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Vale do Coura visto da Srª da Serra
Nº 79: 27 Abr a 3 Mai 02
Semanal - Sábados
1ª Pág. JORNAL DIGITAL REGIONAL


SEIXAS AVANÇA COM PROLONGAMENTO
DA MARGINAL PARA SUL

Duas das grandes apostas da Junta de Freguesia de Seixas para este ano, vai no sentido de criar condições para o prolongamento da Marginal de S. Bento até ao cemitério e aí construir um viaduto sob a linha de caminho de ferro, de modo a suprimir a perigosa passagem de nível de S. Bento.

Este objectivo da autarquia seixense foi sancionado pela totalidade dos delegados da Assembleia de Freguesia reunida anteontem (25 de Abril), após ter sido aprovada uma proposta nesse sentido, apresentada pelo Executivo.

Aurélio Pereira, presidente da Junta, recordou aos membros da assembleia de que a própria presidente da Câmara lhe solicitara a elaboração de um documento justificativo deste projecto, avalizado pelos dois orgãos autárquicos locais, de modo a obter a concordância dos diversos ministérios e organismos com pareceres vinculativos, designadamente, o do Ambiente, dado que a zona se poderá encontrar integrada na Rede Natura 2000.

CARRINHA, POLI-DESPORTIVO E RECUPERAÇÃO DE CAPELA

Noutro âmbito das suas atribuições, a Junta vai adquirir uma carrinha de nove lugares (comparticipada pela Câmara) de apoio às escolas, construir e cimentar um poli-desportivo no logradouro da primária do Cruzeiro e recuperar a Capela de Sº Adrião.

Capela de Stº Adrião

No campo das comunicações e urbanismo, a Junta centrará as suas atenções na conclusão das obras do largo de S. Bento e do Pinheiro Manso, na repavimentação das estradas municipais Barreiros/Coura/Parede Alta e dos caminhos de Sº Adrião e da Rabusca e no alargamento do acesso desde a N13 até S. Sebastião.

Todas estas obras estão contempladas no Plano de Actividades para o corrente ano e suportadas num orçamento de 479 mil euros, ambos os documentos aprovados pelos delegados do PS, verificando-se a abstenção dos eleitos pela lista de independentes, tendo ainda protestado pelo facto de não terem sido ouvidos aquando da elaboração deste plano, como se tinha comprometido a própria Junta e o estabelece a Lei 24/98 e foi reconfirmado pelo delegado socialista António Rodrigues.

José Emílio Malheiro lamentou ainda que não tivesse sido feito o levantamento do património da Junta e que fora anunciado há quatro anos como concluído, quando se comprova agora que não foi. Este delegado não quer mais equívocos sobre património público e privado, como aconteceu noutros tempos.

TERRENO CONFUSO EM PEDRAS RUIVAS

Mas não só do plano se discutiu na reunião.

Alguns casos motivaram pedidos de esclarecimento à Junta, quer da parte dos delegados, quer do público.

Foi o que aconteceu com uma parcela de terreno situada entre o restaurante "Pedras Ruivas" e um loteamento existente a sul, relativamente ao qual o delegado independente José Emílio Santos mostrou uma cópia de um processo existente no tribunal, em que a Junta reclama a sua posse, motivo para que este autarca questionasse o Executivo, sobre as suas reais intenções: - "Recuperar o terreno ou dá-lo a alguém?".

Este processo -que o próprio presidente da assembleia referiu desconhecer qual a sua situação-, teve origem na venda dessa parcela a uma empresa, há já 15 anos, o que originou uma reclamação do antigo proprietário do restaurante, acabando a justiça por lhe dar razão.

Mesa da Assembleia

Entretanto, o anterior Executivo voltou a questionar esta situação e apresentou uma acção reivindicando a posse desse espaço. É esta decisão que a Junta aguarda, afirmou Aurélio Pereira.

E ainda dentro deste problemática dos terrenos, a Junta informou o também delegado independente Ilídio Pita, de que tinham sido pagos 300 contos a dois proprietários de terrenos existentes junto à passagem de nível de S. Bento, de modo a permitir uma intervenção que melhorasse a visibilidade.

Mas os assunto mais "quentes" da noite, surgiram da assistência.

Um casal, acompanhado por outro morador, questionaram a Junta por ter reposto um muro de uma propriedade pertencente a um dos delegados (José Rocha) derrubado pelas intempéries há seis meses, e não actuando da mesma forma relativamente ao seu caso similar.

O presidente da Junta explicou que o morador em causa nunca tinha solicitado qualquer intervenção, enquanto que o delegado socialista o fizera, alegando que não conseguia encontrar operários especializados.

Assim, a Junta propôs-se reparar o muro que obstruía parcialmente a via pública, apresentando a conta do trabalho executado ao interessado.

O assunto não ficou por aqui, com outro morador que acompanhava o casal a criticar que a autarquia tivesse limpo a terra do muro reparado, e, por outro lado, carregasse a pedra da outra parede caída -que não lhe pertencia-, aplicando-a numa fonte.

Aurélio Pereira patenteou desconhecimento em relação à pedra utilizada indevidamente e dispôs-se a devolvê-la, se tal tivesse acontecido sem consentimento do proprietário, como parece ter acontecido.

Esta questão de muros derrubados sobre a via pública, ficando vários meses (seis, no caso) sem serem reconstruídos, interferindo na via pública, foi pretexto para que a eleita pelo PS, Paula Maciel, sugerisse à Junta o estabelecimento de um prazo para que as obras se concretizassem.

ÂNCORA DEFINITIVAMENTE AFUNDADA?

E como os assistentes foram protagonistas da reunião, Sidónio Pacheco perguntou à Junta de Freguesia se sabia do paradeiro de uma âncora oferecida há já alguns anos aos pescadores de Seixas, a qual se encontrava até ao início das obras no Largo de S. Bento, neste espaço nobre da aldeia, sendo transportada posteriormente (ainda em 2001) para a marginal de S. Bento e, agora, desapareceu.

Sidónio Pacheco entre os assistentes

Aurélio Pereira também mostrou a sua preocupação pelo sucedido, já perguntara ao engº Mário Freixo por ela, uma vez que acompanhou as obras de recuperação da marginal S. Bento-S. Sebastião, como funcionário da Câmara Municipal, que, por sua vez, adiantou a hipótese de ter ficado enterrada com o decorrer das obras junto ao rio e ficou de indagar junto do empreiteiro, sem que até à data, tivesse esclarecido algo, acrescentou o autarca.

Perante este mistério da âncora com algumas centenas de quilos e que se evaporou, houve quem sugerisse que se averiguasse se não estaria num qualquer quintal.

PORMENORES

Lomba Parque Infantil

Diversos pormenores a necessitar de revisão na freguesia, foram apontados pelo delegado socialista António Rodrigues, tais como a sinalização das lombas colocadas por insistência do anterior presidente da câmara no caminho da Marginal S. Bento-S. Sebastião -como não deixou de elucidar o presidente da Junta-; a colocação de uma caixa multi-banco na freguesia (parece que os bancos não estão muito pelos ajustes, como recordou Aurélio Pereira); acessos para deficientes e corrimões na escadaria do Largo de S. Bento -em cujo parque infantil a delegada Paula Maciel exigiu bancos para os pais-, sem esquecer um arranjo mais "acomodado" para as viaturas nas bermas da EN 13, defendendo igualmente uma recuperação integral da estrada que atravessa o Lugar de Coura.

Com bastante ironia, o delegado José Emílio Malheiro sugeriu à Junta que procedesse a organização de um leilão, a fim de vender o "ferro-velho" existente no Largo de S. Bento, composto pelos semáforos (permanentemente avariados), relógio (parado) e obelisco para outro relógio de sol que nunca mais surge, podendo incluir neste lote um

"pessegueiro" que nasceu espontaneamente ao redor de um pau colocado para sinalizar um buraco junto à N13, e que a ex-JAE teima em não eliminar.

MARINA ASSOREADA

O assoreamento que se verifica na marina construída na marginal da freguesia promete vir a dar dores de cabeça.

Segundo referiu Aurélio Pereira, esta situação já se verifica desde o ano findo, razão pela qual foi alertado o executivo camarário de então, mas sem êxito. Espera agora que a nova presidente resolva o caso, bem como concretize outros pormenores desta marginal.

CEMITÉRIO COM REGULAMENTO

Por unanimidade, os delegados aprovaram um novo regulamento para o cemitério, mas que José Emílio Santos gostaria de ver mais abrangente, incluindo a passagem para a posse da Junta, das sepulturas abandonadas ao fim de um determinado tempo. Um coveiro a tempo inteiro no cemitério foi defendido por este delegado, corroborado por António Rodrigues e que

se insurgiu contra o facto de a terra retirada das covas, quando se efectua uma inumação, seja lançada para cima das campas vizinhas.

No final da reunião, o presidente da Junta deu conta que um dos inquilinos da autarquia se encontra em dívida para com ela, esperando que com o aparecimento de um fiador, sejam liquidados os seis meses de rendas em atraso, de modo a evitar o recurso aos tribunais.

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