Os últimos dias são finalmente promissores de algo mais que chuva: Março chegou e as cores regressam ao nosso olhar depois da saturação de cinzentos dos últimos meses. Terá sido o Rei Momo ou o sopro da Primavera que se anuncia, mas nem todas as crises do mundo nos poderiam roubar o prazer de sair à rua e gozar o sol de frente e o renovado brilho das coisas à nossa volta. E não podem dizer que a Temas não se esforça por contribuir para este mood quase "Lucy in the Sky with Diamonds", porque os livros para este mês são todos para ler absolutamente com o sol no olhar.
Esperemos, pois, que não chova mais, porque não sei que consequência drástica isso poderia desencadear no mais mítico, no mais frenético, no mais loucamente divertido e psicadélico dos universos paralelos criados por um autor contemporâneo: sim, é verdade, fanáticos do Discworld, uni-vos e rejubilai, pois finalmente chega a Portugal o único, o magnífico, o mestre incontestado da fantasia e o maior escritor satírico contemporâneo de língua inglesa - TERRY PRATCHETT!!
A Cor da Magia, o primeiro dos arqui-famosos romances do Discworld, que tantos milhões de exemplares já venderam em mais de vinte línguas diferentes, chega orgulhosamente aos escaparates nacionais pela mão da Temas e Debates. Para quem ainda não se iniciou na vertigem do Discworld, o mundo em forma de disco que é suportado pela carapaça de uma tartaruga gigante que deambula calmamente pelo universo, eis um aviso como aqueles que aparecem em letras cada vez mais gordas nos maços de tabaco: "Prejudica gravemente o mau humor. Contém substâncias viciantes e hilariantes". Nesta primeira história, Twoflower, um turista ingénuo e com um baú cheio de ouro chega a Ankh -Morpork - a cidade mais animada e cheia de sarilhos de todo o Discworld - vindo do mítico e isolado "Continente-Contrapeso", verdadeiro Eldorado do mundo-disco. A naturalidade com que distribui moedas de ouro à sua volta, associada a uma vontade indomável de conhecer "um verdadeiro bárbaro" só lhe poderiam acarretar problemas nas tascas e vielas do cais, mas ele não dá por nada...Se não fosse Rincewind, o mais inepto dos feiticeiros do Discworld, cuja ganância só é superada pela cobardia e instinto de sobrevivência, e que rapidamente se oferece para lhe servir de guia, as estranhas ideias deste turista "do novo mundo" não lhe augurariam um grande futuro em Ankh-Morpork!
É claro que a associação a Rincewind também traz as suas dificuldades, devido ao talento natural do feiticeiro para transformar qualquer problemazito numa catástrofe de grandes proporções...e a partir daqui o ritmo desta aventura verdadeiramente psicadélica vai crescer até ao inimaginável, de forma directamente proporcional ao deleite dos amantes de aventuras, que terão nesta série um manancial inesgotável de emoções!
Continuando nas cores fortes e saturadas de luz, Sob o Sol de África trata também da "old black magic", mas não só: tendo por pano de fundo um dos mais sangrentos conflitos étnicos africanos da actualidade, o do Uganda, este romance vencedor de prémios - Jesse Jones Award for Best Fiction; Stephen Turner Award for Best First Fiction Award; nomeação para o New York Times Notable Book of the Year - da autoria de uma nova e talentosa escritora norte-americana, Rosa Shand, constrói uma hábil narrativa onde, a par de um triângulo amoroso e do consequente desmoronar do casamento de um casal de professores americanos no Uganda, assistimos ao desmoronamento do país que os acolheu. Um eco de África Minha num romance onde se demonstra que o fascínio africano continua a exercer-se e a perdurar sobre as escritoras que por lá passaram algum tempo das suas vidas.
Passando para outro eixo geográfico - já não América-África, mas Europa-Oriente - um colorido que vai dos azuis do Palácio Fronteira e da luz mediterrânica aos vários tons de vermelho e ouro da China, numa comunhão de lugares com história onde a arte de viver se mede pela patine com que o tempo adoça os tons: O Voo do Pombo-Correio, de Christian Garcin, galardoado com o Prémio Rotary Internacional 2001, narra a viagem à China de um jornalista confrontado com a impossibilidade de "contar o mundo" contemporâneo através de histórias e as perdas e ganhos sensíveis que daí advêm. Uma autêntica pérola, como queremos que sejam todos os títulos da colecção micrografias, Garcin consegue fazer jus ao nome e dar-nos em leveza, graça e deleite uma perspectiva "à vol d'oiseau" sobre a realidade em que vivemos. E ainda com prendas inesperadas - como este poema de Yosano Akiki (1901) - que caem no nosso olhar como gotas da luz de Março: "A Primavera é tão breve / Para quê falar / Da vida eterna / Murmurei eu / Oferecendo-lhe os seios".
Uma outra viagem, não menos interessante, pel' A Ideia de Cultura nas memórias do mundo é a proposta por Terry Eagleton num dos ensaios mais reputados sobre o tema produzido nos últimos anos, e da autoria de um dos mais conceituados estudiosos contemporâneoas no campo da Teoria da Cultura. Partindo da revisitação histórica do conceito desde a sua origem linguística e pelas etapas da sua evolução semântica, Eagleton faz uma crítica ao culturalismo pós -moderno, não perdendo de vista que "a cultura enquanto civilidade é o antónimo de barbárie, mas cultura enquanto modo de vida pode ser sinónimo desta". Um ensaio de tonalidade marxista onde o autêntico conflito global em que se transformaram as batalhas entre elitistas e populistas é visto à luz de uma geoestratégia político-cultural, apontando para a necessidade urgente de redefinir o lugar e a importância do conceito de cultura no novo milénio.
As lutas entre elitistas e populistas também se fazem sentir, como nos outros campos artísticos, no campo teatral, mas o livro que propomos de seguida pode defender, como Grotowski, que "o teatro não é sagrado, mas o trabalho é": o Manual de Teatro, dirigido por Antonino Solmer, que a Temas e Debates faz chegar este mês - em que se celebra o Dia Mundial do Teatro (a 27!) - às livrarias de todo o país, é uma obra que se concentra no "fazer" do teatro nos seus vários estádios, processos e saberes. Obra verdadeiramente única, no panorama editorial nacional e não só, todos os que se interessam de alguma forma pelas artes de palco encontrarão aqui, reunidas em 400 páginas, ferramentas de trabalho teóricas e práticas para todas as fases de construção de um espectáculo, para além de um quadro cronológico comparativo da história do teatro, um glossário de termos teatrais e uma perspectiva evolutiva dos estilos e formas de representação.
E que não se diga que esta é uma proposta ao revés do sol primaveril, longas horas trancadas em salas de ensaios negras, poeirentas e frias, a repetir, a repetir, a construir, pois como diz o poeta/cantautor/cantactor Sérgio Godinho, só quem por lá passar saberá o que é estar "no palco / de cabeça ao sol / ao sol das luzes da noite". Ou outra forma de ter, como disse a celebrada Natália Correia, para quem o teatro era uma paixão funda, "o sol nas noites e o luar nos dias".
Outra área sobre a qual não surgem habitualmente livros - e que poderia disputar com o teatro a antiguidade enquanto manifestação cultural - é a da gastronomia. Tão habituados estamos já a passar quotidianamente por pastelarias, snack-bars, fast-foods, cafetarias e restaurantes que seria fácil pensar que eles existiram desde sempre. E no entanto, esse conceito de local onde se vai para matar a fome, retemperar as forças, ou estar calmamente e em privado a apurar o sentido do palato, e que é actualmente declinado em tantas variantes possíveis, desde o mais requintado restaurante de luxo até às roulottes nocturnas e noctívagas, tem um surgimento histórico concreto, na Paris do séc. XVIII e XIX ou não fosse esta a pátria do guia Michelin, pelas estrelas do qual os mais famosos matam e morrem! A Invenção do Restaurante, de Rebecca L. Spang, é também um livro premiado - com o Thomas J. Wilson Prize da Harvard University Press - e considerado ambicioso, revolucionário, profundamente inovador e (de uma fonte tão insuspeita como o New Scientist...) obrigatório na lista de leituras de todo o bon vivant!
E continuando na onda "comida e boa-vida", eis que chega o verdadeiro livro de auto-ajuda para todos aqueles que preferem exercitar os abdominais através de uma boa gargalhada, em vez de vencerem a inércia e a preguiça para se arrastarem até ao ginásio. Fui Eu que Mexi no Teu Queijo, de Darrel Bristow-Bovey, foi igualmente premiado, desta feita com o Exclusive Books Publishers' Choice, e a isto não deve ser alheio o método verdadeiramente revolucionário e inovador no universo dos livros de auto-ajuda inventado pelo autor: "Elaborado através de um processo fabuloso que faz com que a sabedoria passe directamente do papel para a atmosfera, podendo ser facilmente inalada do seu sofá, este livro absolutamente divertido fará de si uma pessoa mais feliz e desejada pelo simples facto de o comprar!" ou seja, auto-ajude-se sem mexer uma palha!!!! Não é absolutamente perfeito para os casos de astenia primaveril?!
Se a astenia for profunda e só lhe apetecer, nesta altura do ano em que o cansaço começa a pesar, ter um projecto escapista para iludir as terríveis tardes de domingo, vá até à Amazónia com aquele que tem sido considerado o melhor thriller legal de John Grisham, O Testamento, agora em edição de bolso mas continuando a fazer voar as páginas a uma velocidade surpreendente: pode ser que a tarde se prologue até às 2 da manhã, porque sempre são 400 e muitas páginas, mas também, as 2ªs feiras nunca são fáceis...
Em Abril prometemos algo de muito, muito especial.
Título: Fui Eu Que Mexi no Teu Queijo - Este É Um Livro de Auto-Ajuda para Mandriões
Autor: Darrel Bristow-Bovey
Editor: Temas e Debates
Colecção: Práticos
Nº de páginas: 104
Elaborado através de um processo fabuloso que faz com que a sabedoria passe directamente do papel para a atmosfera, podendo ser facilmente inalada do seu sofá, este livro absolutamente divertido fará de si uma pessoa mais feliz e desejada só pelo simples facto de o comprar!
Fui Eu Que Mexi no Teu Queijo foi galardoado com o Exclusive Books Publishers' Choise e reconhecido como o livro mais vendido de um autor sul-africano em 2001.
A obra:
Este é um livro de auto-ajuda. O que acontece, geralmente, com estes livros é que sugerem que o leitor faça o trabalho todo. Tem de os ler, de se lembrar de palavras-chave e de pôr todos os dias em prática os seus ensinamentos… Esperam, em suma, que saia desse labirinto em que se meteu pelos seus próprios pés…
Mas não se preocupe, Fui Eu Que Mexi no Teu Queijo não é um livro de auto-ajuda qualquer; é uma obra para mandriões, para aqueles que não querem mexer uma palha! Sim, somos preguiçosos! Queremos ter uma vida sossegada, comer bem, viver bem, fazer amor com pessoas bonitas, conduzir um bom carro e... que diabo, não vamos matar-nos de cansaço para conseguirmos ter uma vida modelo!
Este livro tem, por isso, um segredo: vai permitir que o vejam como uma pessoa melhor sem ter tido o trabalho de se tornar realmente uma pessoa melhor. E nem sequer precisa de o ler: o simples facto de o comprar e mostrar fará de si uma pessoa mais feliz e desejada!
O Autor:
DARREL BRISTOW-BOVEY é um jornalista free-lancer, colunista conceituado. Foi finalista do SASI Prize for Science Writing em 1998 e do SAB's Sportswriter of the Year em 1999, 2000 e 2001. Em 2002 foi galardoado com o Habitual Winner's Award dos Mondi Paper Magazine Awards por ter obtido o primeiro lugar, na categoria de Reviews, nos anos de 1998, 1999, 2000 e 2002. Escreve regularmente para o Sunday Independent, o Business Day, a SL Magazine, a Style Magazine, a Executive Living Magazine e a Fifteen Magazine.
Sobre o livro:
Ganhei o dia, a semana, o mês com este livro. Fez-me rir às gargalhadas e deleitar-me de boa disposição […] Compre-o imediatamente e compre mais uma dúzia de exemplares para oferecer […]
Michele Magwood, Sunday Times
Este é o presente perfeito para oferecer àqueles que querem rir mais do que alterar toda a sua vida.
Dispatch
Título: A Cor da Magia
Autor: Terry Pratchett
Editor: Temas e Debates
Colecção: Best-sellers
Nº de páginas: 252
A Cor da Magia é o primeiro livro da série DISCWORLD, que vendeu milhares de exemplares em todo o mundo, foi traduzida em mais de vinte línguas e promete originar um culto na mesma linha de Harry Potter ou O Senhor dos Anéis e ter igual êxito em Portugal.
A obra:
Nesta primeira aventura, Twoflower, um turista ingénuo, chega ao Discworld - um estranho mundo apoiado na carapaça de uma tartaruga gigante -, com o intuito de conhecer um bárbaro autêntico. Traz consigo uma mala cheia de ouro (o ouro não tem muito valor na sua terra) que se desloca através de centenas de perninhas e tem poderes mágicos. À chegada, conhece Rincewind, um feiticeiro cobarde e desastrado que escolhe como guia e protector. Mas o resultado não podia ser pior: durante a expedição, ambos terão de enfrentar todo o tipo de perigos e criaturas mirabolantes, incluindo ladrões "sindicalizados" que tentam constantemente roubar a mala de Twoflower, trolls, dragões, a Morte, o espaço e, claro... também o bárbaro que procuravam. A Cor da Magia é uma aventura psicadélica num mundo mítico, cheia de ritmo e humor, que promete conquistar muitos adeptos da série em Portugal.
O Autor:
TERRY PRATCHETT nasceu no dia 28 de Abril de 1948 em Beaconsfield, Bucks. Foi galardoado com o Carnegie Medal 2001, o prémio com maior prestígio na área da literatura juvenil/infantil; o 1993 Writers Guild Award e o Smarties Prize Silver Award, em 1996; entre outros. Começou a publicar histórias aos quinze anos até que entrou no mundo da fantasia em 1983 com o livro A Cor da Magia. Durante o ano de 1996, 1% da soma total de livros vendidos na Grã-Bretanha era escrito por ele. A sua obra encontra-se constantemente nos tops dos best-sellers e vende milhões de exemplares. Já o apelidaram de mestre e precursor da literatura do "fantástico".
Sobre o livro:
Qualquer pessoa que goste de livros de fantasia e que esteja sempre disposto a soltar umas boas gargalhadas deve comprar um exemplar de A Cor da Magia […] Mas garanta que pode despender uma boa parte do seu tempo para leitura porque uma vez que entre no Discworld, é quase impossível deixá-lo.
Tom Knapp, Rambles
Dando asas à sua imaginação, Pratchett não só criou um mundo fabuloso como escreve uma história que certamente fará o leitor morrer de riso.
Rochelle Caviness
Vai ser absolutamente envolvido por este livro (e por todos os outros da série DISCWORLD).
Joachim Klein
Título: O Voo do Pombo-Correio
Autor: Christian Garcin
Editor: Temas e Debates
Colecção: Micrografias
Nº de páginas: 140
Uma narrativa fascinante que se desenvolve em torno da questão da possibilidade - ou da impossibilidade - de "contar o mundo" contemporâneo através de histórias.
A obra:
Eugenio Tramonti é um jornalista e escritor italiano, que sofre de uma estranha passividade, de uma falta de poder de decisão que raramente o abandona. Porém, quando, finalmente, resolve não voltar a viajar ou escrever e - aos 41 anos, a lembrar Kafka - queima os seus textos nunca publicados, o patrão, Marc de Choisy-Legrand, envia-o à China para fazer uma reportagem.
Na verdade, este trabalho é um pretexto para Eugenio encontrar a filha de Choisy-Legrand, Anne-Laure, de quem ninguém tem notícias há meses. Contrariado, Eugenio aceita esta dupla missão e, numa peregrinação labiríntica entre Pequim e Xi'an, encontrará diversas personagens que lhe darão efectivamente pistas sobre o paradeiro da jovem.
Esta procura atribulada de Anne-Laure arrasta o leitor, bem como o protagonista, numa viagem onde o suspense é uma constante, enquanto a narrativa se desenvolve em torno da questão da possibilidade - ou da impossibilidade - de "contar o mundo" contemporâneo através de histórias.
O Autor:
Christian Garcin nasceu em 1959 e já publicou algumas colectâneas de textos poéticos e em prosa. O Voo do Pombo-Correio, galardoado com o Prémio do Rotary International de 2001, é o seu primeiro romance.
Sobre o livro:
Leia urgentemente este romance tão divertido quanto elegante, uma combinação rara nos tempos que correm.
Lire
Christian Garcin escreveu um romance que nos envolve […] Porque Eugénio confronta o modo de pensar e viver do oriente com o do europeu […] Porque nesta história […] elegante há suspense, mistério, enigmas […] Porque a moral do livro, como sugere o L´Express, poderia ser: perdersi per meglio trovarsi.
Sguardi Online
Título: Sob o Sol de África
Autor: Rosa Shand
Editor: Temas e Debates
Colecção: Outras Grafias
Nº de páginas: 300
Enquanto o Uganda se encontra sob a ameaça de uma força militar opressora, um casal americano de expatriados assiste ao desmoronar do seu casamento e também do país que escolheu para viver.
A obra:
Agnes e John são casados e têm três filhos. São ambos professores e foram para Kampala pouco antes do golpe que depôs Milton Obote. O seu casamento não é uma união apaixonada: resume-se a uma dedicação profunda aos filhos e a uma discussão constante sobre os sentimentos que nutrem um pelo outro e a forma bizarra como a terra onde decidiram viver os influencia.
A tensão aumenta quando aparece Wulf. Trata-se de um polaco que se torna amigo de John; mas esse homem é apenas uma das muitas coisas que traçam o destino deste casal: Prudence, uma jovem tutsi que sabe como obter o que quer, um empregado da casa, Odinga, especialmente dedicado a Agnes, a atmosfera quente do continente africano e, claro, uma ditadura que não aterroriza só os autóctones, mas também os estrangeiros.
Este é um livro inteligente, seguro e sedutor e, simultaneamente, um relato sobre o esoterismo e o fascínio inexplicável de África que recorda África Minha, de Karen Blixen.
A Autora:
ROSA SHAND é professora de Inglês no Converse College de Spartanburg, na Carolina do Sul. Viveu no Uganda durante dez anos. Os seus contos foram publicados em revistas literárias. Alguns apareceram numa antologia intitulada New Southern Harmonies: Four Emerging Fiction Writers, premiada com o Publishers' Prize for Best Short Fiction Collection. O presente romance foi nomeado para o New York Times Notable Book of the Year e ganhou o Jesse Jones Award for Best Fiction e o Stephen Turner Award for Best First Fiction.
Sobre o livro:
Este romance está escrito numa prosa tão concisa e elegante que nos faz lembrar a arte das rendeiras. A visão do Uganda durante a época do golpe militar de Amin é tensa, fascinante e extraordinariamente erótica.
Pat Conroy
Um livro estranho e cativante, inteligente, muito bem escrito e impiedoso na análise profunda de costumes e dos conceitos de amor.
Joy Williams
Nesta obra, o tema da mulher e mãe envolvida num caso amoroso ganha nova vida com um extraordinário enquadramento, o de um país numa época de conflito.
Elizabeth Spencer
[…] um livro com perspicácia e aventura, com paixão e choque de culturas, tudo contado numa prosa que trespassa a alma.
Brett Lott
As contradições de África, a capacidade de esse continente seduzir e depois troçar do afecto que lhe é dedicado com uma energia assustadora e demoníaca, dificilmente podiam ser transmitidas com tanta criatividade [...] Não existe aqui sentimentalismo.
Zulkifar Ghose
Este livro é uma história empolgante e comovente […] Um romance belo e inteligente.
Robert Olmstead
Um livro brilhante: numa prosa luminosa, com elegância, inteligência e humor, descreve-se um percurso moral complicado. Trata-se de um primeiro romance verdadeiramente sedutor, interessante e inteligente que fala da cabeça, do coração, do corpo e do grande mundo.
Peter Cameron
Título: O Testamento
Autor: John Grisham
Editor: Temas e Debates
Colecção: Algibeira
Nº de páginas: 492
Sucesso mundial de um dos mais consagrados autores de thrillers judiciais - John Grisham - O Testamento foi considerado pelo USA Today como o seu melhor livro. Uma história que mistura de forma magistral o suspense legal com uma aventura na selva amazónica e que agarra o leitor da primeira à última página.
A obra:
Troy Phelan, um dos homens mais ricos da América, está a chegar ao fim da vida, rodeado pelos herdeiros das suas várias famílias como por outros tantos bandos de abutres. Num golpe teatral, a fazer jus à sua fama de excêntrico e misantropo, resolve abandonar o mundo em grande estilo, deixando, tanto aos seus herdeiros como aos seus advogados, um imbróglio gigantesco a resolver.
Quem é, afinal, Rachel Lane, a missionária que fugiu do mundo para se embrenhar no coração da Amazónia mas se encontra, subitamente, no centro deste torvelinho? E Nate O'Riley, o advogado yuppie com a vida devastada pelo álcool e pelas drogas, conseguirá provar que ainda existe um lugar para si na vida real?
O Autor:
JOHN GRISHAM é autor, entre outros, dos livros Dossier Pelicano, A Firma e O Cliente, best-sellers que lhe granjearam reputação internacional e foram adaptados ao cinema e à televisão. Deste autor, a Rocco editou também Uma Casa Pintada e, mais recentemente, O Natal de Mr. Krank.
Sobre o livro:
O uso inteligente que Grisham dá ao romance de mistério para explorar questões de existência e fé coloca-o na direcção de Dickens e Graham Greene […] Este romance vai vender como um anjo, e merecidamente.
Publishers Weekly
Um livro para devorar […]
USA Today
Envolvente […] as páginas passam a voar […]
Kirkus Review
Título: Manual de Teatro
Coordenador: Antonino Solmer
Editor: Temas e Debates
Colecção: Para Sua Informação
Nº de páginas: 400
Desde e existência prévia de um espaço vazio e de um performer até ao spot promocional e à organização da bilheteira, estão aqui reunidas informações, sugestões e pistas de trabalho que só a muito custo e em muitas fontes diferentes o leitor conseguiria até à data reunir.
Uma obra verdadeiramente única no panorama editorial, nacional e não só.
A obra:
Finalmente disponível nas livrarias, este Manual de Teatro nasceu da vontade de um grupo de profissionais do espectáculo e professores de teatro que se reuniram em torno de um desafio ambicioso proposto por Antonino Solmer: fazer "o livro que eu gostaria de ter tido" quando fui estudante de teatro, ou quando dou aulas de teatro, ou quando sou pura e simplesmente curioso em relação a essa arte global, vária e tão antiga quanto a humanidade... E "o livro que eu gostaria de ter tido" seria um livro que reunisse, de forma concisa, rigorosa e acessível a informação básica relativa a cada uma das áreas do espectáculo teatral, dando ao mesmo tempo pistas de investigação a quem quisesse aprofundar conhecimentos em qualquer uma delas.
Assim, o leitor interessado encontrará neste manual não só um valioso quadro cronológico comparativo de toda a história do teatro e uma perspectiva sucinta da evolução dos estilos e formas de representação, complementados com um glossário de termos teatrais, mas também ferramentas de trabalho, teóricas e práticas, para todas as fases da construção de um espectáculo: desde a formação do actor, passando pela produção, encenação, dramaturgia, cenografia, maquinaria de cena, figurinos, maquilhagem, som, luz, etc.
O coordenador:
ANTONINO SOLMER é actor, encenador e professor de teatro. Ficou conhecido do grande público através das suas interpretações em séries tão populares como A Tragédia da Rua das Flores ou Duarte e Companhia e, mais recentemente, a telenovela Terra-Mãe, desenvolveu trabalho de actor desde 1967, em diversas companhias e projectos teatrais e cinematográficos. Algumas destas companhias em que desenvolveu actividade como autor e encenador foram dirigidas por si próprio como foi o caso de Contra-Regra, projecto que, com Eduarda Dionísio, fundou e dirigiu entre 1982 e 87.
Formou-se no curso de Actores-Encenadores da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e estagiou na Polónia, passando pelo Teatr Studio de Varsóvia, Academia Superior de Estudos Cenográficos e de Encenação, Escolas Superiores de Varsóvia e de Cracóvia, e Teatr Laboratorium, tendo como mestre de estágio Jozef Szajna.
Membro directivo de centros culturais, companhias e grupos teatrais, foi director da Companhia Rafael de Oliveira, de Os Cómicos-Grupo de Teatro, do Teatro da Trindade e sub-director do Teatro Nacional de D. Maria II.
Professor durante mais de 20 anos, tem dedicado especial atenção ao trabalho com as novas gerações, nomeadamente na Esc. Sec. D. Pedro V e Esc. Sup. de Teatro e Cinema, em Lisboa.
Actualmente tem colaborado com Patrícia Vasconcelos, Elsa Valentim, Nicolau Breyner, António Pedro Vasconcelos e João Canijo no lançamento do projecto ACT- Escola de Actores.
Sobre o Livro:
A qualificação das pessoas e das organizações do teatro passa também pela existência de meios como este, que vem com indesmentível qualidade preencher uma lacuna gritante do universo editorial português. Parabéns!
Catarina Vaz Pinto
Gostei do livro, tão didáctico, tão bem feito, preenchendo não uma, mas várias lacunas.
Vítor Pavão dos Santos
O simples folhear do livro dá de imediato a noção do trabalho sério aqui investido, bem como da utilidade das matérias abordadas.
Maria Helena Serôdio
Surgiu como um projecto. Mais um daqueles projectos em que, mesmo sem o conhecer, acreditámos de imediato. E acreditámos porque ele correspondia a qualquer coisa que sabíamos que faltava, que gostávamos de poder fazer, para o qual procurávamos a ocasião certa ou oportuna [...] Aos que neste projecto participaram [...] o meu reconhecimento e a minha gratidão.
Ana Marin
Título: A Ideia de Cultura
Autor: Terry Eagleton
Editor: Temas e Debates
Colecção: Memórias do Mundo
Nº de páginas: 176
Traçando a história, origem linguística e evolução semântica da palavra "cultura", Terry Eagleton analisa, nesta obra, os diversos significados que esta palavra foi assumindo nas sociedades e a forma como se sobrepõe ao "estado natural" do homem.
A obra:
Introduzindo o leitor nos debates que se desenrolam actualmente em torno deste conceito, e contrapondo as diferentes perspectivas abordadas no âmbito dos estudos culturais, Eagleton constrói uma crítica ao culturalismo pós-moderno, chamando a atenção para o facto de as batalhas entre elitistas e populistas terem já assumido a dimensão de um conflito global e, na verdade, se terem transformado numa autêntica guerra política.
O presente livro alerta ainda, de forma extremamente pertinente e bem informada, para a dimensão simultaneamente ampla e restrita da ideia de cultura, sublinhando a necessidade urgente de redefinir o seu lugar e importância neste novo milénio.
Autor:
TERRY EAGLETON nasceu em Salford, Inglaterra, em 1943. Formou-se no Trinity College, em Cambridge, onde foi discípulo do crítico literário Raymond Williams. Foi professor de Literatura Inglesa na Universidade de Oxford e actualmente lecciona Teoria da Cultura na Universidade de Manchester. É autor de inúmeras obras, entre as quais os ensaios The Illusions of Postmodernism, Literary Theory: An Introduction e The Ideology of the Aesthetic, e algumas peças. É co-editor (com Stephen Regan) de The Blackwell Companion to Literary Theory.
Sobre o livro:
Neste breve livro, Eagleton produziu tanto uma análise cuidada sobre as teorias culturais como uma dissecção liberal e contundente sobre as actuais tendências políticas e sociais.
Publishers Weekly
O recente livro de Eagleton promete ser um contributo importante para a área dos estudos culturais.
Library Journal
Uma voz lúcida no meio do ruído do turbo-capitalismo.
Independent
Estimulante e muito agradável de ler. A Ideia de Cultura é um livro que desafia a nossa atenção.
The Irish Times
Título: A Invenção do Restaurante
Autor: Rebecca L. Spang
Editor: Temas e Debates
Colecção: Para Sua Informação
Nº de páginas: 336
Porque existem restaurantes? Para responder a esta pergunta, temos de acompanhar Rebecca Spang numa viagem aliciante à Paris do século XVIII, quando um restaurant não era um estabelecimento aonde se ia comer, mas algo que se comia: um preparado semi-medicinal que constituía um elemento essencial da nouvelle cuisine da França pré-revolucionária.
A obra:
Em A Invenção do Restaurante, Rebecca Spang escreve sobre o primeiro lugar público aonde as pessoas iam para estar em privado e onde o paladar desempenhava um papel cada vez mais significativo na criação e validação das diferenças culturais e sociais.
A autora elabora uma investigação rigorosa sobre a história da gastronomia, a origem e evolução do conceito de restaurante num ensaio em que assistimos a várias transformações surpreendentes, como as de simples fornecedores de comida em símbolos de avidez aristocrática ou as de "salas de restaurateurs" - onde pessoas fragilizadas bebericavam caldinhos que faziam recuperar as forças - em restaurantes parisienses onde ostras e champanhe deslumbravam legiões de estrangeiros no século XIX.
Vencedor do Thomas J. Wilson Prize da Harvard University Press, o presente livro descreve a outra revolução francesa - como os parisienses inventaram a cultura moderna da comida e alteraram, por conseguinte, a vida social de todo o mundo.
O Autor:
REBECCA L. SPANG é professora de História Moderna Europeia no University College de Londres. É autora de Gothic Gastronomics: An Annotated Translation of Grimod de la Reynière's "Almanach des gourmands".
Sobre o livro:
Uma história social profundamente inovadora sobre o mundo da comida […]
Kirkus Review
Spang escreveu um livro ambicioso, revolucionário.
The New Yorker
Este ensaio é um relato vivo, cativante e abalizado sobre como os restaurantes, tal como os concebemos hoje, evoluíram das primeiras casas que serviam sopa na Paris de 1776 aos grandes templos de gastronomia parisiense em que se tornaram em 1820 […] Rebecca Spang é tão generosa em pormenores históricos como qualquer gourmet desejaria.
The Times
Este livro soberbamente persuasivo deveria estar na lista de leitura de todo o bon vivant.
New Scientist
Uma história do restaurante agradavelmente "apimentada" […]
New York Times