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Nº 52: 20 a 26 OUT 2001

DOLMEN DA BARROSA
Imagem Cultural dum País

Há cerca de dez anos, uma associação local, com a colaboração da comunidade científica, elaborou um desdobrável, que foi enviado para escolas e colocado ao serviço do turismo. Depressa desapareceu. Foi o único trabalho de informação que foi levado a efeito para divulgação do Dolmen da Barrosa.

Agora, ano após ano, principalmente em épocas de eleições, lá aparecem as promessas de uma intervenção.

O Dolmen da Barrosa, único Monumento Nacional do Vale do Âncora, continua a aguardar por uma política/cultural e turística, sem demagogia nem hipocrisia. Os responsáveis por este espaço têm de ser suficientemente sensíveis para sentirem a necessidade de enquadrar uma peça destas, dentro de circuitos turísticos qualificados, pelo que, há necessidade de integrar esta peça patrimonial, urbanisticamente. Qualquer tratamento que se faça tem de ser personalizado.
O Guardião do Dolmen

Este Monumento, que parece nunca ser esquecido, está no entanto sempre abandonado. Alguém, talvez considerando importante manter a área envolvente limpa, colocou lá um cavalo, o qual, por ironia, foi apelidado de ´´guardião do Dolmen``.

Embora exista já um "guardião do dólmen", a intervenção urbanística capaz de doar o património aos Ancorenses e visitantes, continua a invernar. E enquanto existem verbas avultadissimas para tratar centros urbanos em que prevalece, além da identidade cultural, muita dignidade, Vila Praia de Âncora, continua a lamentar-se que não existem autarcas com capacidade de forçar um arranjo urbanístico da área que personalize o local e todo o núcleo urbano.

Entretanto, e durante anos "a fio", o que se vê é aquele espaço abandonado, à espera que os responsáveis tenham um "pingo de vergonha", e apresentem um projecto cujo enquadramento possa dignificar o monumento e o local, de forma que o IPAR concorde com ele. A autarquia deve deixar-se de atirar culpas para esta ou aquela entidade, porque, concerteza, os técnicos que dão pareceres sobre um projecto urbanístico que integra um Monumento Nacional, não estão dispostos a que a anarquia urbanística existente em Vila Praia de Âncora, envolva este Monumento.

Quais são as medidas necessárias para acabar de vez com este "atirar de culpas"? Os responsáveis estão, além de atrasar uma obra que tem de ser feita, a esconder um Monumento Nacional, procurando minimizar a sua importância. E quando este espaço já devia estar a ser utilizado como um documento didáctico, é quase que remetido a um desprezo, fazendo crer aos menos favorecidos culturalmente, que se trata de um património secundário.

No entanto isso não é verdade. Independente do seu tamanho, este monumento funerário remete-nos às nossas raízes culturais, e documenta-nos formas de vida dos povos que desbravaram este Vale. Este é um espaço que se estivesse tratado com dignidade e qualidade iria servir para sensibilizar o local e o visitante na preocupação de defender o nosso património.

Lembre-se que o Dolmen da Barrosa se localiza em Portugal, e embora não se encontre numa cidade contemplada com o dinheiro do “POLIS”, gostava que a descentralização da cultura (!)..., não fosse palavra vá, e acabassem com esta demagogia primária.

Joaquim Vasconcelos. 2001-10-18


COREMA PROMOVE DEBATE SOBRE O RIO MINHO

A Corema convidou todos os candidatos à Câmara Municipal de Caminha, concorrentes às próximas eleições autárquicas do dia 16 de Dezembro, para participarem numa reunião que terá lugar no próximo Sábado, no auditório da Biblioteca Municipal de Caminha, a fim de discutir os problemas existentes actualmente no Rio Minho e quais as soluções preconizadas para os debelar.

Esta reunião será coordenada pelo Professor Universitário Leslie Fernandes, docente da Faculdade de Ciências do Mar de Vigo e que chefia uma equipa que realiza desde há 5 anos, um estudo integrado do Rio Minho (programa Mast-3 ), co-financiado pela União Europeia.