ORQUESTRA
DO
NORTE


ASSINATURAS
FICHA TÉCNICA

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Nº 52: 20 a 26 OUT 2001

COLÓQUIO, EXPOSIÇÃO E LANÇAMENTO DE ÁLBUM
NA BIBLIOTECA MUNICIPAL DE CAMINHA

Um colóquio a cargo de Maria João Avilez, uma inauguração de uma exposição de quarenta fotos e o lançamento de um álbum com fotografias, textos e um poema inédito de Mário Césariny feito em Moledo, preencherão a noite do próximo dia 19 (Sexta-feira) na Biblioteca Municipal de Caminha, dentro de um projecto intitulado "Caminha Espírito de Lugar".


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Isabel Soares expõe na Galeria Nazareth no Porto


Rua Latino Coelho 292

De 13 a 27 OUT


RUI FERNANDES EXPÕE NA CASA DA ANTA
Rui Fernandes com Francisco Sampaio

Coincidindo com a Festa Luso-Galaica, foi inaugurada no passado dia 15, uma exposição de pinturas do artista lanhelense Rui Fernandes. Recorde-se que este pintor já tinha exibido os seus trabalhos na Galeria Caminhense, no passado mês de Agosto, como tivemos oportunidade de informar e entrevistá-lo.


MÁRIO GARRIDO EXPÕE NO AFTER EIGHT

SÉRIE CRIAÇÃO

Técnica Mista

OUTUBRO 2001


PROGRAMAÇÃO
DA ORQUESTRA DO NORTE

DATA HORA LOCAL GRUPO
26 OUT 21h30 Igreja Matriz Caminha Orquestra do Norte
15
DEZ
21h30 Igreja Matriz V.P.Âncora Orquestra do Norte


PUBLICAÇÕES EDITADAS
NO CONCELHO DE CAMINHA

Almirante
JORGE RAMOS PEREIRA
Uma vida - um exemplo

Câmara Municipal de Caminha

100 ANOS DE VIDA SOLIDÁRIA
1900 - 2000
Casa de Repouso da Confraria do Bom Jesus dos Mareantes - Caminha
TOPONÍMIA DE VILA PRAIA DE ÂNCORA

Domingos Vasconcelos

CONTRIBUTO PARA A HISTÓRIA
DO MONTE CALVÁRIO

Domingos Vasconcelos

REVISTA "CEM IDEIAS"
Revista dos alunos de Filosofia e Psicologia da EB 2,3/S de Caminha
TEXTEMUNHOS
Escola EB 2,3/S de Caminha
AS PESQUEIRAS DO RIO MINHO
Economia, Sociedade e Património

COREMA

ROTEIRO DO VALE DO ÂNCORA

Joaquim Manuel de Paula e Vasconcelos

ESPONTANEIDADES
Colectânea de Poesia

Ancorensis Cooperativa de Ensino, C.R.L.

50 ANOS AO SERVIÇO DA SOLIDARIEDADE
Centro de Bem Estar Social de Seixas
AS AVES DE RAPINA
João Fontes


AGENDA MÊS DE OUTUBRO
VIANA DO CASTELO2001

EXPOSIÇÕES

MUSEU DO TRAJE
Até ao dia 21 - Exposição "Litoral: Modos, Usos e Costumes"
Org.: Câmara Municipal de Viana do Castelo

ANTIGOS PAÇOS DO CONCELHO
Até ao dia 26 - "A Cidade, O Litoral e a História"
Org.: Câmara Municipal de Viana do Castelo

BIBLIOTECA MUNICIPAL
Até ao dia 31 - Exposição "O Litoral e a Cidade na Literatura: Sugestões de Leitura"
Org.: Câmara Municipal de Viana do Castelo

GALERIA ESPAÇO BRANCO
Até ao dia 17 - Exposição "Viagem" de Beatriz Luz e Victor Arruda

SENTIDOS - ESPAÇO DE ARTE E ARTESANATO
De 5 a 31 - Exposição de Tecelagem / Tapeçaria de Salvador Portela e de Pintura de Sabine Portela
Exposição Permanente e Venda de Artesanato.

GALERIA ARTE DO TEMPO
Até ao dia 18 - Exposição de Aguarelas Colectiva.

GALERIA SOARTE
Exposição Permanente de Pintura

MÚSICA / DANÇA

Teatro Municipal Sá de Miranda
Dia 1 - Concerto de Piano por Luís Pipa, às 21.30 H
Dia 4 - Espectáculo de Piano e Canto, às 21.30 H. Maria José Carvalho (Soprano), José Oliveira Lopes (Bariteno) e Teresa Xavier (Pianista)
Dia 6 - Apresentação do Festival "Simply Blues" (de 21 a 24 de Novembro) com espectáculo de HOOCK HERRERA BLUES BAND, às 21.30 H
Org.: Câmara Municipal de Viana do Castelo

Bar GLAMOUR
Às Quintas-feiras - Música ao Vivo (Blues, Jazz, Salsa, etc), a partir das 23.00 H

Restaurante Típico "Os Três Potes"
Programa de Animação - Jantares de Sextas-feiras e Sábados.

Restaurante Típico Quinta de S. Roque (Afife)
Sábados com Música ao Vivo.

Restaurante Típico Quinta da Presa (Meadela)
Domingos - Almoços Regionais com Música ao Vivo.

Restaurante Estrela do Mar - Castelo do Neiva
Aos Fins de Semana - Jantares com Música ao Vivo.

Restaurante Típico "O Espigueiro de Santoínho" (Darque)
Domingos à tarde com Música ao Vivo.

CINEMA

CINEMA VERDE VIANA
Até ao dia 4 - O DIÁRIO DE BRIDGET JONES, M/ 12 anos
De 5 a 11 - MOULIN ROUGE, M/ 12 anos
De 12 a 18 - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, M/ 12 anos
De 19 a 25 - HORA DE PONTA - 2, M/ 12 anos
De 26 a 1/11 - O PIOR QUE PODIA ACONTECER, M/ 12 anos
Sessões: 6ª Feira - 15.30 e 21.45 H; Sábado - 15.30, 21.45 e 24.00 H; Domingos - 14.45, 17.00 e 21.45 H; de 2ª a 4ª Feira - 15.30 e 21.45 H; 5ª Feira - 15.30 H.

SESSÕES CINECLUBISTAS - Cinema Verde Viana
Dia 4 - UM TEMPO PARA CAVALOS BÊBADOS, DE Bahman Ghobadi
Dia 11 - SOZINHAS, de Benito Zambrano
Dia 18 - INTIMIDADE, de Patrice Chereau
Dia 25 - NAS TEIAS DA CORRUPÇÃO, de James Gray
Sessões às 21.45 H.
(Programa sujeito a alteração)
Organização Executiva: AO NORTE - Audiovisuais.
Apoio: Câmara Municipal de Viana do Castelo.

TEATRO

AIMINHO (Campo da Agonia)
Dias 24 e 25 - Projecto "Artes de Palco" - Espectáculo de Marionetas, Actores e Objectos, às 15.00 H

Teatro Municipal Sá de Miranda
Dia 26 - Estreia da 59º produção do Teatro do Noroeste "O Colaborador", de Friedrich Durenmatt. De terça a domingo às 21.45 H, até 18 de Novembro.

FESTAS E ROMARIAS

ARRAIAL MINHOTO - Quinta de Santoínho (Darque)
Aos Sábados, das 20.00 à 01.00 H.

CONFERENCIAS

Conferências-Debate sobre o EURO
Dia 17 - Escola Secundaria de Barroselas, às 14.00 H para Professores e 16.30 H para Funcionários
Dia 18 - Junta de Freguesia de Carvoeiro, às 21.00 H
Dia 19 - Junta de Freguesia de Portela Suzã , às 21.00 H
Dia 20 - Junta de Freguesia de Nogueira, às 21.00 H
Dia 26 - Junta de Freguesia de Cardielos, às 21.00 H
Org.: Gabinete de Relações Internacionais e Cooperação da Câmara Municipal de Viana do Castelo e Juntas de Freguesias.

Auditório do Castelo de Santiago da Barra
Dias 18 e 19 - II Encontro de Enfermagem do Serviço de Pediatria/Neonatologia do Hospital de Santa Luzia de Viana do Castelo "Sexualidade... Hoje"
Org.: Equipa de Enfermagem do Serviço de Pediatria/Neonatologia do Hospital de Santa Luzia de Viana do Castelo

Auditório do Instituto Politécnico de Viana do Castelo
De 24 a 26 - 3as Jornadas Técnicas Internacionais de Resíduos
Jornadas promovidas pela APESB, organizadas pelo Grupo de Resíduos (GRAPESB) e Instituto Politécnico de Viana do Castelo
(Para mais informações consultar o Site: www.ipvc.pt)

OUTRAS ACTIVIDADES

Núcleo Museológico do Pão de Outeiro (antiga Escola Primaria)
Dia 6 - Inauguração do Núcleo Museológico do Pão de Outeiro, a partir das 15.00 H. Desfolhada e Malhada. Participação do Rancho Folclórico do Grupo Desportivo e Cultural de Outeiro e Escola de Musica da Junta de Freguesia de Outeiro.
Org.: Junta de Freguesia de Outeiro e Câmara Municipal de Viana do Castelo.

Pavilhão de Exposições da AIMinho (Campo d'Agonia)
Dia 7 - II Exposição Canina Internacional de Viana do Castelo, a partir das 10.00 H. Especiais de Raça: Cão de Castro Laboreiro, Serra da Estrela, Bouvier de Berna e Boxer.
Org.: C.M.V.C. - Apoio: Clube Vianense de Canicultura

Praça da Republica
Dia 13 - Noite de Desfolhada à moda de Perre, às 21.30 H, terminando com uma Serenata ao Luar
Org.: Grupo Folclórico Danças e Cantares de Perre, com a colaboração da Câmara Municipal de Viana do Castelo e Junta de Freguesia de Perre.

Navio-Hospital GIL EANNES
Aos Sábados, Domingos e Feriados, aberto a visitas, das 14.00 às 18.00 H.

Programa das Comemorações do Dia Mundial da Poupança (31/Out.)
Auditório do Museu Municipal - Colóquios:
Dia 12 - Colóquio "O endividamento familiar", às 21.30 H. Oradores: Prof. Mário Frota (ACOP-Assoc. Consumidores de Portugal) e Eng. Almeida Santos (DECO-Assoc. Portuguesa para a Defesa do Consumidor).
Dia 19 - Colóquio "O endividamento familiar", às 21.30 H. Oradores: Prof. António Pinto Monteiro e Dr. Manuel Tomé (Membros da Comissão encarregue de elaborar o Código do Consumidor), Dr. Meneses (Presidente da ASFAC-Assoc. de Sociedades Financeiras para Aquisições de Crédito)
Org.: Câmara Municipal de Viana do Castelo / CIAC
Escola Primaria da Avenida - Sessões de Sensibilização:
Dia 15 - Tema "A Poupança"
Org.: DECO
Escola Secundaria de Monserrate - Sessões de Sensibilização:
Dia 31 - Tema "A Poupança e o EURO"
Org.: DECO e Câmara Municipal de Viana do Castelo / CIAC
Auditório do Museu Municipal
Dia 19 - Lançamento do Opúsculo "Guia Breve do Comerciante", pelas 21.00 H. Edição da Câmara Municipal, com o apoio da Associação Empresarial de Viana do Castelo.
Praça da Republica
De 12 a 19 - Stand de Venda de material alusivo à temática do consumo, organizado pela DECO.

EXPO-FEIRAS

Jardim D. Fernando
Dia 6 - Feira de Antiguidades e Velharias.
(Primeiro Sábado de cada mês), a partir das 10.00 H.
Org.: Núcleo de Antiquários. Apoio: C.M.V.C.

ACTIVIDADES DESPORTIVAS

CICLOTURISMO
Dia 21 - II Clássica "Bicicletas Lavarinhas"
Concentração às 8.30 H - Rua da Bandeira, nº 593 (junto à Seg. Social)
Org.: "Bicicletas Lavarinhas", "Os Batotas-Grupo de Desportos Radicais de Ponte de Lima" e Delegação de Viana do Castelo da Federação Portuguesa de Cicloturismo.

HOQUEI EM PATINS - Pavilhão Municipal de Monserrate
Campeonato Nacional da II Divisão
Dia 12 - Ass. Juventude de Viana / Infante Sagres (J. de Apresentação) às 21.00 H
Dia 27 - Ass. Juventude de Viana / AD Valongo, às 21.00 H

TIRO - Instalações da Soc. de Tiro de Viana do Castelo
Dia 3 - Prova de Regularidade STVC - Pistola de Ar Comprimido e Carabina de Ar Comprimido, às 21.30 H
Org.: Sociedade de Tiro de Viana do Castelo


PORTO 2001
18 OUT a 11 Nov Teatro Frei Luís de Sousa Teatro nacional de S. João
23 OUT Remix Ensemble Teatro Sá da Bandeira
22 e 23 Out Ballet Este no es mi corpo Balleteatro Auditório
Até 31 Dez Arquitectura As Cidades de Álvaro Siza Espaço 2001
Até 31 de Out Santa Cruz de Coimbra: A Cultura Portuguesa aberta à Europa Biblioteca Municipal do porto
24 a 28 Out Arquitetura Portuguesa Contemporânea Centro de Congressos da Exponor
Até 28 de Out Arquitectura Vieira Portuense Museu Nacional Soares dos Reis
18 e 20 OUT Orquestra Nacional do Porto Rivoli
SET a NOV Exposição EXPOSIÇÃO DE PINTURA EUROPEIA Ateneu Comercial do Porto
Abr a Dez TRADIÇÕES, EVENTOS DA MEMÓRIA Associações e espaços públicos do Porto
Mar a Dez O ETERNO FEMININO Colecção de arte organizada a partir do espólio de Vitorino Ribeiro Partida:Biblioteca Almeida Garrett
Mar a Dez EMBANDEIRARTE Artistas plásticos concebem uma bandeira original Vários locais da cidade
Fev a Dez O FUTURO DO FUTURO:DA MATÉRIA AO PENSAMENTO Ciclo de Conferências Biblioteca Municipal Almeida Garrett e outros locais
Janeiro a Dezembro Artes Plásticas e Arquitetura Projectos de artistas para os Jardins de Serralves Museu de Serralves
Quem quiser reservar bilhetes da programação de PORTO 2001 poderá fazê-lo através da Internet (www.porto2001.pt), realizando o pagamento pelo multibanco até às 21H do dia seguinte.


EDIÇÕES
EM "ÉPOCA DE CHARNEIRA"

NENHUM OLHAR, DE JOSÉ LUÍS PEIXOTO
VENCE SEGUNDA EDIÇÃO
DO PRÉMIO LITERÁRIO JOSÉ SARAMAGO

José Luís Peixoto, o jovem escritor de 27 anos revelado em Outubro de 2000 quando o seu romance de estreia Nenhum Olhar (edição Temas e Debates) foi considerado pela crítica o acontecimento literário do ano, acaba de vencer a segunda edição do Prémio Literário José Saramago, criado pela Fundação Círculo de Leitores para destacar, no universo dos países da lusofonia, uma obra de ficação em língua portuguesa escrita por um autor com menos de 35 anos.

José Luís Peixoto nasceu em 1974, em Galveias, concelho de Ponte de Sor (Portalegre). É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa. Publicou, durante vários anos, textos de poesia e prosa no suplemento DN Jovem. Foi, durante alguns anos, professor do ensino secundário, tendo dado aulas na Lousã, em Oliveira do Hospital e na Cidade da Praia, em Cabo Verde.

Vencedor do Prémio Jovens Criadores do Instituto Português da Juventude nos anos de 1997, 1998 e 2000, tinha já publicado, antes do primeiro romance, vários conjuntos de poemas, nos cadernos Átis, e a ficção breve Morreste-me, dada à estampa em Maio de 2000, numa edição de autor rapidamente esgotada.

Em Outubro de 2000 publicou, na Temas e Debates, o romance Nenhum Olhar, que lhe valeu de imediato um largo reconhecimento da crítica e a conquista de novos e fiéis leitores, que aguardaram com impaciência a reedição de Morreste-me, feita pela editora em Fevereiro de 2001.

O seu primeiro romance despertou igualmente a curiosidade e o interesse de variados editores e leitores estrangeiros: Nenhum Olhar faz já parte do programa da cadeira de Literatura Portuguesa na Universidade de Santiago de Compostela, na Galiza, e está neste momento prestes a ser publicado em Espanha, onde será lançado durante o Perfil de Portugal em Madrid, promovido pelo ICEP, que se realizará já no próximo mês de Novembro. A edição espanhola terá a chancela da editora basca Hiru. Também em Itália, Nenhum Olhar está já em fase de tradução e irá ser dado à estampa pela editora La Nuova Frontiera.

Encontrando-se já embrenhado na escrita de um novo romance, José Luís Peixoto tem no entanto continuado a produzir outros tipos de escrita, tendo-se estreado como dramaturgo em Março de 2001 - com Lisboa/Zagreb, texto levado à cena no Teatro Taborda, em Lisboa, com encenação de Karas, no âmbito do programa "Uma Mesa e Duas Cadeiras" - e continuado a escrever poesia, tendo editado recentemente, nas edições Quasi, A Criança em Ruínas.

A reincidência na escrita teatral está também prestes a tornar-se pública, uma vez que a sua mais recente peça , Rimbaud, as palavras através do fogo, tem estreia prevista para o próximo dia 29 de Outubro, no auditório do Instituto Franco-Português, com encenação de Rosa Mãe e interpretações de Ana Saragoça, Luís Filipe Costa e Romeu Costa.

Mantém também colaborações em diversas publicações, nomeadamente no suplemento DNA do Diário de Notícias e na revista Grande Reportagem, e tem contos dispersos por vérias publicações, tais como Ficções, Literastur, A Janela.com, etc.

De volta para as novidades de Outubro, mês do aniversário da Temas e Debates, trazemos, como já vem sendo hábito, uma prenda especial para os nossos leitores, colaboradores e amigos: o ano passado fizemos a festa no Lux com o lançamento do José Luís Peixoto e do António Manuel Venda e este ano vamos repetir a façanha, embora de forma diferente.

Assim, preparem-se, por favor, para receber mais uma nova voz das letras portuguesas que vai fazer mossa, deixar marca, arrepiar emoções e apelar simultaneamente à inteligência com um romance de estreia que é o prenúncio de outros por vir:

Filipa Melo, de quem todos já leram certamente pedaços de excelente prosa escritos num impecável português, produzidos no seu métier de jornalista em publicações como a Visão (onde foi redactora durante 5 anos), Ler, Independente, Cosmopolitan, Grande Reportagem, Ícon, Livros, Público, etc, etc, decidiu por fim arriscar na via do romance.

O risco foi mais do que compensado e é por isso com todo o orgulho e alegria que queremos desde já convidá-los a estarem presentes, no próximo dia 18 de Outubro, Quinta-feira, no lançamento de

ESTE É O MEU CORPO de Filipa Melo que terá lugar nesse reduto dos amantes de livros e do prazer da leitura que é a livraria Ler Devagar, na Rua de S. Boaventura, naquele ponto em que o Bairro Alto está prestes a desaguar no Príncipe Real, mesmo por detrás do velho Pavilhão Chinês. Se por qualquer vicissitude da vida ainda não conhecem este espaço magnífico (grande falha!), aproveitem esta oportunidade única de serem apresentados a uma nova romancista que vai seguramente dar que falar e flanarem um pouco de seguida pelo velho BA. Já contámos com isso na hora aprazada para o lançamento, que rompe com a lógica do fim da tarde: vai ser às 21.30h. Mas antes da "noite fora", a garantia de uma conversa interessante e inteligente, numa apresentação da obra e da autora feita por Jorge Silva Melo e José Riço Direitinho.

Exactamente uma semana depois, no dia 25 de Outubro, Quinta-Feira, pelas 18.30h, mudamos do ambiente de tertúlia boémia para o cosmopolitismo da nova Bertrand Picoas para apresentar um autor que é igualmente novo para o público português mas que é um reconhecido poeta, contista, romancista, crítico literário e editor no país vizinho, e que nos presenteia com um romance que vai seguramente conquistar leitores e fazer com que o nome de Adolfo García Ortega passe a ser sinónimo de "a ler, absolutamente".

Trata-se de Café Hugo, romance que esmiúça as vidas - verdadeiras ou sonhadas - de um leque de personagens admirável, ao mesmo tempo que narra a biografia do próprio Café Hugo, lugar mítico e tenebroso, nave dos loucos contemporânea, durante os também loucos anos 60, década de esperanças, revoluções e guerras várias. Obra instrospectiva mas contada a várias vozes, Café Hugo é uma odisseia moderna com um final absolutamente surpreendente. A sua estrutura original e uma linguagem que nos seduz desde a primeira página fazem dele um livro fundamental no panorama da literatura actual, e o porquê desta importância vai ser-nos comunicada por José Afonso Furtado, leitor emérito em geral e apreciador de longa data da obra do autor, que fará a apresentação desta obra.

Dois convites, que esperamos que achem tão tentadores como nós e que aceitem, para celebrarmos juntos o nosso mês de aniversário, que no entanto tem uma programação restante ao mesmo nível de luxo destas duas primeiras propostas. Senão vejamos:

Nas colecções "Ficção-Verdade" e "Grandes Temas", vamos publicar dois grandes livros que já ganharam um estatuto de culto a nível mundial, dentro dos respectivos géneros e temas. São eles nem mais nem menos do que, respectivamente, O Professor e o Louco, de Simon Winchester, o empolgante relato de uma das maiores aventuras da história da língua inglesa: a construção do Oxford English Dictionary, e O Livro dos Códigos, de Simon Singh, o arquifamoso autor de O Último Teorema de Fermat, que assina com este título uma obra magistral e definitiva sobre uma actividade tão antiga como a própria invenção da escrita: a criptografia.

Passando para os autores e para os temas nacionais, duas obras igualmente importantes e únicas sobre a história das mentalidades durante a era salazarista que surgem na colecção "Factos e Figuras": a História das Organizações Femininas no Estado Novo, de Irene Flunser Pimentel e O Cinema sob o Olhar de Salazar, de Luís Reis Torgal.

Numa perspectiva mais filosofante, que é habitualmente a da colecção "Memórias do Mundo", Michel Onfray, o jovem ensaísta francês que tem, ao longo da década de 90, sido responsável por alguns abalos nas consciências e nos tops de venda em França com o seu projecto hedonista global (que se estende aos domínios da moral, da política e do quotidiano), traz, nesta Teoria do Corpo Amoroso, uma redefinição do desejo como excesso e dos papéis sociais e simbólicos atribuídos às figuras da monogamia da família e do prazer carnal. Nada como um toque hedonista nas nossas cabeças quando os maniqueísmos ameaçam um horizonte não tão distante como isso...

A fechar esta programação festiva, last, but not least, os nossos best sellers: o muito aguardado Uma Casa Pintada, de John Grisham - um notável golpe de rins do mestre dos thrillers jurídicos, aqui num registo totalmente diferente mas que tem feito as delícias de todos os tops de vendas internacionais; Estações Diferentes, de Stephen King, quatro viagens puramente alucinantes para as quatro estações do ano; Danielle Steel, no seu melhor em Mensagem do Vietname e a brasileira Stella Florence, que já conquistou também os leitores portugueses com o seu humor absolutamente verrinoso e certeiro em torno das relações humanas e que "ataca novamente" com mais um livro cujo título é, só por si, um portento satírico: Ele Trocou-me por Uma Porca Chauvinista.


Título: Este é o meu corpo
Autor: Filipa Melo
Editor: Temas e Debates
Colecção: LusoGrafias
Nº de páginas: 160

A obra:
Numa cidade de província, noite escura, enquanto a água fustiga as pedras nas margens do ribeiro, é encontrado um corpo virado do avesso, irreconhecível, sem formas e sem rosto, ao mesmo tempo belo e repugnante. Com a solenidade exigida a um acto religioso, com a violência de uma violação, com a ternura de uma carícia, esse corpo será desvelado através dos cortes profundos do bisturi de um médico-legista obcecado com os segredos que lhe contam os seus mortos.
"Todas as mortes são violentas. Sobretudo para os que cá ficam", diz ele. E é também dos reflexos desta morte na vida dos que ficam que trata este romance, puzzle de muitos corpos e das marcas da vida e da morte dentro deles.
Porque o corpo humano encerra os mais intangíveis mistérios, Este É o Meu Corpo arrasta-nos para uma viagem apaixonante ao fundo de nós mesmos, transportados pelo estilo claro, profundo e cirúrgico de uma autora que promete deixar marcas na nova literatura portuguesa.

A Autora:
Filipa Melo nasceu em 1972, em Angola, na cidade de Silva Porto (actual Cuíto). Estudou Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa e, em 1991, iniciou a sua actividade profissional como tradutora e como marionetista, na série televisiva Rua Sésamo. Em 1992, iniciou a sua actividade como jornalista. Desde então, colaborou com diversas publicações nacionais (entre outras, Ler, JL, O Independente, Grande Reportagem e Ícon) e com as estações de televisão SIC e RTP. Integrou os quadros da revista Visão entre 1994 e 1999 e foi responsável, em 1996, pela reformulação e edição da revista Livros de Portugal, da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros. Entre 1996 e 2000, pertenceu ao Conselho Deontológico e à Direcção do Sindicato de Jornalistas. Distinguida com a Menção Honrosa-Prémio Revelação 1995, pelo Clube de Jornalistas de Lisboa, e com o Prémio Nacional de Cultura Sampaio Bruno 1996, pelo Clube de Jornalistas do Porto, foi nomeada para o Prémio Bordalo/Imprensa Escrita em 1998. Actualmente, como jornalista free-lancer, é editora do suplemento Mil Folhas, do jornal Público. Este é o Meu Corpo é o seu primeiro romance.


Título: Café Hugo
Autor: Adolfo Garcia Ortega
Editor: Temas e Debates
Colecção: Grafias
Nº de páginas: 388

Numa noite mágica de 1966, numa cidade de província de que mal conhecemos o nome - enquanto se lutava no Vietname, se insurgiam em África os primeiros movimentos independentistas e, em Espanha, havia uma ditadura que provocava uma sinistra paralisia - um bar chamado Café Hugo converte-se no refúgio de uns quantos homens e mulheres cujas histórias encerram os mais obscuros desejos e segredos.

A obra:
Nessa noite - enquanto a cidade se prepara para assistir a um eclipse e, com ele, os clientes do bar aguardam uma nova esperança ou um final apocalíptico - o Café Hugo metamorfoseia-se num ventre de baleia, num porto perdido, na ilha derradeira, no cume de uma montanha onde o ar é rarefeito.
O romance esmiúça as vidas - verdadeiras ou sonhadas - de um leque de personagens admirável (uma velha louca, uma cantora lírica frustrada, um veterinário apaixonado pela astronomia, um cego que vê mais do que muita gente, um médico cornudo, uma criança perversa…), ao mesmo tempo que narra a biografia do próprio Café Hugo, lugar mítico e tenebroso, nave dos loucos contemporânea.
Obra instrospectiva mas contada a várias vozes, Café Hugo é uma odisseia moderna com um final absolutamente surpreendente. A sua estrutura original e uma linguagem que nos seduz desde a primeira página fazem dele um dos livros fundamentais da literatura actual e uma metáfora da própria vida.

O Autor:
Adolfo García Ortega nasceu em Valladolid em 1958. Fez crítica literária para várias publicações como El País e La Vanguardia. Foi assessor do Ministério da Cultura entre 1988 e 1994. Traduziu autores como Roland Barthes e Blaise Cendars. Escreveu poesia, contos, romances, livros de viagens e de aforismos, tendo, em 1997, ganho o Prémio NH de contos. Figura em várias antologias de poesia e conto, tanto espanholas como estrangeiras. Actualmente desempenha as funções de director editorial na Seix Barral, em Barcelona.

Sobre a obra:
O autor, que já antes surpreendera pela qualidade da sua escrita e pulso literário, escreveu desta feita um magnífico romance a várias vozes, em que os desejos e os sonhos, as realidades e as sensações, dominam um leque de personagens à deriva numa noite verdadeiramente mágica.
El País

García Ortega é certamente herdeiro de uma estirpe de escritores cuja aventura literária ultrapassou os limites da realidade para se instalar no mundo da palavra necessária, onde convivem personagens reais e fictícias que montam e desmontam os espaços míticos e ocultos em que habitam.
Reseña

Um romance fascinante, no qual se dá voz a uma multidão de personagens estranhas, curiosas e exaustas, todas elas com muito que contar e… muito que esquecer. El Mundo de los Libros

As personagens e situações criadas neste romance parecem sugerir inicialmente ao leitor uma normalidade e um tom menor; mas isso só demonstra como nós, leitores, podemos ser, por vezes, viajantes sem expectativas num país estrangeiro. Porque, à medida que a narrativa avança, apercebemo-nos da grande aventura que preside a qualquer viagem, do seu lado de promessa e sonho.
António Muñoz Molina


Título: O Professor e o Louco
Autor: Simon Winchester
Editor: Temas e Debates
Colecção: Ficção-Verdade
Nº de páginas: 246

Escrito de forma empolgante, O Professor e o Louco é o exemplo perfeito do jornalismo de investigação encarado como arte de narrar.
Expresso

A obra:
O Oxford English Dictionary é visto como uma das maiores conquistas da história da língua inglesa. A sua criação iniciou-se em 1857, demorou setenta anos a ser concluído e envolveu a contribuição de dezenas de milhares de espíritos brilhantes que conseguiram organizar a língua inglesa em 414 825 definições precisas. A história da sua criação é também a do relacionamento entre dois homens tão notáveis como diferentes: James Murray, coordenador do projecto, e o Dr. William Chester Minor, veterano da guerra da Secessão, um dos colaboradores que lhe envia milhares de definições e citações exemplificativas de palavras presentes no dicionário.
Durante duas décadas, os dois homens mantêm uma relação estreita apenas por carta, pois Minor recusa sistematicamente os convites que Murray lhe dirige para visitar Oxford, mas em 1896, o compilador, intrigado com tão misterioso colaborador, resolve ir visitá-lo. A realidade sobre Minor é, porém, mais estranha do que qualquer ficção: o prolífico linguista é também um psicopata que vive encarcerado há mais de 20 anos num hospital psiquiátrico.

O Autor:
Simon Winchester, escritor inglês, escreveu para as revistas Condé Nast Traveler, Smithsonian e National Geographic e desenvolveu uma carreira jornalística durante trinta anos que lhe valeu alguns prémios. Escreveu, entre outros livros, The River at the Center of the World; The Sun Never Sets; Korea; A Walk Through the Land of Miracles; Pacific Rising; Pacific Nightmare e Prison Diary: Argentina.

Sobre o Livro:
Loucura, violência, obsessões primitivas, estranhos métodos de aprendizagem e comédia negra, tudo combinado numa atmosfera austera e neo-gótica. O cenário deste livro leva-nos desde a Londres de Dickens até à baía de Pensacola na Florida, e das praias do Sri Lanka aos campos de batalha da Guerra de Secessão […] Uma história soberba.
John Banville, Literary Review

Uma obra sobre a história social e intelectual cuja abordagem original dos acontecimentos importantes nos mostra o género humano a uma nova luz […] A prosa concisa e transparente de Simon Winchester é o veículo perfeito para uma história arrebatadora.
Will Self, The Times

De leitura muito agradável, esta crónica da lexicografia transporta-nos do Oxford English Dictionary aos recessos mais íntimos da mente humana, onde se escondem a motivação para o assassínio, a origem da sanidade e a matriz da criatividade.
KIRKUS REVIEWS


Título: Uma Casa Pintada
Autor: John Grisham
Editor: Rocco
Nº de páginas: 368

John Grisham é autor, entre outros, dos livros O Dossier Pelicano, A Firma e O Cliente, best-sellers que lhe granjearam reputação internacional e foram adaptados ao cinema e à televisão. Uma Casa Pintada é o seu último romance.

O livro:
O mestre do thriller jurídico brinda-nos, desta feita, com uma história baseada na sua infância no Arkansas. O narrador, Luke Chandler - um rapazinho de sete anos -, vive com os pais e os avós nos campos de algodão, numa casa que nunca foi pintada. Ao longo de seis semanas, com a ajuda de trabalhadores mexicanos e de uma família pobre das montanhas, os Chandler colhem o algodão, lutando contra o cansaço, o calor, a chuva e, frequentemente, uns contra os outros. Mas o pequeno Luke não estava preparado para os segredos que lhe chegam aos ouvidos e que vão, decididamente, mudar para sempre a vida da sua família…


Título: Mensagem do Vietname
Autor: Danielle Steel
Editor: Temas e Debates
Nº de páginas: 384

O livro:
A jornalista Paxton Andrews é uma das mais jovens a chegar ao Vietname. Vemo-la partir de Berkeley directamente para o Saigão. Para os soldados que ali encontra, o Vietname é uma experiência que mudou as suas vidas de formas impensáveis. E, durante sete longos anos, Paxton escreverá uma coluna para um jornal a partir da frente de combate antes de regressar aos EUA e se tornar uma activista a favor da paz. Mas, também para ela, a vida nunca mais será a mesma.


Título: Estações Diferentes
Autor: Stephen King
Editor: Temas e Debates
Nº de páginas: 544

Mais uma colectânea de contos do grande mestre do terror.

O livro:
Desta feita, Stephen King presenteia-nos com uma história para cada estação do ano, que têm como denominador comum o tema da viagem. A primeira é sobre um homem inocente que alimenta a esperança de fugir da cadeia. A segunda envolve um rapaz que viaja com um homem mais velho para desenterrar um mal há muito escondido. Na terceira, um escritor conta como, na adolescência, encontrou o cadáver de um rapaz e isso o fez amadurecer. A última é narrada por um médico cuja paciente consegue manter vivo um bebé em circunstâncias profundamente estranhas.


Título: Teoria do Corpo Amoroso
Autor: Michel Onfray
Editor: Temas e Debates
Colecção: Memórias do Mundo
Nº de páginas: 202

Uma fisiologia das paixões que ensina a arte de sermos nós próprios na relação com os outros.

O livro:
Como permanecer livre numa relação amorosa? O presente livro propõe uma resposta a esta pergunta, formulando, a partir da releitura dos filósofos materialistas e sensualistas da Antiguidade. Desfazendo a associação vulgarizada entre os conceitos de monogamia, família, casamento e coabitação, Michel Onfray redefine o desejo como excesso e opõe os ideais ascéticos ao hedonismo e ao epicurismo, sugerindo a liberdade amorosa, a concupiscência carnal desculpabilizada, o celibato feliz e a igualdade entre homens e mulheres na relação sexual.

O Autor:
Michel Onfray nasceu em 1959 e é autor de quinze livros nos quais elabora um projecto hedonista moral, La Sculpture de soi (Prémio Médicis de ensaio, 1993), político, Politique du rebelle (1997) e do quotidiano, Le désir d'être un volcan (1996) e Les vertus de la foudre (1998).


Título: O Livro dos Códigos
Autor: Simon Singh
Editor: Temas e Debates
Colecção: Grandes Temas
Nº de páginas: 408

Desde que os homens começaram a escrever, começaram a fazê-lo também em código. Mas esta obsessão pelo sigilo e pelo secretismo teve efeitos drásticos no desfecho de guerras, monarquias e vidas individuais.

O livro:
Com demonstrações matemáticas, linguísticas e tecnológicas de muitos códigos, bem como dados sobre as personalidades notáveis que estiveram por detrás deles - algumas corajosas, outras odiáveis - O Livro dos Códigos descreve o fascinante desenvolvimento da codificação e da descodificação desde a espionagem militar na Grécia antiga até às cifras dos computadores modernos, com o objectivo de revelar como a ciência da criptografia mudou, afinal, tantas vezes o destino da história.
Entre os muitos exemplos, Simon Singh conta como Maria Stuart, caindo na armadilha do seu próprio código, foi condenada à morte por Isabel I e como os esforços monumentais para conceber códigos e para os decifrar influenciaram decisivamente os desfechos da Primeira e da Segunda Guerra Mundiais.
Dramático, tocante e abrangente, O Livro dos Códigos alterará para sempre a nossa visão da história e mostrar-nos-á quão privado é, na verdade, um mero e-mail que todos os dias enviamos.

O Autor:
SIMON SINGH doutorou-se em Física pela Universidade de Cambridge, tendo trabalhado anteriormente em Genebra, no CERN, como físico de partículas. Entre 1991 e 1997 foi argumentista, realizador e produtor no departamento de programas de ciência da BBC. Escreveu o best seller internacional O Último Teorema de Fermat, sobre o qual realizou igualmente um documentário, que, entre outros prémios, recebeu um Emmy. Vive actualmente em Londres.

Sobre o Livro:
Uma narrativa verdadeiramente absorvente sobre a concepção dos códigos desde o Antigo Egipto até à actualidade.
Scientific American

É praticamente impossível imaginar uma apresentação mais clara e fascinante sobre o tema.
The New York Times

Simon Singh consegue reunir num só volume histórias sobre quase todos os génios que influenciaram o destino das nações. Um prazer para qualquer leitor.
Chicago Tribune

O autor consegue introduzir em todos os capítulos narrativas com uma intriga tão críptica como o tema sobre o qual se debruça.
The Wall Street Journal


Título: História das Organizações Femininas do Estado Novo
Autor: Irene Pimentel
Editor: Temas e Debates
Colecção: Factos e Figuras
Nº de páginas: 476

Contudo, a realidade revelou-se diferente dos propósitos ideológicos salazaristas, de reenvio da mulher para o "lar": a inserção no mercado de trabalho, embora lentamente, aumentou e o ensino "feminizou-se" ao longo dos anos.

O livro:
Este livro propõe contribuir para a caracterização do Estado Novo através do estudo da sua política específica relativamente às mulheres, bem como da análise das suas organizações femininas, criadas na segunda metade dos anos 30, para reeducar as mulheres adultas e educar as jovens - a Obra das Mães pela Educação Nacional (OMEN), de filiação voluntária, fundada para neutralizar as correntes femininas de oposição ao regime; e a Mocidade Portuguesa Feminina (MPF), de carácter obrigatório, mas essencialmente urbana e liceal.
A situação da mulher na família, submetida à supremacia da autoridade marital, foi esclarecedora da forma como a atribuição de esferas separadas de actuação consoante o sexo não implicava uma valorização igual das tarefas diferentes. A preocupação pelo trabalho feminino e as proibições do exercício de certas profissões, sob a capa de protecção à mulher e à maternidade, também foram reveladoras de que se procurava, numa situação de desemprego, reservar primeiro aos homens um lugar no mercado de trabalho. Ao pretender manter as mulheres em tarefas específicas femininas, o Estado Novo teve a veleidade de afastar as raparigas do liceu, integrando-as em cursos técnicos, onde elas se formassem como enfermeiras, parteiras, assistentes sociais ou professoras primárias.

A Autora:
Irene Flunser Pimentel é licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa e mestre em História Contemporãnea (século XX) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Foi editora da revista História, tendo elaborado vários estudos sobre o estado Novo, o período da Segunda Guerra Mundial e as organizações do regime salazarista. Com o presente livro, obteve o Prémio Carolina Michaelis de Vasconcelos de 1999.


Título: O Cinema sob o Olhar de Salazar
Autor: Luís Torgal
Editor: Temas e Debates
Colecção: Factos e Figuras
Nº de páginas: 432

Como é que Salazar viu e sentiu o cinema? Tê-lo-á entendido menos numa perspectiva estética e narrativa do que como uma forma de propaganda?

O livro:
Em primeiro lugar, quando se intitulou este livro O Cinema sob o olhar de Salazar… pensou-se no título mais como um metáfora. Não se trata, evidentemente, de saber como Salazar apreciava o cinema que via (e parece que o viu, pelo menos algum cinema português). Na verdade, o que está em causa é como é que o cinema foi encarado no tempo do Estado Novo e pelo Estado Novo, regime político que ultrapassa o próprio Salazar e o Salazarismo e que teve em António Ferro, no que respeita à "Política do Espírio", o seu primeiro e principal teórico e gestor.
Em segundo lugar, o tema é visto ou entrevisto numa perspectiva complexa. Produzia-se e realizava-se cinema, comentava-se cinema, via-se cinema… , em muitos casos sem que houvesse um controlo directo e total do regime ou um entendimento da mensagem do regime. Na verdade, em nenhum sistema político se verificou esse controlo por mais totalitário que ele tivesse sido. Todavia, também é certo que o cinema dos anos 30 aos anos 70 do século XX era vigiado, censurado e autocensurado. E era também aproveitado como forma de propaganda. No entanto, com o avanço do Estado Novo ("Estado Social" como se lhe chamou no Marcelismo, numa lógica de "renovação na continuidade") verificou-se alguma transformação nos filmes produzidos. A par do "cinema velho" surgiu o "cinema novo", ou o "novo cinema", e afirmou-se de tal forma que… até foi apoiado pelos órgãos oficiais. Numa certa ambiguidade e contradição, pode dizer-se que o regime, embora não se revisse naqueles filmes, também não os enjeitava, pensando que demonstravam uma certa inovação estética e que poderiam ser encarados como um emblema de "modernidade", a "modernidade" sempre afirmada e sempre adiada no Portugal de Salazar e de Caetano.
Historiadores, um filósofos, especialistas do cinema ou, mais latamente, da comunicação, um deles actor e encenador, procuraram analisar o tema, numa perspectiva de ensaio ou de vários ensaios, aos quais se pretendeu dar uma certa unidade. Este livro deverá, porém, ser entendido apenas como uma porta aberta, um ponto de partida para novas análises e novas reflexões.

O Autor:
Luís Reis Torgal é professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e é doutorado e agregado em História pela mesma Faculdade. Tem-se dedicado a temas de História Moderna e Contemporânea, no âmbito da história institucional, política e das ideias. É há cerca de vinte anos director da Revista de História das Ideias, do Instituto de História e Teoria das Ideias da referida Faculdade, e da nova revista Estudos do Século XX, do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra (CEIS20), de que é coordenador científico. Publicou vários livros e cerca de uma centena de artigos em revistas portuguesas e estrangeiras. O Estado Novo é o seu último tema de trabalho, tendo sido o cinema da época um dos seus últimos interesses específicos, pelo coordenou o presente livro.


Título: Ele Trocou-me por Uma Porca Chauvinista
Autor: Stella Florence
Editor: Rocco
Nº de páginas: 166

Com o estilo irónico que consagrou a autora, Ele Trocou-me por Uma Porca Chauvinista promete ser uma leitura de puro entretenimento e de boa disposição.

O Livro:
Virgínia, uma mulher moderna de 42 anos e mãe de dois filhos, mantém um longo casamento com António até que, subitamente, é abandonada por este. Inconformada com o desfecho da relação amorosa, especialmente por este ter sido causado por outra mulher, não consegue deixar de se sentir invadida pelo primeiro (bom, talvez pelo segundo) pensamento que ocorre a uma esposa renegada: "O que tem ela que eu não tenho?" Virgínia não vai descansar enquanto não descobrir quem é essa "fulana" e, para isso, envolve-se numa série de aventuras que revelarão a personalidade da amante do marido, bem como a de toda uma geração que se identifica com ela.
Esta é apenas uma das nove histórias repletas de humor que encontrará neste livro.

A Autora:
Stella Florence, nascida em São Paulo em 1967, possui experiência jornalística e é autora de Hoje Acordei Gorda e Porque os Homens Não Cortam as Unhas dos Pés?, já publicados pela Rocco.


Museu Municipal de Caminha

Horário - Terça a Sexta 10h / 12h30m e 14h / 18h
Sábados e Domingos 10h / 12h30m e 14h / 17h30m
Folga às Segundas

Biblioteca Municipal de Caminha

Horário - Segunda a Sexta: 10h / 18h
Sábado: 10h / 12h30m

Biblioteca Municipal de Vila Praia de Âncora

Horário - Segunda a Sexta: 10h - 12h / 13h30 - 18h00
Sábado: 10h / 12h30m