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Nº 152: 27 Set a 3 Out 03
Semanal - Sábados
1ª Pág. JORNAL DIGITAL REGIONAL


Desvendando o arquitecto vilarmourense José Porto (1883-1965)

1948: Docelândia e Oficina Fontes

Fotografia de Fernando Borlido

OFICINA FONTES EM VILAR DE MOUROS

Na exposição sobre a vida e obra de José Porto que, integrada numa homenagem organizada pelo Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense e Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, estará patente em Vilar de Mouros a partir do próximo dia 12 de Outubro, serão apresentados os originais de diversos projectos de arquitectura existentes no seu espólio, entre os quais se destacam aqueles que o arquitecto vilarmourense realizou na sua terra natal.

Mesmo quando a sua vida profissional o obrigou a prolongadas estadias em Moçambique (1940-1952), José Porto nunca deixou de visitar regularmente a sua casa de Marinhas, fazendo frequentemente a viagem de comboio do Porto até Caminha, depois completada de táxi até Vilar de Mouros. Muitas dessas visitas acabavam ao Domingo com o almoço na casa da Família Fontes, proprietários de uma oficina de serralharia fundada ainda no século XIX e cuja antiga amizade com o arquitecto vilarmourense, em especial do obreiro maior do Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense, Manuel Fontes, se aliava a uma intensa relação profissional que, materializando-se em inúmeros trabalhos de serralharia que os Fontes efectuariam para as obras do Arqº. Porto, teria um momento alto com um projecto seu para a remodelação da Oficina Fontes (1948). Sendo, ao que parece, a única intervenção de José Porto num edifício de cariz industrial, a escala relativamente modesta de uma oficina de aldeia permitiu-lhe ainda assim usar uma linguagem arquitectónica moderna e funcionalista, bem evidente nas extensas superfícies envidraçadas e na grande clarabóia suspensa por uma admirável estrutura de madeira (obra executada pelo mestre carpinteiro Abílio Mourão), permitindo jogos de luz e sombra com o fogo da forja e a negritude das máquinas e da fuligem que fazem deste espaço uma memória viva da grande história dos artífices vilarmourenses e, mesmo que temporariamente, o local ideal para a realização da exposição sobre a vida e obra de José Porto.

Fotografia cedida por D.Maria Olinda Matos

INTERIOR DA CONFEITARIA DOCELÂNDIA
POUCO DEPOIS DA INTERVENÇÃO DE JOSÉ PORTO EM 1948

Nesse mesmo ano de 1948, José Porto assumiria um outro projecto em Caminha, a Confeitaria Docelândia (1948), em que para além da arquitectura teve a oportunidade de mostrar a sua faceta de designer, responsabilizando-se pela decoração de interiores e pelo desenho do mobiliário, daí resultando um ambiente requintado que, hoje infelizmente destruído, todavia perdura nas recordações dos caminhenses. Numa história curiosa que mostra bem como tanta coisa mudou em Caminha neste mais de meio século que nos separa de 1948, D. Maria Olinda Matos, filha do Sr. João Pereira de Matos, um dos sócios-proprietários da Docelândia, ainda hoje se recorda que para possibilitar que José Porto acompanhasse a obra da Docelândia iam buscá-lo a Marinhas pelo rio Coura numa gamela, regressando depois pelo mesmo meio ao fim do dia !

A exposição JOSÉ PORTO (1883-1965). DESVENDANDO O ARQUITECTO DE VILAR DE MOUROS estará patente na Oficina Fontes (Largo da Torre, Vilar de Mouros) do dia 12 de Outubro até ao dia 2 de Novembro, com abertura às 6ªs feiras, Sábados e Domingos (15.00 h - 19.00 h) e, por marcação antecipada, em outros dias da semana.

JUNTA DE FREGUESIA DE VILAR DE MOUROS

Horário de Atendimento ao Público

De 2ª a 6ª Feira - 19H / 20H

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