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NOVO ROMANCE BRASILEIRO EM TORNO DO MITO DE DON JUAN
LANÇADO EM LISBOA COM A PRESENÇA DO AUTOR
O jornalista brasileiro João Gabriel de Lima estará na próxima semana em Lisboa para o lançamento da edição portuguesa de O Burlador de Sevilha, o seu primeiro romance. A sessão de lançamento terá lugar na livraria Bulhosa de Entrecampos, na quinta-feira, dia 18, pelas 18.30h. A apresentação da obra será feita pelo também jornalista e escritor Paulo Nogueira.
Editor especial da revista Veja desde 2000, João Gabriel de Lima (São Paulo, 1965) desempenhou, desde 1993 até essa data as funções de editor de cultura da revista, acompanhando desde sempre a sua paixão pelo jornalismo e pela escrita pela paixão da música - tem o curso de piano e publicou, em 1990, um livro sobre Instrumentos Musicais Brasileiros.
O Burlador de Sevilha reúne, pois, dois grandes prazeres do seu autor, o que será sem dúvida uma das principais razões para o evidente prazer com que este romance foi escrito e por sua vez transmite aos leitores, um prazer que será garantidamente redobrado para todos os amantes de ópera e de histórias bem contadas. Esta é uma história em que os mitos de Don Juan e da cidade de Sevilha como palco de grandes paixões e conquistas são transpostos para a actualidade e vistos à lupa da realidade urbana actual da cidade e das grandes e pequenas burlas com que edulcoramos os destinos turísticos para satisfazer os desejos de aventura e paixão que faltam no nosso quotidiano. Um coralista de ópera que nunca se resolve efectivamente a ir visitar a cidade-mito das paixões de Carmen e Don Giovanni e uma empregada de uma agência de viagens especializada em concretizar as fantasias e expectativas amorosas dos viajantes solitários estabelecem uma relação erótica de troca de sexo e histórias. Ela conta as histórias vividas por outras, clientes da agência, ele conta igualmente as histórias vividas por outros - as personagens das mil e uma óperas que conhece. Enquanto isso, em Sevilha, o Burlador inventa ele próprio histórias e personagens para servir as suas múltiplas e simultâneas conquistas. A morte, como sempre, faz parte de todas as histórias e de toda a paixão, mas entretanto o prazer de viver, e de ler, vai-se acrescentando à custa de mentiras, burlas e enganos que não são, portanto, necessariamente maus - Que seria de todos os amantes de histórias se assim não fosse?
Um livro irónico, inteligente e bem humorado, que surge como uma lufada de ar fresco no panorama actual da literatura em língua portuguesa, que a editora Temas e Debates se orgulha de editar na colecção Lusografias como primeiro título em português do Brasil desta já prestigiada colecção.
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Neste mês de todos os regressos, a Temas e Debates traz propostas para todos os gostos e grandes títulos de ficção, ensaio e auto-ajuda.
O mais aguardado será sem dúvida o novo livro de José Luís Peixoto, que se associou aos Moonspell num projecto inédito e aliciante: a criação de uma narrativa inspirada no universo musical do novo disco da banda metálica portuguesa que mais sucesso obtém além fronteiras. The Antidote, título do disco, é assim reflectido em Antídoto, novela de amor e morte constituída por pequenos contos. Antídoto tem lançamento marcado em simultâneo com o disco, programado para 29 de Setembro,em Lisboa. Na altura, será ainda lançada uma edição especial e limitada de The Antidote para o mercado nacional que incluirá Antídoto em formato digibook. O CD inclui , no entanto, para todos os mercados, uma faixa multimédia com os contos de José Luís Peixoto em inglês, numa magnífica tradução assinada por Richard Zenith. Duas linguagens que se unem para alargar um sentido. Dois criadores que somam e seguem em busca de novos territórios. Dois antídotos para um mesmo veneno.
A sedução também pode ser um veneno viciante, como Don Juan bem sabia. O Burlador de Sevilha, primeiro romance do jornalista brasileiro João Gabriel de Lima, que publicamos na colecção Lusografias, conta-nos a história de um sedutor compulsivo na Sevilha contemporânea e de um casal de amantes viciados em histórias, que trocam entre si carícias e narrativas aprendidas nos respectivos métiers: ele é coralista de ópera, ela agente turística. Conseguindo conduzir o leitor por um caminho de puro deleite do princípio ao fim do livro, João Gabriel de Lima maneja o humor com a subtileza de construção de uma ópera buffa, satirizando com inteligência o mundo da ópera, do jornalismo e da indústria do turismo, com as suas mitologias e burlas em que todos caímos de uma forma ou de outra.
João Gabriel de Lima é editor especial da revista VEJA e virá a Portugal para o lançamento deste delicioso Burlador de Sevilha, que terá lugar na livraria Bulhosa de Entrecampos no próximo dia 18, quinta-feira, pelas 18.30h. A apresentação será feita pelo também jornalista e escritor brasileiro Paulo Nogueira.
E depois dos pecadilhos deste burlador , temos grandes e variados pecados cabeludos para partilhar com os nossos leitores: Os Pecados do Padre Music é um romance tragicómico e cheio de inconveniências delirante - altamente recomendável, portanto - que trata da vida de um padre pouco católico, pouco celibatário e pouco crente, rodeado por bispos fanáticos por golfe e traficantes de livros. Continuamos, pois, no reino da burla, mas desta feita pela mão do inglês Alan Isler, que domina com resultados maravilhosamente grotescos a arte do jogo de palavras.
Pecados na Noite , por outro lado, assinala a estreia no circuito livreiro português da nova estrela absoluta do suspense: Tami Hoag tem lugar cativo nas listas americanas de best-sellers desde os primeiros romances publicados, na década de 90. Pecados na Noite é um dos seus títulos paradigmáticos e um daqueles "page turners" que nenhum amante de thrillers e emoções fortes poderá ignorar.
Um livro de mulheres e sobre as mulheres, escrito por uma grande senhora da literatura canadiana recentemente falecida, Carol Shields. "A Menos que" reflecte sobre a perda, a bondade e a esperança com uma sabedoria, lucidez e ritmo tais que lhe garantiram um lugar de finalista do Booker Prize em 2002. Um grande romance, de uma sensibilidade inigualável no tratamento de algumas questões fundamentais em que muitas vezes evitamos pensar no quotidiano. Um título que será um marco inescapável na já longa, e sempre excelente, colecção Grafias.
As nossas propostas de não-ficção dividem-se este mês curiosamente entre uma reflexão global e profunda sobre a nossa actual forma de vida e dois títulos mais casuísticos, de auto-ajuda, para nos ajudar a enfrentar essa forma de vida que ajudamos a criar:
Consumactor -Os Consumidores contra a Má Globalização, de Mário Beja Santos e Artur Tomé, reflecte sobre o desafio do consumo responsável na era da globalização, nomeadamente ao nível da Europa e da sua grande responsabilidade na consciencialização dos consumidores para a adopção de novas atitudes e novos padrões de consumo.
Vivermos e Pensarmos Como Porcos, de Gilles Châtelet, é, por sua vez, um autêntico marco histórico no pensamento sobre a globalização, escrito por uma das vozes simultaneamente mais incendiárias e rigorosas do pensamento francês pós Maio de 68, herdeiro de Deleuze, Guattari e Foucault. Vivermos e Pensarmos Como Porcos denuncia a Tripla Aliança neoliberal estabelecida pelas democracias-mercado, e ergue-se como autêntico panfleto, irreverente mas erudito, contra a monotonia e o cinzentismo do pensamento contemporâneo.
Se quisermos, no entanto, ser mais conformistas ou mais contemporizadores neste regresso ao trabalho, o que é decerto um direito que nos assiste, aqui vão duas ajudas para enfrentar, contornando, coisas tão desgastantes como "a inveja, a frustração, a desilução ou a raiva", no emprego e não só: de Jeremy Bullmore, Mais um Dia Mau no Trabalho? e, de John Gray , o guru das relações, autor de Os Homens São de Marte. as Mulheres de Vénus, um livro sapiente que nos nos ensina Como Obter o que Quer e Apreciar o que Tem, sob forma de guia prático e espiritual para o sucesso pessoal.
Título: Antídoto
Autor: José Luís Peixoto
Editor: Temas e Debates
Colecção: Micrografias
Nº de páginas: 96
Antídoto, de José Luís Peixoto, é uma novela de contos inspirada no universo musical do disco The Antidote (Century Media, 2003) dos Moonspell. Dois antídotos para um mesmo veneno.
A obra:
E se fizéssemos um livro e um disco como nunca se fez? E fizemos. As tardes passadas no local de ensaios, as noites de concertos, os dias no estúdio em Helsínquia. As primeiras versões do texto, papéis riscados, o écran do computador. As tardes, as noites, os dias. Um só antídoto contra todos os venenos: o trabalho baseado na amizade e na vontade de dar aos outros o melhor de nós próprios.
José Luís Peixoto
Quando se conhece o José Luís (Peixoto) conhece-se tudo aquilo que fala através dele, em consciência ou fora dela, e queremos que tudo aquilo fale por nós também. Quando se conhece o José Luís (Peixoto) conhece-se aquele que vive e sobrevive ao estilo de morte sulista e que tão bem o soube dizer quando teve de o partilhar connosco, e apetece que aquele seja um nosso aliado na arte desta sobrevivência e que nos ajude a dizê-la também.
Quando nos juntamos ao José Luís (Peixoto) é como se ele se juntasse a nós. E nesta mistura de veneno e antídoto, de horror e beleza, sem forma, limites ou condições, existe um espírito que espalha um eclipse, que volta as costas à encruzilhada, que depois das nuvens é o medo, que debaixo de pele é o medo.
Esse espírito somos todos nós, ainda lunares: as nossas mãos com medo do que descobrem, os nossos sonhos agitados com as curas, os nossos espíritos irrequietos mas decididos a entrar no segredo de cada um e construir um perturbadoramente novo para matar a sede de antídoto que tão bem conhecemos.
Fernando Ribeiro (Moonspell)
O Autor:
JOSÉ LUÍS PEIXOTO nasceu em 1974 em Galveias, concelho de Ponte de Sor. Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, foi professor do ensino secundário e é colaborador regular de vários jornais e revistas.
Em 2000, publicou a ficção Morreste-me e, logo a seguir, o romance Nenhum Olhar, que fez agitar o panorama literário português e foi finalista dos prémios da APE e do PEN Clube, acabando por ganhar o Prémio José Saramago. O livro de poesia A Criança em Ruínas, lançado em 2001 e com edições sucessivas, constituiu um novo êxito de público e de crítica. Já em 2002 publicou Uma Casa na Escuridão e A Casa, a Escuridão, romance e poemas sobre o mesmo universo. A sua obra está já traduzida em várias línguas.
Tendo representado Portugal em diversos eventos literários internacionais (Paris, Madrid, Frankfurt, Zagreb, Buenos Aires, entre outros), foi em 2002 o primeiro autor português convidado para a residência de escritores Ledig House em Nova Iorque, encontrando-se já a preparar o seu terceiro romance.
Título: O Burlador de Sevilha
Autor: João Gabriel de Lima
Editor: Temas e Debates
Colecção: Lusografias
Nº de páginas: 156
A figura de Don Juan, aparecida pela primeira vez numa obra do século XVII, estava destinada a multiplicar-se por dezenas de romances, óperas, filmes e peças de teatro. No presente romance, João Gabriel de Lima parte de uma pergunta para falar do fascínio que a personagem ainda hoje exerce: como seria Don Juan se vivesse hoje?
A obra:
A resposta dá-se em duas narrativas entrelaçadas que geram expectativas apenas satisfeitas no final do livro. Numa delas, na Sevilha actual, um personagem designado como Burlador exercita as suas artes de conquistador compulsivo. Para tanto, conta com a Internet e com a meticulosidade também compulsiva do seu criado, que percorre a cidade em busca de turistas do sexo feminino passíveis de cair na teia do patrão. Na segunda, colocam-se em cena uma agente turística e um cantor do coro do Teatro Lírico. Entre os dois, a grande diferença é a ópera: ele adora, ela odeia.
Mas Susana, uma espécie de Xerazade moderna, adora ouvir e contar histórias, sobretudo se falam de amor. Para amar Susana, portanto, e para ser amado por ela, é preciso alimentá-la com enredos em que homens e mulheres se dispõem a viver e morrer pelo ser amado. Porém, como nunca viveu nada de extraordinário, o cantor decide fazer pequenas adaptações dos libretos e relatá-los como se fossem histórias recentes de gente que conhece.
O humor de João Gabriel de Lima cria um clima de ópera bufa e satiriza certas burlas em vigor: o turismo, o jornalismo, a própria literatura. Aqui, tudo pode parecer e não ser. Menos os altos poderes que têm as narrativas de nos levar ao prazer, evidentemente.
O autor:
João Gabriel de Lima nasceu em São Paulo, em 1965. É formado em piano e jornalismo. Desde 1993 é editor especial da revista Veja. Publicou em 1990 Instrumentos musicais brasileiros. O Burlador de Sevilha é o seu primeiro livro de ficção.
Sobre o livro:
O livro de João Gabriel de Lima lida com uma questão: será que burlas e mentiras são sempre ruins? E se algumas delas forem homenagens - de um homem a sua amada ou de um autor a seu leitor? Afinal, nunca é de mais lembrar que o bom poeta é sempre um fingidor e que a boa literatura tem sempre uma alta dose de mentira [...] É exactamente esse tipo de burla que João Gabriel oferece em sua estreia.
Veja
Ao fugir de tendências dominantes da literatura brasileira contemporânea [...] João Gabriel de Lima [...] resolve assumir, corajosamente, todos os riscos, indo na contramão dos apelos mercadológicos, quando usa a sedução da própria narrativa como arma de sedução do seu texto. Na verdade, este romance busca resgatar a arte de contar e ouvir histórias, trazendo de volta à literatura a força do enredo [...]
Jornal do Brasil
Em O Burlador de Sevilha, duas narrativas correm lado a lado [...] Nelas, dá-se o jogo entre o real e o ilusório, pois os mesmos personagens são analisados de diferentes pontos de vista. Mas João Gabriel de Lima não está preocupado em ludibriar o leitor com jogos especulares. Ele quer tão-só contar uma boa história e demonstrar que a mentira, quando apresentada com estilo, torna-se fantasia. Esse, o material de que são feitos os romances - os literários e os amorosos.
Bravo
Você pode se deliciar com o romance de estreia de João Gabriel de Lima, que escolheu ninguém menos do que Don Juan como personagem. Mas, em O Burlador de Sevilha, o grande sedutor [...] aparece em versão moderna, utilizando computadores e a internet para realizar suas conquistas. Mais do que divertido, o livro é surpreendente.
Playboy
[...] Ao simular um retrato do novo Don Juan, João Gabriel de Lima ri dos homens, de suas letras, seus artíficios, seus sonhos e suas fraquezas.
O Globo
Título: A menos que
Autor: Carol Shields
Editor: Temas e Debates
Colecção: Grafias
Nº de páginas: 256
Reta Winters tem motivos mais do que suficientes para ser feliz: três filhas adolescentes; uma relação saudável há vinte e seis anos com o pai das raparigas; um trabalho fantástico entre mãos - a tradução das memórias de Danielle Westerman, uma intelectual e feminista francesa sua amiga - e ainda o sucesso que usufrui como romancista, embora estreante.
A obra:
Prestes a celebrar 44 primaveras, Reta Winters vê, porém, toda a sua felicidade desvanecer-se subitamente: Norah, a filha mais velha, abandona a família, o namorado e a faculdade sem dar explicações e acaba a pedir esmola numa esquina em Toronto, recusando-se a falar do que se passa dentro de si. Dormindo num albergue para os sem-abrigo durante a noite e sentada de pernas cruzadas todo o dia à entrada do metropolitano, Norah traz ao peito um letreiro com uma única palavra escrita - Bondade.
Desconsolada pela perda e o silêncio inconcebíveis da filha, Reta persegue o mistério desta mensagem. Com a ajuda da família, de duas amigas bibliotecárias e até da octogenária Danielle, faz tudo o que pode para apoiar Norah à distância, para garantir a sua segurança e descobrir o que a levou a tomar tal atitude, ao mesmo tempo que tenta prosseguir com a sua vida normal e escrever um segundo romance, sob a pressão do novo editor.
A menos que centra-se, mais do que na fuga de Norah, na descoberta de Reta sobre a perda, a bondade e a esperança, bem como o papel que a mulher ocupou desde sempre no mundo. Um livro belo, mordaz e evocativo, que não poderá deixar ninguém indiferente.
A autora:
Carol Shields nasceu em Oak Park, Illinois, em 1935. Estudou na Universidade de Exeter, em Inglaterra, e na Universidade de Otava, no Canadá, para onde se mudou aos vinte e dois anos. É autora de cerca de vinte livros, incluindo poesia, ensaio, contos e romance. A sua obra foi traduzida em mais de vinte línguas e frequentemente premiada. Em 2000 Carol Shields foi nomeada Chevalier de l'Ordre des Arts et des Lettres pelo governo francês. A menos que foi finalista do Booker Prize 2002.
Carol Shields faleceu em Julho de 2003.
Sobre o livro:
A escrita é lúcida e inteligente, tão naturalmente ritmada como a respiração, no entanto com imagens tão vivas que saltam para fora da página [...] os leitores de Shields vão encontrar grande perspicácia e sabedoria neste livro.
New York Times Book Review
A menos que é uma formidável meditação sobre a realidade [...] Shields produziu um livro assaz inteligente sobre a maternidade, a honra, a arte, a família e o amor [...] uma obra-prima.
New Statesman
Um romance extraordinário e perigoso [...] que coloca questões fundamentais, questões em que evitamos pensar no quotidiano [...] da forma mais escrupulosa e elegante que existe.
The Scotsman
A menos que centra-se na tragédia e na perda mais do que nos temas esperados de Shields, como a vida conjugal, a delicada "arquitectura" do desejo e a necessidade de paz, embora estes também tenham lugar nesta obra [...] Uma inigualável sensibilidade que nos tira o fôlego.
Sunday Times
Sobre a história de uma mulher que, ao não fazer nada, está a reivindicar tudo [...] Um livro inesquecível.
Publishers Weekly
Se algum livro mereceu ser finalista do Booker, foi este.
Publishing News
Título: Consumactor - Os Consumidores contra a Má Globalização
Autor: Beja Santos e Artur Tomé
Editor: Temas e Debates
Colecção: Para Sua Informação
Nº de páginas: 172
Quando a Terra estiver poluída
quando o ar estiver contaminado
e quando a água estiver suja,
aparecerão os guerreiros do Arco-Íris
para nos devolver a Terra para os nossos filhos
(poema dos índios canadianos, provavelmente apócrifo, onde o movimento Greenpeace buscou inspiração para o nome do seu barco)
A obra:
"Em Fevereiro de 2002, realizou-se em Lisboa a conferência 'Um novo desafio para a Europa na era da globalização: o consumo responsável' [...] Para mim, foi aí que este livro começou.
Os objectivos preconizados eram os de, por um lado, contribuir [...] para o aprofundamento dos modos de consumo social e ambientalmente responsáveis [...]; por outro lado, pretendia-se que o "produto final" da conferência pudesse constituir uma alavanca para uma reflexão na União Europeia [...]
Ora essa reflexão [...] deve ser alargada ao público em geral, tendo em vista a sua consciencialização quanto à sua responsabilidade como consumidor no evoluir de uma política de desenvolvimento, sem o esgotamento dos recursos e do ambiente que permite a sobrevivência pura e simples da espécie humana."
Beja Santos
"Não acredito nos resultados práticos dos encontros internacionais dos políticos, nos Rios, Quiotos ou Joanesburgos. Mas admiro os carolas que os organizam, coordenam e metem as conclusões desses encontros debaixo do nariz de quem governa, para assinar.
O trabalho desses funcionários é fundamental para a criação de uma estrutura legislativa e organizacional que possibilite e incentive iniciativas de desenvolvimento sustentável. Admiro a persistência de todos os que, num mar de decretos e recomendações, elaboram propostas, aproximam organizações, incentivam sinergias e, fora da ribalta, ajudam a meter o mundo nos eixos.
O debate sobre comércio justo, onde me encontrei com Beja Santos, constava de pessoas que falavam do que tinham feito, e não de funcionários a discutirem o que se deve fazer."
Artur Tomé
Os Autores:
Beja Santos é assessor principal do Instituto do Consumidor e dedica-se, designadamente, aos problemas de educação e informação numa perspectiva dos modos de consumo ambientalmente viáveis. Apresentou os primeiros programas de televisão neste domínio e dirigiu publicações relativas à defesa do consumidor. É autor de Guia do Consumidor Prevenido, publicado pela Temas e Debates, colabora regularmente em programas de rádio, na imprensa diária e regional e em publicações especializadas nacionais e estrangeiras. É professor universitário na área da política de consumo.
Artur Tomé é publicitário.
Título: Vivermos e Pensarmos como Porcos
Autor: Gilles Châtelet
Editor: Temas e Debates
Colecção: Temas e Debates
Nº de páginas: 140
Num ensaio crítico e incisivo sobre a sociedade de consumo, Gilles Châtelet insurge-se contra a tirania do liberalismo e apela a uma filosofia de combate para o futuro.
A obra:
Poder-se-á reduzir a humanidade a uma mera soma estatística de cidadãos-consumidores que se vão entre-devorando pelo tédio e pela inveja?
Distanciando-se das ninharias pseudo-humanistas, Gilles Châtelet denuncia, neste ensaio que é um marco no pensamento sobre a globalização, aquilo a que chama a Tripla Aliança (política, económica e cibernética) dos neoliberais ¾ aliança que procura tornar racional, e mesmo festiva, a "guerra de todos contra todos" ¾ e reclama uma filosofia de combate que produza "mais vagas e menos vogas", recusando o "processo de domesticação generalizada" instituído pela chamada "nova ordem mundial" ciber-mercantil. Uma filosofia, enfim, que triunfe "onde Marx, Hegel e Freud o não conseguiram".
Com a rigorosa ferocidade dos seus talentos de cientista, filósofo e polemista, Gilles Châtelet analisa aqui o processo que ultrapassou as conquistas e as motivações do Maio de 68 para engendrar o actual homem médio das democracias-mercados e a evolução do populismo clássico para o tecno-populismo ou populismo yuppie, sempre pronto a consumir e digerir o best-of dos bens e serviços propostos à escala planetária.
O Autor:
Gilles Châtelet (1944-1999), filósofo e matemático, cresceu num ambiente operário. Já doutorado em matemática, participou no movimento de Maio de 68, em Paris, e, embora tenha mantido sempre uma certa atitude de reserva face aos acontecimentos, foi membro activo da FHAR (Front Homosexuel d'Action Revolucionaire) e do C.I.R.C (Centre d'Information et Recherche sur le Cannabis). Conheceu depois Michel Foucault, para ele uma influência decisiva no pensamento político, Félix Guattari e também Gilles Deleuze, que daí em diante marcará o seu pensamento filosófico. No campo da epistemologia, esforçou-se por reintegrar o afecto no pensamento científico (na esteira, por exemplo, de Gaston Bachelard) e por defender "a ferocidade" da intuição. "Vivermos e Pensarmos como Porcos", publicado um ano antes do seu falecimento, é uma obra de síntese, longamente amadurecida pelo autor, que entre 1989 e 1995 integrou a direcção do Collége International de Philosophie.
Sobre o livro:
Entre a violência do panfletário e a erudição extrema do investigador, Gilles Châtelet deixou-nos um guia fustigante
J.-Y. Feberey
Esta cólera febril contra a vulgaridade contemporânea é como um antídoto.
Lire
Um panfleto incendiário e rigoroso sobre os excessos do capitalismo.
Lengua de Trapo
[Gilles Châtelet é] herdeiro de Deleuze e Guattari, de Foucault e Guérin, que, segundo diz, resistiram a viver e a pensar como porcos.
La Quinzaine Littéraire
Maio de 68 está morto, mas é urgente matar também aquilo em que se está a converter: a justificação ideológica pseudolibertária da contra-reforma liberal e do seu ideal humanitário, a democracia de mercado.
Le Monde
Um texto irreverencioso e incendiário que ataca a monotonia do pensamento contemporâneo.
Magazine Littéraire
Título: Os Pecados do Padre Music
Autor: Alan IslerEditor: Temas e Debates
Colecção: Outras Grafias
Nº de páginas: 312
Um padre pouco católico, pouco celibatário e pouco crente, rodeado por bispos fanáticos por golfe e traficantes de livros, num romance tragicómico cheio de inconveniências delirantes.
A obra:
Edmond Music, padre católico e director do Instituto de Pesquisa Beale Hall, esconde segredos inconfessáveis. Francês, mas filho de pais húngaros, viu-se obrigado a renegar as origens judaicas e a converter-se ao cristianismo a fim de salvar a família dos nazis. Vive numa magnífica mansão aristocrática, legada por uma amante de longa data, Lady Violet Devlin - ou melhor Kiki -, e há quarenta anos que partilha o leito com a governanta, Maude Moriarty. Apesar de tudo, nada se compara à verdade "pecaminosa" que oculta há muito tempo: Edmond não acredita em Deus.
Já no fim da sua vida eclesiástica, eis que surge do passado Fred Twombly, antigo colega de escola de Edmond e seu inimigo de sempre, que ameaça acabar com a fachada que o padre Music tem mantido tão cuidadosamente. O que poderá ser a obra-prima de Shakespeare, depositada em tempos na famosa biblioteca sob a responsabilidade de Edmond, desapareceu e Twombly veio certificar-se de quem foi o culpado.
Brilhante no jogo de palavras, simultaneamente cómico e comovente, Os Pecados do Padre Music é um romance de fé, identidade, abandono - e amor.
O Autor:
Alan Isler nasceu em Londres em 1934 e aos dezoito anos emigrou para os Estados Unidos. Leccionou Literatura Inglesa no New York's Queens College até 1995. A sua estreia no romance, The Prince of West End Avenue, valeu-lhe na América o National Jewish Book Award e a nomeação para o National Book Critics Circle Award em 1994. Na Grã-Bretanha foi homenageado com o Jewish Quartely Fiction Award. É autor de Kraven Images e The Bacon Fancier.
Sobre o livro:
Isler ultrapassa as mais altas expectativas neste romance soberbo sobre um padre trapaceiro, nascido judeu, a chegar ao fim da vida [...] Altamente recomendável.
Library Journal
Maravilhosamente grotesco [...] rico e inesquecível
The Washington Post
Isler é pródigo em catalogar os crimes da Igreja Católica, desde a perseguição à pedofilia.
The Observer
Os Pecados do Padre Music é de leitura extremamente agradável. O autor tem um talento especial para piadas shakespeareanas e um ritmo cómico brilhante.
The Guardian
O enredo é sumptuoso e sofisticado, o tempo e o espaço perfeitos. Não poderão ter existido muitas pessoas que tenham tido um amigo francês, descendente de húngaros, judeu e padre católico, mas creio que teriam dado umas boas gargalhadas com ele.
The Telegraph
Título: Como Obter o que Quer e Apreciar o que Tem
Autor: John Gray
Editor: Rocco
Colecção: Obras de John Gray
Nº de páginas: 324
UM GUIA PRÁTICO E ESPIRITUAL
PARA O SUCESSO PESSOAL
John Gray, o homem responsável por ajudar milhões de pessoas nos seus bestsellers de Marte e Vénus, escreveu agora um guia essencial para o sucesso pessoal. Combinando psicologia ocidental com meditação oriental, Gray apresenta um método inovador para se ser feliz e confiante.
A obra:
O verdadeiro desafio da vida não é simplesmente obter o que se quer, mas saber apreciar o que se tem. Embora muitas pessoas não sintam dificuldade em conseguir o que querem, não sabem dar valor às suas conquistas. Por outro lado, há aqueles que fazem o melhor que podem e parecem satisfeitos com o que são, mas na verdade não sabem como hão-de conseguir mais do que têm.
Neste livro, o famoso autor de Os Homens São de Marte, as Mulheres de Vénus ensina-nos a estabelecer uma meta clara e realista para o nosso sucesso pessoal, explica-nos como conseguir o que é realmente importante para cada um de nós sem termos de sacrificar a nossa paz interior e ajuda-nos a identificar e a eliminar os bloqueios emocionais que impedem a verdadeira felicidade.
O autor:
JOHN GRAY é especialista em Comunicação e Desenvolvimento Pessoal. Durante nove anos Gray viveu como monge, experiência que lhe conferiu um determinado saber sobre serenidade e compaixão. Casado, pai de três filhas, é formado em Inteligência Criativa pela Maharishi European Research University e em Psicologia e Sexualidade Humana pela Columbia Pacific University.
É autor, entre outros, dos livros Os Homens, as Mulheres e os Relacionamentos, Marte e Vénus Juntos para Sempre, Marte e Vénus Apaixonados, Marte e Vénus Recomeçando. O seu primeiro livro, Os Homens São de Marte, as Mulheres de Vénus, vendeu mais de um milhão de exemplares.
Sobre o livro:
Altamente recomendável.
Library Journal
Título: Pecados na Noite
Autor: Tami Hoag
Editor: Temas e Debates
Colecção: Best-Sellers
Nº de páginas: 566
New York Times Bestseller
Pecados na Noite, adaptado para uma mini-série televisiva da CBS com a participação de Valerie Bertinelli, Harry Hamlin, Martin Donovan e David Marshall Grant, entre outros, apresenta Tami Hoag como a nova mestre do suspense moderno.
A obra:
Numa pequena cidade do Minnesota, onde as pessoas conhecem os vizinhos e o crime só ocorre no noticiário, desaparece uma criança. A única coisa que a Polícia encontra é um saco de ginástica com um bilhete: "Ignorância não é inocência, mas Pecado"... Existem medos que escondemos no nosso íntimo, onde o mundo real não deveria chegar. À noite, estes medos podem levar-nos a cometer os pecados mais horrendos. Tami Hoag conhece estes segredos e fez com eles um thriller que somos incapazes de abandonar antes do fim.
A autora:
Tami Hoag, escritora norte-americana, é originária do Minnesota, casada e a viver em Charlottesville, na Virgínia. Os seus livros aparecem nas listas americanas de best-sellers desde a publicação em 1988 do seu primeiro romance.
Sobre o livro:
Pecados na Noite é um entretenimento explosivo, perturbador. Isto é suspense ao mais elevado nível.
Michael Palmer
Tranquem as portas e acendam todas as luzes - Hoag escreveu um thriller de fazer arrepiar a espinha.
New Woman
Este é um romance que se lê melhor numa sala fechada, com a certeza de que todas as fechaduras estão seguramente trancadas e todos os armários vazios. Todos temos medo de alguma coisa e Tami Hoag tem bem noção do que é.
Mostly Murder
Este fantástico romance de suspense [...] é um relato muito bem escrito da vida na cidade do Minnesota. [...] As técnicas de investigação são todas apresentadas de uma forma inteligente e proporcionam uma forte estrutura para esta história arrepiante.
Library Journal
Título: Mais Um Dia Mau no Trabalho?
Autor: Jeremy Bullmore
Editor: Temas e Debates
Colecção: Temas Práticos
Nº de páginas: 148
Inveja. Frustração. Desilusão. Raiva. Será que temos de enfrentar isto tudo num dia de trabalho?
A obra:
Passamos grande parte da nossa vida no emprego e, embora a maioria goste do que faz, são frequentemente as pessoas que trabalham connosco que nos causam mais problemas. É o chefe que não se apercebe da nossa competência, o colega que não faz o que lhe compete, ou o patrão que espera que a empresa dele seja mais importante do que a nossa família.
Jeremy Bullmore sugere de forma divertida e original como resolver problemas relacionados com conflitos de personalidade, lealdades divididas e todos os mal-entendidos que caracterizam a vida profissional. Com uma perspicácia invulgar, analisa oitenta e três problemas específicos e mostra que depois da tempestade vem a bonança.
Temas abordados:
· As relações entre chefes e subordinados
· A relação entre problemas pessoais e produtividade
· O dilema entre a lealdade aos colegas ou à empresa
· A construção da carreira nas actividades do dia-a-dia
· O assédio
· O momento certo de procurar outro emprego
Este é um livro imprescindível para quem quer vencer na carreira preservando a qualidade de vida.
O autor:
Jeremy Bullmore, ex-presidente da agência de propaganda J. Walter Thompson, é um dos directores da holding WPP, um dos maiores grupos de comunicações do mundo. Participa intensamente em debates, conferências e cursos de publicidade e marketing, e é autor de obras clássicas nessa área.
Sobre o livro:
Este pequeno e elegante livro é não só uma grande fonte de conselhos fundamentais como consegue ser incrivelmente divertido.
Moneyweb
O autor, descrito como "um tesouro nacional" pelo Financial Times, traz-nos uma voz espirituosa e original que nos ensina a resolver conflitos de personalidades, lealdades divididas e mal-entendidos que perturbam a vida profissional.
Business Line
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