Jornal Digital Regional
Nº 380: 8/14 Mar 08 (Semanal - Sábados)
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Domingos Gastronómicos – Arcos de Valdevez
7, 8 e 9 de Março de 2008

Venha até aos Arcos de Valdevez, no Fim de Semana Gastronómico, aliás, venha sempre! Abanque num dos nossos restaurantes e experimente um assombro de paladares! O Cozido à Minhota, fossado, esgravatado e escorneado. Divino!

Ingredientes: - Batata, couve galega, cenouras, carnes de porco salgadas, carne de vaca barrosã, enchidos, pica no chão da "casa".

Depois de arranjado, introduz-se o "pica no chão" numa panela grande com água fria. Junta-se a carne de vaca, as carnes de porco salgadas, e por fim os enchidos. Depois das carnes cozidas, deitam-se na mesma panela as batatas, as couves e as cenouras. Serve-se tudo numa travessa, colocando-se as carnes por cima todas cortadas aos bocados.

Bolo de Mel: Ingredientes – 90 grs de farinha; 2 colheres de sopa de mel; 2 colheres de leite; 150 grs de açúcar; 3 ovos; 1 colher de café de canela; 40 grs de manteiga; 1 colher de fermento. Põe-se o açúcar com os ovos, a manteiga derretida, a canela e o mel, batendo-se muito bem. Adicionar o leite e a farinha com o fermento e mexe-se. Deita-se em forma redonda, untada com manteiga e polvilhada com farinha e vai ao forno. É acompanhado normalmente de pequenos favos de mel, com que as pessoas podem, depois, barrar as respectivas fatias.

... Mas os Arcos são também, o Cabrito do Soajo, tenro dos retouços do Mezio, com as ervas aromáticas dessas paisagens, são o Arroz de Feijão com a Posta da Vitela Barrosã, são os enchidos e fumados caseiros, são os frescos e capitosos vinhos verdes, são as laranjas de Ermelo e o queijo da Branda da Cachena... São ainda as doces sobremesas tradicionais, aqueles charutos de ovos (que divinos!), e os não menos conhecidos rebuçados dos Arcos... são todos estes sabores que esperam por si aqui – em Arcos de Valdevez!...

Animação

Dia 7 de Março - 17,00 horas – Abertura Oficial da Feira Mostra Terras do Vez – Sabores e Tradições / 21,30 horas – Animação com Rusgas Populares / 24,00 horas – Encerramento

Dia 8 de Março - 12,00 horas – Fim de Semana Gastronómico – 2008 / Tocata pelos Restaurantes Aderentes / Rancho Folclórico de S. Paio / 13,30 horas – Grupo de Bombos "Os Bravos de S. Vicente" / 15,00 horas – Abertura da Feira Mostra / 21,30 horas – Animação com Grupo de Cavaquinhos da Universidade do Saber / 22,30 horas – Animação com "Cantares de Outono"

Dia 9 de Março

11,00 horas – Abertura da Feira Mostra / 12,00 – Fim de Semana Gastronómico / Rancho Folclórico de S. Paio / 13,30 horas – Grupo de Bombos – Associação Juvenil Bombos e Cantares do Vale / 14,00 horas – / Passeio Náutico "À Descoberta do Rio Vez" (inscrições ARDAL até ao dia 8 de Março) / Animação com Banda Plástica Galo de Barcelos / 20,00 horas – Encerramento da Feira Mostra

Um Passeio pelos Arcos de Valdevez em Fim de Semana Gastronómico

Em tempo de Domingos Gastronómicos, visitar o Alto Minho, é uma festa! Principalmente quando, com tempo e disposição para apreciar as belezas naturais, muitas delas "escondidas" nos contrafortes das belas serranias que envolvem vales magníficos, majestosos, de promessas infindas! É um "lavar de vista" que nunca mais acaba! Depois de percorrermos várias zonas desta região impar, demos connosco no concelho de Arcos de Valdevez!

Entramos pela Portela do Extremo (Km17) soberba de luz, de história, de destinos. De um lado, a Serra da Anta, mais ao longe o Soajo e os contrafortes da Serra Amarela. Do outro, as Terras de Coura. Em frente a "Ribeira" dos Arcos de Valdevez.

À nossa esquerda, o lugar de Mourisca, da Freguesia da Portela que nos vai acompanhar na descida pelo vale. As casas em socalcos na lombada da Serra, os campos e as eiras e sempre uma luz coalhada de verde e de castanho que se vai desdobrando em pinceladas de cor entre a espessura do arvoredo, hortas e campanários, muros de pedra solta e os regatos murmurejantes a reflectir nos lameiros o azul do céu: o ribeiro da Portela, o ribeiro da Quebrada, do Rajado a encostar-se já ao Vez que do alto da Serra da Peneda e dos Montes de Laboreiro, por Sistelo, se vão espraiar remançosos nas quebradas do vale por entre névoas, castelos, granjas e solares.

Se tiver tempo, dê um salto pelo Extremo até à Mourisca. Este roteiro, se tem um "mote", o Cozido à Minhota e o Bolo de Mel do Soajo, vai ter também uma devoção: o Senhor S. Bento. Na capela da Mourisca há um S. Bento especial! E os Romeiros não se escusam. Como o chapéu é de madeira e encontra-se junto da imagem, suspenso na parede por um prego, despregam-no, persignam-se com ele, beijam-no e tornam a pendurá-lo no mesmo sítio.

Terras do Vez: por Padroso, Eiras, Mei, Sabadim. À esquerda a Ponte Medieval de Vilela (Km 23) e logo à direita a Torre de Aguiã, um dos mais interessantes Solares do Alto Minho, com a sua torre do Séc. XIV, quadrangular e rematada por ameias, bem ao centro da construção do séc. XVIII, no seu estilo horizontal, com arcada e balaustres, no segundo piso da fachada principal.

E eis-nos já em Arcos de Valdevez (Km32).

Em frente e no topo, a emoldurar a paisagem, duas igrejas: Igreja do Espírito Santo e Igreja Matriz, a merecerem visita pormenorizada, sobretudo, altares e retábulos da melhor talha nacional, com bons exemplos do chamado "estilo" D. João V e "Rocaille". A Casa das Artes.

Entramos já no Campo do Trasladário, na alameda da beira-rio, centro turístico dos Arcos, com uma obra escultórica de alto gabarito, simbolizando o "Torneio de Val de Vez", da autoria de Mestre José Rodrigues.

E não saio sem relembrar a concertina do Delfim, trovador do século XX de cantigas de amigo, de amor, de escárnio e maldizer, nesse lirismo de "piques e despiques" que são as nossas cantigas ao desafio.

Já com a recordação dos "charutos de ovos" e dos não menos famosos rebuçados dos Arcos, passo pela Ponte Velha (1878), de quatro arcos abatidos que me vai levar até ao Mezio e Santo António de Val de Poldros.

A sinalização rodoviária orienta-nos : em frente Paçô (2 km), S. Jorge (6 Km), Vale (7 Km), Ermelo (20 Km); à esquerda Mezio (13 Km), Soajo (20 Km), Sistelo (22 Km).

Vamos já em direcção ao Mezio.

Ao Km 36 e ao nosso lado direito o Paço da Giela, da família dos Limas datável pelo estilo da época de Quinhentos. Dois corpos distintos: uma torre do século XIV e uma área residencial do século XVI. A fachada principal (oeste), está coroada de ameias decorativas e patenteia, além do portal gótico, duas janelas "manuelinas".

Ao Km 38, viramos para o Soajo.

É uma região diferente esta que percorremos; de novo, a "Montanha" a querer impor-se pelo seu comunitarismo, pelas suas liberdades ao mundo da "ribeira". Grade, Carralcova e ao (Km 42), Cabana Maior.

Paro no Miradouro (Km 46) , e fico extasiado com o novo panorama que a serra me dá.

Arcos de Valdevez, ao fundo, aconchegada pelos espaldares destes gigantes – Soajo, Peneda, a Serra Amarela – que agora nos aparecem mais perto com um musculado dorso de montes, as fragas cortadas a pique, os riachos correndo entre socalcos e ravinas trazem-nos deste Alto Minho desconhecido, esta beleza original, mesmo exótica, já que até hoje, com difíceis acessos a não permitir a sua descoberta, era-nos impossível manuseá-los em roteiros. Em frente, Vilelas da Lage, (um lugar de Cabana Maior), com as suas casas ainda dominantes de graníto escuro e eiras comuns. Ao fundo o Rio Grande (um afluente do Vez) e já nos contrafortes do Soajo, os montes de Cerqueira. Se gosta de arte rupestre não esqueça que nos limites entre Cabana Maior e o Extremo, está o Santuário do Gião I e do Gião II.

Eu volto aos Arcos de Valdevez!


EPRALIMA comemora Domingos Gastronómicos
com o prestigiado Chefe de Cozinha Michel

7 de Março

Seminário: "A Gastronomia e o Vinho Verde: Cultura e Autenticidade"

"Nada se defende se não se amar, e nada se ama se não se conhecer"

Local – Auditório da Sede da EPRALIMA (Arcos de Valdevez)

9,30 horas - Sessão de Abertura: Dr. Francisco Araújo - Presidente da Direcção da EPRALIMA / Engª Anabela Santos – Técnica do Ministério da Educação – DREN / Drª Maria José Amaral – Directora Pedagógica da EPRALIMA / Paulo Falcão - Presidente da Direcção da ACIAB / Dr. Francisco Sampaio - Presidente da RTAM

Moderador: Dr. Francisco Sampaio – Presidente da RTAM

Intervenções:

Engº Daniel Campelo – Presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima
Engº Rui Vieito – Coordenador do Projecto IQA – Inovar para a Qualidade Alimentar
Michel da Costa – Chefe de Cozinha
Dr. Gusmão Rodrigues – Grão-Mestre da Confraria do Vinho Verde
Dr. António Luis Cerdeira – Enólogo - Comissão de Viticultura da Região Demarcada dos Vinhos Verdes

Produtores-Engarrafadores da região (Arcos de Valdevez)

12,00 horas

Prova de Vinhos Verdes (cortesia dos Produtores-Engarrafadores)

12,45 horas

Prova Gastronómica (cortesia dos Restaurantes aderentes ao Domingo Gastronómico)

Animação – Concertinas

Convidamos os Senhores Jornalistas a associarem-se a esta iniciativa.


Edição do Xantar "Salon Galego de Gastronomia e Turismo" - Ourense – 05 a 09 de Março

A Região do Turismo do Alto Minho, a Confraria dos Gastrónomos do Minho e ainda o Restaurante O Augusto, de Viana do Castelo (Castelo do Neiva) vão estar presentes no Salon de Gastronomia e Turismo. A Confraria dos Gastrónomos do Minho participará ainda no Encontro de Confrarias Gastronómicas e Enófilas de Espanha e Portugal de cujo Programa se destaca o seguinte:

Dia 6 de Março

- 4º Simposium: as Confrarias como entidades dinamizadoras do Patrmónio gastronómico ibérico; uma visita guiada ao Salon e um almoço no Xantar.

O Restaurante O Augusto, durante os dias do Xantar vai apresentar um cardápio regional do qual consta: Caldo Verde, Sanguinha e Rojõezinhos do Cortelho, Bacalhau à Gil Eannes ou Bacalhau com Broa; Polvo Assado no Forno ou Vitela Assada no Forno, Leite Creme ou Doce da Casa ou Pudim Abade de Priscos ou Rabanadas à Moda da Dona. Vinhos Verdes Brancos e Tintos.

Informação RTAM




Moção sobre a Criação das Regiões de Turismo

A Associação Nacional das Regiões de Turismo, reunida em Assembleia Inter Regiões no dia 03 de Março, tomou conhecimento do envio para promulgação de Sua Excelência o Presidência da República do Decreto-Lei que prevê a alteração da actual regionalização turística do continente.

Não tendo oficialmente conhecimento do referido Decreto-Lei, por uma atitude prepotente por parte da Secretaria de Estado do Turismo, que não nos comunicou previamente o documento, a ANRET afirmou que as estruturas de fomento turístico devem ser efectivamente representativas das realidades regionais e não uma expressão da vontade do Terreiro do Paço, dotadas de mecanismos claros de financiamento, e desenvolvendo a sua actividade num quadro de efectiva autonomia. Mais informamos que nunca, e reforçamos mesmo, nunca fomos ouvidos sobre este Decreto-Lei, como vem expresso no preâmbulo do documento que hoje tomámos conhecimento de forma não oficial.

A ANRET manifesta o mais veemente repúdio pelo desrespeito das estruturas representativas dos Órgãos Regionais e Locais de Turismo, da não comunicação do teor do Decreto-Lei à ANRET, aprovado em reunião do Conselho de Ministros, e enviado para posterior promulgação à Presidência da República.

Assembleia Inter Regiões da ANRET

ROTA DOS LAGARES DE AZEITE DO RIO ÂNCORA
Autor
Joaquim Vasconcelos
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Autor
Domingos
Cerejeira