram quase 200 os trabalhos concorrentes ao Concurso de Textos de Amor, organizado pelo Museu Nacional da Imprensa, durante a Semana dos Namorados que decorreu de 14 a 21 de Fevereiro.

Nesta quarta edição voltou a crescer o número de participantes e de textos, tendo sido recebidos 186 textos de cerca de 100 participantes, de todo o país.

O júri do concurso, constituído pelo director do Museu Nacional da Imprensa, Luís Humberto Marcos, pelo jornalista e escritor Manuel António Pina e por José Luís Laranjeira, professor de Literatura na Universidade de Coimbra, vai premiar os melhores textos originais com uma viagem aos Açores e um cruzeiro no Rio Douro, para o primeiro e segundo prémios respectivamente.

Integrada na Semana dos Namorados, esta iniciativa do Museu Nacional da Imprensa incluiu a impressão manual de poemas de amor de alguns dos maiores autores portugueses.

A vencedora da edição anterior, Margarida Diniz, foi contemplada com uma viagem para duas pessoas à Ilha de S. Miguel nos Açores. O segundo lugar foi atribuido a Madalena Homem-Cardoso com uma viagem pelo Rio Douro até à Régua. O terceiro prémio e as três menções honrosas atribuidas receberam romances autografados de Agustina Bessa-Luís.

O Museu Nacional da Imprensa pretendeu, com esta iniciativa, promover a escrita de textos de carácter amoroso e divulgar alguns dos nossos melhores escritores líricos.

O Concurso Textos de Amor originais conta com o patrocínio da SATA e da Douro Azul e o apoio do JN e Antena 1.

Programação da Orquestra do Norte

04/03 - Penafiel - Igreja da Misericórdia, 21:30h

Beethoven - Concerto para violino e orquestra
Sibelius – Concerto para violino e orquestra
Patrícia Kopatchinskaya, violino
José Ferreira Lobo, direcção

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05/03- Fafe - Estúdio Fénix, 14:30h – 16:00h
Concertos Didáctico-Pedagógicos

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05/03 - Fafe - Estúdio Fénix, 21:30h
Antologia de Zarzuela
Prelúdios, Romanza e Intermezzos
Coral Santo Condestável
Pedro Chaves, tenor
José Ferreira Lobo, direcção

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06/03 - Silves - Igreja Matriz de S. Bartolomeu de Messines, 21:30h
Vivaldi – Stabat Mater
Vivaldi – As Quatro Estações
Brygida Wierzbicka, violino
Laryssa Savchenko, mezzo-soprano
Jorge Rodrigues, narração
Armando Vidal, cravo
José Ferreira Lobo, direcção

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09/03 - Valpaços - Centro Cultural, 11:30h-14:30h
Concertos Didáctico - Pedagógicos

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10/03 - Lamego – Igreja de Stª. Cruz, 10:30h-14:45h
Concertos Didáctico - Pedagógicos

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13/03 - Póvoa de Varzim – Basílica do Sagrado Coração de Jesus, 21:30h
Smetana- Moldau
Sibelius – Concerto para violino e orquestra
Dvorák – 3 Danças Eslavas
Atsuko Neriishi, violino
José Ferreira Lobo, direcção

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16/03 - Amarante - Cine-Teatro, 10:00h
Concertos Didáctico - Pedagógicos

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18/03 - Chaves – Igreja Matriz, 21:30h
Smetana- Moldau
Sibelius – Concerto para violino e orquestra
Atsuko Neriishi, violino
José Ferreira Lobo, direcção

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19/03 - Porto - Auditório Magno do ISEP, 21:30h
Brahms – Concerto n.º2 para piano e orquestra
Brahms– Abertura Académica
Dvorák – 3 Danças Eslavas
Eva Maria Zuk, piano
José Ferreira Lobo, direcção

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25/03 - Vila Real – Teatro-Municipal, 21:30h
Joly Braga Santos – Stacato Brilhante
Strauss – Concerto para oboé e orquestra
Copland – Concerto para clarinete e orquestre
Dvorák – 3 Danças Eslavas
Russel Tyler, violino
Carlos Ferreira, clarinete
Robert Hart-Baker, direcção

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26/03 - Seia – Igreja Matriz, 21:30h
Beethoven – Sinfonia n.º5
Mascagni – Intermezzo de Cavaleria Rusticana
Dvorák – 3 Danças Eslavas

PUBLICAÇÕES EDITADAS
NO CONCELHO DE CAMINHA

MEMÓRIAS DA SERRA D'ARGA

Autor: Domingos Cerejeira

Edição: C@2000

José Porto
Desvendando o Arquitecto de Vilar de Mouros

Edição: Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense

Uma Visita ao Concelho de Caminha com o Bilhete Postal Ilustrado

Autor: João Azevedo

Edição: Câmara Municipal de Caminha

Vilar de Mouros
35 anos de festivais

Autor:Fernando Zamith

Edições Afrontamento

A Aldeia dos Animais

Autores e Ilustradores: Gisela Magalhães; Carla Ribeiro; Ivone Santos; Lisete Gonçalves; Pedro Rocha; Rui Dias

Colaboração: Ancorensis Cooperativa de Ensino

Tanto Chocolate Tanto Bolo

Autores e Ilustradores: Adriana Fernandes; Dolores Sousa; Manuel João Borges;Ana Cristina Braga; Carlos Júlio Pedrosa

Colaboração: Ancorensis Cooperativa de Ensino

Mealibra

Revista de Cultura - Semestral

Centro Cultural do Alto Minho

Viagens

Poesia

Francisco Carneiro Fernandes

ANCORENSIS - COOPERATIVA DE ENSINO, C.R.L.
Vila Praia de Âncora
2000

Quem foi José Maria Veríssimo de Morais?

Centro de Estudos Regionais de Viana do Castelo

Pedro Teixeira de Morais
2001

Do Sublime ao Grotesco

PoesiasANCORENSIS - COOPERATIVA DE ENSINO, C.R.L.
Vila Praia de Âncora
2000

Casa da Anta
25 Anos ao Serviço do Turismo e da Cultura

Castro Guerreiro 2002

Cancioneiro da Foz do Minho
Antologia

Manuel J. Torres Dantas

CAMINHENSE...Paixão de um Povo
75 ANOS

Textos e Coordenação: Augusto Sá; Branca Pereira; Catarina Dias; João Pinto; Victor Barrocas

Edição: Câmara Municipal de Caminha - Pelouro do Desporto do Sporting Club Caminhense
CAMINHA, ESPÍRITO DO LUGAR
Maria João Avillez; Mário Cesariny; Vasco Graça Moura; Eduardo Paz Barroso
Fotografia: Ines Gonçalves; Manuel Valente Alves CADERNOS DA BIBLIOTECA
Câmara Municipal de Caminha
O MINHO DE RUBEN A.
José Manuel Villas-Boas; João Aurora;
Liberto Cruz; Guilherme d'Oliveira Martins



CADERNOS DA BIBLIOTECA

Câmara Municipal de Caminha
AS LETRAS, A MINHA RESPIRAÇAO
Miguel Veiga



CADERNOS DA BIBLIOTECA

Câmara Municipal de Caminha
Almirante
JORGE RAMOS PEREIRA
Uma vida - um exemplo

Câmara Municipal de Caminha

100 ANOS DE VIDA SOLIDÁRIA
1900 - 2000
Casa de Repouso da Confraria do Bom Jesus dos Mareantes - Caminha
TOPONÍMIA DE VILA PRAIA DE ÂNCORA

Domingos Vasconcelos

CONTRIBUTO PARA A HISTÓRIA
DO MONTE CALVÁRIO

Domingos Vasconcelos

REVISTA "CEM IDEIAS"
Revista dos alunos de Filosofia e Psicologia da EB 2,3/S de Caminha
TEXTEMUNHOS
Escola EB 2,3/S de Caminha
AS PESQUEIRAS DO RIO MINHO
Economia, Sociedade e Património

COREMA

ROTEIRO DO VALE DO ÂNCORA

Joaquim Manuel de Paula e Vasconcelos

ESPONTANEIDADES
Colectânea de Poesia

Ancorensis Cooperativa de Ensino, C.R.L.

50 ANOS AO SERVIÇO DA SOLIDARIEDADE
Centro de Bem Estar Social de Seixas
AS AVES DE RAPINA
João Fontes


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Novidades Janeiro 2004
Novidades Fevereiro 2004

O Medo Longe de Ti, o mais recente romance de António Manuel Venda, será objecto, no próximo sábado, dia 6 de Março, de uma apresentação inédita e original, a fugir aos habituais encontros à volta de livros em finais de tarde citadinos. Desta feita, o encontro está marcado para a manhã, pelas 10.30h, logo a abrir o fim de semana, e reúne duas coisas coisas que, como sabemos, quando são boas só melhoram com a idade: um romance e o vinho do Porto. O local de encontro será nas Caves Ferreira, em frente ao parque de estacionamento do Cais de Gaia. Para além da apresentação do romance, feita pelo Vice Presidente da Associação Portuguesa de Gestores, Luís Bento, o programa inclui ainda uma visita às Caves do Vinho do Porto e uma prova de vinhos. A organização do evento é do Grupo Regional Norte da Associação Portuguesa de Gestores. A entrada é livre, sujeita a marcação prévia para os números 22 371 36 54 ou 96 621 44 48.

Na noite desse mesmo dia, autor e apresentador rumarão um pouco mais a sul, até Aveiro, onde a obra será apresentada na livraria Navio de Espelhos, pelas 21.30h.

O início de um novo ano promete sempre cumprir algumas expectativas que ficaram penduradas do ano anterior, algumas esperanças projectadas para futuro incerto, mais ou menos utópicas consoante o estado de alma que nos habita, desde os pequenos projectos quotidianos aos grandes problemas da humanidade. É um ciclo de renovação convencional, que muitas vezes nem tem nada a ver com os nossos - quer eles vão ao encontro do sol, da lua ou da terra - mas a que não podemos escapar por inteiro: espera-se de 2004 que seja um ano "de retoma" económica, de eleições para escolher os próximos, ou os mesmos, senhores da guerra, de progressos científicos na exploração do mapa dos genes e do mapa das estrelas. Espera-se, enfim, conseguir desvendar alguns enigmas e solucionar alguns problemas, na eterna batalha contra a indiferença, a estagnação, a ausência de atrito que nos condenariam a mais do mesmo todos os dias.

Nós por cá continuamos a atiçar mentes e vontades com bons motivos de leitura: a esperança, que ficou do passado Dezembro, de dar à estampa O Atiçador de Wittgenstein, de David Edmonds e John Eidinow, concretizou-se em Janeiro, e esse fantástico livro de investigação sobre uma histórica discussão de dez minutos em torno da natureza dos problemas e dos enigmas entre dois dos maiores filósofos dos século XX já está nas livrarias. E, para começar o ano em produtivo desassossego literário, lançamos logo a abrir, na Grafias, um daqueles já raros romances que não foram escritos apenas para deixar os leitores contentes e gratificados. O autor deste primeiro romance, Michael Kimball, aparece já com o epíteto de "O sucessor de Faulkner", o que é suficientemente perigoso para esmagar qualquer um: e no entanto vocês nos dirão se E Então Fomos Embora não é um livro invulgarmente poderoso, doloroso e forte na descrição de uma América em fuga desesperada da realidade.

A Maldição do Macho fala-nos também do aguilhão do desejo e da inevitabilidade de seguir em frente, mas num registo totalmente diferente, desinibido e brasileiro. Em comum, o facto de ser também um primeiro romance e de o seu autor, Nelson de Oliveira, ser igualmente apontado como uma das mais certas promessas da nova ficção brasileira.

E ainda para estimular a curiosidade sobre modos de funcionamento de coisas fundamentais, um livro de uma psicanalista e um outro de um "Mestre da Ciência": Clarissa Pinkola Estés analisa, em Mulheres Que Correm Com Lobos, os arquétipos estruturantes da psique feminina e a razão pela qual é cada vez maior o número de mulheres infelizes e deprimidas nos dias que correm - consequência de tentar domesticar lobos até eles se transformarem em cãezinhos de apartamento. Interpretações de lendas antigas que demonstram esta transformação e propostas para conseguir uma libertação neste nosso apertado quotidiano completam este best-seller dos "gender studies". Já A Inscrição na Pedra não se dirige a nenhum sexo em concreto, embora remeta também para um gesto arquetípico, porque trata de uma engenharia sem a qual o quotidiano de nenhum de nós já funciona: a computacional.Para compreender de forma clara e acessível os princípios básicos de funcionamento dessa máquina que nos organiza a vida, nada melhor do que uma explicação dada pelo homem que concebeu o computador mais rápido do mundo, Daniel Hillis.

Em Fevereiro, já se sabe, é mês de Correntes d' Escritas, o que é já sinónimo de muitos e bons autores sul-americanos em Portugal e outras tantas obras lançadas na Póvoa de Varzim. A Temas nunca falta às Correntes e este ano lançamos dois autores inéditos em Portugal: o chileno Roberto Ampuero, cidadão do mundo, esquerdista dissidente do regime cubano e criador do detective privado mais famoso e cosmopolita da América Latina, Cayetano Brulé, que o público português ficará a conhecer através deste Encontro no Azul Profundo, e Horacio Vázquez-Rial, o historiador argentino com vasta obra publicada que se adentra pela ficção armado com as ferramentas do métier historiográfico, reconstituindo com um fulgor romanesco notável a verdadeira história de um dos maiores mitos musicais do século XX - Carlos Gardel: As Duas Mortes de Gardel aconselha-se vivamente a todos os tangófilos, tangómanos e tanguistas, mas também a todos os curiosos e interessados na distância abissal que pode mediar entre as personagens mitológicas e as pessoas civis que lhes deram origem...

Por falar em construção de personagens - e agora que a campanha das eleições primárias nos EUA já vai bem lançada - o livro do General Wesley Clark, Vencer as Guerras Modernas - Iraque, Terrorismo e o Império Americano faz um ponto de situação perspicaz, incisivo e ousado sobre toda a encenação construída pela administração americana em torno da questão do Iraque, com os erros que lhe são apontados, e o que isso terá significado em termos de abandono da verdadeira luta contra o terrorismo, relegada assim para segundo plano. Fundamental para a compreensão da rede estratégica que determinou a guerra do Iraque e de todos os buracos que a administração Bush tenta tapar com dificuldade.

E depois da guerra e da loucura, o mês só poderia fechar com MORT, a mais divertida que se possa imaginar, no entanto, continuando as fabulosas e verrinosas histórias do Discworld de Terry Pratchett. É garantido que, depois de ler as histórias deste desastrado pinga-amor aprendiz do grande ceifeiro, você nunca mais verá a MORT com os mesmos olhos!

Se quiser reflectir sobre tudo isto - finitude, poder, tempo e aparência - e muito mais, propomos a única forma de verdadeira sabedoria que, feliz ou infelizmente, conhecemos: Sabedoria sem Respostas, uma fascinante introdução à Filosofia da autoria de Daniel Kolak e Raymond Martin, que analisa algumas das questões fundamentais da existência para despoletar muitas novas interrogações curiosas. E se, depois de tudo isto, achar que merece umas férias, mesmo sem querer tapar as dúvidas com uma peneira, faça-as, nem que seja imaginariamente, Sob O Sol da Toscana : o livro de Frances Mayes que deu origem ao filme que está por aí a estrear e que nos guia pelas delícias da arte de viver na mais dourada das regiões de Itália, incluindo as delícias gastronómicas que são uma autêntica sinfonia para os mais sábios palatos!


JANEIRO - 2004


Título: O Atiçador de Wittgenstein
Autor: David Edmonds e John Eidinow
Editor: Temas e Debates
Colecção: Ficção-Verdade
Nº de páginas: 294

A história de uma discussão de dez minutos entre dois grandes filósofos

A obra:

Em 1946, numa sala de Cambridge cheia de gente, Ludwig Wittgenstein e Karl Popper encontraram-se frente a frente pela primeira e única vez. E o encontro não correu nada bem.
A violenta discussão que mantiveram transformou-se rapidamente numa lenda. De imediato correram por todo o mundo boatos de que os dois grandes filósofos tinham chegado a vias de facto, armados com atiçadores incandescentes. Mas aquilo que terá efectivamente acontecido durante esses dez minutos continuou a ser objecto de intensa polémica até aos nossos dias.
Vinte anos mais tarde, quando Popper narrou a sua versão do incidente, descreveu-se como o vencedor. Mas todos os que estiveram presentes recordam os acontecimentos de forma diferente. O que terá realmente acontecido naquela sala? E o que poderá dizer-nos a violência deste breve encontro acerca destes dois homens, da filosofia moderna e da diferença entre os problemas e os enigmas?
O Atiçador de Wittgenstein é uma mistura envolvente de filosofia, história, biografia e trabalho de detective. No centro da história estão os dois filósofos: litigantes, orgulhosos, irascíveis, iguais a si próprios - e prontos para uma boa luta.

Os Autores:

David Edmonds e John Eidinow são dois jornalistas premiados da BBC. David Edmonds especializou-se em documentários. John Eidinow, escritor, entrevistador e apresentador, especializou-se principalmente em programas de reportagem. Este é o primeiro livro de ambos.

Sobre a Obra

Gostei mesmo muito do livro. É uma ideia brilhante, esta de pegar num pequeno incidente como ponto de partida para investigar a filosofia do século XX e todos os acontecimentos históricos de Viena - e de Cambridge - que foram determinantes para ela.
Michael Frayn

Uma história com ritmo, envolvente e muito divertida.
Brian Morton, Sunday Herald

Os autores fazem um trabalho brilhante ao ironizarem com as antipatias ocultas de dois judeus de Viena com antecedentes e pendores filosóficos muito diversos.
John Walsh, Independent


Título: E Então Fomos Embora
Autor: Michael Kimball
Editor: Temas e Debates
Colecção: Nº de páginas: 132

Assim que este romance foi publicado, a crítica considerou que, apesar da sua dimensão, toda a literatura americana teria de ser redefinida a partir dele; e Michael Kimball, o autor, recebeu imediatamente o epíteto de "sucessor de Faulkner".

A Obra:

E então foram-se embora. Emalaram tudo o que cabia no carro, puseram o pequeno caixão no porta-bagagens junto dos brinquedos e atravessaram a paisagem aterradora e desértica do interior da América em busca de uma sepultura para o filho. Em todos os lugares onde pararam, venderam o que podiam para chegarem à cidade seguinte - um vestido de noiva, as roupas dos filhos, um berço, brinquedos. O seu destino era a casa de Bompa, no Michigan, onde as crianças tentariam imaginar o seu futuro e recuperar tudo o que haviam perdido desde o início da viagem.
Num romance exemplar sobre a odisseia de uma família - cuja poesia se esconde por detrás de um realismo quase selvagem -, os acontecimentos mais pungentes são narrados sem angústia, com a naturalidade com que as crianças aceitam as maiores catástrofes. À medida que uma cidade vai substituindo outra cidade, uma casa outra casa, e os bonecos de pano dão lugar a bonecos de papel que o vento leva para longe e não traz de volta, Kimball oferece-nos uma história maravilhosa e terna que nunca esqueceremos.

O Autor:

Michael Kimball nasceu no Michigan em 1967 e vive actualmente no Texas. Em 1998, recebeu uma bolsa da New York Foundation of the Arts. Publicou ficção em várias revistas. O seu primeiro romance, E então fomos embora, constituiu um êxito de crítica nos Estados Unidos e foi traduzido em várias línguas, entre as quais o italiano, o alemão e o neerlandês.

Sobre a Obra:

Escrito na tradição dos melhores romances americanos, como os de Steinbeck e Faulkner.
The List

A mensagem não deve distrair-nos do estilo, que é requintado e sublime.
The Times

Às vezes, a obra de um novo escritor faz os mais experientes críticos susterem a respiração. Isto aconteceu com E então fomos embora.
The Scotsman

Uma estreia sóbria, poderosa, extraordinária.
Bookseller

Comovedor e inteligente [...] Uma jóia rara.
Saturday Express

Este romance irá redefinir a literatura americana.
Gordon Lish


Título: A Maldição do Macho
Autor: Nelson de Oliveira
Editor: Temas e Debates
Nº de páginas: 216

"Necessitamos da carne feminina, caso contrário enlouquecemos"
"Nelson de Oliveira é um dos mais importantes nomes da nova prosa brasileira."

A obra:

Rodrigo, um brasileiro a residir em Londres, é surpreendido com a notícia da morte da mãe adoptiva que não vê desde a adolescência. Ao mesmo tempo, é perseguido por ter roubado três valiosíssimas gravuras eróticas - que, na verdade, recebeu da mulher de um traficante turco em troca de favores sexuais. Incapaz de lidar com a situação, mete as gravuras numa pasta e ruma à terra natal em busca de sossego. Mas não o terá. À sua espera estão três irmãs adoptivas, e as irmãs - especialmente as adoptivas - são, antes de tudo, MULHERES.
Pois, a maldição a que o título se refere nada tem de esotérico ou misterioso: trata-se da própria condição masculina. "Necessitamos da carne feminina, caso contrário enlouquecemos", diz o protagonista. O sexo é, pois, o ponto-chave deste romance, onde outros elementos cruciais da vida contemporânea, como as drogas, o crime e a manipulação dos sentimentos, desfilam diante do leitor, conferindo àquela maldição - sentida, afinal, como uma bênção - uma naturalidade irresistível. As personagens de Nelson de Oliveira falam de sexo sem meias palavras, pudores ou reticências - e é louvável um escritor colocar-se nessa posição de retratista, quase de voyeur, não do real, mas daquilo que ele próprio fantasia.
Numa trama convencional, realista, linear, veloz, o leitor é deixado sozinho diante de uma história que lê, do princípio ao fim, sem pousar o livro.

O Autor:

Nelson de Oliveira nasceu em 1966, em Guaíra, São Paulo, e estudou artes plásticas. É autor dos livros de contos Naquela Época Tínhamos Um Gato, Treze e O Filho do Crucificado, bem como do romance Subsolo Infinito. Em 2001 organizou a antologia Geração 90: Manuscritos de Computador, com os melhores contistas brasileiros surgidos no final do século XX. Dos prémios que recebeu destacam-se o Casa de Las Américas e o da APCA. Actualmente prepara o mestrado em literatura comparada, com dissertação sobre obras dos escritores Lobo Antunes e Campos de Carvalho.

Sobre a obra:

Sejamos óbvios: Nelson de Oliveira é um dos escritores mais talentosos da nova geração.
pd-literatura.com.br

A marca registada do autor, que o torna diferente de tudo o que se produz por aí, é a visão desconcertante do mundo e um trabalho revolucionário no campo da linguagem.
Estadão

Nelson de Oliveira é um dos mais importantes nomes da nova prosa brasileira.
Digiweb


Título: A Inscrição na Pedra
Autor: Daniel Hillis
Editor: Rocco
Colecção: Mestres da Ciência
Nº de páginas: 191

Um guia indispensável para quem quiser compreender como funciona a mais ubíqua e importante de todas as máquinas

A obra:

Muitas pessoas afirmam que nunca conseguirão entender o modo como funcionam os computadores. O que não sabem - e é brilhantemente demonstrado neste livro - é que as operações aparentemente complexas dos computadores podem ser divididas em partes muito simples, que executam repetidamente os mesmos procedimentos. Evitando o calão tecnológico ou as discussões sobre equipamentos avançados, as explicações lúcidas e divertidas de Hillis vão ao cerne daquilo que os computadores realmente fazem. Começando por sistematizar os rudimentos da lógica, o autor parte para descrições claras do que são as linguagens de programação, os algoritmos e a memória. Passo a passo, conduz depois o leitor aos mais excitantes desenvolvimentos da computação actual - a computação quântica, a computação paralela, as redes neurais, e os sistemas auto-organizativos.
Escrito de forma clara e sucinta por um dos principais cientistas mundiais da computação, A Inscrição na Pedra constitui um guia indispensável para quem quiser compreender como funciona a mais ubíqua e importante de todas as máquinas: o computador.

O autor:
DANIEL HILLIS é hoje um dos mais excitantes cientistas da computação, tendo desenhado o computador mais rápido do mundo. Foi co-fundador e cientista responsável da Thinking Machines Corporation, bem como o arquitecto principal do maior produto da empresa, a "Máquina de Conexões". É editor de diversas publicações científicas, incluindo Artificial Life, Complexity, Complex Systems e Future Generation Computer Systems. Actualmente é vice-presidente e Disney Fellow da Walt Disney Imagineering.


Título: Mulheres Que Correm Com Lobos
Autor: Clarissa Pinkola Estés
Editor: Rocco
Nº de páginas: 632

Dentro de cada mulher vive uma força poderosa, repleta de bons instintos, criatividade apaixonada e conhecimento ancestral. Ela é a Mulher Selvagem, que representa a natureza instintiva da mulher. Mas ela é também uma espécie em risco de extinção

A obra:

Sensação de vazio, fadiga, medo, depressão, bloqueio e falta de criatividade são sintomas cada vez mais frequentes entre as mulheres de hoje, assoberbadas com a acumulação de funções domésticas e profissionais. Este problema, segundo a psicóloga Clarissa Pinkola Estés, não é, porém, recente: apareceu com o desenvolvimento de uma cultura que transformou a mulher numa espécie de animal doméstico.
Através da interpretação de dezanove lendas e histórias antigas, entre elas as de Barba-Azul, O Patinho Feio ou Sapatos Vermelhos, a autora identifica o arquétipo da Mulher Selvagem - ou a essência da alma feminina, a sua psique instintiva mais profunda - e propõe o resgate desse passado longínquo como forma de atingir a verdadeira libertação.
Técnicas da psicologia jungiana e algumas formas de expressão artística ligadas ao corpo podem ajudar na tarefa, mas a compreensão da natureza dessa mulher selvagem, com todas as características de uma loba, é uma prática para ser exercida ao longo de toda a vida.

A autora:

CLARISSA PINKOLA ESTÉS é psicanalista, tendo sido directora do C. J. Jung Center, em Denver. Doutorada em Estudos Multiculturais e Psicologia Clínica pelo The Union Institute, foi várias vezes premiada pelos seus filmes sobre o papel do instinto na natureza feminina. Mulheres Que Correm com os Lobos é o seu primeiro livro.

Sobre a obra:

Mulheres Que Correm Com Lobos não é apenas mais um livro. É uma dádiva de análise em profundidade, sabedoria e amor. Um oráculo de alguém que sabe.
Alice Walker

Distingue-se da matilha(...) Este livro vai ser uma bíblia para todas as mulheres interessadas em fazer trabalho profundo consigo próprias. É um mapa de estradas de todas as armadilhas, tanto as familiares como as terríveis e inesperadas, que uma mulher encontra quando percorre o caminho de volta ao seu ser instintivo. Estes "Lobos" são uma dádiva.
Los Angeles Times

Uma voz verdadeiramente encantatória
Newsweek


Título: O Anel
Autor: Danielle Steel
Editor: Temas e Debates
Colecção: Best Sellers
Nº de páginas: 380
A obra:

Tudo começou quando, durante a Segunda Guerra Mundial, a esposa de um poderoso banqueiro se apaixonou por um escritor judeu, facto que conduziu ambos à morte. Daí para a frente, o banqueiro vive apenas com um objectivo: proteger os filhos, Gerhard e Ariana, da loucura assassina que invade o país. Só Ariana, porém, consegue escapar à ameaça dos nazis, perdendo o rasto do pai e do irmão. Pronta a começar uma vida nova, Ariana parte para a América, levando consigo a única coisa que a liga às suas origens e que mantém viva a esperança de, um dia, encontrar a sua família - um anel de ouro que pertencera à mãe e que o pai lhe oferecera.


FEVEREIRO 2004


Título: Encontro no Azul Profundo
Autor: Roberto Ampuero
Editor: Temas e Debates
Colecção: Policiais
Nº de páginas: 330

A obra:

Numa noite quente de Janeiro, sentado a uma mesa do Azul Profundo, Cayetano Brulé - um detective cubano exilado no Chile, míope e desencantado - bebe um mojito enquanto aguarda um desconhecido que virá confiar-lhe um caso. Mas esse homem com sotaque caribenho é morto na sua presença, antes mesmo de poder dizer-lhe ao que vem.
Cayetano Brulé vive a partir daí a mais atribulada e enigmática das suas aventuras, enfrentando misteriosos poderes internacionais que o levam num périplo apaixonante de Santiago a Estocolmo, de Havana ao México, e termina na cidade onde tudo começou, numa surpreendente cerimónia no palácio de La Moneda. Seguindo uma trama policial, Encontro no Azul Profundo, traduzido já em várias línguas e estrondoso sucesso de vendas no Chile, é também a história do regresso de um exilado à democracia e aos espaços de poder da nova classe dirigente, colocando na mesa os temas que a transição nunca resolveu através da discussão social aberta, mas apenas entre quatro paredes.

O Autor:

ROBERTO AMPUERO nasceu em Valparaíso em 1953 e saiu do Chile com vinte anos, na sequência do golpe militar de Pinochet, exilando-se em Cuba, país onde viveu alguns anos. Posteriormente veio para a Europa, tendo vivido na ex-RDA e na ex-RFA, onde trabalhou como jornalista durante cerca de 15 anos e ainda na Suécia. Actualmente vive nos Estados Unidos, onde dá aulas e tem em curso um doutoramento na Universidade de Iowa. É autor de vários livros. Em 1993, com "Quién mató a Cristian Kusterman" conquista o Prémio de Romance do jornal El Mercúrio, de cujo júri faziam parte Ana Maria Larraín, José Donoso e Jorge Edwards, e conquista também a atenção e a admiração dos leitores chilenos, que não mais deixarão de colocar nos tops de vendas por muitas semanas as aventuras do famoso detective Cayetano Brulé, cubano a viver no Chile, personagem que nasceu nesse romance e vive noutros títulos do autor, como sejam "El Alemán de Atacama" (1996), "Boleros en la Habana" ou "Cita en Azul Profundo" (2001). Para além da série de romances com o famoso detective, Roberto Ampuero é ainda autor de livros como "La Guerra de los duraznos" (romance juvenil, 1982) ou "Nuestros años verde-olivo" (2000), romance de cariz auto-biográfico onde o autor recolhe a sua experiência de vida em Havana. O seu romance mais recente é "Los amantes de Estocolmo " (2003), novo enredo policial, desta feita sem o carismático Cayetano Brulé mas cheio de mistério e suspense. E que é já um novo êxito na carreira do autor.


Título: As Duas Mortes de Gardel
Autor: Horacio Vázquez-Rial
Editor: Temas e Debates
Colecção: Grafias
Nº de páginas: 259

A Obra:

Losada estava lá quando tudo aconteceu. Tinha vinte anos, era jornalista e logo desconfiou de que não se tratara de um acidente. Na verdade, chegou a ouvir um disparo, talvez dois, antes de os aviões terem chocado na pista. Mas a Polícia aconselhou-o a não abrir a boca, mesmo que o famoso cantor de tangos Carlos Gardel fosse uma das vítimas mortais. Ele obedeceu, mas sessenta anos mais tarde a verdade acabou por ir ter com ele.

Não era francês nem filho de uma rapariga exemplar. Como bem mostrarão Losada e Romeu - o velho jornalista e o escritor que dão corpo a este romance -, a vida de Carlos Gardel foi muito mais sórdida do que sempre fez crer a adocicada versão oficial. O seu pai verdadeiro, para começar, era um coronel uruguaio sinistro, e a sua origem tem por detrás uma história repugnante de violação, estupro e incesto. O Gardel que julgamos conhecer não passou, afinal, de uma invenção: primeiro do próprio cantor para forjar uma identidade que o ajudava a esconder a sua ilegitimidade; depois, de todos os que geriram o seu legado com uma minuciosa manipulação póstuma.
Manejando com extremo à-vontade uma rigorosa base documental e alternando de forma apaixonante a investigação com a mais pura ficção, Horacio Vázquez-Rial reconstrói neste romance o processo de criação da personagem que ascenderia, tal como Evita, ao santuário da imaginação popular, traçando a silhueta de um Gardel muito diferente - mais humano e mais frágil -, que modificará para sempre a imagem que ainda hoje temos dele.

O Autor:

Horácio Vázquez-Rial nasceu em Buenos Aires em 1947. Residente há muito em Barcelona, deu-se a conhecer ao público com o livro Segundas Personas em 1983. Desde então tem publicado numerosos livros, dois dos quais foram finalistas do Prémio Nadal e do Prémio Internacional de Romance Plaza & Janés. É doutorado em Geografia e História pela Universidade de Barcelona e autor de diversas obras de ensaio.
Sobre a Obra:

O romancista, historiador, guionista e editor Vázquez-Rial utilizou uma extensa base documental para revelar que Gardel não era argentino, mas uruguaio, que não morreu vítima de acidente, mas de um complot mafioso, e mais um sem-número de mentiras que se escapam da caixa de Pandora em que se converte a caneta do escritor hispano-argentino.
El Mundo

Horácio Vázquez-Rial move-se com surpreendente facilidade entre os limites do histórico e do ficcional. Neste livro inclassificável, tudo se mistura com tudo como num ícone hispano-americano.
El Espectador

Vázquez-Rial fala com entusiasmo e convicção e ri com gosto: dos próprios comentários e dos dos outros.
El Observador


Título: Vencer as Guerras Modernas - Iraque, Terrorismo e o Império Americano
Autor: General Wesley K. Clark
Editor: Temas e Debates
Colecção: Temas e Debates
Nº de páginas: 232

A obra:

Wesley Clark, o homem que definiu "guerra moderna" - antigo comandante das forças norte-americanas que controlavam a zona de exclusão aérea no Iraque - revela nesta obra como a guerra nos campos de batalha iraquianos foi um triunfo da tecnologia americana e da capacidade de combate das forças armadas. Contudo, as guerras modernas não são ganhas apenas nos campos de batalha, mas também nos estúdios de televisão, nos grupos de pressão diplomáticos das organizações internacionais e, acima de tudo, no coração e na mente das populações civis. Ora, no planeamento anterior e posterior à guerra, foram cometidos erros imperdoáveis: morreram mais soldados americanos desde que foi declarado o fim da guerra do que durante os combates.
Clark afirma que o maior vício residiu em pensar-se que o Iraque era o ponto fundamental a atacar para garantir a segurança americana. Porém, ao atacar o Iraque, a verdadeira guerra contra o terrorismo foi relegada para segundo plano, permitindo que o inimigo se reorganizasse. Impõe-se, pois, uma nova abordagem para vencer esta guerra e Clark diz o que pensa sobre o assunto.
Perspicaz, incisivo e ousado, Vencer as Guerras Modernas constitui uma crítica séria à geoestratégia americana; é um contributo fundamental para o debate sobre a melhor forma de assegurar o futuro da América e uma narrativa absorvente dos acontecimentos que ocorreram no mais recente teatro de guerra do mundo.

O Autor:

O general Wesley K. Clark, do Exército dos Estados Unidos (Reformado), foi Comandante Supremo Aliado na Europa entre 1997 e 2000, analista militar da CNN entre 2001 e 2003, e é presidente da Wesley K. Clark & Associates. Anteriormente, prestou serviço como director de planos estratégicos e política no Estado-Maior do Pentágono e foi o principal negociador militar dos Acordos de Paz para a Bósnia.


Título: SOB O SOL DA TOSCANA
Autor: Frances Mayes
Editor: Rocco
Nº de páginas: 337

A obra:

Durante muito tempo, Frances Mayes, professora americana, poeta e gastrónoma reconhecida, sonhou com a possibilidade de ter uma casa na Toscana. Qualquer uma. Bramasole foi a resposta à sua vontade de fazer parte, durante alguns meses por ano, da vida na província italiana. E não poderia ser uma resposta mais agradável. Um solar cor de alperce, com venezianas verdes, telhas antigas, varandas com gradeamentos de ferro forjado e patamares de terreno onde seria possível investir num pomar, na própria produção de azeite e até numa modesta vinha.
Sob o sol da Toscana é o relato minucioso dos primeiros tempos de Frances e do seu marido, Ed, na sua bella villa, às voltas com uma empreitada que se provou muito mais custosa e complicada do que parecia a princípio. Aqui os vemos derrubando paredes, consertando canalizações, descobrindo antigas nascentes e até um fresco original. Aqui os vemos, completamente entregues ao prazer de receber amigos para uma refeição leve, à sombra de árvores frondosas, sobre toalhas de linho, ou em passeios pela cidade vizinha de Cortona, uma pequena jóia medieval. Ou ainda, elaborando um minucioso roteiro turístico, em que a Toscana é literalmente esquadrinhada, para satisfação do leitor.
A proposta poderia fazer lembrar, aos mais desatentos, a do livro de Peter Mayle, "Um ano na Provença". Para além do mesmo ímpeto de morar num país que não é o seu, porém, as semelhanças não são muitas. Enquanto Mayle faz de sua Provença um lugar em que a joie de vivre é a marca essencial e carrega no humor, Frances Mayes investe no lirismo e no olho sábio de quem sabe transformar o prazer de comer em conselhos e dicas, para quem gosta de partilhá-los.
Leitora perspicaz, Mayes fala de D. H. Lawrence, Keats, Virgílio e Flannery O'Connor, interessa-se pela vida dos santos, e entremeia as suas memórias de infância, passada no Sul dos EUA, onde a sua família era dona de fazendas. A Toscana que surge no seu livro não é apenas um lugar delicioso, que nos vai envolvendo à medida que viramos as páginas. É um lugar cujas raízes são esmiuçadas, explicadas, investigadas com fina observação antropológica, tornando a viagem, além de deleitosa, instrutiva.
Como bem definiu a Booklist americana, eis um livro que possibilita "a mais perfeita viagem sem sair de casa".

A autora:

Frances Mayes passa metade do seu tempo em Cortona, na Itália, e em San Francisco, EUA, onde dirige uma Oficina Literária na San Francisco State University. Poeta conhecida, costuma colaborar com o New York Times, a House Beautiful e a Food and Wine com artigos sobre viagens e gastronomia.


Título: Sabedoria sem Respostas - Uma Breve Introdução à Filosofia A
utor: Daniel Kolak e Raymond Martin
Editor: Temas e Debates
Colecção: Para Sua Informação
Nº de páginas: 232

A obra:

Como o apresentaria Sócrates ao estudo da filosofia? Provavelmente como faz este livro. Trata-se de uma obra deliciosamente provocadora que o ajudará a entender a filosofia como a entendiam os grandes filósofos: uma actividade feita de questionamento e raciocínio, e não apenas um conjunto de informações. Em 14 capítulos cheios de vivacidade, aprenderá a evitar as respostas fáceis e será conduzido ao mundo fascinante do pensamento filosófico. Serão examinadas algumas das questões fundamentais:
· Deus existe?
· Porque existe o Universo?
· O que é o eu?
· Qual o significado da vida?
· O que é a morte?
· Dispomos de livre-arbítrio?
· O que é o conhecimento?
· O que significa moral?

O leitor poderá abordar frontalmente estas perguntas e explorará os modos como elas o afectam. E aprenderá a abandonar as respostas preconcebidas e a pensar de forma crítica nas ideias filosóficas que podem transformar a sua vida.

Os Autores:

DANIEL KOLAK é professor na Universidade de New Jersey e RAYMOND MARTIN na Universidade de Maryland. Ambos são autores de The Experience of Philosophy.


Título: Mort
Autor: Terry Pratchett
Editor: Temas e Debates
Colecção: Best Sellers

A obra:
A morte chega a todos e Mortimer (Mort para os amigos) não é excepção. Mas, quanto a morte chega ao pé dele, acontece algo de inesperado: oferece-lhe um emprego... Depois de se certificar de que morrer não é obrigatório, Mort aceita a proposta de se converter num aprendiz da Morte e libertar as almas dos seus invólucros carnais. É, contudo, um jovem sonhador e... não muito capacitado para este novo trabalho: assim que se encontra diante da princesa Keli - uma rapariga muito atraente prestes a ser assassinada -, Mort não mantém a calma que seria recomendável ao seu ofício e, em vez de libertar a alma da princesa, liberta a do assassino, interferindo com os desígnios implacáveis do Destino. Claro que a realidade não se muda assim tão facilmente: a princesa tem agora de fazer inúmeros esforços para conseguir que os seus súbditos lhe dêem ouvidos e estes mostram uma tendência muito desagradável para a ignorar. Mortimer precisa desesperadamente de ajuda, mas o seu mestre, tendo delegado nele boa parte do seu trabalho, agora passa os dias a beber, a jogar aos dados e a entregar-se a reflexões sobre a natureza filosófica do "divertimento"...


Museu Municipal de Caminha

Horário - Terça a Sexta 9h30 / 12h30m e 14h / 17h30

Sábado e Domingo 10h / 12h30m e 14h / 17h30

Encerra às Segundas e Feriados

Biblioteca Municipal de Caminha

Horário - Segunda a Sexta: 9h30 / 18h00 (contínuo)
Sábado: 10h00/13h00
Encerra ao Sábado de tarde e Domingo

Biblioteca Municipal de Vila Praia de Âncora

Horário - Segunda a Sexta: 9h30 / 18h00 (contínuo)
Sábado: 10h00/13h00
Encerra ao Sábado de tarde e Domingo

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