A situação de impasse em que se encontra a Marginal de Seixas, voltou a estar na mira dos vereadores socialistas na última reunião de Câmara, cabendo a Manuel Carlos Falcão (regressado ao seu posto, após suspensão de funções de Brito Ribeiro) lamentar o "estado calamitoso" em que este ponto da ribeira Minho se encontra, apesar de ter sido objecto de profundas obras há dois anos atrás.
PRAZOS NÃO CUMPRIDOS
O autarca criticou a maioria "laranja" pelo facto de o vereador José Bento Chão ter prometido em Maio, que até final de Julho entrariam em funcionamento os sanitários e o bar, o que não se verificou.
Recordou a existência de cerca de 300 embarcações ancoradas desde o Cais de S. Bento até à Boalheira, pelo que apelou ao Executivo que procedesse às diligências necessárias à conclusão das obras, incluindo a falta de água e relva, atendendo a que se "gastou muito dinheiro" e haver necessidade de se apurar eventual responsabilidade do empreiteiro.
VERÃO É MÁ ÉPOCA PARA OBRAS
O vereador directamente visado, José Bento Chão, ripostou, afirmando que as obras não foram concretizadas no Verão, por ser má época, aduzindo ainda que os problemas de fundo de que a marginal padece "custarão muito dinheiro".
Este assunto, que ciclicamente regressa à discussão no seio da vereação caminhense, levou a presidente Júlia Paula a recordar que não se deveria assacar a responsabilidade da situação ao seu Executivo, antes sim, ao anterior, que fiscalizou mal a obra, na qual se gastaram dinheiro públicos.
Adiantou que os casos do bar e sanitários nem sequer constavam do projecto, cabendo ao seu Executivo "corrigir" todas as deficiências e erros, o que "leva o seu tempo", desresponsabilizando-se, portanto, do ónus que pretenderiam assacar-lhes.
Perante a insistência do edil "rosa" Manuel Carlos Falcão, para que accionasse os mecanismos relativos às garantias da obra a que o construtor estaria obrigado, caso fosse sua a responsabilidade, a presidente deu a conhecer que ainda não tinha aceitado o auto de recepção final e manifestou a sua "irritação pela postura" dos socialistas.
SEDE PARA OS PESCADORES
Como existia a possibilidade de aproveitamento do antigo posto da Marinha, perto do Cais de S. Bento, a fim de aí se instalar a sede da Associação de Pescadores, o vereador seixense solicitou também informações sobre este processo.
No entender da presidente, a proposta nesse sentido deveria partir dos próprios pescadores, o que eles estariam a concretizar, assegurou.