A Câmara de Caminha e a empresa "SUMA" iniciaram uma nova campanha de sensibilização junto dos munícipes deste concelho, desta feita, contra o mau hábito de deixar objectos volumosos (electrodomésticos, móveis, colchões, pneus, etc) na via pública.
A iniciativa está a ser promovida junto de escolas, infantários, juntas de freguesia e centros de saúde, e tem com lema, "Se um monstro em casa é má companhia, não podemos transformá-lo num mau vizinho".
Para que estas situações desagradáveis do ponto de vista visual e atentatórias do meio ambiente se evitem, basta telefonar para o número 258915075, indicar o local onde vão ser depositados os objectos volumosos, e, gratuitamente, eles serão removidos pelos serviços de recolha da referida empresa.
Esta é a quarta iniciativa do género encetada conjuntamente pela autarquia e a "SUMA", tendo começado por uma campanha de âmbito geral intitulada "Uma mão cheia de razões para cuidar do ambiente", seguindo-se a "Lixoteca" itinerante, ilustrando a necessidade de separação de resíduos e uma terceira direccionada para a restauração e lojas de venda de produtos alimentares frescos (carnes e peixes).
Até final do ano, as baterias serão dirigidas aos feirantes, de modo a evitar a proliferação de sacos de plástico e papelão no recinto feiral, e que será designada "Dar à feira outra pinta é deixá-la sempre limpa".
A Câmara de Caminha não concedeu parecer favorável à implantação de uma grande superfície comercial na freguesia de Vilarelho, junto à sede deste concelho, depois de ter sido instada a pronunciar-se pela Direcção Regional de Economia do Norte, entidade licenciadora.
Embora a posição da autarquia não seja vinculativa, nem tenha sido constituída uma comissão municipal de avaliação composta por representantes de cinco entidades (Câmara, Assembleia Municipal, Direcção-Regional de Economia, Associação Empresarial e de Consumidores), a discordância patenteada pelo município caminhense deverá reunir um peso específico assinalável, quando for tomada uma resolução definitiva.
Os comerciantes locais e as pequenas superfícies já instaladas em Caminha viam com apreensão este forte concorrente, cujo projecto contemplava várias lojas comerciais e um super-mercado com sete caixas de vendas, adiantando mesmo a inviabilidade económica de uma estrutura com tal dimensão, face ao mercado local existente actualmente.
A Associação Empresarial de Viana do Castelo igualmente se posicionara contra a proliferação das grandes superfícies, devido às repercussões negativas que se abateriam sobre o sector comercial tradicional.