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O segundo dia do Festival não podia ter começado da melhor forma com três grupos portugueses a "abrir" e a acentuarem que "o que é nacional é bom".
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A noite começou com os novatos Yellow W Van a mostrar o seu "Mundo Perfeito" onde exibem uma mescla de rock hip-hop e funk. O single " O que eu penso é o que eu falo" conseguiu o momento mais alto da sua actuação. |
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Na mesma linha surgiram os Primitive Reason como seu mais recente trabalho " Some of us" que, apesar da monotonia sentida durante o concerto ( " já foram melhores em palco/ Eh pá tavam muita xungas"), garantiram uma reacção bastante positiva por parte do público: " é sempre uma presença portuguesa neste magnífico festival e há que animá -los, carago!). |
Por volta das onze horas o público respondia afirmativamente à entrada de uma das melhores bandas portuguesas: os Da Weasel.
Com " Tá-se bem na Tuga? " começaram o seu show e daí em diante foi sempre a "partir" invocando temas como "Paixão", " Remorso", " God Bless Johnny" , " Adivinha Quem voltou" e "Toda a gente" sacudindo os mais cépticos dos Tugas. Os "putos" brindaram-nos ainda com alguns temas do seu mais recente registo, que já se tornou num sucesso " Podes fugir Mas não te podes esconder" como " Tás na Boa" e " Essência" a realçar o seu " Outro Nível" e proporcionaram também um ambiente mais soft com faixas como " O que quiseres ( Tá Tudo Bem)" .
Depois desta actuação e das várias ao longo do país, nomeadamente nas queimas das fitas, pode-se dizer que ninguém vai querer "fugir" deste ritmo proporcionado por Pacman e Virgul.
Depois das magníficas interpretações portuguesas, o palco recebeu os majestosos alemães que, muito antes de darem a cara (máscaras) fizeram alguns dos presentes recear a sua presença pela quantidade de explosivos que empregam nos seus espectáculos, não sendo este excepção:" Não sei como vou fazer. Tenho dois filhos para levar ao festival e tenho receio que expluda tudo"- desabafava uma mãe temerosa.
Os Rammstein apareceram como verdadeiros alemães: uma atitude grotesca, com uma pontinha neonazi, a postura rude do vocalista- Till Lindemann- a própria indumentária- à soldado- e a música, militarista, que mais parecia assinalar o passo de um batalhão pronto para a guerra. |
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Um dos momentos mais surpreendente foi quando o teclista , se pôs, voluntariamente, de quatro para que o vocalista simulasse de forma puramente sado-masoquista, uma sessão de sexo anal. Uma cena admirada com fulgor por uns e condenada como " horrenda, nojenta e deplorável" por outros. |
Realce-se, também, o episódio da "humilhação" a que o vocalista submeteu o "cientista"- o homem do teclado- arrastando-o pelo chão, como que querendo representar a submissão da ciência à ideologia defendida pelo grupo liderado por um ex- nadador olímpico da antiga R.D.A.
Aliás, houve quem considerasse, até, que a "performance não passou de uma demonstração -mal conseguida- de pirotecnia para impressionar", já que o grosso do espectáculo ( a música ) "não valia nada".
Outro grande momento foi quando apareceu a figura de um anjo ( vai-se lá saber porquê) que mais não fez do que contrastar com todo aquele ambiente endiabrado.
Mas, explosões à parte, o certo é que os Rammstein atraíram ao recinto milhares de pessoas ( o máximo nos três dias) que apesar do obstáculo que é a língua, muitos eram os que gritavam e agitavam-se ( todos ao "moche"), a par do rugido do vocalista, o refrão de temas como: " Ich Will", "Du Hast" e "Mutter".
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