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O Adeus a Vilar de Mouros 2003
Ainda o sol ia alto quando os MELVINS subiram ao palco para dar início à última noite da edição Vilar de Mouros 2003.
Num registo algures entre o punk e o hard rock, os riffs de guitarra foram a nota dominante. Apesar de se tratar de um som bastante "noisy", o público aplaudiu!
De seguida, assistiu-se a algo inédito. Entre os Melvins e os Tomahawk a música não parou... Entre estas bandas existe um elemento comum, o guitarrista Kevin Rutmanis que se manteve a "riffar" com a guitarra, enquanto os restantes elementos dos Melvins abandonavam o palco para dar lugar aos TOMAHAWK.


Estes foram alternando entre temas do seu primeiro álbum e os do novíssimo "Mit Gas". O vocalista da banda foi contagiante, conseguindo levar o público ao delírio com as suas constantes incursões pela língua de Camões, evocando nomes como: Luís Figo, Rui Costa, e surpreendam-se - Sérgio Godinho. A bateria e os "riffs" de guitarra foram os restantes condimentos para manter o público firme e fiel ao espectáculo que estes verdadeiros artistas proporcionaram.

Seguiram-se os Jamaicanos THE WAILERS, cuja entrada em palco não correu da melhor forma. Um pequeno problema técnico adiou ligeiramente o início da performance da banda que acompanhou o mítico Bob Marley.
O delírio foi total!!! O público dançava ao som dos ritmos reggae dos saxofones, trompetes e das percurssões que o caracterizam.
A paz, os direitos humanos e a justiça, foram alguns dos temas que deram o mote para uma noite, que apesar de tão fria como a anterior "incendiou" com os ritmos quentes do caribe, e com os largos milhares de pessoas que compunham a plateia (em nada comparaveis ao "fracasso" da noite anterior).
"I shot the sheriff" ou "No woman no cry", foram alguns dos "clássicos" que fizeram as delícias do público.
Depois foi a vez do Britânico TRICKY. Igual a si próprio, de tronco nú, ora eléctrico, ora estático, lá foi apresentando o seu último álbum "Vulnerable", por entre alguns temas dos albuns anteriores. A voz de Constanza Francavilla, num misto de musa e de deusa, "encaixa" no som e na voz de Tricky, sendo uma mais valia para a sua performance. O público deslumbrou-se com som "trip-hop" e com a sua presença inigualável em palco. Um excelente concerto!!!
Os PUBLIC ENEMY, encerram o palco principal com "chave de ouro". Os "dinossauros" do hip hop, estrearam-se no nosso País e muito bem.
Chuck D, tomou o pulso ao público, e foi puxando por ele ao longo de todo o concerto. "Yo!", "Yeah!", "Aha Aha!" e ainda o tradicional "Jump! Jump!", puseram o público todo a saltar e a dançar. Com uma mensagem altamente interventiva, Chuck D lá foi investindo com os seus "Make Love, Fuck War", e em mensagens de desagrado a George Bush e Tony Blair, ao que a plateia correspondeu de imediato, fazendo eco das palavras da banda ... Um bom concerto a fechar mais uma edição do Festival Vilar de Mouros. Para o ano há mais...
Texto:Ana Mascarenhas
Fotos: Helena Soares
(Actualização: Dia 21)
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Blasted Mechanism Os Reis da Segunda Noite!!!!
Na segunda noite da edição 2003 do Festival de Vilar de Mouros, apenas os Blasted Mechanism tiveram força suficiente para fazer o público vibrar…
A abrir o palco principal, esteve o Brasileiro LENINE que "puxou" bastante pelo público, apesar de ainda ser dia, conseguindo juntar uma plateia agradável, a corresponder às suas solicitações.
Seguiram-se "nuestros hermanos" LOS PLANETAS, que com a sua "boa onda", por vezes a lembrar a sonoridade de Tindersticks, foram conquistando o público que com o cair da noite começou a afluir ao recinto.
Cerca das 22h30m, os BLASTED MECHANISM, sobem ao palco e tomam conta da noite. Com uma presença em palco única, caracterizada pelas máscaras e artefactos que exibem e pelos ritmos contagiantes que fazem qualquer plateia vibrar.
"Are you ready?" foi o mote. A partir daí o publico não mais parou. Tudo a dançar, tudo a vibrar, tudo de olhos postos no palco para ver o show de luz e cor que só os Blasted sabem fazer. Sem sobra de dúvida o melhor espectáculo da noite.

O frio começava a fazer-se sentir e RUFUS WAINWRIGHT não teve energia suficiente para "aquecer", e o público começou a pouco e pouco a abandonar o recinto. A estreia do Canadiano em Portugal, não lhe deixará as melhores recordações. O seu estilo peculiar, de forte influência clássica, ora ao piano, ora à guitarra, socorrendo-se num ou noutro tema de uma voz feminina, não "convenceu" um público ávido de ritmos quentes e de batida de bateria.
Foi mais vaiado durante o concerto por alguns, do que aplaudido pelo escasso grupo que se manteve firme junto ao palco a assistir ao concerto. Muitos foram também aqueles que acabaram por descansar as pernas sentando-se no chão, aproveitando mesmo para "descansar os olhos".
Rufus é reconhecidamente um músico de qualidade, estava sem dúvida desenquadrado do ambiente dos festivais…

DAVID FONSECA não conseguiu "recuperar" o público perdido por Rufus.
O frio era cada vez mais intenso, e o registo musical de David Fonseca pode ser suficiente quente para aquecer a alma, mas não o é seguramente para aquecer o corpo.
David Fonseca, lá foi apresentando o seu trabalho a solo, com o "Someone that cannot love" a conseguir eco junto do público que cantava num coro bem afinado.
Muitas foram as fãs que não arredaram pé das grades, cantando as músicas de inicio ao fim, com David Fonseca igual a si próprio, acompanhado por um excelente conjunto de músicos, com especial destaque para Rita Pereira que tomou conta do piano.
E se uns optaram por se aquecer nas tendas, outros foram abandonando a zona do palco principal em direcção ao palco Stout onde os Mad Professor actuavam para uma pequena multidão que se ia avolumando.
Os Mad Professor conseguiram conquistar o público que pulava e dançava para tentar vencer o frio que se fazia sentir.
Uma noite de sábado pobre em público e desadequada em cartaz…

Texto:Ana Mascarenhas
Fotos: Helena Soares
(Actualização: Dia 20)
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O Rescaldo da Primeira Noite
Pelas 20h00, em pleno dia, os brasileiros PLANET HEMP abriram as "hostilidades" do palco principal, para uma escassa plateia de não mais de mil espectadores.
Seguiram-se os seus compatriotas SEPULTURA, e a plateia foi-se multiplicando... Eram já alguns os milhares de espectadores que "curtiam a onda" do Death Metal.
Mais tarde foi a vez dos HIM subirem ao palco, com um Ville Valo bastante sóbrio, sem maquilhagem, de fato preto, colete e camisa preta, visivelmente deslumbrado com a multidão que compunha a plateia, que àquela hora deveria rondar cerca de 20 mil espectadores.
Muito ao seu estilo, sempre de cigarro aceso na mão, Ville Valo, lá foi visitando as canções dos seus álbuns, fazendo dedicatórias a cada tema e agradecendo no final com um "obrrrigado".
O público manteve-se calmo. O ponto mais alto da actuação, foi sem dúvida o tema "Join me in death". Um bom concerto!

E a banda mais aguardada do noite preparava-se para entrar em palco. O público ansioso gritava "Guanooooo, Guanooooo"
Os GUANO APES, entram finalmente em palco, e Sandra Nasic surge de negro, capuz na cabeça, pé apoiado na coluna e assim se manteve, quase imóvel, durante o primeiro tema. Logo depois "No Speech" põe o público ao rubro e "tudo ao moche"!!!
Os Guano saltitaram por entre os temas dos seus três álbuns, mostrando um concerto com um alinhamento igual ao apresentado em Maio nos Coliseus.
Sandra escusou-se a cantar os refrões dos hits, tarefa que deixou a cargo do público, que tentava fazer-se ouvir em uníssono.
Um mar de gente não parava de "mochar", e Sandra ia agradecendo e dizendo "We're back home! We don't need to say how much we enjoy to be back in Portugal. You know it!"
Uma hora depois, o concerto "termina". A chuva que tinha começado a cair no recinto, torna-se mais persistente.
A banda, volta para o encore, sem a vocalista e o guitarrista começa a entoar os inconfundíveis acordes de "Rain". O público entra em êxtase e fica expectante...mas à semelhança do que se tinha passado nos coliseus, os Guano voltaram a não interpretar o mítico "Rain".
Um jovem casal, entra em palco com uma enorme tela pintada com o mapa da europa, apresentado Alemanha e Portugal pintados com as cores das respectivas bandeiras. Da Alemanha destacava-se a banda, de Portugal a célebre vaca e Vilar de Mouros, e na base da tela, a frase "Welcome home".
Sandra, deslumbrada, convidou o jovem casal a sentar-se ali no palco junto deles e dedicou-lhes o tema seguinte "Living in a Lie".
Terminaram o concerto com "Lords of the Boards" e com o baterista dando um ar da sua graça, fazendo um salto mortal do cimo da bateria.
E assim terminou a primeira noite no palco principal da edição de 2003 do Festival de Vilar de Mouros.

Texto:Ana Mascarenhas
Fotos: Helena Soares
(Actualização: Dia 19)
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Cine-Auditório da Santa Casa da Misericórdia de Caminha
Telf: 919 255 883
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18 a 20 - Casados de Fresco
De Shawn Levy, com Ashton Kutcher, Brittany Murphy, Christian Kane, David Moscow e Monét Mazur
COMÈDIA; 95m - M/12
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25 a 27 - Kangaroo Jack
De David McNally, com Jerry O'Connell, Anthony Anderson, Estella Warren e Michael Shannon
Comédia - M/12
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Cine-Teatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Praia de Âncora
Telf: 258 911 189
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19 e 20 - Chicago
De Renée Zellweger, com Richard Gere, Catherine Zeta-Jones e Renée Zellweger
Terror, 100 m - M/12
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26 e 27 - Nascer Para Morrer
De Andrzei Bartkowiak, com Jet Li, DMX, Anthony Anderson e Mark DaCascos
Acção/Thriller, 100 m - M/12
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