Abril é mês de revolução na Casa da Música. Música e Revolução: obras que marcaram pontos de ruptura com as estéticas instituídas e que apontaram novos caminhos às gerações futuras distinguem uma programação ecléctica que percorre o jazz, o rock, a música clássica e contemporânea em projectos inéditos que promovem o cruzamento de géneros e que foram especialmente criados para este Festival.
Abril é mês de aniversário na Casa da Música. E para o celebrar contamos com o recital de piano de Maria João Pires, naquela que é a sua estreia na Sala Suggia, e com um Clubbing recheado de bandas e músicos oriundos dos Estados Unidos, Inglaterra, Áustria e Espanha, numa noite em que a Casa se reveste com a cenografia dos Pfadfinderei. O melhor jazz internacional e nacional está igualmente presente em diferentes horários e em concertos de entrada livre, e os agrupamentos residentes da Casa da Música juntam-se à festa apresentando obras-primas, do Barroco aos nossos dias.
Abril é mês de múltiplos coloridos. A Orquestra Nacional do Porto apresenta o Poema do Fogo de Scriabin, com projecção de luzes, de acordo com as intenções originais do compositor, e a Banda Sinfónica Nacional interpreta o concerto para trombone Colors, de Bert Appermont.
Abril é mês de poesia na Casa da Música. Venha ouvir os poemas ingleses de Fernando Pessoa na voz deslumbrante da meio-soprano Iris Oja, sob a direcção de Paul Hillier. Numa viagem ao passado e uma vez mais sob o signo da Revolução, não deixe de se surpreender com as dissonâncias harmónicas com que Monteverdi e Gesualdo pintaram as palavras dos seus madrigais cantados pelas vozes dos Neue Vocalsolisten Stuttgart.
Abril é mês de piano na Casa da Música. Para além de Maria João Pires, no seu recital dedicado a Chopin, vai poder escutar o virtuoso Simon Trpcesky interpretar o 3.º Concerto de Prokofieff, Miguel Borges Coelho com a ONP ou, ainda, Bernardo Sasseti prestando homenagem a ícones revolucionários do jazz.
Abril é o mês de todas as músicas na Casa da Música.
Sexta 4 Abril; 19:30 SALA 2 [FOCUS NØRDICO]; 10€
REMIX ENSEMBLE
Paul Hillier direcção musical
Iris Oja meio-soprano
Klaus Ib Jørgensen Moon Pain (sobre poemas ingleses de Fernando Pessoa)
(estreia mundial)
Paul Hillier
"Hillier teve um sucesso triunfante" BBC Music Magazine
Fernando Pessoa passou uma grande parte da sua infância na África do Sul, facto que o tornou praticamente bilingue. De entre os poemas e ensaios que escreveu na língua inglesa, conta-se a colectânea de versos The Mad Fiddler, escritos entre 1908 e 1917. Com base nesses poemas, o compositor dinamarquês Klaus Ib Jørgensen compôs Moon Pain. Consiste num ciclo de peças para meio-soprano, flauta, clarinete, piano, violino, viola e violoncelo que é dado a conhecer em estreia mundial sob a direcção do maestro Paul Hillier, vencedor de um Grammy e reconhecido especialista da música vocal a nível internacional.
Sábado 5 Abril; 18:00 SALA SUGGIA; 15€ [ONP ao Sábado]
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Coro de Câmara de São João da Madeira
Coral de Letras da Universidade do Porto
Concerto de aniversário da Universidade do Porto
Miguel Graça Moura direcção musical
Miguel Borges Coelho piano
Sergei Rachmaninoff Sinfonia n.º 2
Alexandre Scriabin Prometeu, ou o Poema do Fogo
Rachmaninoff e Scriabin foram colegas e dois dos mais brilhantes pianistas e compositores da Rússia. Mas enquanto a Segunda Sinfonia é considerada o "desabrochar criativo" de Rachmaninoff, Prometeu, ou o Poema do Fogo representa o culminar da obra sinfónica de Scriabin e da evolução mística do seu percurso criativo. Originalmente, Scriabin pretendia incluir um órgão com luzes que iria colorir a música de acordo com princípios da sinestesia e da sua teoria da síntese das artes.
Miguel Borges Coelho é um intérprete reconhecido da obra a solo de Scriabin e interpreta o "concerto" numa versão que alude à ideia primordial do compositor: a projecção de luzes de diferentes coloridos, de acordo com as harmonias e os timbres em jogo. Destaque, ainda, para a presença de Miguel Graça Moura, fundador da Orquestra Metropolitana de Lisboa, naquela que é a sua estreia na Casa da Música.
Domingo 6 Abril; 12:00 SALA SUGGIA
BANDA SINFÓNICA PORTUGUESA
Francisco Ferreira direcção musical
Marco Rascão trombone
Bert Appermont Colors
Philip Sparke Music of the Spheres
Fernando Lapa Quadros Portugueses
Duarte Pestana Arco-íris
Amarelo, vermelho, azul e verde - são estas as quatro cores em que se baseia o concerto para trombone Colors, sendo que a cada uma delas o compositor belga Bert Appermont associou uma qualidade musical específica. As cores imaginárias de uma paleta de sons com que abre o concerto da Banda Sinfónica Portuguesa dão logo a seguir lugar aos sons imaginários do espaço cósmico. Music of the Spheres parte da teoria apresentada por Pitágoras há cerca de 2500 anos que defendia a organização dos astros sustentada em sons inaudíveis.
O concerto completa-se com uma obra para orquestra de sopros de Fernando Lapa, compositor em activo no Porto, e com a fantasia popular Arco-íris de Duarte Pestana.
Segunda 7 Abril; 21:00 SALA SUGGIA | 30€
RODRIGO LEÃO - os portugueses
"Os Portugueses" é o novo espectáculo de Rodrigo Leão e baseia-se na música que criou, a convite de António Barreto, para a excelente série documental "Portugal, Um Retrato Social", exibida recentemente na RTP. As imagens fortes recolhidas para compor a panorâmica da sociedade portuguesa contemporânea, inspiraram Rodrigo Leão a criar uma música igualmente forte, com marcas subtis da nossa identidade. Essas peças foram agora adaptadas para esse ecrã maior que é o palco e serão levadas estrada fora ao encontro do país que as inspirou. Este espectáculo beneficiará ainda da inclusão de alguns temas inéditos e das canções em português que Rodrigo compôs na fase mais recente da sua carreira. O Retrato Social passa a Retrato Musical, pintado ao vivo.
Promotor: Uguru
Sexta 11 Abril; 21:00 SALA SUGGIA [ONP à Sexta] | 15€
3º Aniversário Casa da Música
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Takuo Yuasa direcção musical
Luís Cardoso Interlúdio 1 (estreia mundial; encomenda da Casa da Música)
Benjamin Britten Guia de Orquestra para Jovens
P. I. Tchaikovski Sinfonia n.º 2, Pequena Russa
Não há melhor forma para ficar a conhecer como funciona uma orquestra e que segredos encerram os seus instrumentos do que ouvindo o Guia de Orquestras para Jovens de Britten. Foi escrito a partir de um tema de Purcell e consiste numa série de variações que apresentam sucessivamente as quatro famílias dos instrumentos de uma orquestra sinfónica. No final, uma fuga combina todos os instrumentos de forma espectacular.
Num programa que inclui a sinfonia que Tchaikovski escreveu na Ucrânia, região conhecida como a pequena Rússia, será estreada uma obra do Jovem Compositor em Residência na Casa da Música em 2008, Luís Cardoso.
Breve introdução ao programa, por Grabriela Canavilhas, às 20:15 no Cybermusica
"Dirigindo de memória, Takuo Yuasa conseguiu uma irresistível e muito polida sonoridade nas cordas, assim como criar uma sinergia muito boa entre todos os naipes." The Australian
12 de Abril; 12:00; SALA 2; 5€
[AO MEIO DIA] [JAZZ]
3º Aniversário Casa da Música
POSTCARD BRASS BAND
Mário Marques saxofone soprano
Ruben Santos trombone
Sérgio Carolino sousafone
Michael Lauren bateria
O quarteto The Postcard Brass Band apresenta na Casa da Música o seu disco de estreia, centrando-se na música de Nova Orleães, berço do jazz. Os ambientes ora festivos, ora melancólicos da música urbana servem de pretexto para a construção de arranjos originais para uma instrumentação económica, mas suficientemente explosiva.
O trio de sopros de The Postcard Brass Band é formado por três músicos com um longo percurso comum ligado ao jazz e, em especial, ao dixieland, a que se junta o baterista norte-americano radicado no Porto e activo numa grande diversidade de projectos jazzísticos nacionais.
Sábado 12 Abril; 21:00 Sala Suggia 10€
3º Aniversário Casa da Música
ORQUESTRA BARROCA CASA DA MÚSICA
Laurence Cummings cravo e direcção musical
Eduarda Melo soprano
Magid El-Bushra contratenor
Ana Mafalda Castro cravo
Sofia Nereida Pinto, Yenis Pupo Avila e Helder Sousa cravo (alunos da ESMAE)
Patrícia Vintém e José Luis Henriques cravo (alunos da ESML)
J. S. Bach Concerto para dois cravos em Dó menor
J. S. Bach Concerto para três cravos em Dó maior
J. S. Bach Concerto para quatro cravos em Lá menor
Giovanni Battista Pergolesi Stabat Mater
Num programa que celebra o terceiro aniversário da Casa da Música, apresentam-se obras favoritas do grande público e marcos incontornáveis do repertório Barroco.
Os concertos para três e quatro cravos de Bach são extremamente apelativos pelo tom festivo da música e pela espectacularidade de juntarem um grande número de solistas em instrumentos de tecla.
O Stabat Mater para soprano, meio-soprano e orquestra de Pergolesi é das obras mais expressivas da música sacra e, desde a sua composição em 1736, ficou para sempre no repertório sendo, hoje em dia, alvo de um vasto número de gravações.
Sábado 12 Abril o; 23:00; SALA 2 | 15€ com direito a bebida e circulação em toda a Casa
RESTANTES ESPAÇOS | € 5 com direito a bebida.
CLUBBING
3º Aniversário Casa da Música
CLUBBING
Sala 2
THE WHIP
THE KILLS
Bar
BLACK DOLLS
ANTONELLI
SOUTH CENTRAL
Pfadfinderei VJ / vídeo
Cybermusica
AUTODIGEST
COH (Ivan Pavlov)
Corredor Nascente
SWEET VANDALS
MAKOSSA & MEGABLAST
Sala Roxa
Álvaro Costa
Foyers
Pfadfinderei VJ / video
SALA 2
THE WHIP | THE KILLS
A Sala 2 abre com a banda The Whip, pouco depois do lançamento do seu álbum de estreia X Marks Destination. Bruce Carter (voz e guitarra) e Danny Saville (teclados) tinham já trabalhado juntos nos extintos Nylon Pylon quando se juntaram ao baixista Nathan Sudders e à baterista Lil Fee há dois anos. A nova banda electro pop de Manchester tem feito grande sucesso com o single "Trash", que se tornou desde então o seu cartão de visita.
Midnight Boom é o novo álbum do duo The Kills, apresentado numa digressão pela Europa e pelos EUA, que não deixa de passar por um concerto exclusivo na Casa da Música. As canções blues-punk da americana Alison Mosshart e do inglês Jamie Hince, também conhecidos pelos pseudónimos "VV" e "Hotel", têm chamado a atenção no circuito independente desde o seu primeiro álbum de 2003. A sonoridade vagueia pelas guitarras rock, pela influência pós-punk ou mesmo pelos efeitos dançantes das caixas de ritmos.
FOYER NASCENTE
THE SWEET VANDALS | MAKOSSA & MEGABLAST
No Foyer Nascente, o revivalismo funk/soul dos madrilenos The Sweet Vandals surpreende pela autenticidade presente em temas como "I Got You, Man!", que se tornou já um êxito da banda. Uma forte secção rítmica marcada pela presença brilhante do órgão Hammond serve na perfeição as linhas vocais de Mayka Edjo, peça-chave do grupo com uma voz característica que não podia estar mais dentro do espírito funk.
Depois do primeiro single do duo austríaco Makossa & Megablast ter conquistado grande sucesso e o apoio de figuras como Gilles Peterson, surge agora um primeiro álbum, Kunuaka, editado pela G Stone. Marcus Wagner-Lapierre (Makossa), director musical da influente estação de rádio FM4 e um DJ respeitado, junta-se ao produtor Sascha Weisz (Megablast) num projecto ligado ao dub vienense que mistura de forma única as influências electro, house e disco com as sonoridades funk e afro-cubanas.
BARES
BLACK DOLLS | ANTONELLI | SOUTH CENTRAL
Black Dolls junta duas das principais activistas da música electrónica na cidade do Porto, DJ Sininho e a VJ I'nez Oz, residentes no bazaar. É um projecto contemporâneo com uma forte vertente conceptual onde a música e a imagem assumem uma identidade única e irreverente. A sua vasta experiência tem-lhes permitido partilhar noites com nomes como Anja Schneider, Daniela Stickroth, Le Chic, Missill, Mia, Waterlily e Electric Indigo. As suas noites espelham magia...
Antonelli regressa a Portugal para apresentar Soulkiller - o título não é certamente exagerado para quem já teve o prazer de assistir a um dos seus concertos. Stefan Schwander é um pioneiro da música alemã electrónica e minimal, com propostas que vão da house music ao dub. Usando apenas tecnologia analógica, as suas actuações resultam num oceano de pureza sónica que transforma qualquer sistema sonoro numa vertiginosa máquina sensorial.
A noite nos Bares termina com a actuação dos DJ's e produtores de Brighton South Central, que se têm destacado pelas remisturas de nomes como Klaxons, The Whip, Shitdisco, Van She, Twisted Charm e muitos outros, para além de um número crescente de produções originais.
CYBERMÚSICA
COH | AUTODIGEST
COH possui no alfabeto cirílico um duplo sentido: sono ou sonho. Assim, a música de Ivan Pavlov deambula entre sono e o sonho, percorre os corredores mais inóspitos da música com a destreza e a simplicidade dos iluminados. Com raízes na música industrial e electrónica dos anos oitenta, como os Coil e os Throbbing Gristle, a sua obra encontra-se em várias editoras de referência da música experimental, destacando-se títulos como Post-Pop e o recente Strings.
Autodigest estreia-se na Casa da Música após duas edições na Crónica e na Ash International, entusiasticamente recebidas pela crítica especializada: "Uma experiência auditiva muito intensa e elucidativa." - Felicity Ford, sonicartsnetwork.org; "Uma obra de arte anunciando que a arte morreu (…) O trabalho de Autodigest é talvez suficientemente poderoso para nos fazer suspeitar de que é verdade." - Keith Moliné, The Wire;
SALA ROXA
Álvaro Costa apresenta: Radio Cure, várias noites com os Wilco
Corria o ano 2000. Os Wilco entravam em estúdio para a gravação do muito aguardado quarto álbum. O que se seguiu foi uma história trágico-cómica e um sinal, adiantado, dos tempos de re-invenção do negócio da música. I Am Trying to Break Your Heart, um filme sobre os Wilco de Sam Jones, é muito mais do que um simples documentário sobre uma banda de culto.
FOYERS E BARES
PFADFINDEREI
Responsável pela cenografia e vídeo do Clubbing, o colectivo berlinense de designers e VJ's Pfadfinderei cruza fronteiras entre o design funcional e a arte multimédia, apresentando as suas impressões absolutamente originais em cada edição ao longo de 2008.
Domingo 13 Abril; 12:00 SALA SUGGIA: 5€
[AO MEIO DIA]
3º Aniversário Casa da Música
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Takuo Yuasa direcção musical
Nelson de Jesus saxofone
Morton Gould Diversions para saxofone tenor e orquestra (I, IV e V)
Benjamin Britten Guia de Orquestra para jovens
Concerto comentado por Gabriela Canavilhas
O Guia de Orquestra para Jovens de Britten foi escrito a partir de um tema de Purcell e consiste numa série de variações que apresentam sucessivamente as quatro famílias dos instrumentos de uma orquestra sinfónica. Neste concerto, o Guia de Orquestras para Jovens é apresentado de acordo com a intenção original do compositor, contando com um recitador que explica a obra.
O concerto conta ainda com a presença de Nelson de Jesus, solista escolhido entre um grupo de alunos do Conservatório do Porto.
Jovens - 18 anos - 80% desconto
Domingo 13 Abril; 18:00 SALA SUGGIA; 25€ ESGOTADO
3º Aniversário Casa da Música
[CICLO PIANO]
MARIA JOÃO PIRES piano
Pavel Gomziakov violoncelo
Obras de Chopin
"Maria João Pires está entre os mais eloquentes mestres-músicos do nosso tempo." Gramophone
A estreia de Maria João Pires na Casa da Música decorre com obras de um dos seus compositores predilectos, Fryderyck Chopin. Conhecida pelo seu infindável poder de comunicação com o público e uma inesgotável capacidade de criar coloridos surpreendentes nas suas interpretações, Maria João Pires faz dos seus recitais acontecimentos únicos nos quais tem vindo a combinar a música a solo com peças para música de câmara que apresenta na companhia de grandes artistas. Chopin é revisitado no surpreendente lirismo da terceira sonata para piano e da sonata para violoncelo e piano. O restante programa será oportunamente anunciado.
Domingo 13 Abril; 22:00 Sala 2; 26€
Tord Gustavsen Trio
Com o baixista Harald Jonhsen e o baterista Jarle Vespestad, o pianista norueguês Tord Gustavsen formou este trio, cuja sonoridade reflecte influências do folk escandinavo, gospel, ritmos do Caribe e jazz. Tord Gustavsen Trio é para muitos a grande revelação do jazz na última década.
Promotor: Mandrake
Sexta 18 Abril; 21:00 SALA SUGGIA; 15€
[ONP à Sexta] [Focus Nórdico]
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Christoph König direcção musical
Simon Trpceski piano
Karl Goldmark Abertura Na Primavera
Sergei Prokofieff Concerto para piano e orquestra n.º 3
Jean Sibelius Sinfonia n.º 2
A interpretação do Segundo Concerto de Saint-Saëns com que Simon Trpceski brindou o público da Sala Suggia em 2007 foi entusiasticamente aplaudida e levou a três encores a solo do jovem pianista macedónio. Trpceski está de regresso com uma das provas de fogo do repertório concertante e aquele que é o mais popular concerto de Prokofieff.
O concerto terá início com a abertura Na Primavera do compositor húngaro Karl Goldmark e termina com uma dos monumentos melódicos que Sibelius compôs no seu estilo único e imediatamente reconhecível.
Breve introdução ao programa, por Rui Pereira, às 20:15 no Cybermusica
"Quanto mais ouvimos Trpceski, mais apreciamos a sua capacidade de identificar a alma da música que interpreta." The Telegraph
Domingo 20 Abril; 12:00 SALA SUGGIA | 5€
[AO MEIO DIA] [Focus Nórdico]
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Christoph König direcção musical
Jean Sibelius Sinfonia n.º 2
Concerto comentado por Rui Pereira
A mais célebre sinfonia de Sibelius foi escrita em Itália na vila costeira de Rapallo, conhecida estância turística da Ligúria. Estreada em 1903 em Helsínquia, a sinfonia depressa se transformou num estandarte do Nacionalismo Finlandês e o seu intenso fervor romântico conquistou ouvintes em todo o mundo. Mas a Segunda Sinfonia de Sibelius é igualmente inovadora pela forma como se desenvolve a partir de pequenos fragmentos. Os seus quatro andamentos serão dados a conhecer num concerto comentado sob a direcção do maestro titular da ONP, Christoph König.
Jovens - que 18 anos - 80% desconto
[REVOLUÇÃO] 25 DE ABRIL A 3 DE MAIO
A Revolução tem data marcada na Casa da Música entre os dias 25 de Abril e 3 de Maio. O Festival Música e Revolução 2008 contempla obras que representam rupturas com os cânones anteriores e que deixaram a sua marca na música que depois se fez. Nesse âmbito, a programação procurou músicas revolucionárias de diferentes épocas e estilos, da música Barroca à música pop, passando pelo Jazz ou pelas criações aleatórias do século XX.
As revoluções no domínio da harmonia que ocorreram ao longo de vários séculos e que estabeleceram o início de novos períodos na História da Música estarão presentes em diversos concertos. A introdução da dissonância como expressão dos afectos, a ruptura com a tradição do bel canto, o fim da música tonal, o questionamento da noção tradicional de tempo ou a revolução no ritmo são apenas algumas das muitas revelações deste Música e Revolução. Mas muitas das revoluções musicais que ocorreram ao longo do século XX deram-se fora do círculo da música erudita e tiveram profundas consequências na vida musical e até mesmo social. Fenómenos como Elvis, os Beatles ou os Rolling Stones protagonizaram várias revoluções no âmbito do pop-rock e a influência de músicos associados ao bebop (como Parker e Monk) na evolução da história do jazz tem reflexos em toda a produção musical deste género a partir da década de 1940.
Mas a música desempenhou muitas outras revoluções para além destas. Venha ouvir quais, na Casa da Música.
Preço de bilhete conjunto:
Revolução
7 concertos - 50% de desconto
4 concertos à escolha - 25% de desconto
Sexta 25, 20:15; Sábado 26, 17:15; Domingo 27, 17:15; Segunda 28, 21:15; Terça, 29, 21:15; Quarta 30, 21:15. CYBERMUSICA
[REVOLUÇÃO]
Poema Sinfónico para 100 Metrónomos
de György Ligeti
Sincronização de Remix Ensemble
O Poema Sinfónico para 100 Metrónomos de Ligeti permanece como um paradigma da arte conceptual, um rasgo de génio com um resultado completamente surpreendente. 100 Metrónomos são postos a trabalhar ao mesmo tempo até ficarem sem corda. Os progressivos desfasamentos rítmicos dos seus "tic-tac" criam uma polifonia de dimensão sinfónica e texturas deveras avassaladoras, constituindo o exemplo mais cabal dos efeitos expressivos possíveis de obter com ritmos aleatórios. Com uma duração que oscila entre os 14 e os 22 minutos, aproximadamente, será dado a ouvir diariamente entre os dias 25 e 30 de Abril.
Sexta 25 Abril; 21:00 SALA SUGGIA
[REVOLUÇÃO]
1ª PARTE
REMIX ENSEMBLE
Peter Rundel direcção musical
Marianne Pousseur soprano
Karlheinz Stockhausen Zeitmasse
Arnold Schönberg Pierrot Lunaire
2ª PARTE
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Christoph König direcção musical
François-Joseph Gossec Sinfonia em Ré Maior
Claude Debussy Prélude á l'aprés-midi d'un faune
Richard Wagner Prelúdio e Morte de Isolda
Inserido no Festival Música e Revolução, este concerto, partilhado pelo Remix Ensemble e pela Orquestra Nacional do Porto, reúne obras que revolucionaram a música no século XX.
A ruptura com a tonalidade anunciada por Wagner e Debussy, a cisão com a noção tradicional de tempo na obra Zeitmasse de Stockhausen, ou a inovação na escrita vocal que Pierrot Lunaire, de Schönberg, completam um concerto onde Gossec alude àquela que foi a mãe de todas as revoluções: a Revolução Francesa.
Sábado 26 Abril; 18:00 SALA SUGGIA
[REVOLUÇÃO]
1ª PARTE
NEUE VOCALSOLISTEN STUTTGART
Luciano Berio A-Ronne
2ª PARTE
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Peter Rundel direcção musical
Igor Stravinski A Sagração da Primavera
A Sagração da Primavera é possivelmente a obra que melhor representa a combinação do conceito de revolução ao nível estilístico e, simultaneamente, na reacção que provocou no público presente na estreia. A obra foi de tal forma inovadora que originou uma verdadeira rebelião entre os que a apoiavam e os que a consideravam um insulto, e só depois da polícia estabelecer a ordem no teatro é que o bailado pôde prosseguir dentro de alguma normalidade.
Já A-Ronne, de Luciano Berio, foi acolhida pacificamente na sua primeira versão para ser transmitida pela rádio em 1972. Adaptada posteriormente para oito vozes, é um marco emblemático na utilização da técnica de colagem em obras para voz e é interpretada pelo agrupamento Neue Vocalsolisten Stuttgart.
Domingo 27 Abril; 18:00 SALA SUGGIA 10€
[REVOLUÇÃO]
1ª PARTE
NEUE VOCALSOLISTEN STUTTGART
Madrigais de Claudio Monteverdi, Carlo Gesualdo da Venosa e Heinrich Schütz
2ª PARTE
REMIX ENSEMBLE
Christoph König direcção musical
Luciano Berio Sequenza V para trombone
Luciano Berio Sequenza X para trompete
Arnold Schönberg Sinfonia de Câmara n.º 11 op.9
As obras vocais em programa de Monteverdi e Gesualdo marcaram uma ruptura com as limitações expressivas do Renascimento, através da introdução de dissonâncias harmónicas e novas técnicas contrapontísticas que viriam a revolucionar toda a música do período Barroco. Já no século XX, Berio explorou as possibilidades expressivas de vários instrumentos levando ao limite o conceito de virtuosismo na execução musical. Schönberg, por seu lado, subverteu a forma tradicional da sinfonia ao condensar as suas dimensões num só andamento e ao utilizar uma instrumentação solista na sua Sinfonia de Câmara n.º 1. Curiosamente, a sua rica polifonia e invenção harmónica estabelecem uma relação com as obras vocais apresentadas na primeira parte do programa.
Segunda 28 Abril; 22:00 SALA SUGGIA | 15€
[REVOLUÇÃO][JAZZ]
BERNARDO SASSETTI & CONVIDADOS
Bebop, Bird & Beyond
Perico Sambeat saxofone alto
Bernardo Sassetti piano e arranjos
André Fernandes guitarra
Paco Charlín contrabaixo
Alexandre Frazão bateria
"O saxofonista Charlie Parker revolucionou as possibilidades harmónicas e a sintaxe rítmica da improvisação no jazz a um nível que fez emergir toda uma nova linguagem, ou pelo menos um dialecto moderno." Down Beat
O ciclo que a Casa da Música dedica às músicas que fizeram revoluções não deixa de passar pelo jazz. O concerto dirigido pelo pianista Bernardo Sassetti centra-se na música que mudou o rumo da história do jazz, o bebop, revisitando de forma original a obra do seu símbolo máximo - Charlie Parker -, de um dos criadores mais originais da época - o pianista Thelonious Monk -, e do contrabaixista Charles Mingus.
O quinteto é formado por alguns dos mais destacados músicos de jazz portugueses e espanhóis que, mais do que um regresso às origens do bebop, trazem uma nova perspectiva sobre a sua herança.
Terça 29 Abril; 22:00 SALA SUGGIA | 15€
[REVOLUÇÃO][JAZZ]
JASON MORAN
Jason Moran piano
Jason Yarde saxofone alto
Byron Wallen trompete
Andy Grappy tuba
Fayez Virjii trombone
Denys Baptiste saxofone tenor
Tarus Mateen contrabaixo
Nasheet Waits bateria
In My Mind: Monk at Town Hall, 1959 (estreia europeia)
A singularidade da obra de Thelonious Monk continua a influenciar gerações de músicos. Foi, indiscutivelmente, um dos compositores e improvisadores mais originais da história do jazz, com uma linguagem revolucionária e inimitável, mas enormemente inspiradora.
Jason Moran é um pianista e compositor com uma reputação invejável e uma grande ligação ao mundo sonoro de Monk. Apresenta em estreia europeia In My Mind, uma obra multimédia baseada no célebre concerto no Town Hall, em 1959, que inclui gravações históricas dos ensaios para esse preciso concerto e projecções vídeo. A obra de Moran assinala os 90 anos do nascimento de Monk, comemorados em Outubro passado, recordando de forma original a noite em que as mãos de Monk assumiram a dimensão de um ensemble.
Jason Moran
"Jason Moran é um pianista de jazz com recursos. Mais importante ainda, tem os seus próprios recursos. A sua voz é única entre uma avalanche de pianistas talentosos." All About Jazz
Quarta 30 Abril; 22:00 SALA SUGGIA |
[REVOLUÇÃO]
RUI REININHO E A COMPANHIA DAS ÍNDIAS
"MAYDAY"
Rui Reininho voz
João Rato piano, guitarra
Armando Teixeira "mestre de cerimónias"
Nuno Espírito Santo baixo
Fred bateria
Um grande nome da música pop em português traz à Casa da Música os sons pop-rock mais revolucionários da história, evocando os artistas míticos que construíram e desmontaram sucessivamente as linguagens urbanas do século XX. São os primeiros passos do rock'n'roll nos anos 50, atingindo o seu auge com Elvis, são as bandas como Rolling Stones, Doors e Clash, as canções inovadoras de Bob Dylan, o punk de Sex Pistols e o rock inspirador de Lou Reed, entre muitos outros. Uma viagem alucinante pelos impulsos musicais mais originais num concerto especialmente criado para a Casa da Música por Rui Reininho.
Maio
Em Maio, a música portuguesa está em destaque na Casa da Música. Prémio Amália Rodrigues 2005, Carmo é uma das mais conhecidas vozes da nova geração e traz o fado de Alfama ao Porto. A tradição de bem receber caracteriza mais uma edição de Uma Casa Portuguesa que este ano acolhe as músicas tradicionais dos países nórdicos, tema da programação em 2008, num Festival onde Rão Kyao e Júlio Pereira são figuras de cartaz.
A Dinamarca é o porto seguro dos agrupamentos residentes da Casa da Música. A Orquestra Barroca Casa da Música, o Remix Ensemble, a Orquestra Nacional do Porto e o Rotunda Ensemble dedicam os seus programas aos mais célebres compositores dinamarqueses desde o período Barroco à actualidade, contando com diversas estreias em Portugal.
Os grandes solistas internacionais visitam a Casa da Música para diversos recitais: a voz de Bobby McFerrin no jazz, o pianista Pogorelich no repertório romântico, a violinista Viviane Hagner no repertório concertante e na companhia de um dos mais aclamados maestros da actualidade, Andris Nelsons.
Inserida numa digressão mundial, a passagem pelo Porto de Diamanda Galás não passa despercebida. De regresso à Casa da Música estão também a Orquestra e o Coro Gulbenkian, para um concerto dedicado a Johannes Brahms, e o percussionista Pedro Carneiro, numa prova de virtuosismo com a ONP.
E é também o Focus Nórdico a dar o mote ao Clubbing, com a estreia em Portugal de duas bandas da Dinamarca, numa edição que conta com a Einstürzende Neubauten, grande referência do rock industrial.
[FOCUS NØRDICO]
Sábado 3 Maio; 18:00 SALA SUGGIA; 15€ [ONP ao Sábado]
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Andris Nelsons direcção musical
Viviane Hagner violino
Béla Bartók Danças Romenas
Dmitri Chostakovitch Concerto para violino e orquestra n.º 1
Franz Joseph Haydn Sinfonia n.º 47
Béla Bartók Suite de O Mandarim Maravilhoso
Este é um programa extremamente apelativo pela variedade de ambientes que as suas obras propõem. Viviane Hagner interpreta um concerto de imenso lirismo no seu "Stadivarius Sasserno", de 1717. O encanto do folclore romeno é demonstrado em todo o seu esplendor de colorido e ritmo numa das peças mais populares de Béla Bartók, resultante da transcrição para orquestra de um original para piano.
Cor e ritmo estão igualmente presentes, de forma exuberante, na Suite de bailado O Mandarim Maravilhoso, que alude a modos da música oriental. O programa inclui, ainda, uma das mais luminosas sinfonias de Haydn onde os jogos tímbricos da instrumentação são, dentro do estilo Clássico, surpreendentes. Mas este é um programa que esconde curiosas intrigas matemáticas nas obras de Haydn (um palindroma no Minueto e Trio) e de Bartók.
Viviane Hagner "Contagiante e extremamente segura…" The Times
Sábado 3 Maio; 23:00
SALA 2 | 15€ com direito a bebida de cápsula e circulação em toda a Casa
RESTANTES ESPAÇOS | € 5 com direito a bebida de cápsula.
[REVOLUÇÃO] [FOCUS NØRDICO]
CLUBBING
EINSTÜRZENDE NEUBAUTEN
STOL (DAN)
PUNKS JUMP UP
BABY G
EUGENE KOVAX
ÁLVARO COSTA
PFADFINDEREI
Grande referência do rock industrial, a banda alemã Einstürzende Neubauten marca esta edição do Clubbing com a apresentação do seu último álbum, Alles Wieder Offen. Ao longo de 28 anos de uma carreira iniciada em Berlim Ocidental, surpreendeu nos anos 80 pela abordagem anti-pop e pela mensagem apocalíptica - com o primeiro álbum Kollaps. Mas o carácter experimental da sua música não os manteve presos ao passado, voltando-se para as canções ou para a música de cena e ocupando um lugar definitivo na cultura pop contemporânea.
Nos Bares a pista é animada pelos DJ sets de Punks Jump Up e Teenage Bad Girl, enquanto a Sala Roxa recebe mais uma apresentação de Álvaro Costa dedicada à cultura pop. A cenografia/vídeo do Clubbing é da responsabilidade do colectivo de designers Pfadfinderei.
Domingo 4 Maio; 12:00 SALA SUGGIA
[AO MEIO DIA]
BANDA DA FORÇA AÉREA
As bandas militares, pela enorme importância que tiveram na definição do que são hoje as bandas filarmónicas e pela grande qualidade que apresentam, não podiam deixar de ser uma presença regular no ciclo que a Casa da Música dedica a este tipo de agrupamentos. Criada em 1957, a Banda de Música da Força Aérea conta com longos anos de experiência nos mais variados palcos nacionais e internacionais. Os compromissos militares - Guardas de Honra, Paradas e outros - são uma parte importante da sua actividade, que se completa com actuações em concertos de alto nível.
Terça 6 Maio; 19:30; Sala Suggia; 25€
[CICLO PIANO]
IVO POGORELICH piano
Obras de L. Van Beethoven, Franz Liszt e Enrique Granados
Ludwig van Beethoven Sonatas op.111 e op.78
Johannes Brahms Intermezzo op.118 n.º 2
Sergei Rachmaninoff Sonata n.º 2, op.36
"Ivo Pogorelich vai mais longe que todos na sua vontade de sublinhar a individualidade dessas páginas tenebrosas, graças a qualidades pianísticas extremamente sofisticadas e uma arte da representação levada ao extremo." Diapason
O ano de 2007 marcou o regresso aos palcos do sempre irreverente e polémico Ivo Pogorelich, senhor de uma técnica prodigiosa e de interpretações extremamente individuais que desvendam sempre novas qualidades nas grandes obras-primas do repertório.
Desde a sua exclusão numa eliminatória do Concurso Chopin de Varsóvia que levou à célebre demissão de Martha Argerich como membro do júri, Pogorelich tornou-se um pianista lendário. Artista exclusivo da editora alemã Deutsche Grammophon, Ivo Pogorelich traz à Casa da Música um programa que percorre todo o período Romântico, repertório no qual a sua individualidade sobressai de uma forma particularmente estimulante.
Quinta 8 de Maio; 22:00; Sala Suggia; 25€
Diamanda Galás
Diamanda Galás, aclamada vocalista e virtuosa pianista, regressa a Portugal para apresentar o seu novo álbum intitulado Guilty Guilty Guilty. Com lançamento marcado para Março, o novo álbum não se baseia apenas no repertório original de canções de amor trágicas de Galás, já que conta também com versões de temas de Juliette Gréco, Jacques Prévert, Edith Piaf e Johnny Cash.
Diamanda Galás é uma das personagens mais interventivas e controversas da música moderna. Enigmática, exuberante, polémica, versátil, possui um timbre de voz excepcional que lhe permite atingir registos perturbadores, que nos transportam pelo dramatismo e desespero cravados num coração destroçado e assombrado. A intensidade das suas actuações não conseguem deixar ninguém indiferente. As emoções cruas presentes na sonoridade do piano variam entre a aparente felicidade e o terror evocado pela morte do amor.
A Diva Norte-americana apresenta-se ao público português, dia 6 de Maio no Theatro Circo de Braga, dia 8 de Maio na Casa da Música e dia 10 de Maio na Aula Magna em Lisboa, para três concertos intimistas que prometem surpreender, onde se junta a extraordinária voz de Diamanda Galás e a beleza das suas composições trágicas.
Produção: In Music We Trust
Sábado 10 Maio; 12:00 SALA 2
[AO MEIO DIA]
PRÉMIO JOVENS MÚSICOS RDP / ANTENA 2
Nuno Vaz trompa
Gonçalo Silva violoncelo
Joana Gama piano
A Casa da Música prossegue a série de concertos de laureados de nível superior no Concurso Jovens Músicos RDP, com um recital duplo dos vencedores da edição de 2007 nas categorias de violoncelo e trompa. Nos seus programas apresentam obras contrastantes do repertório a solo e com acompanhamento de piano, dando uma mostra variada das possibilidades expressivas dos seus instrumentos e do seu próprio virtuosismo enquanto intérpretes. Serão apresentadas obras de Strauss, Hindemith e Luís Carvalho, entre outros compositores.
Sábado 10 Maio; 18:00 SALA SUGGIA
CORO E ORQUESTRA GULBENKIAN
Simone Young direcção musical
Johan Botha tenor
Johannes Brahms Serenata n.º 2, em Lá Maior, op.16
Johannes Brahms Rinaldo, cantata para tenor, coro masculino e orquestra
A primeira grande obra de Brahms para coro e orquestra foi a cantata Rinaldo com base num texto de Goethe que relata a paixão entre Rinaldo e Armida no contexto da libertação de Jerusalém, narrada por Tasso. Esta é o exemplo mais próximo do teatro lírico na escrita de Brahms, compositor que preenche na íntegra este concerto que marca o regresso da Orquestra e do Coro Gulbenkian à Casa da Música. O concerto será dirigido pela maestrina australiana Simone Young, senhora de uma vasta experiência no domínio do repertório lírico.
Domingo 11 Maio; 12:00 SALA 2
[AO MEIO DIA] [WORLD]
CARMO
Carmo voz
Bernardo Couto guitarra portuguesa
Diogo Clemente viola de fado
Vencedora do prémio da fundação Amália Rodrigues em 2005, na categoria Revelação Feminina do Fado, Carmo Rebelo de Andrade nasceu numa família de fadistas. Canta fado desde os 12 anos e, aos 22, tem uma carreira em franca ascensão que já a levou à Suíça, Malta, Buenos Aires, Santiago e Montevideu. Gravou quatro faixas do CD Saudades do Fado com o grupo Tertúlia do Fado e participou recentemente no filme Fados de Carlos Saura. Canta todas as semanas na Mesa de Frades, em Alfama.
Depois de actuar em público pela primeira vez no Coliseu de Lisboa, fez desta música uma constante na sua vida, tendo passado por várias casas de fado como A Taverna do Embuçado, Petisqueira de Alcântara e Mesa de Frades.
Terça 13 de Maio; 22:00; Sala Suggia
BOBBY MCFERRIN
Produção: Mandrake
[UMA CASA PORTUGUESA] 15 A 18 DE MAIO
Em quatro noites de concertos, a Casa da Música apresenta alguns dos maiores nomes da música tradicional portuguesa, com destaque para os já históricos Rão Kyao e Júlio Pereira. São nomes incontornáveis do grande salto da música popular portuguesa no pós-25 de Abril, salientando-se o carácter inovador e a forma descomplexada como sempre abordaram as referências tradicionais. A estes juntam-se alguns representantes da nova geração, como Realejo ou Toques do Caramulo. Este ano o Festival é "contaminado" pelo Føcus Nórdico, tema da programação de 2008, recebendo uma selecção de artistas de quatro países com uma riquíssima identidade tradicional.
Preço de bilhete conjunto:
Uma Casa Portuguesa
4 concertos - 50% de desconto
2 concertos à escolha - 25% de desconto
Quinta 15 de Maio; 22h00 SALA SUGGIA
[FOCUS NØRDICO]
UMA CASA PORTUGUESA
REALEJO
RÃO KYAO & KARL SEGLEM: "Skrey Project"
O grupo Realejo combina sonoridades da música tradicional portuguesa e europeia com música de câmara, tendo-se tornado uma das grandes referências entre os novos projectos de música tradicional portuguesa. Fundado em 1990, conta com instrumentos construídos pelo seu líder, Fernando Meireles, um especialista em sanfonas e cavaquinhos.
A ideia de música do mundo parece ter sido criada para descrever encontros como este. As tradições musicais portuguesas e norueguesas foram sempre o ponto de partida para as criações destes dois músicos ímpares que, no entanto, nunca hesitaram em viajar pelas mais diversas paragens sonoras. É conhecido o fascínio de Rão Kyao pelo Oriente, pelas diferentes geografias que são já inseparáveis da identidade cultural portuguesa. No seu último disco Porto Alto presta tributo ao Pão, Azeite e Vinho, numa viagem pelas raízes da música portuguesa. De igual modo, Karl Seglem é uma instituição no seu país, admirado pelo carácter inovador ao apontar novas ligações entre o jazz e o folk nórdico.
Sexta 16 Maio, 22:00, SALA SUGGIA
[FOCUS NØRDICO]
UMA CASA PORTUGUESA
GAITEIROS DE LISBOA + PAULITEIROS DE MIRANDA
Sábado 17 Maio; 22:00 SALA 2
[FOCUS NØRDICO]
UMA CASA PORTUGUESA
ANNA-KAISA LIEDES E TIMO VÄÄNÄNEN
TOQUES DO CARAMULO
A terceira noite do Festival Uma Casa Portuguesa abre com dois grandes nomes da música folk finlandesa. Anna-Kaisa Liedes é uma especialista em expressão vocal e uma das cantoras mais conhecidas do seu país na área da world music. Para além de projectos a solo em que explora a improvisação e efeitos sonoros da voz, faz parte do grupo Me Naiset, onde interpreta canções da tradição finlandesa, kareliana e dos povos Setu, Mordvin e outros. Apresenta-se ao lado de Timo Väänänen, um executante de kantele e uma figura essencial na nova música para o instrumento tradicional da Finlândia.
Oriundo de Águeda, o agrupamento Toques do Caramulo tem conquistado admiradores em cada um dos muitos locais onde tem tocado em Portugal e Espanha. O primeiro disco, É ao vivo!, confirma a dinâmica do grupo e o ambiente festivo que caracteriza os seus concertos. Toques do Caramulo funde a sonoridade rude da tradição com as cores das novas músicas, recriando de forma livre o repertório esquecido da Serra do Caramulo. Uma revelação da nova música tradicional em Portugal.
Domingo 18 Maio; 22:00 SALA SUGGIA
[FOCUS NØRDICO]
UMA CASA PORTUGUESA
HAUGAARD & HØIRUP
JÚLIO PEREIRA
O enorme êxito alcançado pelo duo Haugaard & Høirup tem-lhe permitido levar a música tradicional dinamarquesa a todo o mundo, misturando-a de forma elegante com composições originais. A riqueza e imaginação melódica da sua música, pontuada ora por animados ritmos impulsionados pela guitarra acústica, ora por um carácter lírico irresistível do violino, ou até por apontamentos de humor, dão um colorido muito atractivo aos seus concertos. Desde que formaram o duo em 1998, Harald Haugaard e Morten Høirup já mereceram vários prémios que os reconhecem como um projecto ímpar no contexto da música folk dinamarquesa.
O novo CD de Júlio Pereira - Geografias - assinala o esperado regresso aos palcos do multi-instrumentista e compositor. Ficaram célebres os seus discos Cavaquinho (1981), Braguesa (1982) e O meu bandolim (1992), onde revelava a identidade quase perdida de instrumentos com um enorme potencial expressivo e intimamente ligados às tradições musicais portuguesas. Neste concerto, com o acompanhamento de Miguel Veras (viola) e Sofia Vitória (voz e teclados), volta a trazer para a ribalta os instrumentos tradicionais de cordas e leva-os a percorrer latitudes menos comuns à música portuguesa.
Sábado 17 Maio; 12:00 SALA 2
[AO MEIO DIA]
CALGARY UNIVERSITY STRING QUARTET
Edmond Agopian e Adriana Lebedovich violinos
Dean O'Brien viola
Beth Root Sandvoss violoncelo
W. A. Mozart Quarteto em Ré Maior, K 155
Felix Mendelssohn Quarteto op.44, n.º 1
L. van Beethoven Quarteto Razumovsky
O programa do Quarteto de cordas da Universidade de Calgary percorre estilos bem variados com exemplos notáveis do repertório setecentista e oitocentista. Com Mozart, revisitamos a tradição estilística do Barroco italiano e da estrutura em três andamentos num quarteto de pendor lírico.
Sábado 17 Maio 2008; 22:00 Sala Suggia; 50€
GEORGES MOUSTAKI E QUARTETO
Vagabond
O cantor-viajante volta a Portugal. O autor de Méthèque, Milord, Dame Brune, entre outros grandes temas interpretados por prestigiados nomes da música francesa, é uma das figuras mais sedutoras e acarinhadas da chanson française. Volta a Portugal em Maio de 2008, acompanhado de quatro músicos, para interpretar o seu último álbum "Vagabond".
Onze canções com raízes múltiplas e sabores cariocas, gravadas parcialmente no Brasil com a cumplicidade de Francis Hime, onde o poeta libertário homenageia com ternura a vida (J'aimerai la vie), o amigo Tom Jobim (Tom), as mulheres (J'ai grand faiblesse pour les femmes), as mães (Les Mères Juives, tema inspirado da própria mãe)...
Aos 73 anos, Georges Moustaki continua um eterno viajante. Cada concerto segue o itinerário de humores deste "enfant du monde", alimentados pelos seus encontros.
Num convite à vagabundagem no tempo e no espaço, este embaixador do mundo canta com acentos nostálgicos a sua relação com a Grécia, o Brasil, o acordeão... A vida diletante e o espírito deste eterno vagabundo para quem "cada instante é toda uma vida".
Promotor: Décima Colina
Sábado 24 Maio; 12:00; SALA 2
[AO MEIO DIA] [FOCUS NØRDICO]
SOLISTAS ONP
Rotunda Quintet
Paulo Barros flauta
Aldo salvetti oboé
Luís Silva clarinete
José Bernardo Silva trompa
Gavin Hill fagote
Otto Mortensen Quinteto para sopros op.4
Peter Rasmussen Quinteto para sopros em Fá
Carl Nielsen Quinteto para sopros op.43
Um raro e apelativo programa inteiramente dedicado a compositores dinamarqueses é a proposta do Rotunda Quintet, grupo formado por solistas da Orquestra Nacional do Porto, no ano em que o tema da programação na Casa da Música são os Países Nórdicos.
Num percurso variado, que nos leva desde os finais do século XIX até meados do século XX, o destaque recai sobre o genial Quinteto de Carl Nielsen, obra que olha a herança do Classicismo vienense na sua clareza formal e pendor lírico. O humor do minueto e trio e o brilho do tema com variações que fazem parte deste Quinteto inspirado na audição de obras de Mozart, são o retrato dessa influência na escrita do mais emblemático compositor da Dinamarca.
Sábado 24 Maio; 18:00 SALA SUGGIA; 10€
[FOCUS NØRDICO]
ORQUESTRA BARROCA CASA DA MÚSICA
TAVERNER CONSORT
Andrew Parrott direcção musical
Solistas NN
Diderich Buxtehude e Johan Helmich Roman: obras a anunciar
Georg Philipp Telemann Donner-Ode (Oratória em Memória do Terramoto de 1755)
O terramoto que assolou Lisboa em 1755 ecoou por toda a Europa como um sinal da ira de Deus e da impotência dos homens perante a revolta da natureza, discussões que tiveram largo impacto no pensamento iluminista. De entre as várias manifestações artísticas e literárias que assinalam o cataclismo, a oratória Donner-Ode, escrita por Telemann em 1756, merece particular destaque. Será interpretada pelas vozes do Taverner Consort sob a direcção de Andrew Parrott, naquele que é o seu primeiro concerto à frente da Orquestra Barroca Casa da Música.
"Sob a direcção de Andrew Parrott o mundo dos sons ganha vida…" Guardian
Domingo 25 Maio; 12:00 SALA SUGGIA
[FOCUS NØRDICO] [AO MEIO DIA]
RUI SOARES órgão
Diderich Buxtehude Prelúdio em Sol menor BuxWV 163
Diderich Buxtehude Prelúdio em Fá sustenido menor BuxWV 146
Nicolau Bruhns 4 Prelúdios
O jovem organista Rui Soares regressa à Sala Suggia após o sucesso alcançado no ano passado, desta feita para interpretar o mais importante compositor nórdico do período Barroco, Diderich Buxtehude. O mestre influenciou toda a Escola do Norte da Alemanha, nomeadamente Johann Sebastian Bach que com 20 anos de idade fez a célebre caminhada entre Arnstadt e Lübeck para o ouvir, e muito particularmente Nicolau Bruhns, seu aluno predilecto de quem escutaremos quatro prelúdios.
Terça 27 Maio; 22:00 SALA 2 | 10€
[FOCUS NØRDICO] [JAZZ]
SCORCH TRIO
Raoul Björkenheim guitarra
Ingebrigt Håker Flaten contrabaixo
Paal Nilssen-Love bateria
O Scorch Trio junta três dos músicos mais activos do jazz actual nórdico num power trio enérgico e pleno de referências ao jazz-rock pós-fusão. O finlandês Raoul Björkenheim, com algumas das suas raízes nas guitarras de Jimi Hendrix e John McLaughlin, mas também na música de Coltrane, é bem conhecido pelo seu trabalho na banda Krakatau e com o mestre finlandês do free jazz Edward Vesala. A secção rítmica conta com os noruegueses Paal Nilssen-Love, um dos mais talentosos e activos bateristas europeus do momento, e Ingebrigt Håker Flaten, colaborador de figuras como Joe Lovano e Dave Liebman. O experimentalismo e a livre improvisação são as palavras de ordem, aproveitando ao máximo as possibilidades tímbricas que o rock oferece.
Quarta 28 Maio; 22:00 SALA 1
[WORLD]
TOUMANI DIABATÉ
Toumani Diabaté é um mestre absoluto da kora, um instrumento de cordas da África ocidental. Oriundo de uma família de 'griots' do Mali - músicos nómadas que são repositório da história e das tradições -, Diabaté representa uma enorme herança cultural de dezenas de gerações. Com um virtuosismo e uma criatividade ímpares, a sua música elevou a kora a patamares nunca antes atingidos, dando-a a conhecer em todo o mundo e conquistando vários prémios entre os quais um Grammy em 2006. Tocou e gravou recentemente com Björk, juntamente com a sua banda Symmetric Orchestra, e vem à Casa da Música apresentar o seu novo disco. Toumani Diabaté está no topo de uma nova geração de 'griots' do Mali que procuram modernizar a tradição sem nunca deixar de a honrar.
Sexta 30 Maio; 19:30 SALA 2 | 10€
[FOCUS NØRDICO]
REMIX ENSEMBLE
Rolf Gupta direcção musical
Bent Sørensen Minnewater: Thousands of Canons
Hans Abrahamsen Schnee (set n.º 1)
Luís Cardoso nova obra para ensemble
(estreia mundial; encomenda da Casa da Música)
Per Nørgård Suite, op.5
Poul Ruders Four Dances in one Movement
Hans Abrahamsen Märchenbilder
Inserido na celebração do Focus NØRDICO, Dias da Dinamarca, um dos países nórdicos em destaque na programação de 2008 da Casa da Música, este concerto conta com a direcção musical do maestro Rolf Gupta, titular da Orquestra da Rádio Norueguesa e conhecedor profundo da música nórdica.
Em Minnewater (água do amor, ou lago do amor), de Bent Sørensen, o som de cascatas parece dominar a música por debaixo de uma estrutura rítmica bem marcada. Schnee, de Hans Abrahamsen, foi estreada pelo Ensemble Recherche em 2006 e consiste em dois cânones inspirados em obras de Bach. Escrita em 1956, a Suite op.5 de Per Nørgård é das primeiras obras de um dos mais importantes nomes da música nórdica. Num concerto que inclui vários ritmos de dança unidos numa estrutura única da autoria de Poul Ruders, estreia-se uma encomenda da Casa da Música ao jovem compositor em residência, Luís Cardoso.
"A realização musical pelo Remix Ensemble Casa da Música foi superlativa." Expresso
Sexta 30 Maio; 23:00
SALA 2, BAR 1, FOYER POENTE, FOYER NASCENTE, SALA ROXA
€ 15 com direito a bebida de cápsula e circulação em toda a Casa; RESTANTES ESPAÇOS: € 5 com direito a bebida de cápsula.
CLUBBING
YOUNG MARBLE GIANTS
LIGHTSPEED CHAMPION
AUTOKRATZ
ÁLVARO COSTA
PFADFINDEREI
Entre os artistas presentes na sexta edição do Clubbing deste ano estão os Young Marble Giants, naquela que é uma oportunidade rara para presenciar um concerto da banda de Cardiff, extinta em 1980. Com a reedição do único álbum Colossal Youth em 2007, aclamado pela imprensa como disco do ano, surge o reencontro e uma nova tournée de uma das bandas mais influentes da era pós-punk (apontada como uma das preferidas de Kurt Cobain). A simplicidade e pureza das canções na voz de Alison Statton e o suporte minimalista do baixo e da guitarra dos irmãos Philip e Stuart Moxham dão à música dos Young Marble Giants uma aparente fragilidade e, ao mesmo tempo, uma solidez única.
Na Sala Roxa, Álvaro Costa apresenta mais uma sessão de Pop Cultura. A cenografia/vídeo do Clubbing é da responsabilidade do colectivo de designers Pfadfinderei.
Sábado 31 Maio; 12:00 SALA 2
[AO MEIO DIA]
PRÉMIO JOVENS MÚSICOS RDP / ANTENA 2
Fernando Guimarães tenor
Serghei Kovalenco piano
Robert Schumann Lenaulieder, op.90
Ralph Vaughan Williams Songs of travel
Fernando Guimarães nasceu no Porto em 1981 e realizou os estudos de Canto na Universidade Católica. Premiado em vários concursos, a sua breve carreira tem merecido destaque internacional. Na presente temporada apresenta-se em Budapeste no papel principal do Orfeu de Monteverdi, em Evil Machines de Luís Tinoco no São Luís, assim como com o Coro e a Orquestra Gulbenkian interpretando Haydn.
Faz a sua estreia na Casa da Música num recital vincadamente romântico, com música de Schumann e Vaughan Williams.
Sábado 31 Maio; 18:00 SALA SUGGIA; 15€
[FOCUS NØRDICO] [ONP ao Sábado]
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Peter Rundel direcção musical
Pedro Carneiro percussão
Hans Abrahamsen Nacht und Trompeten
Alejandro Viñao Concerto para marimba e orquestra
Carl Nielsen Sinfonia n.º 5
Pedro Carneiro
"Uma leitura formidável destas obras-primas… extremamente precioso…" Le Monde
Pedro Carneiro é internacionalmente aclamado como uma das figuras de relevo no panorama internacional da percussão. Dá regularmente provas do seu virtuosismo em obras como o concerto para marimba e orquestra do compositor argentino Alejandre Viñao. O seu Concerto para marimba foi escrito em 1993 e desafia o ouvinte a sentir a pulsação da música e o ritmo que a conduz de uma forma intensa. Destaque, ainda, para a 5ª Sinfonia de compositor dinamarquês Carl Nielsen, considerada por musicólogos a mais bem construída do seu catálogo e uma das grandes obras sinfónicas do século XX.
Junho
O Porto tem no São João o seu santo padroeiro. A Casa da Música volta a celebrar a noite mais emblemática do ano com concertos ao ar livre. A Orquestra Nacional do Porto e os Irmãos Catita prometem uma noite festiva feita de contrastes e onde o Pop marca lugar com uma conhecida banda.
De 26 a 29 de Junho, o Festival Mestiço percorre geografias e géneros bem diferentes, dando a ouvir alguns dos grandes fenómenos da world music da actualidade, incluindo as sempre inovadoras mestiçagens entre as tradições musicais e as tendências mais recentes de géneros como o hip hop, a electrónica ou o rock.
A Orquestra Nacional do Porto tem amplo destaque, apresentando a estreia em Portugal do Concerto para violoncelo de Magnus Lindberg, compositor em residência na Casa da Música, acompanhando o pianista Sequeira Costa numa verdadeira maratona ao longo de quatro grandes concertos para piano do repertório sinfónico, e recordando a memória de Guilhermina Suggia com a vinda de um dos maiores violoncelistas da actualidade, Steven Isserlis, para interpretar o célebre Concerto de Elgar.
A Primavera despede-se ao som do jazz com um quinteto liderado por Carlos Bica e a Praça será o local de eleição dos concertos de Verão. E o mês não termina sem mais um surpreendente programa do Remix Ensemble onde se destaca o Concerto para piano de Ligeti.
Sábado 7 Junho; 18:00 SALA SUGGIA; 15€
[FOCUS NØRDICO] PORTRAIT MAGNUS LINDBERG [ONP ao Sábado]
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Hannu Lintu direcção musical
Anssi Karttunen violoncelo
Liliana Sofia Coelho soprano
Job Tomé barítono
Joseph Haydn Sinfonia n.º 86
Magnus Lindberg Concerto para Violoncelo e Orquestra
Carl Nielsen Sinfonia n.º 3
"…uma obra apaixonada cuja estreia londrina beneficiou do violoncelista Anssi Karttunen, um intérprete capaz de persuadir qualquer pessoa de qualquer coisa." The Sunday Times
"O concerto é uma peça tipicamente enérgica, com uma excitante parte a solo tocada com autoridade e agilidade pelo dedicatário da obra, Anssi Karttunen." The Daily Telegraph
Sobre Concerto de Lindberg e Anssi Karttunen
Conhecida como a "Pastoral Nórdica", a Terceira Sinfonia de Carl Nielsen tem o cognome de Espansiva (Expansiva) e nela intervêm dois cantores que dão corpo a uma belíssima melodia sem palavras.
O Concerto para violoncelo de Magnus Lindberg foi estreado na Cité de là Musique em Paris, em 1999, por Anssi Karttunen, intérprete de eleição que já se apresentou em duo com o compositor na Casa da Música.
O programa abre sob o signo do classicismo com uma das Sinfonias Parisienses de Haydn.
Domingo 8 Junho; 12:00 SALA SUGGIA
[AO MEIO DIA]
BANDA DE ALCOCHETE
O ciclo dedicado às bandas filarmónicas tem trazido à Casa da Música várias das melhores bandas civis e militares do país. Embora seja na região norte que se concentra o maior número de agrupamentos do género, desta vez apresenta-se uma representante do distrito de Setúbal. A Banda da Sociedade Imparcial 15 de Janeiro de 1898 de Alcochete é fortemente marcada pela tradição das festas de touros da região, tendo já arrecadado vários prémios nessa qualidade. Com quatro discos gravados e actuações em todo o país, regiões autónomas, Espanha e Itália, a Banda de Alcochete é constituída maioritariamente por músicos formados na sua escola e é dirigida pelo maestro António Francisco Rei Menino.
Domingo 8 Junho; 22:00 SALA 2 | 10€
[JAZZ]
MICHAËL ATTIAS QUINTET: TWINES OF COLESION
Michaël Attias saxofones alto e barítono
Tony Malaby saxofones tenor e soprano
Russ Lossing piano
John Hebert baixo
Satoshi Takeishi bateria
A versatilidade do saxofonista Michaël Attias, a que não é alheio um percurso geográfico especialmente enriquecedor - de Marrocos e Israel a Paris e Nova Iorque -, está bem patente na diversidade dos seus projectos musicais. Depois de trazer a público registos onde se adivinha tanto a influência klezmer num jazz bem-humorado, como o domínio da complexidade da composição moderna ou da abertura do free jazz, Twines of Colesion é um quinteto especialmente voltado para a improvisação.
Michaël Attias
"Uma importante voz nova no saxofone alto" All About Jazz
Sexta 13 Junho; 21:00; SALA SUGGIA; 15€
[ONP à SEXTA]
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Christopher Seaman direcção musical
Sequeira Costa piano
L. van Beethoven Abertura Egmont
L. van Beethoven Concerto para piano e orquestra n.º 3
L. van Beethoven Concerto para piano e orquestra n.º 5
O primeiro professor de Sequeira Costa, Viana da Mota, foi o último discípulo de Franz Liszt. Sequeira Costa prosseguiu estudos com Mark Hamburg, Edwin Fischer, Marguerite Long e Jacques Fevrier e, em 1951, venceu o Grand Prix de Paris no Concurso Internacional Marguerite Long. Desde então tem uma carreira ao mais alto nível tendo já gravado a integral das Sonatas de Beethoven, entre muitas obras de relevo.
Um dos seus discos mais aclamados, com a interpretação do Segundo Concerto de Rachmaninov, foi precisamente gravado sob a direcção do maestro Christopher Seaman que se estreia à frente da ONP. Em dois concertos únicos e consecutivos, Sequeira Costa brinda o público da Casa da Música com quatro obras fundamentais do repertório concertante: dois concertos de Beethoven e os dois concertos de Chopin.
Breve introdução ao programa às 20:15 no Cybermusica
Domingo 15 Junho; 18:00; SALA SUGGIA | 15€
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Christopher Seaman direcção musical
Sequeira Costa piano
Antonin Dvorák Abertura Carnaval
Frédéric Chopin Concerto para Piano e Orquestra n.º 1
Frédéric Chopin Concerto para Piano e Orquestra n.º 2
O primeiro professor de Sequeira Costa, Viana da Mota, foi o último discípulo de Franz Liszt. Sequeira Costa prosseguiu estudos com Mark Hamburg, Edwin Fischer, Marguerite Long e Jacques Fevrier e, em 1951, venceu o Grand Prix de Paris no Concurso Internacional Marguerite Long. Desde então tem uma carreira ao mais alto nível tendo já gravado a integral das Sonatas de Beethoven, entre muitas obras de relevo.
Um dos seus discos mais aclamados, com a interpretação do Segundo Concerto de Rachmaninov, foi precisamente gravado sob a direcção do maestro Christopher Seaman que se estreia à frente da ONP. Em dois concertos únicos e consecutivos, Sequeira Costa brinda o público da Casa da Música com quatro obras fundamentais do repertório concertante: dois concertos de Beethoven e os dois concertos de Chopin.
Sexta 20 Junho; 22:00 SALA 2 | 10€
[JAZZ]
CARLOS BICA: MATÉRIA PRIMA
Carlos Bica contrabaixo
João Paulo piano
Mário Delgado guitarra
Bateria a anunciar
Matthias Schriefl trompete
Carlos Bica tem uma carreira internacional que o tem juntado a músicos de diferentes nacionalidades, das mais diversas escolas e estilos musicais, procurando em cada um a "habilidade" de contar histórias com uma única matéria-prima: o som.
Desta vez o contrabaixista apresenta-se com um colectivo essencialmente composto por músicos portugueses, procurando expor aquilo que chama de "portuguesismo" na música improvisada. João Paulo Esteves da Silva e Mário Delgado são dois artistas de topo do panorama nacional que desde há muito têm colaborado com Carlos Bica. O convidado especial é o multipremiado trompetista alemão Matthias Schriefl.
Domingo | 22 Junho | 12:00 | SALA SUGGIA | 5€
[AO MEIO DIA]
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Joseph Swensen direcção musical
Steven Isserlis violoncelo
Edward Elgar Concerto para Violoncelo o Orquestra
Guilhermina Suggia foi uma das intérpretes predilectas do Concerto para violoncelo de Elgar. A 22 de Junho de 2008 celebram-se 75 anos da primeira vez que o tocou em público e 60 anos sobre o último concerto da violoncelista na cidade do Porto.
Após a sua morte, Suggia doou em testamento os seus violoncelos para constituir um fundo que premiasse jovens instrumentistas de grande talento. Em 1970, Steven Isserlis foi galardoado com o Prémio Suggia em Londres. Hoje em dia, Isserlis conta com uma vasta discografia e uma preenchida carreira concertista, sendo considerado uma referência no Concerto de Elgar que gravou para a Virgin Classics.
Steven Isserlis homenageia a intérprete que deu nome ao grande auditório da Casa da Música.
Concerto comentado
Segunda | 23 Junho| 22:00 | PRAÇA | entrada livre
Concerto de S. João | FORA DE SÉRIE
ORQUESTRA NACIONAL DO PORTO
Joseph Swensen direcção musical
Joly Braga Santos Stacato Brilhante
Carl Nielsen Abertura "Maskarade"
Edvard Grieg Suite n.º 1 Peer Gynt
Richard Strauss Don Juan
Leonard Bernstein Abertura Candide
O disfarce marca o programa da Orquestra Nacional do Porto para assinalar a noite em que a cidade se transforma para festejar o seu santo padroeiro, São João. Um baile de máscaras que esconde dois jovens apaixonados em Maskarade, uma dança para seduzir um falso profeta em Peer Gynt, ou as peripécias dos personagens D. Juan e Candide, celebrizados por Mozart e Bernstein respectivamente, são apenas algumas dos disfarces implícitos num programa repleto de grandes sucessos da música clássica.
Segunda | 23 Junho| 00:00 | PRAÇA
Concerto de S. João
POP-ROCK
Banda a anunciar
Como já se tornou habitual, a noite de S. João na Casa da Música prolonga-se pela noite fora com a actuação de uma banda pop-rock nacional (o cartaz deste concerto será anunciado oportunamente).
26 A 29 DE JUNHO SALA SUGGIA, SALA 2 e PRAÇA
FESTIVAL MESTIÇO
O Festival Mestiço de 2008 traz a oportunidade para ouvir alguns dos grandes fenómenos da world music da actualidade, incluindo as sempre inovadoras mestiçagens entre as tradições musicais e as tendências mais recentes de géneros como o hip hop, a electrónica ou o rock. De 26 a 29 de Junho, o Festival percorre geografias e géneros bem diferentes, começando com uma noite dedicada à música dos Balcãs e aos ritmos latinos.
Quinta | 26 Junho | Sala 2 (21.30 - 03.00)
FESTIVAL MESTIÇO
Señor Coconut (Alemanha/ Chile)
Boban Markovic (Croácia)
Boban Markovic é considerado o maior trompetista da música cigana sérvia. Com a sua Orkestar tornou-se especialmente conhecido no mundo ocidental pela participação em bandas sonoras de filmes de Emir Kusturica, como Underground. Mestre nos ritmos inebriantes e dançáveis das brass bands ciganas, conquistou inúmeros prémios e tem-se revelado um inovador, misturando sem complexos a tradição com novos elementos do jazz, da música latina e do pop.
É precisamente a música latina que molda a música de Señor Coconut. O alemão Uwe Schmidt é um criador de música electrónica que se rendeu aos ritmos do Caribe, transformando o repertório mais improvável em temas contagiantes ao ritmo da salsa, merengue ou outros géneros latino-americanos. A sua discografia inclui títulos dedicados à música dos alemães Kraftwerk, a temas pop de Sade ou Michael Jackson ou à Yellow Magic Orchestra de Ryuichi Sakamoto. (…)
Sexta 27 Praça (22.00 - 03.00)
FESTIVAL MESTIÇO
Praça
Marcelo D2 (Brasil)
MC K (Angola)
Sábado 28 Junho, PRAÇA (22.00 - 03.00)
FESTIVAL MESTIÇO
sugestões:
Toots & Maytals - (Jamaica)
Dynamics - (Jamaica/França)
O Festival Mestiço prossegue com uma noite dedicada ao reggae e outra ao hip hop do Brasil e dos países africanos de expressão portuguesa. Aqui destaca-se o carioca Marcelo D2, rapper que se celebrizou com a sua banda Planet Hemp, nos anos 90. O álbum Eu Tiro é Onda marcou o início da sua carreira a solo, há dez anos, e desde logo contou com a participação de nomes de peso do rap de São Paulo e do Rio de Janeiro, como Black Alien & Speed e BNegão. A mistura de elementos do samba com hip hop é a sua imagem de marca, apurada no terceiro álbum, Meu Samba é Assim, com a participação especial de grandes nomes do samba - como Zeca Pagodinho e Alcione - e do rap - como Marechal e Aori.
Domingo | 29 Junho | Sala Suggia (21.30 - 03.00)
FESTIVAL MESTIÇO
Amadou & Mariam (Mali)
Timbila Muzimba (Moçambique)
Extra Golden (Quenia / USA)
A última noite do Festival Mestiço é reservada à música africana. Amadou & Mariam tornaram-se estrelas à escala mundial com o seu álbum Dimanche à Bamako de 2004, em que contaram com a produção de Manu Chao. Oriundos do Mali, Mariam Doumbia (voz) e Amadou Bagayoko (guitarra e voz) juntaram-se em 1980 e foram durante muito tempo uma banda de culto da world music. O seu afro-blues, temperado com elementos do rock, jazz e reggae, conquistou um reconhecimento que lhes deu o estatuto de banda pop, com excelentes prestações nas tabelas de vendas e o aplauso da imprensa - Dimanche à Bamako foi considerado o álbum de world music do ano pela Time Out e um dos álbuns pop pelo Sunday Times.
Sábado | 28 Junho | 21:00 | SALA SUGGIA | 10€
REMIX ENSEMBLE
Reinbert de Leeuw direcção musical
Nicolas Hodges piano
Michel van der Aa Mask
(estreia em Portugal; encomenda conjunta da Casa da Música, musikFabric e Asko Ensemble)
György Ligeti Concerto para Piano
Vasco Mendonça how now, brown clown?
Mauricio Kagel Divertimento?
Na passada temporada o pianista londrino Nicolas Hodges fez a estreia ibérica do Concerto para piano de Carter com o Remix Ensemble em concertos que obtiveram grande sucesso junto do público. Este ano está de regresso para interpretar uma das obras-primas do repertório concertante do século XX, o Concerto para piano de György Ligeti, onde o compositor explorou os limites da polirritmia criando uma das peças de maior dificuldade de execução.
O programa inclui ainda a estreia nacional de Mask, obra virtuosa do compositor holandês Michel van der Aa que tem corrido os principais centros de divulgação cultural da Europa desde a sua estreia em 2007.
Mas um dos momentos altos deste diversificado programa será uma das mais recentes obras de Mauricio Kagel, Divertimento?, onde é suposto o ensemble não tocar o que o maestro dirige!
"Interpretação notável […] do Remix Ensemble."
Le Monde de la Musique