CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 235: 30 Abr a 6 Mai 05 (Semanal - Sábados)

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VILE

ASSEMBLEIA APROVA VOTO DE LOUVOR, PEDE REFORÇO DA LUZ ELÉCTRICA E PRETENDE LIMPAR PRESA DAS CAVADAS

BOLETIM MUNICIPAL GERA POLÉMICA

A Assembleia de Freguesia de Vile aprovou por unanimidade um voto de louvor a Rodrigo Gomes Lima, pelos seus serviços "inigualáveis" ao longo de 63 anos, como coveiro, sacristão e outros apoios locais a que nunca se furtou.

Hélder Miguéis, presidente da assembleia e autor da proposta, definiu a pessoa distinguida, como um "grande homem, simples e humilde que honra a freguesia", comprometendo-se por isso a elaborar um texto que expresse o sentir dos delegados em relação ao homenageado e publicitá-lo.

PT NÃO TROUXE MAIS LUZ

A fraca potência da energia eléctrica em Vile, continua a apoquentar a população, reflectindo-se por tal motivo no rol de preocupações dos eleitos locais.

Jorge Ramos, eleito pelo PSD, lamentou que a colocação de um transformador em nada resultasse, pedindo por isso à Junta que interceda junto dos responsáveis pela EDP,

Plácido Coelho, presidente da Junta, confirmou a existência de "muita queixas" relativamente ao serviço prestado por essa empresa, a qual já tem sido alertada por diversas vezes para a situação, confirmando que a instalação do transformador acontecera devido ao pedido de um particular.

PRESA DAS CAVADAS DESLUSTRA

Umas segunda situação que traz descontente a freguesia, é a falta de limpeza da presa das Cavadas, propriedade de vários herdeiros, o que dificulta uma intervenção, como salientou Plácido Coelho, embora o seu estado "até meta nojo", reconheceu.

Como solução para a limpar, os delegados acordaram na publicação de um edital, publicitando a operação de limpeza que a autarquia pretende realizar, de modo a confirmar se alguém se opõe.

CEMITÉRIO ENCHARCADO

Os charcos de água que se formam no cemitério, foi outra das preocupações de Carlos Martins e José Lima, eleitos pela PS, pedindo uma intervenção de regularização do seu escoamento, situação corroborada por Hélder Miguéis, mas que levou o presidente da Junta a admitir que a obra a realizar, levaria a que se destruísse o que fora construído, porque "ela foi mal executada", havendo agora que colocar um dreno nas caixas, de modo a evitar que não se deposite entre as campas.

HABITAÇÃO SOCIAL PREOCUPA

A habitação social continua a merecer a devida atenção dos vilenses, designadamente quanto à solução a dar a um caso de atribuição de um fogo, inicialmente rejeitado pela interessada, por o considerar pequeno.

O executivo local social-democrata respondeu a Carlos Martins que a Câmara tinha procedido ao levantamento das situações, e a própria Junta já alertara em relação a esse caso, acordando-se enviar um ofício à autarquia caminhense, recordando o caso, porque a ela cabe atender a estas situações.

DEJECTOS NA PRESA

A questão da qualidade das águas de consumo continua a manter de atalaia a população, como o deu a demonstrar Jorge Ramos, questionando a Junta sobre os controles realizados.

O Executivo vilense não evidenciou preocupação em relação à sua salubridade, -embora só agora vá começar a recolher amostras para análise-, com excepção da água da bica das Cavadas anteriormente referida e em cujo local há ainda suspeitas de despejos dos dejectos de fossas.

CAMINHOS DO MONTE

Os acessos ao monte continuam igualmente a despertar a atenção dos eleitos locais, confirmando Plácido Coelho a existência de algumas dificuldades, embora confie na palavra dos donos da obra, que prometeram repor tudo como dantes, logo que concluída a obra do IC1.

LAPSO

Ao ratificar os protocolos assinados entre Junta e Câmara para obras a levar a cabo em Vile em 2005, a oposição socialista detectou um lapso na data, pois todos os documentos incluíam o ano de 2004, levando a que Plácido Coelho atribuísse o erro aos serviços camarários já detectado aquando da cerimónia respectiva realizada na freguesia.

Embora o PS preferisse abster-se na votação, devido à falha detectada, Hélder Miguéis não a considerou relevante, frisando que o "conteúdo se sobrepõe à forma", podendo pôr-se em causa obras se o documento não fosse aprovado, essa também a razão pela qual os socialistas não votaram contra, devendo a Câmara rectificá-lo posteriormente.

Os socialistas aludiram ainda ao facto de nesses documentos ser feita referência à obrigatoriedade de 50% das obras estarem concluídas até Junho deste ano, facto impossível de materializar, como reconheceu o presidente da Junta, pois só agora receberam luz verde para avançar com os processos de concurso.

A Junta também admitiu a existência de alguns pagamentos atrasados por parte da câmara, relativamente a obras de 2004 (R. das Quitérias, acesso à ponte de Abadim e cemitério), aquando da discussão da Conta de Gerência/04, mas que a própria autarquia local já teria satisfeito os compromissos com os empreiteiros.

Os socialistas solicitaram algumas informações pontuais sobre os documentos e a que Plácido Coelho correspondeu, tendo o documento sido aprovado por unanimidade.

TOPONÍMIA

A existência de placas toponímicas mas ainda sem colocar, motivou o socialista Hugo Rocha a solicitar esclarecimentos à Junta, sendo então informado de que a inexistência de uma comissão camarária especializada que a homologasse, levou-a a recuar, embora um dos assessores da presidente lhe tivesse dito para avançar.

Esta confusão com a aprovação da toponímia, levou o presidente da assembleia a explicar que em 1995 teriam sido aprovadas novas designações e criada a respectiva comissão, mas, mais tarde, foram informados de que já existia uma, daí o impasse criado.

OBRAS/04

Quanto a obras e outros serviços desenvolvidos pela autarquia local em 2004, aqui ficam retratadas:

Posto Internet no Centro Cultural

Rua da Madorna Rua de Santa luzia

Caminho do Outeiro Caminho do Outeiro

Rua das Quitérias Rua das Quitérias

Rua de Santa Luzia Rua de Santa Luzia Rua de Santa Luzia

Cemitério Cemitério

BOLETIM MUNICIPAL GERA POLÉMICA

O último Boletim Municipal editado pela Câmara de Caminha está a gerar polémica que baste.

Após a realização da Assembleia de Freguesia de Vile, foi distribuído pelo correio o referido boletim correspondente à assinatura dos protocolos entre a Câmara e a Junta de Vile, tendo constatado os delegados do PS que as verbas transferidas para a Junta em 2004 e refletidas nessa publicação, não coincidiam com as do Relatório de Contas de 2004, aprovado em Assembleia no passado dia 24 de Abril.

Por tal motivo, os três delegados do PS emitiram um comunicado em que denunciam que a "Câmara tenha cumprido com todas as obrigações com a Junta", designadamente as verbas respeitantes às obras da Rua das Quitérias (33 000€); Caminho da Ponte de Abadim (18 000€); Benificiação do Cemitério (3 000€).

"ARRANQUE DA CAMPANHA POLÍTICA"

Os socialistas, ironicamente, afirmam que o erro detectado no boletim "não passa de um engano de impressão", pelo que crêem que "muito em breve receberemos outro boletim onde conste com exactidão os montantes recebidos", caso contrário terão de concluir que essa publicação é meramente "eleitoralista dada a proximidade das eleições autárquicas".

Junta de Freguesia de Vile

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Sábados e Domingos: 8h30 - 20h30

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