Jornal Digital Regional
Nº 390: 17/23 Mai 08 (Semanal - Sábados)
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ALFAIAS AGRÍCOLAS
ANIMARAM DOMINGO GASTRONÓMICO

Coincidindo com o Domingo Gastronómico dedicado à Caldeirada à Pescador do passado fim-de-semana, dois funcionários camarários (Carlos Castro e Carlos Vilas Boas) montaram uma mostra de artesanato rural (alfaias agrícolas) junto aos Paços do Concelho.

As muitas dezenas de utensílios agrícolas expostos resultaram de uma recolha iniciada por Carlos Castro há já alguns anos, porque "sempre gostei de artesanato" e depois de colocado como encarregado em Vila Praia de Âncora, estabeleceu contactos com as pessoas das aldeias, pedindo-lhes que lhe oferecessem alfaias que se encontravam abandonadas e deterioradas, embora em alguns casos "tivéssemos que comprá-las do nosso próprio bolso", numa referência ao seu colega Carlos Vilas Boas com quem tem partilhado este hobbie.

Não tem dúvidas que se não tivessem procedido desta forma, "muitas das peças estariam irremediavelmente perdidas", ao encontrarem-nas em pocilgas de porcos ou galinheiros.

Procederam depois à sua recuperação e exibiram-nas pela primeira vez em Vila Praia de Âncora, perante a admiração das pessoas que lhas cederam e comentaram -depois de as verem tão bonitas- que "se fosse hoje já não vos dávamos as peças".

Nem todas as peças guardadas provisoriamente no armazém da Câmara foram objecto de exposição, face à dificuldade de transporte, nomeadamente quando são de maior envergadura, dando como exemplos uma nora, uma fonte antiga, um poço em pedra e uma roda de tirar água em ferro armazenadas em Erva Verde.

Um dos obstáculos com que se deparam à medida que o espólio aumenta, prende-se com a sua colocação, "estando umas peças por cima das outras", referiu Carlos Vilas Boas, fazendo votos para que a Câmara construa um museu a fim de aí colocar todos estes utensílios.

Embora não tenham uma ideia formada sobre o local escolhido, apontam como uma possibilidade o espaço livre existente por detrás da ludoteca de Vila Praia de Âncora, "até para ir de encontro às muitas visitas de estudo e complementar a função da ludoteca", sugeriu Carlos Vilas Boas.

Admitem continuar a recolher mais alfaias agrícolas, sucedendo por vezes "fazermos trocas", em que "nós damos peças repetidas e recebemos outras novas".

Comungou da ideia do apreço que os visitantes estavam a revelar ao percorrerem a mostra, frisando que ela "deveria manter-se por muito mais tempo", porque pelas seis/sete da tarde já começam a levantar o equipamento e as pessoas lamentam, dizendo-nos que estavam a telefonar a amigos e familiares para virem vê-la", mas, mostrando-se convicto que "outras oportunidades hão-de surgir".

Espaço livre por detrás da Ludoteca

Não desdenhariam montar uma exposição permanente no verão, desde que houvesse um espaço coberto, porque "muitas peças não podem ficar ao tempo".

ROTA DOS LAGARES DE AZEITE DO RIO ÂNCORA
Autor
Joaquim Vasconcelos
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