DRAGAGEM DO CANAL DO FERRY DEPENDENTE DE ALTERNATIVA À NAVEGAÇÃO E DE REMOÇÃO DE INERTES PELO MINISTÉRIO DO AMBIENTE
A Câmara Municipal de Caminha vai lançar novo concurso internacional destinado a dragar o canal de navegação do ferrry-boat Sª Rita de Cássia.
Os trabalhos encontram-se parados há uns meses, após ter sido atingido o limite de volume de inertes extraídos e estipulado pela última concessão, realizada há um ano.
O município caminhense aguarda apenas que o Ministério do Ambiente proceda à remoção da areia respeitante à sua quota parte das dragagens efectuadas, referiu-nos a presidente Júlia Paula, sem o que se torna impossível armazenar mais inertes no estaleiro da marginal de Caminha.
Contudo, segundo nos revelou o engº Silva Carvalho, sub-director regional do Ambiente, a sexta empreitada de extracção de inertes ainda não terminou. "Falta a areia destinada ao Ministério do Ambiente", recordou, a qual, deverá ser depositada no terminal do ferry, conforme "determinou a Câmara Municipal de Caminha", referindo ainda estar a aguardar que o seu Ministério autorize a sua venda.
Além do mais, a Câmara aguarda a aprovação oficial de um canal longitudinal alternativo, por onde o barco possa circular sem necessidade de tantas dragagens e minimize os seus impactos.
Mesmo assim, o recurso a um novo trajecto -idêntico ao que já é utilizado presentemente-, obrigará, ainda, a algumas extracções junto ao cais de atracagem português, embora de menor dimensão, do que se tivessem de ser executadas em quase toda a extensão transversal do trajecto inicial da carreira fluvial.
GAT ABANDONA PROJECTO DE RECUPERAÇÃO DO ANTIGO HOSPITAL DE CAMINHA
O Gabinete de Apoio Técnico do Vale do Minho concedeu liberdade de decisão à Câmara de Caminha para proceder às alterações que entendesse, no projecto de recuperação e adaptação do antigo hospital de Caminha, arrendado pela autarquia à Santa Casa da Misericórdia, por um período de 20 anos, e com uma renda mensal de 320 contos, a fim de nele instalar todos os serviços camarários, presentemente dispersos por três edifícios.
O engº Manso Gigante, director do GAT de Valença, era responsável até final do passado mês de Novembro -altura em que decidiu colocar-se "fora do processo"-, pelo projecto de arquitectura, de especialidades (estruturas, águas, esgotos, aquecimento, etc.), para além de ter feito parte do júri do concurso público da obra e ter assumido a sua fiscalização, tendo em vista ainda "esclarecer qualquer dúvida no decorrer da sua execução", referiu ao C@2000.
"ALTERAÇÕES PROFUNDAS"
Entretanto, a Câmara de Caminha decidiu proceder a uma série de "alterações profundas" ao projecto elaborado pelos técnicos do GAT, para o próprio edifício, incluindo um parque de estacionamento subterrâneo e toda a zona de logradouro, o que "alterava o nosso programa de trabalho", referiu este técnico.
POUCO À VONTADE PARA CONTINUAR
Manso Gigante não põe em causa a opção tomada pelo município caminhense, nem as razões aduzidas, entendendo, contudo, que dado o adiantado do processo, se tornava "complicado" proceder às modificações apresentadas, as quais, no seu entender, já não seriam alterações mas sim "remendos", motivo pelo qual o seu Gabinete não se encontrava "minimamente à vontade para continuar".
Em resumo, foi isto que o director do Gabinete de Apoio Técnico do Vale do Minho explicou no encontro que manteve com a presidente da Câmara e o vereador José Bento Chão, ao considerar pouco "prudente" este tipo de atitude por parte do Executivo, temendo grandes "confusões", face às quais pretende manter-se alheado.
REGRESSO À ESTACA INICIAL

Acrescentou que o seu projecto não fora elaborado de uma forma "aligeirada", tendo sido realizadas as competentes sondagens geológicas, de acordo com a obra delineada, não estranhando, no entanto, se tudo voltar à estaca inicial.
Recorde-se que na edição anterior do C@2000, a presidente da Câmara aludira às obras entretanto suspensas, devido ao facto de terem sido efectuadas novas sondagens geológicas, de modo a comprovar a consistência das paredes mestras do edifício.
MUITA AREIA E ÁGUA
Esta componente técnica da obra também foi objecto de uma apreciação por parte do vereador José Bento Chão, responsável pela gestão urbanística do concelho.
Justificou a realização das sondagens, pelo facto de existir "menos clareza" no projecto quanto às fundações -"o que é normal", assinalou-, dado que no decorrer da obra, é habitual proceder-se a ajustamentos.
Explicitando, referiu ao C@2000 que "perante os ensaios arqueológicos que se fizeram, verificou-se a existência de muita areia e água, o que é complicado para as fundações, pelo que achei pertinente fazer-se um estudo geológico".
Acrescentou que foi durante esse espaço de tempo que a obra parou, "devendo recomeçar na Segunda-feira".
NEGADA "ALTERAÇÃO PROFUNDA AO PROJECTO"

José Bento Chão negou qualquer "alteração profunda ao projecto", conforme nos tinha referido o director do GAT, "mantendo-se, na sua essência, na íntegra", reforçou.
Insistiu que tudo se prendeu com a questão das fundações, tendo sido preferível parar, fazer o estudo geológico, antes de avançar com a solução final.
Instado a pronunciar-se sobre a eventualidade da inclusão do parque automóvel subterrâneo e da intervenção no logradouro nesta obra poder constituir uma alteração ao projecto inicial, negou-a, antes afiançando serem apenas "complementares", por serem "exteriores", acentuou, recusando ainda qualquer tentativa de "ultrapassar" o GAT, dado que -na sua óptica-, "tudo foi feito de acordo com o projectista de especialidades".
FALTA DE PESSOAL
Acrescentou que o abandono do projecto por parte do GAT se deveu à falta de pessoal para acompanhar a obra, dado que saíram dois técnicos (ele próprio e um outro engenheiro que se encontra na Câmara de Valença mas que ficou como "responsável da obra"), assinalou.
Este autarca referiu ainda que as novas escavações arqueológicas que decorrem nas imediações do edifício do antigo hospital, se prendem com a possibilidade de virem a ser construídos os parques de estacionamento, tendo sido aberto um concurso reconhecido pelo Instituto Português do Património e ganho pelos mesmos arqueólogos que procedem a idênticos estudos na Igreja Matriz.
Por último, José Bento Chão não admitiu a hipótese das obras de recuperação do imóvel virem a sofrer atraso, devido à sua paragem temporária, nem perigar a candidatura de financiamento das obras que se elevam a 300 mil contos.
BOMBEIROS DE CAMINHA À BEIRA DE SOLUCIONAR CRISE DIRECTIVA
Terminando amanhã o prazo estabelecido para a apresentação de listas aos corpos gerentes da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Caminha, tudo indica que vai surgir uma nova equipa, procedendo-se assim a uma renovação dos cargos dirigentes, face à vontade dos actuais directores em cessarem funções, alguns deles com cerca de 20 anos de "casa".
A assembleia geral está marcada para o dia 1 de Fevereiro
JUNTA DE FREGUESIA DE CAMINHA
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