O drama humanitário que persiste no Darfur (Sudão), desde 2003, tem vindo a ser acompanhado por um grupo de alunos a Área Projecto do 12º Ano da Cooperativa Ancorensis.
Nesse sentido, foi promovida nova sessão de esclarecimento no passado dia 27, coincidindo com o Dia Mundial da Lembrança das Vítimas do Holocausto, com a presença de Luís Braga, membro da Direcção da Amnistia Internacional e Teodoro da Fonte, professor de História da Ancorensis.
Carlos Videira, 12º ano, já no ano anterior tinha sido um dos impulsionadores de iniciativa idêntica, trazendo até Vila Praia de Âncora um padre (Leonel Clark) que tinha permanecido 10 anos no Chade.
Este ano, dentro da disciplina de área-projecto, decidiram assinalar o Dia das Vítimas do Holocausto com nova acção de sensibilização sobre o drama do Darfur, porque "nos causa estranheza que a situação mais grave existente a nível mundial no séc. XXI, seja uma das menos conhecidas", em comparação com a cobertura que é dada ao Iraque ou Afeganistão e mesmo agora na faixa de Gaza", frisando que "se falou mais neste problema nos últimos 20 dias do que no Darfur nestes seis anos de conflito".
SITUAÇÃO HUMANITÁRIA CADA VEZ MAIS GRAVE
Desde a realização da conferência até este ano, pouco se adiantou em termos de divulgação deste problema a nível dos média, apenas se registando uma acusação de "genocídio" por parte do Procurador Penal Internacional contra o presidente do Sudão, o que "trouxe alguma visibilidade a esta causa", tendo chegado o próprio presidente sudanês a anunciar um cessar-fogo, mas, no entanto, "as notícias que nos chegam é que a situação humanitária está cada vez mais grave", levando as organizações de ajuda humanitária a abandonar a região devido à falta de condições.
O facto de haver agora um presidente norte-americano com raízes africanas poderá originar alguma alteração na situação, admite Carlos Videira, por existir "uma maior esperança naquilo que se vai passar em termos de política externa" dos EUA.
Contudo, "espera para ver", embora o facto de o presidente Obama já ter estado envolvido em algumas acções de sensibilização por Darfur e de ter sido favorável à condenação do presidente sudanês por crimes de guerra e contra a humanidade "é um bom prenúncio", reconhece.