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BOMBEIROS DE VILA PRAIA DE ÂNCORA
NOVO QUARTEL, OBRAS NO CINE-TEATRO, REVISÃO DE ESTATUTOS, HOMENAGEM A SÓCIOS E ELEIÇÃO DE CORPOS GERENTES
A construção de um novo quartel é a grande aposta e, simultaneamente, um dilema que se apresenta à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora nos próximos tempos.
A má localização da actual aquartelamento, face às posturas de trânsito existentes, à exiguidade de espaço do parque de viaturas, à própria degradação que o edifício vem sofrendo ao longo dos tempos, levam a que a Direcção e Comando tentem, em primeiro lugar, encontrar um terreno adequado a todas as funções de um equipamento moderno e, seguidamente, obter o financiamento imprescindível, sabendo-se que o Serviço Nacional de Bombeiros deverá comparticipar com 60 a 65% do seu custo.
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A sua localização tem mantido alguma expectativa entre a população ancorense, dividindo-se entre o aproveitamento do actual mercado para tal fim; os terrenos junto ao núcleo escolar; a aquisição da antiga fábrica de madeira nas imediações do Dolmen da Barrosa, sem esquecer as contingências do traçado do próprio IC1, como recordou Francisco Sampaio, |
presidente da Direcção, no decorrer de uma assembleia em que o assunto mereceu honras de abertura.
Do debate travado, mediante a necessidade premente de ser resolvido o assunto, de modo a evitar que parte das viaturas passe a estacionar permanentemente na via pública -o que Álvaro Meira considerou péssimo-, este associado indicou a zona da Quinta da Barrosa como a ideal, com "espaço suficiente, estrategicamente boa e acessos rápidos para os bombeiros".
Outra hipótese no imediato, enquanto que não surge uma alternativa, seria o aluguer de um espaço para a recolha das viaturas.
A antiga fábrica de madeira poderá ser outra opção, pese embora estar perto do Dolmen da Barrosa, mas não o suficiente para que seja abrangida pela área de protecção dos 50 metros exigíveis pelos Monumentos Nacionais, como salientou José Luís Presa, presidente da Assembleia Geral, embora desconheça se seriam colocadas dificuldades por parte do actual |
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proprietário da antiga oficina de madeiras, para encetar o negócio.
IDEIAS PRECISAM-SE
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Sendo este um assunto a tratar com urgência, Francisco Sampaio apelou aos presentes e aos ancorenses para que dêem ideias e, apontou ainda como hipótese a considerar, uma negociação do actual quartel com a Câmara Municipal, por forma a encontrar uma solução definitiva. |
Recorde-se que recentemente, ainda no tempo do executivo camarário anterior, foram investidos cerca de 15 mil contos na recuperação do telhado, zona de convívio, balneários e interiores da sede, pelo que outro dos motivos de reflexão suscitado por Francisco Sampaio, se prende com a eventualidade de se continuar a investir neste imóvel, como forma de o manter minimamente funcional, ou partir para um novo projecto rapidamente.
Outra situação que preocupa a corporação, foi o derrube da torre de telecomunicações aquando das intempéries de 2001, causando um prejuízo de 13 mil contos, pelo que seguramente, nunca mais voltará para o mesmo local mas, criou dificuldades nas transmissões com as carros da corporação, cujo raio de acção se viu diminuído de forma considerável.
CINE-TEATRO PRECISA DE 50 MIL CONTOS
Aquela que Francisco Sampaio definiu como a "única sala de espectáculos do concelho" necessita de obras na cobertura (20 mil contos), plateia, palco e saídas de emergência, perfazendo um total estimado em 50 mil contos, incomportáveis para a associação. |
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Face aos apoios já obtidos no passado, é impossível garantir financiamentos do IPACA, pelo que o panorama também não se apresenta nada famoso neste campo, segundo foi revelado no decorrer da reunião.
MECENAS
 Foto de Arquivo |
Dentro deste panorama em que as finanças da casa não chegam para tudo, foi realçado o contributo generoso da família Vila Chã, proprietária de um supermercado, cuja campanha de oferta de uma determinada percentagem por litro de combustível vendido no seu posto de abastecimento, permitiu adquirir um carro de desencarceramento (16 mil contos) e, mais tarde, uma carrinha de transporte de pessoas (9 mil contos). |
Pretendendo agora comprar uma nova ambulância, poderão ser obrigados a recorrer a um financiamento "leasing" (6 mil contos), dado que os contributos da campanha cessaram, devido aos pedidos solicitados por corporações de outros concelhos onde existiam estas superfícies comerciais pertencentes à mesma cadeia, o que obrigou a modificar a forma de apoio prestada até à data.
HOSPITAL DEVE 7 MIL CONTOS
O fadário das dívidas da administração pública hospitalar às corporações de bombeiros parece não ser excepção em Vila Praia de Âncora, a avaliar pelas declarações do presidente da Direcção. Os números apontam para sete mil contos, que bem falta fariam para a instalação do Campo de Treinos de Fogos situado em Riba d'Âncora, conforme seleccionou a Federação Distrital, e que deverá obedecer a determinados requisitos, elevando os seus custos a 12 mil contos.
"MARCARAM UMA ÉPOCA"
É propósito da actual Direcção e Comando da corporação ancorense homenagear Francisco Presa, Alfredo Pinto e Durval de Brito, pelos serviços prestados à associação humanitária, em diferentes cargos, quer como comandantes do corpo activo, da Direcção, Assembleia Geral ou Conselho Fiscal.
No entanto, Durval de Brito optou por prescindir da homenagem, depois de longos anos no cargo de presidente do Conselho Fiscal, agora ocupado por Rui Taxa Araújo, que deixou as funções de secretário da Assembleia Geral a João Alberto Silva.
Como se vê, esta reunião serviu para eleger os corpos gerentes para o corrente ano, em que se procedeu a alguma remodelação dos seus membros directivos, com a "entrada de sócios das freguesias", como destacou Francisco Sampaio -reconduzido no cargo, tal como José Luís Presa na Assembleia Geral-, ao referir-se aos nomes de Flamiano Martins (Riba d'Âncora) e Hélder Miguéis (Vile).
ALTERAÇÃO DOS ESTATUTOS
A antiguidade dos estatutos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora, datando de 1917, deu origem à apresentação de uma proposta lida por José Luís Presa, contemplando a criação de uma comissão de três pessoas, de cada um dos orgãos sociais da agremiação, para que dentro de um ano, apresente à consideração dos sócios um novo texto a fim de ser analisado e aprovado.
Uma tentativa semelhante abortou em 1972, conforme Francisco Sampaio recordou, esperando agora ser possível conciliar as razões aduzidas então pelos associados para rejeitarem a mudança, face às novas realidades legais.
Esta assembleia aprovou ainda o novo regulamento interno, à luz de legislação específica para os bombeiros, contemplando a obrigatoriedade de os comandantes serem designados pelas direcções, cabendo aos primeiros escolher os adjuntos e segundos comandantes.
ALTERADA DATA DAS COMEMORAÇÕES
Uma outra proposta recebeu aprovação unânime dos presentes, prendendo-se com a necessidade de alterar a data que assinalava a fundação da corporação e que apontava para o primeiro dia do ano, não mais do que uma tradição, porque quer a data da primeira reunião, quer a da aprovação dos estatutos pelo governo civil, não coincidiam com ela.
As razões indicadas para a mudança, tinham a ver com a dificuldade crescente em conseguir que os jovens bombeiros comparecessem à formatura, na manhã do 1º de Janeiro.
Assim, a efeméride passa para o primeiro domingo de cada ano.
A assembleia aprovou ainda a conta de gerência de 2001 (58 mil contos), tendo Francisco Sampaio aproveitado para indicar que iriam continuar a reivindicar o INEM para Vila Praia de Âncora -actualmente instalado em Caminha- atendendo a que essa vila possuía uma população superior à da sede do concelho, advogando para esta uma reserva desses serviços de emergência médica.
ORFEÃO ACTUOU NO DIA DO CORPO DE DEUS
Após a conclusão do desfile religioso da Festividade do Corpo de Deus que decorreu em Caminha no passado dia 30 de Maio, o Orfeão de Vila Praia de Âncora proporcionou um concerto no salão dos Bombeiros Voluntários dessa Vila, apresentando um repertório essencialmente religioso, sem deixar de fazer uma incursão pelo repertório popular português, espanhol e sul-americano.
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