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EM VIANA DO CASTELO
PS, PCP e BE TOMAM POSIÇÃO CONJUNTA SOBRE A GUERRA
Assistimos, na madrugada de hoje, ao desencadear de uma guerra fruto da vontade cega de um sistema que utiliza todos os expedientes para justificar o injustificável e ao qual o nosso Governo se associou num misto de subserviência e pseudo-protagonismo ridículo. Durão Barroso serviu, como muitos disseram de porteiro ou "quarto secretário" da cimeira da guerra, colocando Portugal na situação de pequeno avalista das atrocidades que se venham a cometer.
É necessária muita má-fé para interpretar a atitude clara de oposição a esta guerra como defesa do regime iraquiano ou do ditador Saddam Hussein. Quem luta pela liberdade, pela democracia e pela paz no mundo, não o faz para proteger estes regimes. Quem inicia guerras como aquela a que agora estamos a assistir não o pode fazer em nome da paz, da liberdade e da democracia. Estar contra esta guerra é estar ao lado de quem sofre os efeitos dos interesses económicos que estão por detrás dela, é estar ao lado dos inocentes que irão morrer apenas para que um império consolide o seu poder geo-estratégico e controle, a seu bel-prazer, os fluxos do petróleo iraquiano.
É que países com armas de destruição massiva há muitos, inclusivé os países que agora desencadeiam esta guerra. Ditaduras também há muitas por esse mundo fora. todas merecem a nossa censura mas quantas foram sujeitas a invasões militares e a guerra sobre os seus próprios povos?
Atitudes imperialistas como as que estão subjacentes a esta guerra é que fomentam o terrorismo, pelo desespero que causam nas vítimas, que é facilmente instrumentalizado pelos sectarismos.
As organizações locais do Partido Socialista, Partido Comunista e Bloco de Esquerda não podem deixar de apelar a todos os cidadãos, a todos aqueles que amam a paz, a todos aqueles que são contra esta guerra absurda para que o demonstrem, através de todos os gestos que a sua imaginação possa conceber.
Num gesto simbólico, apelam a todos para que, a partir do dia de hoje e até que a guerra termine, coloquem panos brancos nas janelas e varandas, num apelo à paz.
Assim, poderemos mostrar aos senhores da guerra que o que eles dizem e fazem não é o que os povos dizem e querem.
Os povos querem a paz, NÃO A GUERRA.
Encontro para a constituição do Núcleo da ATTAC
[Associação para a Taxação das Transacções Financeiras para a Ajuda ao Cidadão]
"Um outro Mundo é possível" é um bom ponto de partida para unir os cidadãos em torno de objectivos que consagram a democratização da economia. Foi este, aliás, o propósito inicial da ATTAC ao reivindicar a aplicação da taxa Tobin (uma medida proposta por James Tobin, prémio Nobel da Economia, para dificultar a especulação financeira e, ao mesmo tempo, gerar fundos para o combate à pobreza) e, dessa forma, contribuir para uma justiça social de maior amplitude. Paralelamente à introdução de taxação nos movimentos dos mercados cambiais, foi assumida a defesa da erradicação dos paraísos fiscais.
Se este foi o desígnio inicial, a associação - em forma de rede internacional, abrangendo já mais de 50 países, entre os quais, desde 1999, Portugal - ampliou a sua intervenção segundo três grandes eixos: luta contra a ditadura dos mercados, luta pela paz e integração no movimento dos fóruns sociais.
A regulação dos mercados, a resolução pacífica dos conflitos e a cultura do activismo e da cidadania, são as correspondentes forma de ser e estar da associação.
Cientes que todos não somos em demasia para estes combates, a ATTAC pretende ser um espaço livre, democrático e de circulação da informação. Os cidadãos do Alto Minho - uma parcela do território que não está imune ao que se passa no mundo global - pretendem dar o primeiro passo na sua contribuição para o desígnio enunciado ao participar no encontro de constituição do Núcleo da ATTAC, a realizar no próximo dia 26 de Março, em Viana do Castelo.
Subscrevem o convite aberto a todos os cidadãos para esta reunião, que servirá, também, para se debater acções de cidadania pela paz,
Alberto Marques de Oliveira e Silva, advogado; Alberto Midões, médico; Amilcar Augusto Rodrigues Pires, aposentado; Ana Maria Vieira da Silva, bióloga; Antero Filgueiras, produtor de rádio; António Alexandre Marques da Silva Marta, engenheiro; António Gonçalves, professor; António Gonçalves da Silva, aposentado; António Maria Gonçalves Araújo, professor; Arnaldo Joaquim Ribeiro, funcionário público; Armando Borlido, professor; Branca Maria da Cruz Carvalho, desempregada; Carlos da Torre, designer; Carlos Pires Baptista, professor; Domingas Vieira da Silva, aposentada; Domingos António Dias da Torre, empresário; Eduardo Machado Cruz, advogado; Emanuel Oliveira da Cruz, professor; Felix Ribeiro, músico; Fernando Manuel Reis Canedo, professor; Gaspar de Sousa, aposentado; João Duarte, advogado; Joaquim José Peres Escaleira, professor; José Araújo, professor; José Cambão, advogado; José Dinis, engenheiro; José Manuel Oliveira Martins, arquitecto; José Rodrigues da Silva, funcionário das finanças; Luís Castro Brito, engenheiro; Luís Sotto Maior Braga, professor, Luís Louro, advogado; Luísa Vaz, advogada; Maria Adelina Bandeira Correia, enfermeira; Maria do Céu Cordeiro, aposentada; Maria José Braga Cerqueira, jornalista; Maria José Guerreiro, professora; Maria Teresa Santiago Garrido, educadora de infância; Paulo Manuel Cordeiro Pires, vigilante; Paulo Nuno Torres Bento, professor; Romeu de Sousa, advogado; Rudolfo Parente, advogado; Rui António Oliveira Fernandes, professor; Sebastião Torres, médico psiquiatra; Victor da Silva Barros, pintor; Zaida Maria Morais Garcez, educadora de infância.
Este encontro trará lugar no próximo dia 26, pelas 21h30 no CaféTeatro em Viana do Castelo.
Acção de propaganda contra a guerra
Hoje dia 22 de Março, pelas 10 horas, terá lugar na Praça da República, em Viana do Castelo, uma acção de propaganda contra a guerra promovida pelas estruturas locais dos partidos de esquerda.
Nessa acção será efectuada a recolha de um abaixo assinado e uma recolha de expressões ou manifestações escritas contra a guerra, a enviar para o governo, bem como a distribuição de material alusivo à oposição à guerra
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