Junho, já se sabe, é o Mês de Todos os Livros: Porque na primeira quinzena os vamos visitar todos os dias à Feira, numa peregrinação que já se tornou um ritual de reencontro, como outros que marcam as festas do ano. Assim, entre a Páscoa e as Férias, ergue-se a Feira do Livro a preencher-nos os fins de tarde, as noites e os fins de semana com idas ao Parque ou ao Palácio de Cristal (locais que são por si só nomes cheios de evocações literárias!) a visitar, a cheirar esses bichos com folhas a tocá-los, a avaliar, de entre aqueles muitos milhares, quais os que nos farão a companhia mais-que-perfeita nas remansosas tardes e noites estivais que se aproximam a passos largos. O tempo da Procura do Livro Perfeito é este, mais do que qualquer outro: aquele que é marcado no calendário sagrado dos nossos íntimos prazeres por esse enorme ágape que é o Tempo da Feira!
Escusado será dizer que lhe vamos dizer de seguida que o Livro Perfeito ainda não se encontra nesta feira, porque eles ainda estão a nascer todos os dias. Temos alguns para este mês de que conhecemos a importância imediata e que sabemos irão fazer parte da listinha de muitos leitores atrasados que no próximo ano vão querer preencher lacunas importantes nas suas bibliotecas. Se não quiser ficar também para trás, não vai poder, em absoluto, perder:
O novo romance de CRISTINA NORTON, O Segredo da Bastarda, onde, com o talento literário que lhe é reconhecido - e com o amor à história de Portugal que só uma portuguesa honoris causa como ela poderia transformar em obras de ficção com a finura de tratamento dos temas, o distanciamento na medida exacta e a justeza no delinear das personagens - a autora nos leva de viagem à corte de D. João VI.
É assim que assistimos à agitação causada no país pelas Invasões Francesas e aos seus reflexos na vida da própria corte, onde entretanto outras invasões, mais íntimas mas não menos devastadoras, tinham mudado para sempre a vida de uma das aias da princesa Carlota Joaquina - Eugénia Maria de Meneses - neta do Marquês de Marialva e apaixonada pelo viajante inglês William Beckford, que também nesta época se deleitava (e exasperava), entre Sintra e Lisboa, com as belezas, estranhezas e torpezas deste jardim à beira-mar plantado...
Uma história que tomou à autora cinco anos de pesquisas por espólios, arquivos e documentação vária da época, soberbamente contada e com todos os ingredientes clássicos para agarrar os leitores e não os largar mais: o poder, o amor e a morte a determinarem o destino de uma bela mulher e a sua batalha para contrariar sem se render as vicissitudes da sorte.
Um novo trunfo da colecção LUSOGRAFIAS, que se orgulha dos seus autores, das histórias que eles criam e dos leitores que as escolhem e lêem!
E como o valor que damos aos nossos autores não deve impedir-nos de ver o dos outros, ( aliás, somos cada vez mais "dos outros": já sabiam que Este É o Meu Corpo, de Filipa Melo, acaba de ser vendido para França?J)
temos mais duas grandes ficções estrangeiras, dois best-sellers e uma reedição em livro de "algibeira" para vos propor. A saber:
mais um delicioso, provocador e supinamente inteligente romance de Juan José Millás, com um título a fazer jus à sua fantástica capacidade da traçar uma crítica certeira à sociedade actual em poucas palavras: Tonto, Morto, Bastardo e Invisível conta a história de José, um executivo que, ao ser despedido, descobre que tem vivido à margem do seu verdadeiro eu e decide refazer a vida à margem de tudo o que o rodeia. A enumeração do título corresponde precisamente às diversas fases existenciais que esta sua decisão o vai forçar a atravessar...
na nossa colecção de policiais, onde as histórias têm mais do que apenas um crime e um detective, orgulhamo-nos de publicar este mês o primeiro romance de um autor francês que até agora se tinha limitado a associar o ensino da Filosofia à escrita de guiões para cinema mas que, assim que se aventurou pela ficção conseguiu um êxito notável, com direitos já adquiridos para adaptação a filme e tradução para várias línguas. Trata-se de Ollivier Pourriol, que com este A Dança do Diabo construiu uma autêntica sinfonia literária onde o crime, cometido nos bastidores do famoso Concurso Chopin, que reúne em Varsóvia a élite dos virtuosos do piano, tem como armas a música e a memória e onde Auschwitz, Hitler, Chopin e Liszt, com a sua famosa Valsa Mefisto, se misturam num cocktail de consequências imprevisíveis. Tudo isto num ambiente em que a música invade os sentidos e as almas durante dez horas por dia....
A colecção Algibeira soma e segue, agora com a reedição de um dos maiores sucessos da já famosa Ficção-Verdade: Rapariga com Brinco de Pérola, de Tracy Chevalier, onde a autora parte de um dos mais famosos quadros de Vermeer para dar vida e existência ficcional à rapariga que lhe serviu de modelo. O prazer de ler esta história inesquecível será exactamente o mesmo em capa mole, por isso, se ainda não leu ou se já leu e por isso mesmo quer oferecer a alguém especial, não perca esta oportunidade mais económica!
E chegando àquela zona especialmente recomendada para o tempo quente, por garantir verdadeiros arrepios de emoção e suspense, dois best-sellers de primeira água para os nossos leitores: Michael Palmer , o terror médico absolutamente impróprio para cardíacos, hipocondríacos e outros doentes a necessitarem de internamento. Este seguidor das passadas de Robin Cook não deixa os créditos do mestre por mãos alheias e, com esta Irmandade de Enfermeiras, assina uma história de fazer realmente gelar o sangue!
Um clássico é um clássico, e John Grisham já atingiu esse estatuto no seu ramo. Tempo de Matar, que agora se reedita, é um dos seus títulos mais celebrados, uma história fortíssima que gira em torno da violação de uma criança negra numa pequena comunidade do Sul dos Estados Unidos e da autêntica convulsão racial, social e política que se lhe segue, com todas as tentativas possíveis de distorcer os caminhos da justiça.
A finalizar a programação de Junho, para aqueles que precisarem de aproveitar a pausa estival para pôr algumas ideias em ordem, ou apenas se interessam pela complexidade e delicadeza das questões que se colocam aos católicos quando se trata de harmonizar os mandamentos da fé com os ritmos e as realidades da vida contemporânea, Os Divorciados e a Igreja, de Michel Legrain, onde a par de uma investigação hermenêutica de textos bíblicos onde a questão do divórcio é tratada, o autor recolhe testemunhos de casais e exemplos históricos para confrontar a posição da Igreja sobre um tema tão delicado para os cristãos como é o da dissolução de uma união supostamente eterna.
E até Julho nos despedimos, com promessa de mais sugestões de última hora para umas magníficas férias na companhia dos livros
Título: O Segredo da Bastarda
Autor: Cristina Norton
Editor: Temas e Debates
Colecção: Lusografias
Nº de páginas: 328
Baseando-se em factos reais, depois de uma pesquisa de cinco anos nos lugares onde viveu Eugénia de Meneses, consultando espólios de várias famílias e documentos sobre a época, Cristina Norton brinda-nos com um romance histórico notável, onde o rigor convive com um humor e uma legibilidade capazes de prender o leitor até à última página.
A obra:
Na ilha da Madeira, na segunda metade do século XIX, Eugénia Maria desespera com o estado de saúde da sua filha Isabel, de quinze anos, vítima de tuberculose: esta encontra-se cada dia mais fraca e o veredicto do médico não inclui a promessa de melhoras. Para a animar, a mãe resolve contar-lhe o segredo da própria paternidade, sobre o qual Isabel nunca deixara de fazer perguntas. Mas a história começa, naturalmente, muito antes, no dia em que nasceu a avó da rapariga, em Março de 1775.
Acompanhamos, pois, a vida fascinante de uma das netas do marquês de Marialva, educada no Brasil por uma mestra com ideias independentistas e, mais tarde, dama da corte e aia da princesa Carlota Joaquina. Assistimos à sua paixão por William Beckford e à sua obediência cega a Deus e à coroa. Vemo-la abandonar o Paço na companhia de um médico e passar o resto da vida chamando "afilhada" à filha em conventos aonde chegam com atraso as notícias das Invasões Francesas e as cartas de uma amiga que se propõe interceder junto de D. João VI para reparar todas as injustiças contra ela cometidas.
O Autor:
CRISTINA NORTON nasceu em Buenos Aires em 29 de Fevereiro de 1948. Considerada uma escritora lusófona, porque é em português que escreve, começou por publicar poesia e contos em vários jornais de Lisboa nos anos 60.
Frequentou a Sorbonne, a ESBAL e a Esares, onde deixou incompleto um curso de História de Arte. Colaborou com um conto inédito na revista espanhola Estafeta Literária, fechando um número que abria com Borges. Publicou um livro de poesia na Argentina em 1977.
Voltou a dedicar-se exclusivamente à escrita em 1995, publicando nas revistas Máxima e Pais e Filhos, bem como no jornal Semanário, vários contos. O seu primeiro romance, intitulado O Afinador de Pianos, saiu em 1997, seguindo-se, em 2000, a novela O Lázaro do Porto, publicada nesta mesma colecção.
Dá aulas de escrita criativa a crianças e adolescentes, tendo publicado um manual, Os Mecanismos da Escrita, com base na sua experiência, também editado pela Temas e Debates.
Título: Tonto, Morto, Bastardo e Invisível
Autor: Juan José Millás
Editor: Temas e Debates
Colecção: Grafias
Nº de páginas: 176
Um tonto, um morto, um bastardo e um invisível. Ao todo, formam um só ser. Um homem de universo inteiro que não cabe em si de fantasia, por lhe ser tamanha a realidade; que não se fere por a dor lhe estar esquecida e a vida arrumada; com o direito de se reinventar na raiz; um homem que não se vê ou não é visto. Um universo dentro ou fora do Universo, dentro e fora de si.
A obra:
Jesus é um executivo que, depois de despedido, descobre que tem vivido alheio ao seu verdadeiro ser e decide refazer a vida à margem de tudo o que o rodeia. Contando com a imaginação como única aliada e a social-democracia como inimiga figadal, viverá como uma aventura fantástica qualquer episódio do quotidiano. Criará um mundo em que a sua existência, anteriormente pacata, se altera com as várias peles que vai vestindo (e há um bigode que lhe dará uma ajuda extraordinária), ora com insolência, ora com a mais perversa loucura.
Este romance de Juan José Millás é, decididamente um apaixonante jogo de encontros e desencontros com o amor, a saudade, o sexo, a amizade, a vida e a morte. Porém, muito mais do que um romance, é também uma crítica à sociedade contemporânea e à crise de identidade que a assombra.
De teor psicológico e social marcante, Tonto, Morto, Bastardo e Invisível é uma obra que sobrevive ao último ponto final. Um texto que, através de um humor levado ao extremo do absurdo, reflecte a necessidade de fuga do homem e a pluralidade que lhe é intrínseca. Uma narrativa eivada de uma linguagem lúcida e brilhante. Genial.
O Autor:
JUAN JOSÉ MILLÁS nasceu em Valência em 1946, embora tenha vivido em Madrid grande parte da sua vida. Alterna a actividade literária com o jornalismo, colaborando regularmente com o jornal espanhol El País. A sua obra encontra-se traduzida em várias línguas, entre as quais francês, grego, norueguês, alemão, turco e polaco. Dos mujeres en Praga, o seu romance mais recente, acaba de lhe valer o Prémio Primavera, tendo Millás sido já galardoado com o Prémio Sésamo pelo livro Cerbero son las sombras e com o Prémio Nadal com Assim Era a Solidão. Deste autor, além do último título referido, a Temas e Debates publicou nesta mesma colecção o romance A Ordem Alfabética.
Sobre o Livro:
Extraordinária narrativa da impotência omnipotente deste princípio de século, Tonto, Morto, Bastardo e Invisível constitui um texto que fascinará o leitor pela agilidade da sua prosa de luz e sombras e por um humor peculiar nascido do mais puro sarcasmo e da mais profunda compaixão.
El País
Face à natureza sórdida da realidade, este romance propõe a imaginação como bóia de salvação. Com ela, Millás recupera o seu melhor legado narrativo.
La Razon
Millás suaviza com um humor no limite do absurdo uma trama ardilosa de grande densidade social e psicológica.
El Mundo
O estilo de Millás está cada vez mais marcado pela introdução do bizarro no quotidiano.
El Espectador
Título: Rapariga com Brinco de Pérola
Autor: Tracy Chevalier
Editor: Temas e Debates
Colecção: Algibeira
Nº de páginas: 200
Tracy Chevalier inspirou-se num dos quadros mais célebres de Vermeer - Rapariga com Brinco de Pérola - para escrever este romance, criando uma história bela e comovente sobre o abuso da inocência e o preço do génio.
O livro:
No século XVII, em Delft, uma próspera cidade holandesa, tudo tinha uma ordem pré-estabelecida. Ricos e pobres, católicos e protestantes, patrões e criados, todos sabiam o seu lugar. Quando Griet foi trabalhar na casa do pintor Johannes Vermeer, pensou, por isso, que conhecia o seu papel: fazer a lida doméstica e tomar conta dos seis filhos do pintor. Ninguém esperava, porém, que as suas maneiras delicadas, a sua perspicácia e o fascínio demonstrado pelas pinturas do mestre a arrastariam inexoravelmente para o mundo dele. Mas, à medida que a rapariga se tornava parte integrante da sua obra, a intimidade crescente entre ambos espalhava tensão e decepção na casa e adquiria a proporção de um escândalo em toda a cidade.
O Autor:
TRACY CHEVALIER cresceu em Washington D.C. e foi viver para Inglaterra em 1984, onde trabalhou durante anos como coordenadora de obras de referência. Em 1994 licenciou-se em Escrita Criativa na Universidade de East Anglia. O seu primeiro romance valeu-lhe o prémio de revelação W. H. Smith em 1997.
Sobre o Livro:
A imaginação de Tracy Chevalier, bem como a elegância com que o seu romance está escrito, fazem reviver um quadro de Vermeer já de si brilhante.
USA Today
A recriação espácio-temporal feita por Tracy Chevalier é profundamente verosímil.
The Boston Globe
Ver o quadro de Vermeer depois de ler este romance far-nos-á dizer imediatamente: sim, Tracy Chevalier só pode ter razão.
San Francisco Chronicle
Tracy Chevalier é uma escritora com um dom especial para criar atmosferas e cenários […] Rapariga com Brinco de Pérola está maravilhosamente escrito.
Elizabeth Buchan
Título: A Dança do Diabo
Autor: Ollivier Pourriol
Editor: Temas e Debates
Colecção: Policiais
Nº de páginas: 156
Uma sinfonia literária empolgante - excelente -, numa estreia marcada pela peculiaridade do estilo e da história, que aqui também se escreve com H maiúsculo. Entre Auschwitz, Hitler, Chopin, Liszt, Ollivier Pourriol extasia, por fim, o leitor - e não só -, com a Valsa Mefisto ou… a Dança do Diabo.
O livro:
Um jovem pianista, cansado do anonimato, participa no célebre Concurso Chopin de Varsóvia, sob a orientação de Pietr Ostreich, músico emérito, provocador, bêbado e… presidente do júri.
Está aberta a corrida ao virtuoso. E a caça também, pois vai ser cometido um assassínio. O instrumento do crime? A música. O infernal piano, tocado dez horas por dia perante uma plateia maníaca. No Inverno polaco, o nosso pianista passa por uma série de provações que o destroçam e revelam a si mesmo. Oscila entre três mulheres que se esquivam; estabelece uma relação ambígua com Ergo Zeitos, génio obcecado e suicida; cruza-se com Zakhor, o homem sem mãos que percorre os bastidores do concurso e de quem se diz ter sobrevivido aos campos da morte; convive com um povo de fantasmas e silêncios…
É com emoção que acompanhamos este concurso em que tudo se joga realmente nos bastidores. E em que a música, em vez de amenizar os costumes, os desorganiza… até ao crime.
O Autor:
OLLIVIER POURRIOL nasceu em 1971 e vive actualmente em Paris, depois de ter passado um ano em Londres e dois anos nos Estados Unidos. É professor agregado e ensina filosofia com uma predilecção por Alain, Lagneau, Foucault e Diogenes. Escreve guiões. A Dança do Diabo é o seu primeiro romance.
Título: A Irmandade de Enfermeiras
Autor: Michael Palmer
Editor: Temas e Debates
Nº de páginas: 396
Um novo Robin Cook!
O livro:
Num hospital de Boston, os pacientes estão a morrer a um ritmo assustador. Sobrevivem a operações delicadas, ao bisturi do cirurgião, mas, no silêncio sombrio da noite, acabam por sucumbir subitamente, inexplicavelmente, horrivelmente. David Shelton, um jovem médico, vai arriscar a sua vida por uma enfermeira dedicada que, não se sabe porquê, detém a resposta a este mistério. Porém, à medida que se aproxima da verdade, torna-se ele próprio alvo de suspeitas.
O Autor:
MICHAEL PALMER, americano, formou-se em Medicina na Case Western Reserve University, em Cleveland, Ohio. Exerceu a actividade durante vinte anos e actualmente lecciona na Faculdade de Medicina da Tufts University, em Boston. É director associado do Massachusetts Physician Health Program.
Título: Tempo de Matar
Autor: John Grisham
Editor: Rocco
Nº de páginas: 524
Com a reedição do primeiro livro de John Grisham, Tempo de Matar, a Temas e Debates vem ao encontro dos inúmeros pedidos do público, satisfazendo assim a necessidade de suspense e mistério dos nossos leitores.
O livro:
Uma tragédia sangrenta: a violação de uma rapariga negra de dez anos por dois homens brancos, e a vingança do pai da vítima. Um caso que transforma uma pequena cidade de província do Sul dos Estados Unidos no centro de um turbilhão. Nos bastidores, alimentada pela projecção dada pelos meios de comunicação, trava-se uma guerra de vaidades que envolve advogados, polícias, juízes e líderes raciais à procura de notoriedade.
O jovem advogado de defesa do pai de Tonya, atraído pelo desafio que o caso representa, tem de enfrentar as pressões do Ku Klux Klan. Durante o processo, quase perde a mulher, a sua casa é incendiada, o marido da sua secretária é espancado, a sua estagiária sofre um atentado e um segurança fica paralisado por um tiro que lhe estava destinado…
O Autor:
JOHN GRISHAM é autor, entre outros, dos livros O Dossier Pelicano, A Firma e O Cliente, best-sellers que lhe granjearam reputação internacional e foram adaptados ao cinema e à televisão. Deste autor, a Rocco editou recentemente O Testamento, A Confraria e O Júri.
Título: Os Divorciados e a Igreja
Autor: Michel Legrain
Editor: Temas e Debates
Colecção: 232
Que motivos a Igreja considera aceitáveis para a anulação de um casamento? Terão o homem e a mulher direito a uma segunda oportunidade? Deverá um casal sofrer, em nome da fé, para manter um casamento falhado? Será a voz da Igreja a ditar a última palavra?
A obra:
Os Divorciados e a Igreja consiste numa reflexão crítica acerca daqueles que optam por desfazer uma união com a qual se comprometeram na "riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, até que a morte os separasse"; como são vistos no seio da sociedade em que se inserem e aos olhos da Igreja.
Baseado numa prospecção histórica e em testemunhos reais de cristãos divorciados, Michel Legrain analisa a posição da Igreja e as interpretações de especialistas sobre o divórcio e o segundo casamento nos escritos da Bíblia.
Sobre o autor:
MICHEL LEGRAIN, missionário, ocupa o seu tempo entre o ensino no Instituto católico de Paris, as sessões e conferências sobre sexualidade, as questões relacionadas com o casamento, e um ministério teológico ao serviço das igrejas de África e da América do Sul.