www.caminha2000.com
ASSINATURAS FICHA TÉCNICA PUBLICIDADE
CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS
Email
Nº 116: 18 a 24 Jan 03
Semanal - Sábados
1ª Pág. JORNAL DIGITAL REGIONAL

SUB-DIRECÇÃO REGIONAL DO AMBIENTE COM OUTRA VISÃO SOBRE A INSTALAÇÃO DOS BARES NA PRAIA DE MOLEDO

ASSUNTO DISCUTIDO EM REUNIÃO CAMARÁRIA

Natureza manifestou discordância Bar retirado da praia

O engº Silva Carvalho, sub-director regional do Ambiente, já contactou a Câmara Municipal de Caminha, com a finalidade de conhecer a sua sensibilidade relativamente à instalação dos bares de apoio à praia de Moledo, os quais sofreram as investidas do mar há três semanas, originando danos em dois e destruindo outro que se encontrava mais a norte, fora do paredão.

Na sua óptica, deveriam ser autorizados "apoios mínimos desmontáveis", uma opinião já transmitida ao Executivo caminhense, ao invés da sua manutenção durante todo o ano, no areal moledense.

Mar escavou bem fundo

O carácter provisório dos bares parece não desagradar aos concessionários, uma vez que "nos protege", referiu-nos Rui Barroso, concessionário do "Pé-na-Tábua", embora prefiram que os deixem optar pela sua permanência ou não durante os doze meses (com os riscos inerentes), desde que possam funcionar ininterruptamente.

"NEM OUVIDOS, NEM ACHADOS"

Destacou que no decorrer do processo de definição da colocação dos cinco bares, "não fomos ouvidos nem achados", reclamando agora uma palavra neste novo processo.

Lamentam o aumento das licenças de concessão e o diminuto espaço para a colocação de esplanadas (reduzido a 1/3), sem esquecer os custos que recaem sobre eles sempre que têm de montar e desmontar os bares, nem o pagamento de 750 euros mensais a um nadador-salvador, desde Junho a Setembro e a responsabilidade de limpar a zona concessionada.

Todos estes condicionalismos, no entender de Rui Barroso, levam a que os donos dos bares sintam dificuldades em equilibrar as finanças, reivindicando o reconhecimento da sua prestação de apoio aos banhistas e na animação da própria praia de Moledo, por parte do Ministério do Ambiente e Câmara Municipal.

BRITO RIBEIRO QUER MONOTORIZAÇÃO DA PRAIA

Este assunto foi objecto de discussão no decorrer da reunião camarária de ontem, quando o vereador socialista Brito Ribeiro manifestou o seu protesto pelo "alarmismo" criado por um jornal diário, após ter dado destaque a uma eventual "destruição" das praias de Moledo Vila Praia de Âncora.

Brito Ribeiro, no decorrer da discussão gerada, sugeriu que a presidente da Câmara solicitasse ao Ministério do Ambiente que procedesse à monotorização à praia de Moledo, face ao preocupante avanço do mar.

JÚLIA PAULA CONCORDOU COM SOCIALISTAS

Júlia Paula, presidente do município caminhense, concordou com a sugestão, bem como subscreveu as críticas ao artigo publicado nesse jornal -com cuja autora já tentara "desdramatizar" a situação- estendendo-as a outra comunicação social que "quer noticiar a todo o custo".

A autarca opinou ainda de que os bares de Moledo deveriam ser removidos no Inverno e após conversar com o presidente da Junta da Freguesia de Moledo, ficou mais convencida de que em final de Abril, a praia recuperará o seu areal, tal como já aconteceu outras vezes, no passado.

BARES: "NATUREZA MANIFESTOU DISCORDÂNCIA"

O vereador socialista Jorge Fão também participou na discussão, referindo que há pessoas com "memória curta", discordando do artigo em causa e corroborando da sugestão do seu colega de partido, de acompanhamento da evolução da erosão da costa, por entender que existem "condições científicas" para tal.

Aproveitou para apresentar uma recomendação à Câmara e ao Ministério do Ambiente, relativamente à questão dos bares de apoio à praia, a qual transcrevemos:

PRAIA DE MOLEDO
BARES DE APOÍO ÁS AREAS CONCESSIONADAS

No decorrer da reunião da Câmara Municipal de Caminha realizada em 03.01.03 e no período antes da ordem do dia, pelos Vereadores do Partido Socialista, na voz do Vereador Jorge Fão, foi, mais uma vez, abordado o assunto referido em título.

Os factos verificados recentemente em resultado das intempéries e do mau estado do mar provocaram sérias danificações nos bares existentes naquele local, com destruição total e/ou parcial dos mesmos de onde resultaram elevados e lamentáveis prejuízos materiais para os respectivos proprietários, motivo pelo qual se torna oportuno e pertinente, discutir com profundidade esta questão e, particularmente no futuro, corrigir erros de diversa natureza que, de forma alguma, podem ser repetidos.

Antes do encerramento da discussão deste ponto, os Vereadores do PS deram a conhecer que, sobre esta matéria, procederiam, na reunião seguinte, à apresentação de um documento/recomendação que traduz a posição destes Autarcas relativamente a esta problemática. Nesses termos, oferece-se-nos sobre o assunto tecer o seguinte comentário:

A existência de bares no areal da praia de Moledo é uma realidade que jâ se verifica há várias dezenas de anos, tendo vindo a aumentar progressivamente em número, funcionando durante a época balnear, cobrindo ultimamente todas as áreas concessionadas e prestando um serviço que se pode reputar de importante no apoio aos utentes da praia. Tal situação merece aprovação e é, por conseguinte inequivocamente favorável a opinião dos Vereadores Socialistas relativamente à existência daqueles equipamentos, funcionando durante o Verão e prestando os serviços para os quais estão vocacionados.

Em consequência da acção da Autoridade Marítima e particularmente dos responsáveis pela definição das políticas de ambiente e ordenamento da orla costeira, estabeleceram-se novas regras que, supostamente, visavam melhorar a qualidade estética daquelas instalações e disciplinar a sua instalação, localização e funcionamento. A intenção era louvável, a decisão aplaudia-se e as expectativas eram francamente positivas.

Contudo a implementação das decisões constituiu para nós uma total desilusão e consideramos o resultado verdadeiramente desastroso. Urge, por conseguinte, agora que a Natureza mostrou também a sua "discordância", rever as políticas, alterar as anteriores decisões e modificar as práticas.

É pois este o momento para deixarmos clara o nossa posição sobre este assunto e recomendar à Srª Presidente do Executivo uma enérgica tomada de posição junto do Ministério do Ambiente com vista a impedir que se repitam os erros cometidos anteriormente.

. Não discordamos da continuidade da existência de bares de apoio à praia.

. Somos da opinião de que todos devem ter as mesmas características em termos de design, materiais de construção, dimensões e condições de funcionamento. Defendemos que aquelas instalações permaneçam no areal somente durante a época balnear.

. Apelamos para que seja revista a sua localização.

. Não concordamos, nem aceitaremos que voltem a ser implantados da mesma forma e particularmente com a cota dos anteriormente existentes, os quais constituíam uma barreira visual inaceitável com um horrível impacto estético e paisagístico.

Caminha 17 de Janeiro de 2003
Os Vereadores do PS

Ambiente
Animação
Cultura
Desporto
Distrito
Educação
Empresas
Freguesias
Galiza
Justiça
Óbitos
Pescas
Política
Roteiro
Tribuna
Turismo
Saúde
Sucessos