A falta de três funcionários na secretaria da Escola Básica 2,3/S de Caminha, levou a que fosse reduzido o horário de atendimento ao público, encerrando às 15 horas.
A falta de progressão das carreiras administrativas dos funcionários das escolas, leva a que concorram a outros serviços da administração pública, onde os concursos se mantiveram abertos, o que não sucede há muitos anos com os que trabalham para o Ministério da Educação.
Já perdemos muitos bons funcionários" com estas situações, lamentou-se a profª Maria Esteves, presidente do Conselho Executivo do Agrupamento Escolar do Coura e Minho, a qual aguarda que o Ministério da Educação se defina quanto à situação criada, face à saída recente de três administrativos para outras repartições estatais, agravado com o facto de uma funcionária se encontrar de férias e outra com baixa.
Segundo a informaram do próprio ministério, dependerá agora do Centro de Área Educativa (CAE) resolver o problema que persiste em manter-se, enquanto que a situação se agrava, obrigando ao encerramento atempado de portas aos pais, professores e alunos e demais pessoas que se dirijam à escola, de modo a que os funcionários existentes consigam dar andamento ao serviço de cada dia.
Maria Esteves recordou que este Agrupamento possui todos os graus de ensino -"só nos falta o universitário", ironizou-, além de dar todo o apoio ao CEFOC (Centro de Educação e Formação Contínua) que "nos dá muito trabalho", realçou.
CAE ADMITE FALTA DE PESSOAL
Contactado o CAE, Aristides Sousa, director deste Centro, reconheceu que actualmente o ratio de assistentes administrativos se encontra a zero, depois de ter suplantado esse número de uma forma positiva, até à saída dos três funcionários que concorreram para outros ministérios, mas a escola "necessitaria de pelo menos mais um trabalhador administrativo", admitiu.
Entretanto, está a decorrer um concurso para preenchimento de duas vagas para contrato administrativo de provimento nesta escola, cujo processo poderá estar concluído em Julho ou só em Agosto, o que leva a que ate então, nada será resolvido, referiu-nos o responsável pelo CAE.
LEGISLAÇÃO ATRAPALHA
Poder-se-ia deitar mão à contratação de pessoas através de contrato a termo certo, mas segundo nos elucidou, a legislação apenas permite estas situações para cada ano lectivo, originando que quem fosse escolhido, apenas poderia manter-se em funções até final de Agosto, data estabelecida pelo ministério para o término de cada ano.
ALUNOS DO 8º ANO NÃO ACTUARAM
Um assunto que originou alguma polémica na escola, foi a impossibilidade de apresentar um espectáculo de teatro a cargo dos alunos do 8º ano desta disciplina, na Pr. Calouste Gulbenkian, em Caminha.
Segundo nos revelaram alguns familiares, houve alunos que chegaram a chorar por não lhes ter sido possível apresentar a peça.
Um pedido solicitado à Câmara pelo professor, para que fosse montado um palco ao nível dos degraus nesse espaço público, não foi satisfeito, sob a alegação de o referido estrado estava a ser construído e não poderem assumir que estaria pronto para a data pretendida, segundo nos referiu a profª Maria Esteves, a qual sublinhou ainda que o pedido à autarquia fora demasiado tardio.
Adiantou-nos ainda que o espectáculo era para ser incluído no Arraial Minhoto que a escola organizou no final do ano lectivo, mas a indisponibilidade do professor para essa data, acabou por levar ao seu adiamento e, por fim, ao seu cancelamento definitivo.
Entretanto, o facto de a Câmara se ter disponibilizado para construir uma estrutura junto ao palco do auditório da Misericórdia de Caminha, para outra representação, suscitou controvérsia que a presidente do Conselho Executivo não quis abordar, por desconhecer com que antecedência tinha sido pedido o aumento da área desse palco.
AUDITÓRIO COM OBRAS PARA BREVE