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VILAR DE MOUROS Almoço dos Reis reuniu meio milhar
Em dia de apresentação do livro "Ferreiros e Serralheiros de Vilar de Mouros" e quando se assinalavam 10 anos sobre a criação da Escola de Música do Centro de Instrução e Recreio Vilarmourense, houve ainda oportunidade para cantar os parabéns a uma vilarmourense, Maria Cunha, de 71 anos, residente em Marinhas, uma das convivas que nunca falta ao tradicional Almoço dos Reis, organizado este ano no passado dia 2 e que reuniu cerca de 500 pessoas.
O ritual sucede-se ano após ano.
Na Sexta-feira cortam-se e preparam-se as carnes para que no domingo de manhã, a equipa chefiada por mestre Fiúza se apresente na cozinha improvisada da antiga estufa, a fim de iniciar o cozinhado: Arroz de sarrabulho e fêveras.
São cerca de cinco horas de volta dos panelões cedidos pelos Estaleiros de Viana do Castelo, nos quais se condimentam as iguarias apreciadas, enquanto que os ajudantes às mesas, um grupo de jovens da freguesia, almoçam previamente e se preparam para servir o apetecido repasto.
Logo a partir do meio-dia, começam a chegar os vilarmourenses transportando nas suas cesteiras os talheres, bebidas e sobremesa, porque quanto ao resto, é só esperar que comece a distribuição pelas mesas.
Assim sucedeu um ano mais, com muita confraternização e animação e um grupo de jovens, no final, a evidenciar os seus dotes de dançarinos no palco do CIRV, registando-se ainda a actuação do Grupo das Janeiras, sem o qual teria sido impossível levar por diante o encontro já que é ele que percorre a freguesia no primeiro mês do ano, arrecadando fundos para o almoço.
"A MELHOR FORMA DE HOMENAGEAR OS NOSSOS ANTEPASSADOS"
Os encómios à organização do evento fazem-se sempre ouvir nestes momentos, pelas palavras de diversas entidades convidadas, como sucedeu com Carlos Alves, presidente da Junta, agradecendo "o esforço da colectividade", bem como o do Grupo de Jovens das Janeiras e dos cozinheiros e ajudantes, dirigindo ainda "uma palavra amiga" à população, considerando esta confraternização "um orgulho vilarmourense". MOMENTO DE REENCONTRO
De igual modo "satisfeito em partilhar este momento" se apresentou Paulo Pereira, vereador com o pelouro da Cultura da Câmara de Caminha, apelidando de "marcante" esse momento.
Definiu ainda o almoço como "um momento de reencontro", em que ele próprio teve oportunidade de confraternizar com antigos amigos de escola e destacou o papel da juventude que se encontra por detrás da organização do almoço, bem como o esforço da presidente da Direcção do CIRV. "EXEMPLO DE PARTILHA COMUNITÁRIA"
Outro dos convidados, o deputado socialista Jorge Fão, evidenciou ser "uma satisfação e honra estar aqui", no seio de uma "família tão alargada", representativa de "uma partilha comunitária" e ocasião de "escutar os vossos anseios". Após se referir ao livro apresentado nessa manhã, "cuja leitura recomendo", e de ter felicitado os seus autores pelo conteúdo e grafismo, falou sobre alguns dos problemas com que a freguesia se debate:
A recuperação da ponte medieval, cujo "processo se arrasta"; o estado lastimoso da estrada da Cavada, em relação ao qual pediu "uma solução rápida"; o Festival -"uma referência nacional", precisou- o qual, segundo crê, se encontra "numa fase de reflexão", fazendo votos para que "não se perca mais tempo". Terminou, felicitando ao CIRV, os cozinheiros e auxiliares e pediu "mais para o ano". "TENHO ORGULHO NESTA OBRA"
Encerrou a intervenções Sónia Fernandes, presidente do CIRV, anunciando que o seu mandato chegou ao fim e ser necessário encontrar quem a substitua, aproveitando para pedir que "não deixem morrer esta casa". Agradeceu a colaboração camarária e da junta para as deslocações do grupo de teatro e dos Reis, referiu-se igualmente ao livro dos "Ferreiros e Serralheiros de Vilar de Mouros" lançado nesse dia e, assinalou, "como vilarmourense que sou, tenho orgulho nesta obra", representando "algo da nossa história que teremos em nossas casas no futuro", após o que saudou todos os que colaboraram com a sua direcção, sem esquecer os intervenientes no Almoço dos Reis: cozinheiros, jovens ajudantes, Estaleiros de Viana, Grupo dos Reis, Grupo de Teatro e Grupo Motar.
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