ORQUESTRA
DO
NORTE


ASSINATURAS
FICHA TÉCNICA

PUBLICIDADE
Nº 52: 20 a 26 OUT 2001

PARTIDO SOCIALISTA O PRIMEIRO A FORMALIZAR CANDIDATURA ÀS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS

O PS foi a primeira força política a formalizar no Tribunal de Caminha, o seu processo de candidatura às próximas eleições autárquicas de 16 de Dezembro.

Ao princípio da tarde do passado dia 18, Joaquim Guardão, mandatário concelhio dos socialistas, entregou o respectivo dossier, sendo acompanhado pelos seis primeiros candidatos à Câmara Municipal de Caminha: Jorge Fão, Brito Ribeiro, Nuno Ferreira da Silva, Pedro Ribeiro, Manuel Carlos Falcão e José Luís Barros.

RECONQUISTAR VILA PRAIA DE ÂNCORA

Apresentando candidaturas nas 18 freguesias onde os eleitores escolhem os seus representantes para as respectivas assembleias de freguesia, Joaquim Guardão revelou-nos que uma das grandes apostas do PS é a reconquista da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora, há dois mandatos nas mãos do PSD.

Este militante referiu-nos ter aceite o papel de mandatário do PS nestas eleições, face a um convite "formulado pelos meus camaradas e pelo facto de já estar envolvido neste processo há uns tempos", acrescentando que será com "muito gosto e empenho que me vou dedicar de corpo e alma a esta campanha eleitoral".

Reconheceu que a elaboração de todas as listas realizada com "todo o empenho e cuidado, de forma a serem integradas por pessoas que acreditam neste projecto, naturalmente que é muito difícil". No entanto, entende não ser possível constituir listas de outra forma, que não seja "com gente séria, com seriedade e um projecto igualmente sério".

Confiante na vitória, Joaquim Guardão garante terem escolhido gente "certa para uma aposta certa".

"SÃO A NOSSAS LISTAS IDEAIS"

Jorge Fão, candidato ao relevo de Valdemar Patrício à frente do município caminhense, revelou-nos serem estas as "listas ideais" atendendo à forma como as estruturaram, na tentativa de encontrarem as "melhores pessoas para se envolverem e darem o melhor de si na resolução dos problemas da freguesia".

Através deste acto de formalização das candidaturas, o PS quis demonstrar, uma vez mais, que o processo foi realizado de uma forma "ordenada e planeada" e "antes do prazo limite, estamos com todo o processo concluído, de uma forma tranquila", acrescentou.

Este procedimento legal, no entender do candidato, acaba por ser um "acto de dignificação da vida política autárquica, de forma a torná-la suficientemente transparente, clara, bem ordenada e planeada, de modo a que os cidadão tenham uma mudança de atitude em relação à vida política"

CAMPANHA DEPENDE DE CADA CONTEXTO

Solicitando uma antevisão à forma como decorrerá a campanha do PS, destacou que cada contexto define a sua estratégia, mas desde garantiu que não irão fazer dela uma "arena de insinuações ou de difamação, seja de quem for".

Os contactos com as populações das freguesias será uma das vertentes da campanha -em conjunto com os candidatos às respectivas assembleias-, evidenciando ainda disponibilidade para debates com os candidatos adversários, e de uma forma em que o público "tenha oportunidade de expressar a sua opinião e as suas ideias", no intuito de transformar este período num "amplo debate sobre o que são as estratégias futuras do concelho", em que sejam avaliados os "percursos políticos dos candidatos e as capacidades que transportam, de forma a garantirem o êxito de uma governação municipal".

No decorrer do período da campanha propriamente dito, serão realizadas apresentações públicas do programa e uma festa de encerramento em local a designar.

"ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE DEZEMBRO NÃO ME PREOCUPA"

Havendo necessidade de proceder à convocação de uma Assembleia Municipal no decorrer do mês de Dezembro, conforme estabelece a Lei das Autarquias Locais, o candidato Jorge Fão não se mostra preocupado sobre a eventualidade de ela se realizar antes do acto eleitoral (Dia 16).

Admite que se existirem temas que porventura "exijam que ela seja feita no período prévio às eleições" o presidente da Assembleia Municipal deverá convocá-la antes, caso contrário poderá seguir o seu "curso normal" e aquilo que tem sido a "tradição", isto é, de as realizar antes do fim do mês.


CDU ENTREGA LISTAS PARA A CÂMARA, ASSEMBLEIA MUNICIPAL E ASSEMBLEIAS DE FREGUESIA DE UMA FORMA INDIVIDUAL

A CDU optou por realizar a entrega das suas listas concorrentes às próximas eleições autárquicas de uma forma faseada, deixando a cargo de cada orgão autárquico a tarefa de proceder a esse trâmite legal, junto do Tribunal da Comarca de Caminha.

Cláudia Fernandes, Manuel Afonso, Cerqueira Rodrigues, Sandra Fernandes, Júlio Imperadeiro, Fátima Sousa

Ao fim da manhã do dia 19 deste mês, a mandatária desta coligação, Maria Helena Maciel, depositou a candidatura à Câmara Municipal, afirmando-nos ser meta da CDU "trabalhar e elaborar um projecto para o concelho", e ter aceite assumir estas funções de representante por estar "de acordo com os meus princípios".

Parca em palavras, sempre foi adiantando que não se revestiu de grande dificuldade a elaboração das listas concorrentes (Câmara, Assembleia Municipal e 11 Assembleias de Freguesia) atendendo à "disponibilidade" das pessoas.

Para Maria Helena Maciel, um bom resultado eleitoral equivalerá a que "seja melhor que noutros anos".

"O QUE INTERESSA SÃO OS PROJECTOS"

De acordo com a apreciação que o candidato que encabeça a lista da CDU à Câmara Municipal, Cerqueira Rodrigues, faz às listas da coligação, julga-as "diversificadas, com jovens e menos jovens, com mais ou menos provas dadas", tendo como referência alcançar o grande objectivo que será conseguir representatividade no executivo municipal, o que, no seu entender, "seria a única novidade" do próximo acto eleitoral.

Afirma que o que está em causa nestas eleições são os projectos, e os do PS e do PSD, reputa-os do "antigamente, embora com outras pessoas".

Um projecto de desenvolvimento integrado que proporcione melhores condições de vida às pessoas do concelho, passará a ser o "leit-motiv" da sua campanha.

ACTO SIMBÓLICO

Catalogou o acto da entrega das listas como meramente simbólico, em que cada equipa apresentou a sua candidatura.

Quanto à campanha propriamente dita, vão preocupar-se "pouco com os projectos dos outros", mas, sim, com aquilo que têm a apresentar ao eleitorado. Os actos públicos ("show-off") não são apanágio desta candidatura, antes optando no contacto directo, "olhos nos olhos, falando com cada pessoa, tomando notas e enriquecendo o nosso projecto", adiantou.

Mário Molinos (AM), Cerqueira Rodrigues (CMC), Maria Helena Maciel (mandatária)

DATA DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE DEZEMBRO NÃO É RELEVANTE

Colocado perante a opção de realizar a próxima sessão da Assembleia Municipal antes ou depois do acto eleitoral, não evidenciou qualquer preferência, pois entende que "connosco, os que saem e os que entram não têm obsessão pelos lugares", explicando que apenas possuem como objectivo realizar o seu "trabalho, de acordo com a disponibilidade de cada um".