"ARTE NA LEIRA" EM ARGA DE BAIXO
O artista vianense Mário Rocha continua a apostar na Serra d'Arga, como forma de proporcionar a algumas dezenas de artistas plásticos a apreciação e venda dos seus trabalhos.
A "Arte na Leira" já é uma aposta ganha anualmente em Arga de Baixo, coincidindo com a realização do festival de Vilar de Mouros, como contra-ponto a outra forma de cultura ou, talvez complementando-a.
Com honras televisivas em directo, a região acaba por ser promovida, permitindo ainda que as obras de arte e artistas maioritariamente citadinos se apresentem num ambiente diferente, embora cativante e estimulante para a criação artística.
Mário Rocha agradeceu a confiança que os seus amigos lhe proporcionaram, ao viabilizarem esta "deslocação" até à serra, de uma série de pinturas e esculturas patentes até ao próximo dia 27 na leira da sua casa de campo adaptada na sua diversidade e tipicismo rural a um evento, cujo autor "nos recebe em sua casa rural com a maior amizade", conforme salientou Júlia Paula, presidente do município caminhense.
No acto de inauguração da mostra, que contou com a presença de Costa Leite, delegado do Ministério da Cultura na Região Norte, a autarca não deixou de "reconhecer os valores e as presenças" dos que se apresentaram em Arga de Baixo, cuja monotonia do dia-a-dia é abalada de há uns verões a esta parte por esta lufada de cultura proveniente da planície.
"HOMENAGEM À ARTE E À CULTURA"
Júlia Paula saudou todos os presentes naquela que considerou uma "homenagem à arte e à cultura neste ambiente paradisíaco", sem esquecer de sublinhar os predicados da gastronomia da Serra d'Arga, outra das características apreciadas pelos visitantes, prometendo apoio incondicional a esta iniciativa.
Esta mostra contou com a presença de uma escultora francesa de Pontault-Combault (Cécile Bourgoin-Odic), integrada no intercâmbio que está a ser levado a cabo com Caminha, no âmbito dos 25 anos da geminação entre as duas vilas, e que permitirá que Mário Rocha se desloque em Novembro até França, numa reciprocidade de oportunidades, expondo as suas obras no Salão de Outono que aí se desenrolará.
"LIGAR A MONTANHA À EXPOSIÇÃO"

Face às "pinceladas" dadas por Júlia Paula a propósito desta mostra - conforme definiu as sua palavras António Martins, governador civil de Viana do Castelo igualmente presente na cerimónia de inauguração-, este representante do Governo elogiou quem "teve a ideia de há cinco anos pôr isto em prática", o que veio permitir uma "ligação da cultura ao ambiente- àquilo que nós temos de melhor".
Embora fazendo votos para que isto "floresça e cresça", apelou a um "certo equilíbrio", de modo a que o evento "não perca as características" que o definem na sua singularidade.
AUTARQUIA VALORIZA

Tendo nascido e evoluído integrada na comunidade local, não espanta que os próprios autarcas locais de mostrem dispostos a apoiar a "Arte na Leira", dentro daquilo que "está ao nosso alcance", como recordou Ventura Cunha, presidente da Junta de Freguesia.
Destacou ainda que com esta exposição "vem muita gente até cá à serra, regressando satisfeitos pela paisagem que desfrutam, o que é sempre bom", como forma de promover a região, assegurou.
"VALORIZA O PATRIMÓNIO RURAL "
Subscrevendo as palavras do presidente da Junta de Freguesia de Arga de Baixo, outro dos autarcas presentes, Daniel Campelo, presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima, realçou a importância do evento para a "divulgação do património natural e cultural que o Alto Minho possui", reputando de "muito importante que isto seja multiplicado por muitas aldeias de outros concelhos", como seria o caso do seu.
Destacou ainda que este ambiente rural "casa muito bem com a arte, o que é uma dupla vantagem".
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