CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 175: 6/12 Mar 04 (Semanal - Sábados)

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ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE CAMINHA

OPOSIÇÃO QUIS RESPOSTAS

Nesta longa sessão da Assembleia Municipal, se os apoiantes de Júlia Paula elogiaram o seu desempenho político, a oposição pediu informações e explicações sobre a gestão camarária.

Foi o caso de Mário Molinos e Domingos Vasconcelos (CDU).

QUE APOIO SOCIAL?

O primeiro, criticou a interrupção dos apoios sociais a famílias carenciadas desde o passado mês de Dezembro, assacando responsabilidades pela situação ao Executivo, por não ter acautelado com antecedência o fim o programa "Caminhar"-Luta Contra a Pobreza, exigindo de seguida que lhe fornecessem a lista de acções a curto prazo, neste campo.

Júlia Paula negou que as acções estivessem suspensas, referindo que fizera contratos com os funcionários que trabalhavam no "Caminhar" e preparara uma nova candidatura.

Mário Molinos referiu-se ainda à situação da praia de Moledo e ao receio que mantém quanto à permanência em funcionamento dos CTT ("será que não vai encerrar paulatinamente?"), questionou-se, apesar das notícias contrárias.

"GRAÇAS A DEUS"

"Graças a Deus que já há mais areia na praia de Moledo", assim se exprimiu Júlia Paula quando interveio sobre este tema, apelando para que "não sejamos tão pessimistas",

Citou o nome do Prof. Veloso Gomes, que vem acompanhando a evolução do mar, o qual lhe terá revelado a dificuldade "em antecipar cenários", tendo aproveitado para dar a conhecer que o município tinha candidatado quatro praias do concelho à apreciação da Associação da Bandeira Azul.

Os esclarecimentos da autarca, originaram uma intervenção improvisada de Manuel Gordão, presidente da Junta de Moledo, pedindo "mais enroncamento a norte do paredão, onde o mar já "comeu" cerca de doze metros de areia das dunas, vendo-se na contingência de ter de retirar o passadiço que a atravessa (ver notícia sobre o assunto).

FUNCIONAMENTO DA BIBLIOTECA EM CAUSA

O deputado da CDU eleito em representação dos Verdes, contestou a política cultural encetada pela Executivo camarário na Biblioteca Municipal.

Considerou mesmo "decadente" a desorganização desse espaço, onde falha ainda a renovação bibilotecária, não se vendo livros novos, contestando ainda a manutenção dos horários de funcionamento actuais.

Lamentou também a eliminação de actividades culturais que já possuíam um público fidelizado, como acontecia com os colóquios.

Júlia Paula discordou das palavras de Mário Molinos, assegurando que a Biblioteca possui uma "boa gestão" e que têm vindo a informar da aquisição de novos livros através da Agenda Cultural.

Quanto ao alargamento dos horários, tudo terá de passar pela admissão de mais pessoal.

QUESTÕES AMBIENTAIS

O início da construção e entrada em funcionamento dos parques eólicos na Serra d'Arga, a posição da Câmara de Caminha sobre o projecto de construção de três barragens no Rio Minho (Monção/Melgaço) e a eventual saída de Caminha do aterro intermunicipal de Valença, foram as questões levantadas por Domingos Vasconcelos, e às quais Júlia Paula respondeu da seguinte maneira:

Esta autarca referiu que o Parque Eólico da Serra d'Arga será o primeiro a ser construído, de entre o conjunto dos que estão previstos para o Vale do Minho.

Verificou-se uma alteração da postura da Câmara relativamente à projectada construção de três barragens no Rio Minho.

BARRAGENS-CÂMARA FLECTE POSIÇÃO

Depois de o vereador José Bento Chão ter apostado numa atitude de "expectativa" quanto a esses projectos, no final de uma reunião do Conselho de Bacia do Rio Minho a que assistiu em Valença no mês passado, em que todas as outras câmaras se mostraram contrárias ao empreendimento, surgiu agora Júlia Paula a fazer votos para que "o projecto não vá avante", esperando por uma reunião com o Ministério do Ambiente exigida pelo presidente da Comunidade Intermunicipal do Vale do Minho.

Júlia Paula comungou ainda das ideias apresentadas por Domingos Vasconcelos, quando este apresentou os valores que os parques eólicos vão produzir e que tornarão desnecessária qualquer compensação de energia proveniente das barragens hidroeléctricas.

LIXO DE CAMINHA PODERÁ MUDAR-SE PARA VIANA

Acerca do aterro sanitário de S. Pedro da Torre, do qual o concelho de Caminha é o principal cliente, Júlia Paula não se mostrou preocupada, esperando estar garantida pela abertura que os concelhos da "Valimar" lhe proporcionarão, se o aterro do Vale do Minho encerrar.

Face à existência de uma sentença transitada em julgado que concedeu razão aos moradores afectados pelas expropriações, dado que não foram ouvidos, Júlia Paula evidenciou a sua oposição à introdução de uma eventual tarifa a lançar pelos municípios servidos pelo depósito e tratamento de lixos, com a finalidade de compensar os proprietários afectados.

OBRA DO HOSPITAL PREOCUPA SOCIALISTAS

Alçado norte do antigo hospital demolido

Que custos a mais se verificarão no final da obra de remodelação do ex-Hospital de Caminha? Quais os custos finais estimados? Que alterações foram introduzidas no projecto inicial? Há projectos? Houve cuidados arqueológicos? Quanto custarão os parques subterrâneos? Quando culminarão os trabalhos?

Foram estas algumas das interrogações lançadas à presidente da Câmara no decorrer do período prévio desta AM pelo deputado municipal socialista Manuel Vilares.

Júlia Paula até agradeceu a oportunidade que Manuel Vilares lhe proporcionou de esclarecer este assunto, começando por negar a alteração de qualquer projecto incial.

Segundo autarca, a mudança do auditório do sótão do edifício para cave não constitui qualquer alteração, nem a ampliação da sua capacidade de 90 para 200 lugares, o mesmo sucedendo em relação à duplicação dos parques de estacionamento subterrâneos (de um para dois, permitindo albergar 50 viaturas).

APENAS 10 MIL CONTOS DE AUMENTO DE CUSTOS

Referiu que o IPPAR aprovou-os, depois de terem sido realizadas escavações arqueológicas e quanto ao aumento dos custos, apenas se verificaram 10 mil contos referentes ao derrube do alçado norte do imóvel que ameaçava ruína, já aprovados pelo Tribunal de Contas.

MANIFESTO ELEITORAL INSPIROU SOCIALISTAS

A intervenção do deputado socialista António Bernardo foi das que mais irritou a presidente Júlia Paula, quando este, baseado no manifesto eleitoral autárquico de 2001 apresentado pelo PSD, perguntou por uma série de projectos ainda não concretizados.

No caso da ponte entre Caminha e A Guarda, Júlia Paula considerou "ridículo" falar dela, dado ser uma obra da administração central, recordando que apenas prometera "ir lutar por ela".

Criticou o governo que aprovou a ponte de Cerveira com apenas dois tabuleiros, o que impedirá a ligação a uma via rápida, razão pela qual se justificaria uma nova travessia mais ampla.

RECORDADA INAÇÃO DE GOVERNAÇÕES SOCIALISTAS

Quanto ao projectado parque industrial do Vale do Coura, deu como novidade que o IC1 deverá estar em ligação com tal pólo e recordou a inexistência de terrenos da zona industrial de Âncora, na posse da Câmara, quando tomaram posse, tarefa que se encontra à beira de ficar concluída.

Assinalou que o desassoreamento do Cais da Rua e do Rio Minho passa por intervenções nos dois rios (Minho e Coura) aproveitando para zurzir nos governos socialistas que nada fizeram no passado neste campo.

Em resposta à inexistência de saneamento básico nas freguesias para as quais tinha prometido instalá-lo, Júlia Paula precisou que competirá à Empresa de Águas do Minho e Lima instalar a rede em alta, após o que será ligada a rede em baixa, acrescentando, no entanto, que está a ser executado o saneamento na zona das Pedreiras, em Vila Praia de Âncora e ainda em Venade e Vilarelho.

No que respeita à situação dos projectos das piscinas em Vila Praia de Âncora, a autarca vituperou a governação autárquica socialista por nada terem feito ao longo de muitos anos, e nem sequer terem comprado os terrenos necessários.

"Nós é que comprámos os terrenos", aclarou, "tendo procedido à última aquisição há um mês", acrescentou.

Sobre a situação do processo do IC1, e em resposta à pergunta de Josefina Covinha (PS), afirmou nada saber, dado que a empresa se encontra a elaborar novo projecto de execução do traçado.

RIO ÂNCORA NÃO PODERÁ ESPERAR MAIS

Depois de Álvaro Meira ter assinalado que não mais tolerará situações de contaminação no rio Âncora, Júlia Paula lamentou quer persistam em "crucificar" este curso de água, levando o deputado socialista a recordar-lhe que fora o PSD quem chamara a televisão quando a câmara não era afecta a este partido.

Adiantou que a única solução ao mau funcionamento da ETAR, será a instalação de um emissor submarino, que ele (Álvaro Meira) vem reivindicado há muito.

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