Jornal Digital Regional
Nº 380: 8/14 Mar 08 (Semanal - Sábados)
Email Assinaturas Ficha Técnica Publicidade 1ª Pág.


VILA PRAIA DE ÂNCORA

ABAIXO-ASSINADO CONTRA FUNCIONAMENTO DE PEDREIRA

O assunto foi despoletado publicamente por Manuel Marques, presidente da Junta de Freguesia, no decorrer da última Assembleia Municipal

Moradores dos lugares de Vilarinho, Póvoa e Feital tinham entregue um abaixo-assinado contendo 250 assinaturas à Junta de Freguesia, exigindo "a reposição da legalidade" numa pedreira existente a norte da vila.

Dizem que "a sua qualidade de vida está não só ameaçada como diminuída", sentindo-se "importunados pelo ruído, pó e lama" e rebentamentos de explosivos que "têm provocado fissuras nos prédios", agravado há cerca de dois anos com a entrada em funcionamento de uma central betuminosa (fabricação de alcatrão), cujos fumos "não existiam nem cheiravam no início" ao contrário do que sucede presentemente, adianta Calixto Rodrigues, um ex-emigrante em França já arrependido de ter comprado casa na R. 25 de Abril há 20 anos atrás.

Luís Silva, outro morador, assinalou que "no princípio partiam pedra com ponteiras e cinzel mas agora é com tiros e ainda há 15 dias, houve uma explosão tremenda, pelas 18 horas", sugerindo que os rebentamentos poderiam ser menos intensos e que não laborassem de noite.

DIZEM TER "PREJUÍZOS ELEVADOS"

"Pagamos impostos para quê?", interroga-se Josefina, acrescentando que se "cumprimos também exigimos os nossos direitos", enquanto que Alfredo Simões apontava para "as fendas nas nossas casas", atribuindo-as às explosões.

Conforme referimos, a Junta pediu explicações à Câmara no decorrer da última Assembleia Municipal, referindo Júlia Paula, presidente do município, que o licenciamento destas indústrias é da competência do Governo (Direção-Geral de Energia/Ministério da Economia), embora prometesse debruçar-se sobre as reclamações dos ancorenses e realizar diligências.

"JÁ CÁ ESTÁVAMOS ANTES"

Por seu lado, a administração da empresa Aurélio Martins Sobreiro, laborando no local há cerca de 40 anos, contando com 80 trabalhadores, contrariando a afirmações dos moradores, afirma que "existe um processo no Ministério da Economia e tudo está legalizado" numa zona reservada à indústria, apenas lamentando que a Câmara tenha vindo a licenciar habitações nas imediações.

Contudo, os moradores contrapõem dizendo que "se eles já cá estavam antes de nós isso não é connosco, porque nos autorizaram as casas".

Manuel Marques reconheceu ter estado no local no início do funcionamento da central betuminosa e não haver fumos, atribuindo o seu aparecimento a um eventual mau funcionamento dos filtros.

Adiantou que "a indignação atingiu o limite", havendo mesmo um clima de "revolta", pedindo que se tomem "as medidas necessárias", pois, crê que funciona "ilegalmente".

A empresa replica e dá ainda ênfase à fiscalização regular e rigorosa a que são submetidos e de ainda no mês passado terem sido vistoriados os filtros da central de betuminagem, a qual, entretanto, deverá ser deslocada para outro ponto do país onde o volume de trabalhos o justifique, logo que concluída a obra da ligação do IC1 à EN13, desde Vilar de Mouros a Gondarém, prevista para o mês de Maio.

Para este local, quando a pedreira deixar de funcionar, a empresa tem previsto um resort turístico.

Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora

HORÁRIO DE ATENDIMENTO
2ª a 6ª Feira : 9H/12H e 13H/15H30

Presença dos Membros da Junta
Último dia de cada mês - 21h30
Segundo Sábado de cada mês - 10h

ROTA DOS LAGARES DE AZEITE DO RIO ÂNCORA
Autor
Joaquim Vasconcelos
Ambiente
Animação
Cultura
Desporto
Distrito
Educação
Empresas
Freguesias
Galiza
Justiça
Óbitos
Pescas
Política
Roteiro
Tribuna
Turismo
Saúde
Sucessos
MEMÓRIAS
DA
SERRA D'ARGA
Autor
Domingos
Cerejeira