O braço de ferro entre moradores e comerciantes de Vila Praia de Âncora com a Refer, promete manter-se, a propósito da última tentativa desta empresa em encerrar a passagem pedonal na Trav. do Teatro, que faz a ligação entre o Parque Ramos Pereira (agora com zona de parqueamento ordenada) e a R. 31 de Janeiro.
Tal impedimento traria consequências gravosas ao comércio da zona, razão pela qual, aquando da colocação de grades no passado dia 30 de Julho, a coberto da noite, as mesmas foram removidas.
O assunto chegou agora à última reunião camarária, quando o vereador socialista Brito Ribeiro questionou a presidente Júlia Paula por não ter integrado uma solução para este atravessamento, no projecto de requalificação da Pr. da República e R. 31 de Janeiro recentemente terminado.
O edil de Vila Praia de Âncora recordou que há três anos atrás tinha falado deste assunto, de modo a prevenir eventuais acções por parte da Refer, conforme se constatou recentemente, precisou o vereador, precisando que "pareceu ter sido de propósito que a fecharam no final da requalificação".
Adiantou que a mesma deveria permanecer aberta a peões, desde que possua as devidas condições de segurança.
Da parte do Executivo, a resposta não se fez esperar, com Júlia Paula a recordar que existem dois protocolos assinados no passado entre a Refer e o município de então, prevendo o fecho desta passagem, quando foi construída a passagem inferior mais a sul (conhecida pelo viaduto das Bombas da Shell).
A autarca referiu ainda que está a envidar esforços para que a travessia não feche, embora legislação de Janeiro deste ano, impeça que ela se mantenha.
Segundo nos informou a Refer, "por motivos de segurança" foi vedada a via férrea na zona do apeadeiro, "de modo a inviabilizar o atravessamento ilegal que existia no local de uma antiga passagem de nível, já anteriormente encerrada", em 1988, aquando da construção da passagem inferior, a qual foi financiada pela CP.
Assim, a Refer entende que "todos os termos protocolados foram cumpridos".