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CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS
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Nº 116: 18 a 24 Jan 03
Semanal - Sábados
1ª Pág. JORNAL DIGITAL REGIONAL

AUTORIDADES MARÍTIMAS ESPANHOLAS
TARDAM EM REMOVER UMA DRAGA ABANDONADA
NA ILHA DOS AMORES

Uma draga com bandeira espanhola, embora pertencente a uma empresa armadora liderada por um português, encontra-se fundeada indevidamente desde o passado mês de Setembro na ilha dos Amores, no rio Minho, sem que as autoridades marítimas do país vizinho procedam à sua remoção.

Esta embarcação já possui um longo cadastro de conflituosidade, desde que se encontrava amarrada num dos molhes do porto de A Pasaxe, em A Guarda, causando danos à estrutura do cais, pelo que foi ordenado à gerência da empresa que a removesse do local, aparecendo mais tarde à deriva, em frente a Seixas.

A Capitania de Caminha, com a ajuda de pescadores, devolveu-a à margem espanhola, além do mais, porque constituía um perigo para a navegação mas, alguns dias depois, a draga surgiu atracada na ilha dos Amores.

De acordo com a legislação em vigor, cabe às autoridades de cada país a que as embarcações pertencem, fazer cumprir as suas atribuições, pelo que deveria ao Estado espanhol assegurar a remoção do barco "Arenasdepia", desde essa ilha até ao seu território.

REUNIÃO DE VIANA SEM RESULTADOS

Após uma reunião no Governo Civil de Viana do Castelo, a fim de analisar uma reclamação do proprietário da draga, depois de ter sido intimado a retirar o barco, foi então acordado que a Comandância de Tuy iria proceder à sua remoção, contando com a colaboração da Capitania de Caminha.

O que é facto é que o tempo passa e as autoridades marítimas espanholas não dão seguimento ao estabelecido em Viana do Castelo.

Em contacto com o comandante da capitania de Tuy, referiu-nos que em primeiro lugar, a responsabilidade da remoção do barco pertencia ao proprietário e, no caso de não obedecer (como se comprova), as duas capitanias, conjuntamente, deveriam fazê-lo , embora a "nosso pedido", reconheceu.

CULPAS PARA O DONO DA DRAGA

Não poupou críticas ao comportamento "muito incorrecto deste senhor, há já muito tempo, sendo o culpado de toda esta situação, por não cumprir a legalidade", numa referência ao proprietário, a quem não augura um "bom futuro".

Embora adiantasse que já vem realizando diligências "há muito tempo", o comandante del Rio não quis apontar datas para levar de volta a draga para a margem espanhola, onde ela se encontrava, embora já tivesse sido agendado o seu reboque para o passado dia 30 de Dezembro.

Várias tentativas para ouvir o sócio-gerente da empresa proprietária da draga resultaram infrutíferas.


CANDIDATURA DE 600 MIL EUROS PARA PROMOVER A CULTURA ENTRE O MINHO E A GALIZA

A Associação de Municípios do Vale do Minho e a Fundação Comarcal do Baixo Miño (Galiza) apresentaram uma candidatura conjunta ao programa comunitário INTERREG III, no valor de 600 mil euros, tendo em vista a "promoção cultural", do ponto de vista patrimonial e de intercâmbio entre as duas regiões.

A música e a literatura que são produzidas dos dois lados do rio Minho servirão igualmente de suporte a este projecto conjunto de oferta cultural diversificada, a desenvolver no decorrer deste ano e do próximo.


CONSTRUTOR CIVIL ABATIDO
COM UM TIRO NA CABEÇA

Manuel Pérez Portela, de 69 anos, construtor civil, residente em O Rosal, foi encontrado sem vida por um dos seus filhos, junto a uma lixeira de A Guarda (Torroso), ao fim da tarde do passado dia 11.

A vítima teria sido abatida com um tiro de pistola na cabeça, além de revelar diversas escoriações no corpo.

As autoridades policiais indagam o motivo do crime e os seus autores, tentando descobrir pistas que conduzam às razões porque o industrial de construção se tinha dirigido de automóvel até um local tão ermo.


O ROSAL RECLAMA MELHORIAS EM ESTRADA

O Município de O Rosal aprovou uma proposta socialista destinada a exigir da Conselharia de Política Territorial, Obras Públicas e Vivenda, a inclusão de uma verba no orçamento de 2004, destinada a melhorar a estrada A Guarda-Fornelos.

Outra moção prendeu-se com a criação de um serviço de bombeiros do Baixo Miño na vila de O Rosal.

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