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Nº 88: 29 Jun a 5 Jul 02
Semanal - Sábados
1ª Pág. JORNAL DIGITAL REGIONAL


"OS BRASÕES ACABARAM EM 5 DE OUTUBRO!" , Manuel Gordão, presidente da Junta de Freguesia de Moledo

Com o voto de qualidade do presidente da Assembleia de Freguesia de Moledo (Joaquim Guardão), desempatou-se a igualdade verificada na votação de uma proposta apresentada pelos quatro quatro delegados do PSD, reclamando um brasão para a freguesia de Moledo.

PS e CDU votaram contra a proposta, no seguimento da posição de Manuel Gordão, presidente da Junta, referindo que os "brasões acabaram em 5 de Outubro", e mesmo que a assembleia viesse a aprovar essa opção, "não nos obrigariam" a implementá-la.

Após a decisão tomada, Manuel Gordão remeteu a questão do brasão para "daqui a quatro anos, quando vier um novo presidente", rematando assim a discussão.

A reunião deste mês do orgão deliberativo local decorreu de forma bem mais "relaxada", comparativamente à anterior, contribuindo para tal, a posição da oposição social-democrata, ao optar por não interpelar a Junta no período prévio à ordem do dia, atendendo a que "sempre nos dizem que é tudo com a Câmara, portanto, não vale a pena intervir", explicou o delegado Hilário Peres.

EÓLICA AINDA COM DÚVIDAS

A apreciação de um contrato de exploração de energia eólica, a celebrar entre a autarquia moledense e uma empresa especializada do sector, mereceu algumas reticências da parte dos delegados, designadamente, pelo facto de a Junta se comprometer a "manter os acessos livres" aos parques eólicos a instalar na encosta da Espiga e do Ladário, junto a Vila Praia de Âncora.

Os delegados do PSD consideraram que tal cláusula poderia originar "despesas denecessárias", embora Manuel Gordão referisse que as mesmas dúvidas se levantaram aquando do contrato estabelecido com a Portucel, relativo à reflorestação do monte, acabando por ser a empresa a assumir esses trabalhos.

O contrato com as eólicas permitirá numa fase inicial que a Junta receba 300 contos mensais, duplicando depois essa verba, logo que se inicie a exploração de energia eléctrica.

Outra situação que a Junta deverá rever, é a existência de um aluguer de terrenos ao IFADAP, nos quais se situarão as torres de produção de energia, pelo que haverá necessidade de, eventualmente, indemnizar esse instituto.

Após a análise da situação, a Junta foi autorizada a continuar os contactos com a empresa, de modo a apresentar um contrato definitivo aos delegados.

INDEFERIDA ALIENAÇÃO

Outra das decisões saída da reunião, prendeu-se com o indeferimento de alienação de uma parcela de terreno de um loteamento junto à praia, de modo a não ferir direitos de antigos proprietários.

Assunto que gerou alguma controvérsia, teve a ver com a eliminação de um caminho na Gateira, praticado por um particular, levando a que se discutisse muito sobre estas situações.

Palavras como "tentativa de suborno" e "traste" foram utilizadas para definir comportamentos de certas pessoas, em contrapartida, elogiadas por outros, apelidando-as de "beneméritas".

Utilização indevida de áreas para construção e aspectos visuais descaracterizadores; pareceres negativos concedidos pela Junta, sem que a Câmara (anterior) os atendesse o mesmo acontecendo aos próprios delegados, serviram para ilustrar algum descontentamento.

PEDIDOS À JUNTA

Algumas medidas foram solicitadas à Junta por parte dos delegados social-democratas, como a colocação de uma rede de protecção no pontão das Preces e à saída da escola primária, junto da qual igualmente se exigiu um passeio e a atribuição de um nome ao parque de estacionamento situado perto da Igreja Paroquial.

JUNTA COM PROJECTOS

Da parte do executivo local, foi dado a conhecer que se pediu à Câmara uma passagem inferior para peões sob a EN13, em Fontela.

Manuel Gordão deu ainda a conhecer a abertura de um posto de apoio à família gratuito no Centro Cultural, enquanto que aguarda a colocação de placas de trânsito e abrigos de passageiros na Av. de Santana e o reforço do policiamento no Verão.

Por delegação de competências da Câmara, a Junta vai proceder à limpeza das dunas e do sargaço que der à praia, bem como na parte baixa da freguesia, no decorrer da época balnear.

Manuel Gordão informou ainda os delegados da oposição, de que não recebe qualquer verba pela limpeza das escolas e que vai reunir com o advogado de um munícipe, a fim de resolver um litígio de terrenos no Sino dos Mouros.

Deu ainda a conhecer que a Câmara vai proceder à reparação dos aquedutos de Fijogo, Seixo e Carvoeiro, e ainda a calçada, neste último lugar

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