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Nº 142: 19 a 25 Jul 03
Semanal - Sábados
1ª Pág. JORNAL DIGITAL REGIONAL


AGRUPAMENTO ESCOLAR VERTICAL DO VALE DO MINHO COM COMISSÃO EXECUTIVA INSTALADORA

Procedeu-se ontem (Sexta-feira) à eleição de uma Comissão Executiva Instaladora do Agrupamento Escolar Vertical do Vale do Minho que vem substituir provisoriamente (durante um ano) o anterior Conselho Executivo da Escola EB 2,3/S de Caminha e do Agrupamento Horizontal Coura e Minho.

Este acto eleitoral registou uma participação de 85% dos professores, funcionários e representantes dos alunos e encarregados de educação com direito a voto.

Embora o anterior Conselho Executivo deste estabelecimento de ensino tivesse um mandato para mais dois anos, a decisão do Ministério da Educação de impor a junção imediata de todos os graus de ensino básico, preparatório e secundário, obrigou à eleição de um novo orgão de gestão com mais dois elementos do que o anterior (três membros) representantes ambos do ensino pré-primário e 1º ciclo oficiais.

Apesar da opinião contrária dos diversos agentes de ensino envolvidos neste processo, quando chamados a dar opinião pelo ministério, o que é facto é que foi imposta esta mudança, sob a estafada argumentação da economia de verbas, sem ter em consideração os aspectos pedagógico e logístico que tal medida acarretará.

Para começar, teria sido bom que o Ministério da Educação se tivesse inteirado previamente das condições em que a própria comissão Executiva Instaladora vai trabalhar.

Se com três elementos o espaço já escasseava, agora com cinco...

A Comissão Instaladora é composta pelos professores Maria Esteves (presidente), Conceição Rodrigues, Miguel Gonçalves, Isabel Lima e Ana Paula Passos.

PCP / Caminha
Repudia o Processo de Criação do
Agrupamento de Escolas do Vale do Coura
e Vale do Minho

Foi publicado na passado dia 8 de Julho o despacho do Secretário de Estado da Administração Educativa n.º 13313 relativo a agrupamentos escolares.

Este processo que o Governo já tinha iniciado tem vindo desde há algumas semanas a causar a maior perturbação nas escolas.

No final do ano lectivo, em período de exames, o Governo acabou por criar a maior confusão nas escolas, intimando-as na prática, a agruparem-se com critérios que têm exclusivamente a ver com uma ainda maior poupança dos já parcos recursos humanos e com o objectivo de centralizar a gestão de grandes conjuntos de escolas nos chamados "gestores profissionais".

Em Caminha está em curso a formação de um agrupamento vertical de escolas que abrange os diferenciados níveis de escolaridade, desde os jardins de infância ao ensino secundário, dos vales do Coura e Minho. Isto significa que todos os infantários e escolas desta zona terão toda a sua orientação científica, pedagógica e administrativa concentrada num Conselho Executivo com sede na Escola Básica e Secundária de Caminha, onde tudo será decidido e onde cada um se terá de deslocar para a resolução dos assuntos mais triviais.

No passado mês de Fevereiro, todos os professores foram convidados a emitir o seu parecer relativamente a esta matéria de criação do agrupamento. E, com excepção do 1º Ciclo do Ensino Básico, todos os docentes se manifestaram desfavoráveis à criação do referido agrupamento, fundamentados em argumentos de ordem pedagógica e administrativa.

No entanto, e apesar da sua discordância apresentada, a DREN impôs que a escola procedesse à instalação do agrupamento vertical. Isto é, foi inteiramente inútil a consulta efectuada aos professores. De que serviu consultá-los se tudo já estava decretado que tinha de ser assim quer os docentes quisessem quer não?

Para além das dúvidas e pessimismo dos professores quanto aos resultados que advirão da constituição do agrupamento, salientamos ainda a incorrecção do processo seguido pela DREN, violador da democracia. De facto ouviu os professores, mas não ligou absolutamente nada à sua opinião. E isto é que é grave, traduzindo-se em humilhação da classe docente. E é grave pelas consequências, conduzindo toda esta prática ao imobilismo, à desistência da participação cívica, à apatia.

Não é desta forma que se dignifica a democracia, as instituições, e a política.

A Comissão Concelhia de Caminha do PCP manifesta a sua solidariedade aos docentes e pais e encarregados de educação, que se opõem a estas medidas, e reclama a imediata suspensão do despacho do Secretário de Estado da Administração Educativa.

A Comissão Concelhia de Caminha do
Partido Comunista Português

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