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CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS
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Nº 116: 18 a 24 Jan 03
Semanal - Sábados
1ª Pág. JORNAL DIGITAL REGIONAL


DRAGAGEM DO CANAL DO FERRY DEPENDENTE
DE ALTERNATIVA À NAVEGAÇÃO E DE REMOÇÃO DE INERTES PELO MINISTÉRIO DO AMBIENTE

A Câmara Municipal de Caminha vai lançar novo concurso internacional destinado a dragar o canal de navegação do ferrry-boat Sª Rita de Cássia.

Os trabalhos encontram-se parados há uns meses, após ter sido atingido o limite de volume de inertes extraídos e estipulado pela última concessão, realizada há um ano.

O município caminhense aguarda apenas que o Ministério do Ambiente proceda à remoção da areia respeitante à sua quota parte das dragagens efectuadas, referiu-nos a presidente Júlia Paula, sem o que se torna impossível armazenar mais inertes no estaleiro da marginal de Caminha.

Contudo, segundo nos revelou o engº Silva Carvalho, sub-director regional do Ambiente, a sexta empreitada de extracção de inertes ainda não terminou. "Falta a areia destinada ao Ministério do Ambiente", recordou, a qual, deverá ser depositada no terminal do ferry, conforme "determinou a Câmara Municipal de Caminha", referindo ainda estar a aguardar que o seu Ministério autorize a sua venda.

Além do mais, a Câmara aguarda a aprovação oficial de um canal longitudinal alternativo, por onde o barco possa circular sem necessidade de tantas dragagens e minimize os seus impactos.

Mesmo assim, o recurso a um novo trajecto -idêntico ao que já é utilizado presentemente-, obrigará, ainda, a algumas extracções junto ao cais de atracagem português, embora de menor dimensão, do que se tivessem de ser executadas em quase toda a extensão transversal do trajecto inicial da carreira fluvial.


GAT ABANDONA PROJECTO DE RECUPERAÇÃO DO ANTIGO HOSPITAL DE CAMINHA

O Gabinete de Apoio Técnico do Vale do Minho concedeu liberdade de decisão à Câmara de Caminha para proceder às alterações que entendesse, no projecto de recuperação e adaptação do antigo hospital de Caminha, arrendado pela autarquia à Santa Casa da Misericórdia, por um período de 20 anos, e com uma renda mensal de 320 contos, a fim de nele instalar todos os serviços camarários, presentemente dispersos por três edifícios.

O engº Manso Gigante, director do GAT de Valença, era responsável até final do passado mês de Novembro -altura em que decidiu colocar-se "fora do processo"-, pelo projecto de arquitectura, de especialidades (estruturas, águas, esgotos, aquecimento, etc.), para além de ter feito parte do júri do concurso público da obra e ter assumido a sua fiscalização, tendo em vista ainda "esclarecer qualquer dúvida no decorrer da sua execução", referiu ao C@2000.

"ALTERAÇÕES PROFUNDAS"

Entretanto, a Câmara de Caminha decidiu proceder a uma série de "alterações profundas" ao projecto elaborado pelos técnicos do GAT, para o próprio edifício, incluindo um parque de estacionamento subterrâneo e toda a zona de logradouro, o que "alterava o nosso programa de trabalho", referiu este técnico.

POUCO À VONTADE PARA CONTINUAR

Manso Gigante não põe em causa a opção tomada pelo município caminhense, nem as razões aduzidas, entendendo, contudo, que dado o adiantado do processo, se tornava "complicado" proceder às modificações apresentadas, as quais, no seu entender, já não seriam alterações mas sim "remendos", motivo pelo qual o seu Gabinete não se encontrava "minimamente à vontade para continuar".

Em resumo, foi isto que o director do Gabinete de Apoio Técnico do Vale do Minho explicou no encontro que manteve com a presidente da Câmara e o vereador José Bento Chão, ao considerar pouco "prudente" este tipo de atitude por parte do Executivo, temendo grandes "confusões", face às quais pretende manter-se alheado.

REGRESSO À ESTACA INICIAL

Acrescentou que o seu projecto não fora elaborado de uma forma "aligeirada", tendo sido realizadas as competentes sondagens geológicas, de acordo com a obra delineada, não estranhando, no entanto, se tudo voltar à estaca inicial.

Recorde-se que na edição anterior do C@2000, a presidente da Câmara aludira às obras entretanto suspensas, devido ao facto de terem sido efectuadas novas sondagens geológicas, de modo a comprovar a consistência das paredes mestras do edifício.

MUITA AREIA E ÁGUA

Esta componente técnica da obra também foi objecto de uma apreciação por parte do vereador José Bento Chão, responsável pela gestão urbanística do concelho.

Justificou a realização das sondagens, pelo facto de existir "menos clareza" no projecto quanto às fundações -"o que é normal", assinalou-, dado que no decorrer da obra, é habitual proceder-se a ajustamentos.

Explicitando, referiu ao C@2000 que "perante os ensaios arqueológicos que se fizeram, verificou-se a existência de muita areia e água, o que é complicado para as fundações, pelo que achei pertinente fazer-se um estudo geológico".

Acrescentou que foi durante esse espaço de tempo que a obra parou, "devendo recomeçar na Segunda-feira".

NEGADA "ALTERAÇÃO PROFUNDA AO PROJECTO"

José Bento Chão negou qualquer "alteração profunda ao projecto", conforme nos tinha referido o director do GAT, "mantendo-se, na sua essência, na íntegra", reforçou.

Insistiu que tudo se prendeu com a questão das fundações, tendo sido preferível parar, fazer o estudo geológico, antes de avançar com a solução final.

Instado a pronunciar-se sobre a eventualidade da inclusão do parque automóvel subterrâneo e da intervenção no logradouro nesta obra poder constituir uma alteração ao projecto inicial, negou-a, antes afiançando serem apenas "complementares", por serem "exteriores", acentuou, recusando ainda qualquer tentativa de "ultrapassar" o GAT, dado que -na sua óptica-, "tudo foi feito de acordo com o projectista de especialidades".

FALTA DE PESSOAL

Acrescentou que o abandono do projecto por parte do GAT se deveu à falta de pessoal para acompanhar a obra, dado que saíram dois técnicos (ele próprio e um outro engenheiro que se encontra na Câmara de Valença mas que ficou como "responsável da obra"), assinalou.

Escavações arqueológicas aceleradas Estrutura medieval à vista

Este autarca referiu ainda que as novas escavações arqueológicas que decorrem nas imediações do edifício do antigo hospital, se prendem com a possibilidade de virem a ser construídos os parques de estacionamento, tendo sido aberto um concurso reconhecido pelo Instituto Português do Património e ganho pelos mesmos arqueólogos que procedem a idênticos estudos na Igreja Matriz.

Por último, José Bento Chão não admitiu a hipótese das obras de recuperação do imóvel virem a sofrer atraso, devido à sua paragem temporária, nem perigar a candidatura de financiamento das obras que se elevam a 300 mil contos.


BOMBEIROS DE CAMINHA
À BEIRA DE SOLUCIONAR CRISE DIRECTIVA

Terminando amanhã o prazo estabelecido para a apresentação de listas aos corpos gerentes da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caminha, tudo indica que vai surgir uma nova equipa, procedendo-se assim a uma renovação dos cargos dirigentes, face à vontade dos actuais directores em cessarem funções, alguns deles com cerca de 20 anos de "casa".

A assembleia geral está marcada para o dia 1 de Fevereiro


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