Temas e Debates
Este Outubro que parece prenunciar de repente o inverno do nosso descontentamento pede-nos histórias para embalar o som da chuva e ler, à luz eléctrica das leituras dos dias escuros. Felizmente temos livros para fugir ao vento, ao nevoeiro e à irrealidade quotidiana. Ora vejam:
- Uma estreia que vai ser uma revelação na literatura portuguesa - a estreia do editor e poeta valter hugo mãe na ficção, com um romance que navega entre o bem e o mal inquiridos pelo olhar de um miúdo. o nosso reino (assim mesmo, sem maiúsculas) é um livro de aventuras que chega a evocar Tom Sawyer nas travessuras estivais, passado numa pequena aldeia durante o Estado Novo e conduzido pela mão segura de um escritor fascinado pela voz dos anjos terrenos. Um escritor que já foi destacado pela crítica entre os pares da sua geração por não comungar de três pecados: "nem melancolia programática, nem misticismo (malgré Deus), nem excesso de complacência". Complacência é coisa que não encontrarão nesta história de uma criança que sonha ser santa e se encontra rodeada por um mar de perversidade. Mas encontrarão personagens inesquecíveis, estranhos estrangeiros que cantam realmente como os anjos e uma narrativa que, tal como os cubos dos matemáticos, se vai projectando em muitas dimensões, numa ficção plástica que alastra como o mal, a doença ou a bondade.
Mais um motivo de orgulho, enfim, para a Temas e Debates e para a colecção Lusografias.
O lançamento de o nosso reino em Lisboa será no dia 11 de Novembro, pelas 21.00h na Fnac Colombo, com apresentação do editor João Rodrigues.
Sobre o lançamento em Vila do Conde, enviaremos informação detalhada em breve. (E já agora, se quiserem ouvir a voz do anjo terreno que canta no nosso reino, vão ao Lux no dia 10 à noite, porque ele soube do lançamento e resolveu pousar em Lisboa por algumas horas antes do lançamento para preparar os ouvidos dos leitores que também voem no escuro, de ouvido alerta)
Seguindo das Lusografias para as Grafias do mundo, Sou a Júlia, de Antonio Martinez, continua a linha da narrativa na primeira pessoa feita por uma criança muito especial. Júlia não é, à partida, uma criança tão "normal" como o narrador de o nosso reino, mas, na sua peculiaridade, irá seduzir e conquistar os leitores com esta "autobiografia não autorizada" da sua curta vida: Júlia tem quase dois anos e ninguém pode imaginar as coisas que ela tem para contar!
N'Outras Grafias temos a história de Luís Água, o engenheiro destacado para trazer a luz eléctrica a uma aldeia perdida de Portugal, na década de 20 do século passado. A Desordem Eléctrica é o romance com que o argentino Eduardo Berti se estreou na ficção e foi comparado pela crítica a O Perfume de Suskind e a Seda, de Baricco. Chega agora ao mesmo pequeno país ocidental, ainda meio perdido, a que chegou em tempos Luís Água, pela mão da Temas e Debates.
Nos Best-Sellers, apresentamos mais um (já o quinto!) louquíssimo, requintadíssimo e gozadíssimo Terry Pratchett: em Fontiçaria, o feiticeiro-biscateiro Rincewind encontra um fonticeiro, ou seja, um feiticeiro que é tão perfeito e predestinado que é ele mesmo uma fonte de magia. Uma batalha entre feitiçaria e fontiçaria torna-se inevitável quando o chapéu do arquichanceler da Universidade Invisível, antecipando o perigo, se faz raptar pela ladra Conina e o resto... só lendo. Garantimos que até se vai esquecer se lá fora chove ou faz sol, tais as chispas e as tempestades de fontiçaria e humor que se escondem entre a capa e a contracapa desta série!
Para além da saudável loucura de Terry Pratchett, Patricia MacDonald vai igualmente roubar o sono aos leitores com uma Teia de Mentiras que quase levam a protagonista, Lillie Burdette, à loucura. O thriller psicológico no seu melhor pela nova rainha do género.
Last, but not the least, Berta Marinho regressa com o seu Almanaque da Terra para 2005. Uma obra que já se tornou indispensável para muitos e cuja fama vai sendo acrescentada de ano para ano. Fale com as estrelas, com os ventos e com terra, aprenda a cheirar o ar para ver se virá chuva, a ler o vento para ver se virá frio, a consultar a lua para saber se as sementes gostarão de ir para a terra naquele dia. Seja um cidadão consciente e ligado à alma do seu planeta, enfim, já que a água potável é neste momento um bem com maior probabilidade de se esgotar do que os livros!
Título: o nosso reino
Autor: valter hugo mãe
Editor: Temas e Debates
Colecção: Lusografias
Nº de páginas: 160
Desde há semanas que não me confessava ao padre, que estava absolutamente possesso pela falta. exigi-o, se me obrigarem a confessar-me ao padre salto do rochedo e morro. salto para o lado das pedras, bato com a cabeça e morro. estive dois dias a silêncio, pão e água, por pecar o pecado da desobediência. mas não estava a brincar, era a minha força toda, não falarei com o padre filipe, que me bate, é mau, precisa de ser salvo, não pode salvar. assim, passei o verão a frequentar a missa e a subir mais cedo à mercearia para o bolo de sempre, por vezes, a medo, ouvia o canto final do senhor hegarty já ao pé da porta, como o avanço de uma lebre na corrida.
A Obra:
Num ambiente rural onde a religião é uma âncora fundamental e a visão do pecado uma pesada herança do Estado Novo, o nosso reino começa como uma aventura terna e cândida, contada por uma criança obcecada pela diferença entre o bem e o mal. Porém, ao estilo de um Tom Sawyer num universo de perversidade, o reino em que vive e a própria narrativa que constrói vão responder de forma imprevisível à sua busca incessante de um momento de beleza e redenção: as personagens fundem-se em vasos comunicantes, metamorfoseiam-se, ganham uma loucura de bichos de muitas patas e várias cabeças, e a morte, arrastada pelo cão dos infernos, alastra por todo o lado. Conseguirá o narrador escapar e transformar-se em borboleta ou anjo libertador? Ou acabará como o rapaz mais triste do mundo, mártir marginal dessa missa negra e supliciante?
Entre uma galeria de personagens misteriosas e inesquecíveis, oscilando entre a loucura e a bondade mais pura e inesperada, o narrador deste primeiro romance de valter hugo mãe tece uma narrativa que é uma absoluta surpresa em forma de ficção plástica para a literatura portuguesa do século XXI. Impossível parar de ler.
O Autor:
Nasceu em 1971, na cidade angolana Henrique de Carvalho.
Passou a infância em Passos de Ferreira e vive em Vila do Conde.
Licenciou-se em Direito e é pós-graduado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea.
Publicou nove livros de poesia, entre os quais três minutos antes de a maré encher, a cobrição das filhas, útero e o resto da minha alegria. Recebeu o Prémio de Poesia Almeida Garrett da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto com o livro egon schiele auto-retrato de dupla encarnação.
É, com Jorge Reis-Sá, responsável pelas Quasi Edições.
o nosso reino é o seu primeiro romance.
Título: A Desordem Eléctrica
Autor: Eduardo Berti
Editor: Temas e Debates
Colecção: Outras Grafias
Nº de páginas: 186
A Obra:
Corre o ano de 1920 e uma aldeia perdida e inóspita de Portugal, dominada por um imponente castelo, recebe a visita de Luís Água, técnico de uma companhia de electricidade que tem a louvável missão de convencer a população das virtudes da luz artificial. Mas depressa Água compreende que quer a aldeia quer o castelo que o protege escondem profundos segredos que a sua presença fará vir a lume. Não só criará divisões entre os partidários e os inimigos da iluminação eléctrica, mas também revelará uma viúva aristocrata arruinada, sujeita a um testamento cruel que a obriga a casar se quiser usufruir do património da família, um antiquário astuto que conspira para se apoderar de uma jóia valiosíssima ou um pioneiro da aviação. Todos eles, em conjunto com uma epidemia e um final surpreendente, dão forma a este romance em cujo enredo quase geométrico há espaço para o amor, a vingança, o humor, a avareza e a morte.
O Autor:
Eduardo Berti, nascido em 1964 em Buenos Aires, é autor de obras de carácter jornalístico, argumentista e realizador de documentários de televisão. A Desordem Eléctrica é o seu primeiro romance.
Sobre a Obra:
A obra recorda, em tema e situações, dois fenomenais êxitos editoriais da década passada. Referimo-nos a O Perfume, de Patrick Suskind e Seda, de Alessandro Baricco. Não obstante, Berti escreve sem a violência concentrada do alemão e ignora o exotismo diletante do italiano. O seu livro, muito mais pausado e sem buscar o efeito pelo efeito, repousa numa trama solta mas perfeitamente cosida.
Qué Pasa, 1999
Berti coloca tudo ao serviço da arquitectura literária, e não é de estranhar que o romance funcione tão bem e se leia de um sopro: é quase uma engrenagem, nada lhe sobra e nada lhe falta.
La Rázon -El Cultural, 1998
Eduardo Berti escolheu um tom sóbrio, preciso, para esta obra-prima que o coloca já num lugar destacado da nossa literatura. Á sua maneira, através de A Desordem Elétrica, ele também nos trouxe a luz.
Elle, ed. Argentina, 1997
Uma experiência converte-se em aventura quando é arrancada do contexto da vida quotidiana, quando abandona o curso cristalino e linear da história. A história e a aventura são as duas experiências narrativas que disputam os espaços de A Desordem Eléctrica, o primeiro romance de Eduardo Berti.
Les Inrockuptibles, 1997
Título: Fontiçaria
Autor: Terry Pratchett
Editor: Temas e Debates
Colecção: Best Sellers
Nº de páginas: 298
A Obra:
Em Fontiçaria, assistimos ao regresso de Rincewind, o jovem feiticeiro sem talento que vive de fazer biscates na Universidade Invisível. Certo dia, surge um rapazinho que por ser o oitavo filho de um oitavo filho de outro oitavo filho é um fonticeiro, ou seja, não apenas um feiticeiro, mas uma fonte de magia, uma raridade entre as raridades. O pequeno Coin assume imediatamente o controlo da Universidade e é acolhido com entusiasmo pelos feiticeiros residentes, fascinados com o poder da criança, mesmo quando ela decide transformar pessoas em fumo e sapos. Ignoram que Coin é, na verdade, controlado pelo espírito vingativo do seu pai, um feiticeiro a quem foi recusada a admissão na Universidade. Todavia, o chapéu do arquichanceler, símbolo supremo do poderio mágico na Universidade, tem outras ideias acerca do futuro. Ao fazer-se raptar pela jovem Conina, uma lutadora e ladra cheia de recursos, o chapéu está determinado a preservar a feitiçaria contra o poder cataclísmico da fontiçaria, que poderá destruir o próprio tecido do Discworld. E claro que o pobre Rincewind se vê envolvido nesta batalha entre feitiçaria e fontiçaria, pois só há espaço no Discworld para uma delas.
Título: Sou a Júlia
Autor: Antonio Martínez
Editor: Temas e Debates
Colecção: Grafias
Nº de páginas: 312
A Obra:
Quando Júlia nasceu, os médicos disseram que nunca poderia andar, falar ou pensar: sofria de uma lesão cerebral irreversível e, provavelmente, não passaria dos dois anos. Sabendo que Júlia nunca seria feliz no mundo em que lhe calhara viver, o pai, autor deste romance, resolveu inventar-lhe um outro em que pudesse ser o centro de todas as atenções, a estrela de todos os focos. Assim nasceu este livro.
Prestes a completar dois anos, Júlia decidiu organizar as recordações da sua vida numa espécie de "autobiografia não autorizada". E fala-nos com inexcedível humor, frescura e ironia da sua doença, da família, do hospital, das outras crianças da creche, da música que ouvem e dançam os pais, dos seus óculos azuis que lhe dão um ar intelectual, do seu primeiro sorriso, das qualidades artísticas do seu choro e de como conseguiu passar do biberão para a colher contra todas as previsões do Dr. Lâmpada, o odiado pediatra. Aliás, Júlia não se considera atrasada, acha apenas que não progride. E, apesar de todos os maus momentos por que passou, sempre descobriu forma de os ultrapassar e, como qualquer outra pessoa, só quer ser amada.
À semelhança do que fizeram Raymond Queneau e Lewis Carroll, Antonio Martínez aborda de uma forma tão fascinante quanto inédita o relato da experiência que um bebé nos dá de si mesmo e de tudo o que o rodeia. Sou a Júlia é um jogo entre a ficção e a realidade que estabelece com o leitor uma cumplicidade de uma ternura extrema.
O Autor:
António Martínez nasceu em Barcelona em 1963. Exerceu o jornalismo na Rádio Nacional de Espanha, no jornal Avui e no Canal +, como responsável pela informação política. Desde 1995 é realizador e guionista de "Las noticias del Guiñol" do Canal + de Espanha. Em 1997 publicou España va bien, uma panorâmica da última fase do governo de Felipe González e da primeira do de Aznar. Reside em Madrid. Sou a Júlia é a sua estreia no romance.
Sobre a obra:
É preciso ter muita coragem, muito humor e muito amor para escrever este romance.
El País
Uma história comovente contada com um sentido de humor inteligente e raro.
El Mundo
O romance mais surpreendente dos últimos anos.
La Vanguardia
Antonio Martínez [...] rompeu o saturado mundo editorial espanhol com um romance que surpreende positivamente em todos os aspectos.
La revista
Só com distanciamento e humanidade é possível escrever um livro como este. O resto é talento. E Martínez tem muito. Este romance imprescindível demonstra-o bem.
Opera Prima
Sou a Júlia é uma forma de demonstrar como o humor e a literatura podem ajudar a suportar o insuportável.
El Diario Vasco
Título: Querer é Poder! - Confia em ti para alcançares o sucesso
Autor: Frank McGinty
Editor: Temas e Debates
A Obra:
Já pensaste no que distingue as pessoas bem-sucedidas - sejam elas treinadores de futebol, modelos, cantores ou empresários - das outras? Será simplesmente uma questão de talento? Ou de sorte? Provavelmente não. Essas pessoas acreditaram em si próprias e trabalharam para atingir os seus objectivos.
Se queres fazer mais ou ser mais - mais auto confiante, mais feliz, mais popular, mais o que tu quiseres! - este livro é para ti. Ele ensina-te a treinar e motivar a tua mente para fazer face a qualquer desafio; a descobrir o teu potencial e a pôr o teu entusiasmo ao serviço dele; a vencer o medo e a acreditar que podes conseguir o que quiseres. Ninguém diz que é fácil, mas se te aplicares poderás vencer os obstáculos que te impedem de tentar o próximo passo.
Decide o que queres - e realiza os teus sonhos!
O Autor:
Frank Mc Ginty é director pedagógico numa escola de Glasgow. Ao longo dos anos, tem estado envolvido em inúmeros projectos educativos de combate às fobias escolares e de ajuda aos alunos com dificuldades educativas e comportamentais. Acredita firmemente no grande potencial existente em todas as crianças e na extrema importância da gestão dos estados emocionais e do desenvolvimento da auto-confiança para o pleno desenvolvimento deste potencial.
Dentro desta área, para além do acompanhamento de adolescentes, mantém uma actividade permanente como conferencista e orador em seminários destinados a professores e especialistas em educação.
Deste autor, e nesta mesma colecção, a Temas e Debates já publicou "Estudar com Uma Perna às Costas".
Título: Teia de Mentiras
Autor: Patricia MacDonald
Editor: Temas e Debates
Colecção: Best Sellers
Nº de páginas: 320
A Obra:
Para qualquer lado que se vire, Lillie Burdette encontra sempre resistência. Parece que naquela cidade, onde passou toda a sua vida, existem segredos terríveis. Assim que Lillie os começasse a desenterrar, não poderia voltar atrás, por muito que isso lhe custasse.
Levada pela dor, Lillie procura a verdade que está por trás da morte da filha e põe a descoberto um emaranhado de mentiras que ameaçam a sua sanidade mental e a sua segurança, desafiando tudo aquilo em que acredita, até o amor de mãe.
O Autor:
Patrícia MacDonald é norte americana e nasceu em 1949. As suas obras, de uma imaginação obscura e aterradora, têm sido aclamadas por milhares de leitores em todo o mundo. O seu thriller "Imperdoável", já publicado nesta colecção, foi nomeado para um prémio Edgar. Da mesma autora a Temas e Deabates já publicou também "Teia de Mentiras"
Sobre a Obra:
Decididamente, a Mary Higgins Clarck que tenha atenção! Outra romancista, mais subtil e mesmo mais inspirada vai hoje na sua peugada. Patrícia MacDonald segue as passadas da sua antecessora mas tem consigo o privilégio da juventude literária, sabendo apimentar as suas investigações com um q.b. de sentimentos amargos, de tragédias familiares, de criminosos sem piedade que, nos últimos romances, começam a falhar na demasiado clássica Mary.
Lire
Se Patrícia Highsmith é a rainha do mal-estar e Patrícia Cornwell a diva do bisturi, Patrícia Cornwell impôs-se, thriller após thriller, como a chefe socorrista das adolescências em perigo.
L'Express
Título: Almanaque da Terra
Autor: Berta Marinho
Editor: Temas e Debates
Nº de páginas: 168
A Obra:
O Almanaque da Terra aparece como uma tentativa para relembrar o equilíbrio e a antiga aliança cada vez mais distantes entre o Homem e a Terra-Mãe. Para falar e lembrar aquele tempo em que a vida do homem, dos animais e das plantas era governada, não pela manipulação genética em laboratórios ou estufas, mas muito natural e simplesmente pelos ritmos cósmicos do Sol e da Lua, pelo ritmo das estações, onde cada coisa tinha um lugar e um tempo e havia um lugar e um tempo para cada coisa.
Vem falar daquelas coisas simples e básicas, de todos os dias e de todos nós, das plantas que curam, das estrelas e dos planetas, das feiras e das festas, das tradições que dão sentido e continuidade à nossa identidade, das lendas e histórias das nossas terras, das receitas, das "curiosidades" de almanaque, mas também das grandes coisas do Céu e da Terra, e das coisas do tempo, do nosso tempo. Obriga-nos a viver o momento presente e a ligarmo-nos a tudo o que é vivo e está em constante mutação. Começamos a perceber que fazemos parte de um Todo e que vale a pena tentarmos integrar-nos nele harmoniosamente, aceitando as leis da Natureza e as particularidades de cada ser.
A Autora:
Natural do Porto, Berta Marinho é licenciada em Letras pela Universidade de Lisboa. Pós graduada em Ciências Pedagógicas, especializou-se em educação comunitária nos EUA e ganhou, em 1992, o Prémio Europeu de Prevenção de Acidentes na Agricultura, com um projecto multimédia dirigido às crianças do meio rural. Presentemente, dedica-se à jardinagem e ao estudo da Botânica.