Como tomaste conhecimento da
existência da Internet? Dos resultados obtidos, e visíveis no gráfico seguinte, julga-se oportuno destacar dois aspectos.Primeiro, o peso da televisão (45,2%) e dos amigos/familiares (36,3%) na divulgação e transmissão de conhecimento novo aos alunos, e, daí, o peso pedagógico que têm na sua formação. Em conjunto foram responsáveis por divulgar, a 81,5% dos inquiridos, a existência da Internet.Uma grande influência de amigos/familiares já era esperada, mas o primeiro lugar da televisão veio mostrar que, cada vez mais, é o maior veículo influenciador da formação dos jovens e que, portanto, as televisões portuguesas deviam ter muita atenção a este aspecto. Porém, a realidade actual mostra que, na maioria das vezes, as televisões portugueses negligenciam-no e ignoram-no na sua programação.Segundo, e muito apreensivamente, verificar o baixo peso da escola na divulgação, aos alunos, pela primeira vez, da existência da Internet.
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Já acedeste à Internet?
Actualmente,
ainda existem 11,0% de alunos que nunca acederam à Internet, como mostra o
gráfico seguinte.

Será que este
valor é alarmante? Sinceramente, julga-se que não é fácil encontrar uma
resposta, mas, apesar de tudo, isto indicia, uma vez mais, que o Programa Internet
na Escola talvez não esteja a ter a divulgação e o impacto esperado.
Onde acedeste
à Internet pela primeira vez?
A escola representa um peso
de 41,6% na iniciação dos alunos no uso da Internet (ver gráfico abaixo).
Uma análise
por escola, permite verificar que este valor aumenta nas escolas que servem
zonas mais rurais e decresce naquelas que servem zonas mais urbanas.
Esta conclusão
não surpreende, dado que, geralmente, os alunos dos meios urbanos dispõem, mais
facilmente, de outros locais onde podem aceder à Internet, bem como, de
condições económicas mais favoráveis ou, ainda, de familiares e amigos que os
possam iniciar no seu uso.
Quantos
computadores disponibiliza a tua escola, aos alunos, para aceder à Internet?
Isto demonstra, uma vez mais, que o Programa Internet na Escola e/ou recursos disponíveis para acesso à Internet, não estão a ter a divulgação devida, o que leva os alunos a não estarem convenientemente informados. É urgente as escolas informarem e sensibilizarem os alunos para estes recursos, bem como para o seu uso.
De que forma
podes aceder à Internet, na Escola?
A inscrição
prévia (55,2%) domina maioritariamente a forma de acesso à Internet nas escolas
estudadas, o que mostra a burocracia por qual os alunos têm de passar, na
maioria das vezes, para poderem usar a Internet.
Lamenta-se
que o livre acesso ocorra apenas em 27,8% das situações. Contudo, como o número
de computadores disponibilizados para acesso à Internet é, ainda, muito
reduzido, também compreende-se a preocupação das escolas em tentarem priorizar
e/ou ordenar os pedidos de acesso, de modo a optimizarem os parcos recursos de
que dispõem.
Existe alguém
indicado pela escola, para te ajudar, quando tens dificuldades no uso da
Internet?

Mais uma vez verifica-se que
o Programa Internet na Escola e/ou recursos envolvidos no uso da Internet não
estão a ser divulgados satisfatoriamente, como comprovam os 39,7% de alunos que
não sabem se existe alguém na escola para os ajudar perante eventuais
dificuldades no acesso à Internet.
Uma análise às respostas
dadas na penúltima pergunta do questionário, veio mostrar que algumas das
repostas positivas significavam a existência de alguém, mas apenas com a função
de vigilância do equipamento e dos alunos, em vez de assistência e ajuda em
situações de dificuldade de uso.
Para aquelas escolas que
disponibilizam pessoas com função estrita de vigilância, talvez fosse oportuno
repensarem as aptidões dessas pessoas, substituí-las por outras ou até
proporcionar-lhes formação de reciclagem, de modo que obtenham aptidões que
complementem a sua função e, consequentemente, sejam capazes de assistir os
alunos nos seus problemas e dúvidas no acesso à Internet.
Em que local
acedes com mais frequência à Internet?
A predominância da escola como local de acesso mais frequente, nesta conjuntura em que os meios disponíveis de acesso à Internet, na escola, ainda são extremamente escassos, talvez reflicta as dificuldades económicas que acarreta um acesso à Internet, em casa, por parte dos alunos.
Assim, julga-se necessária e urgente uma redefinição da política de subsidiação dos alunos portugueses, por parte do Estado, na obtenção de equipamento e serviços relacionados com as TIC. Só desta forma se poderão criar bases sólidas para uma ampla Sociedade da Informação.
Que serviços
da Internet utilizas normalmente na Escola? E fora da Escola?
Como mostra o gráfico abaixo, a WWW perde alguma influência quando se passa da escola para fora dela. No entanto, esta perda não parece ser significativa, sendo equilibradamente distribuída a favor de todos os outros serviços.
Este comportamento já era de esperar, visto que a WWW é, por excelência, um inesgotável suporte e fonte de conteúdos, e a escola é (ou devia ser) o local onde preferencialmente podem ser desenvolvidos, consultados e explorados conteúdos de teor pedagógico.
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A tua atitude
no uso da Internet na escola e fora dela é diferente?

Estes resultados não surpreendem.
Primeiro. As escolas ao terem um vigilante no acesso dos alunos à Internet, limitam, de facto, a privacidade destes, pois serão sempre alvos de censura e, consequentemente, evitarão, na maioria das vezes, a consulta de conteúdos potencialmente censuráveis.
Segundo. Os parcos recursos de acesso à Internet, das escolas, não permitem que os alunos possam usufruir do acesso o tempo que, eventualmente, desejariam.
Terceiro. A velocidade pode ser um constrangimento, pois há um conjunto de serviços da Internet que se torna (quase) impossível usufruir, quando a capacidade da linha é exígua e/ou sobreaproveitada, apesar disto, por vezes, poder ser justificado por uma limitação da infra-estrutura de comunicação externa às escolas.
Nesta questão pedia-se para
indicarem, entre quinze opções disponibilizadas, os cinco tipos de conteúdos
Web que costumam consultar mais frequentemente.
Como se pode ver pelo
próximo gráfico, os conteúdos lúdicos e de entretenimento são os mais
consultados, quer seja na escola ou fora dela. As cinco primeiras posições são
ocupadas, em ordem decrescente, pelos conteúdos relacionados com Música, Jogos,
Desporto, Anedotas e Televisão.
Inesperadamente, os
conteúdos de teor pedagógico ocupam apenas o décimo primeiro lugar na ordem de
preferências e/ou consulta e exploração de conteúdos. Isto parece indiciar que
as escolas e, particularmente, os professores, ainda não foram capazes de
sensibilizar, motivar, cativar e catapultar os seus alunos para a consulta e
exploração de conteúdos pedagógicos na Web, como complemento às formas
tradicionais de aprendizagem e/ou procura e aquisição de conhecimento.
A diferença entre os tipos de conteúdos consultados dentro e fora da escola não é significativa. Destaca-se apenas aqueles em que há uma diferença acima de 1%. Um aumento de 1,3% para os conteúdos erótico/pornográficos, no sentido da escola para fora dela, e um decréscimo de 1,3%, no mesmo sentido, no caso dos culturais.
Esta ilação reforça e está
em conformidade com o primeiro aspecto indicado pelos alunos para justificarem
uma atitude diferenciada no acesso à Internet, dentro da escola versus fora dela, ou seja, falta de
privacidade.
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Indica os teus cinco “Sites”
preferidos
Aqui pedia-se aos alunos para indicarem os endereços dos seus cinco “sites” preferidos.
Fazendo apenas uma análise
estrita de endereços Web, ou seja, sem considerar sub-endereços derivados de
endereços principais, tem-se, sem surpresa, em primeiro lugar, e apontando no
sentido de outros estudos [e.g., Andrade 2001], o Portal Sapo (http://www.sapo.pt) com137 nomeações, como se
pode verificar pelos vinte mais nomeados (ver quadro seguinte).
Todavia, uma análise lata de
endereços permite verificar que o Portal IOL suplanta com 185 nomeações, o
Portal Sapo. Este resultado parece, sobretudo, derivar do peso da TVI dentro do
Portal IOL (TVI + BigBrother = 131 nomeações). Realce-se também agora o sexto
lugar do Programa Acorrentados com 35 nomeações. Encontra-se assim, uma vez mais,
indicadores a apontarem fortemente no sentido da enorme influência da televisão
junto dos jovens portugueses.
A predominância de Portais e
Motores de Pesquisa já era de esperar, pois são, por excelência, locais ideais
para início de navegação na WWW. Contudo, as nomeações obtidas por endereços
ligados à televisão surpreendem por excesso.
Há também a salientar: o bom
lugar conseguido pelo sítio de assuntos relacionados com telemóveis (http://www.telemoveis.com), o que vem
reforçar a ideia do sucesso e popularidade destes aparelhos junto dos jovens; a
existência de três sítios relacionados com música: Rádio Comercial, MTV e
Napster; o desporto com os sítios do Benfica, Futebol Clube do Porto e Jornal
Record; e, finalmente, o sítio que muitas vezes é o exemplo apresentado por
alguns detractores do uso livre e aberto da Internet pelos jovens: Playboy.
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Sites |
Endereços |
Nomeações |
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Sapo |
http://www.sapo.pt |
137 |
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TVI |
http://www.tvi.iol.pt |
89 |
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IOL |
http://www.iol.pt |
54 |
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Altavista |
http://www.altavista.com |
51 |
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BigBrother |
http://www.bigbrother.iol.pt |
42 |
|
Acorrentados |
http://www.acorrentados.com |
35 |
|
AEIOU |
http://www.aeiou.pt |
35 |
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Yahoo |
http://www.yahoo.com |
34 |
|
Telemóveis |
http://www.telemoveis.com |
25 |
|
Sport Lisboa e Benfica |
http://www.slbenfica.pt |
24 |
|
Terràvista |
http://www.terravista.pt |
23 |
|
Playboy |
http://www.playboy.com |
22 |
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Rádio Comercial |
http://www.radiocomercial.pt |
21 |
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MTV |
http://www.mtv.com |
21 |
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Futebol Clube do Porto |
http://www.fcporto.pt |
19 |
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Portugalmail |
http://www.portugalmail.pt |
19 |
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CLIX |
http://www.clix.pt |
17 |
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Napster |
http://www.napster.com |
16 |
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Hotmail |
http://www.hotmail.com |
12 |
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Record |
http://www.record.pt |
12 |
Como
mostra o gráfico seguinte, a maioria dos alunos (54,5%) liga-se à Internet, em
média, na escola, menos de 1 hora por semana. No acesso fora da escola, apesar
deste ainda ser o período de tempo mais verificado (32,5%), tem uma
predominância manifestamente inferior. O valor da diferença é transferido maioritariamente
para o intervalo de tempo que varia entre as 2 e as 5 horas de acesso.
Estes resultados, mais uma vez, vieram mostrar as limitações de recursos de acesso à Internet das escolas, face ao seu número de alunos, bem como, as baixas possibilidades financeiras, ou outras, para acederem, mais tempo, fora da escola.
Como apresentado no gráfico seguinte, o período 13-18 horas, ou seja, a tarde, foi referido como o período mais regular de acesso à Internet (36,0%). Surpreendentemente, o período 8-13 horas, ou seja, a manhã, é o menos referido (11,9%). Dado que o questionário não procurava saber o horário das aulas dos inquiridos, não se podem encontrar causas fundamentadas que impliquem estes resultados.

Realce-se que os dois períodos em que os alunos não estão na escola, isto é,18-22 horas e 22-8 horas, em conjunto, foram referidos maioritariamente (27,7% + 24,5% = 52,2%). Este resultado, mais uma vez, pode derivar dos recursos exíguos que as escolas dispõem para os alunos acederem à Internet. Não havendo possibilidade de acederem o tempo que, eventualmente, desejariam, procuram fazê-lo fora da escola, nos períodos mais económicos.
Como classificas a tua facilidade
de utilização da Internet?
28,7% dos alunos acham que a sua aptidão de utilização da Internet é Boa, 55,4% Razoável e apenas 15,9% a consideram Fraca, como ilustra o gráfico seguinte. Um esforço das escolas na disponibilização de pessoas com boas aptidões no uso da Internet, para ajuda nas dificuldades dos alunos, pode fazer com que se verifique o nível Boa numa maior percentagem de alunos, como alguns deles referiram. Uma outra possibilidade, também sugerida por alguns alunos, seria a inclusão de uma disciplina de Internet num dos anos do ensino básico, mesmo que fosse opcional.

Tens página pessoal na Web? Quem
a construiu? Onde está alojada?
A esmagadora maioria dos alunos (83,3%), como se pode ver pelo gráfico abaixo, não possui página pessoal na Web. Estes resultados apontam no sentido da necessidade de incentivar mais os alunos na construção de páginas pessoais.
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Lamentavelmente, como ilustra o próximo gráfico, apenas 9,6% dos alunos já participaram no desenvolvimento ou criação de sítios Web, de teor pedagógico.
Um dos objectivos fundamentais do Programa Internet na Escola é, precisamente, possibilitar e levar ao desenvolvimento de conteúdos pedagógicos pelos agentes educativos, nomeadamente professores e alunos.
O desenvolvimento de sítios Web deste tipo é um bom exercício de aplicação, memorização e disponibilização do conhecimento adquirido pelos alunos, bem como, pela parte dos professores, outras formas de disponibilizar conhecimento e interagir com os alunos.
Estes resultados apontam no
sentido da necessidade de um grande esforço do Ministério da Educação na
sensibilização e formação dos professores para o desenvolvimento de conteúdos pedagógicos
e, por sua vez, destes, na sensibilização e ajuda dos alunos no desenvolvimento
deste tipo de sítios Web.
Aqui, o Ministério da
Educação, Escolas e Professores têm de funcionar como indutores e catalizadores
do desenvolvimento de sítios Web. Havendo falhas a este nível, dificilmente os
alunos terão curiosidade e tomarão a iniciativa de desenvolver conteúdos Web,
nem que seja apenas a sua página pessoal.
Dos pouquíssimos sítios
pedagógicos criados, a iniciativa partiu em 15,6% dos casos dos alunos, em
26,7% dos colegas, em 42,2% dos professores, em 4,4% da direcção da escola, em
8,9% de familiares ou amigos e em 2,2% de outros.
Muito estranhamente e ocupando o último lugar, apenas 4,7% destes sítios Web estão alojados no servidor da UARTE. Os restantes, 62,8% estão em serviços gratuitos, 23,3% em serviços pagos e 9,3% noutros locais.
Uma vez mais, estes
resultados denotam uma fraca divulgação, junto dos agentes de ensino, do
Programa Internet na Escola, ou então, uma baixa qualidade nos serviços disponibilizados
pela UARTE, pois, o facto dos serviços pagos ficarem esmagadoramente à frente
do serviço da UARTE, nas preferências de locais de alojamento, é bem
esclarecedor.
Estás satisfeito com o modo como podes utilizar a Internet na Escola? O que deve ser melhorado?
Como se depreende do gráfico
seguinte, a maioria dos alunos (58,0%) está insatisfeita com o modo como pode
utilizar a Internet na Escola.

Embora sabendo que é difícil
agradar “a gregos e a troianos”, considera-se que esta percentagem de
insatisfeitos é significativa, revelando assim, mais uma vez, que o Programa
Internet na Escola sofre de consideráveis falhas de desenvolvimento e
implementação.
As principais reivindicações
dos alunos insatisfeitos, nas escolas estudadas, são: mais computadores para
acesso à Internet; alguém qualificado para assistência e ajuda nas dificuldades
de uso; o livre acesso; melhor velocidade no acesso; a melhoria da qualidade do
hardware e do software disponível; e a reparação rápida dos PCs disponíveis, constantemente
não funcionais.
Julga-se que grande parte
destas exigências podem ser satisfeitas com um maior esforço da escolas,
nomeadamente no que respeita à reparação rápida do equipamento com anomalias, à
actualização do software (sobretudo o que é de obtenção ou aquisição gratuita)
e à disponibilização de alguém qualificado para assistir e ajudar os alunos nas
dificuldades de uso da Internet.
A satisfação das restantes
exigências dependerá, fundamentalmente, de esforços financeiros do Estado
Português e da melhoria da qualidade do suporte e serviços disponibilizados
pela UARTE.
Indica as desvantagens e/ou desvantagens de utilização da Internet, quer seja na escola ou fora dela?
As respostas obtidas nesta
questão de tipo aberto resumem-se no seguinte.
As principais vantagens da
Internet são: inesgotável fonte de informação e de conhecimento de todos os
assuntos; comunicação (novas amizades, troca de e-mails, etc.);
investigação-pesquisa para trabalhos escolares; entretenimento; gratuitidade na
escola; e, por fim, conhecimento rápido e eficaz sobre as mais diversas
novidades e acontecimentos.
As principais desvantagens
da Internet são: valor dos tarifários praticados pelas empresas que prestam
serviços de acesso; vício e isolamento que pode provocar o uso abusivo ou
obsessivo da Internet; informação imprópria e danosa; dificuldade em encontrar alguma informação que se pretende; e,
finalmente, a lentidão de acesso.
5. CONCLUSÕES
A adesão rápida e plena das escolas, professores e alunos à Internet tem vindo a ser apontada como factor crítico de sucesso que permitirá a Portugal evoluir no sentido de uma ampla integração na Sociedade da Informação e, particularmente, fazer parte dos países do “pelotão da frente”.
Tendo isso em consideração,
e em consonância com os seus parceiros Europeus, o Governo Português lançou nos
finais de 1996 o Programa Internet na Escola.
Passado um tempo
considerável do início da implementação deste Programa, nas escolas, importava
saber como estava a ser levado a cabo e que impacto estava a ter junto dos
agentes de ensino, em particular dos alunos.
Este documento apresentou um pequeno contributo para estas dúvidas, através da descrição e discussão de uma investigação realizada com o objectivo de avaliar o Programa Internet na Escola e identificar o perfil de utilização da Internet pelos alunos do Secundário e do 3º Ciclo do Básico. Agora apresentam-se as principais conclusões.
Os serviços e suportes disponibilizados pela UARTE têm consideráveis carências de qualidade e/ou de divulgação.
Os alunos usam a Internet,
sobretudo, com finalidades lúdicas e de entretenimento, relegando o uso com
fins pedagógicos para um plano meramente secundário.
Há imobilismo e desinteresse
dos professores face à Internet e, particularmente, à forma como pode mudar,
complementar e melhorar o processo ensino-aprendizagem.
As escolas não disponibilizam pessoas qualificadas e aptas para assistirem e ajudarem os alunos perante dificuldades e dúvidas de uso da Internet.
Apesar do estudo ter posto a “nu” várias lacunas do Programa Internet na Escola, importa salientar que, mesmo assim, este tem tido algum impacto positivo, mostrando-se mais valioso nas escolas que servem zonas mais rurais. Mas, para que este projecto do Governo possa ter o sucesso esperado e devido, são necessárias mudanças e aperfeiçoamentos urgentes e significativos na forma como está ser implementado.
Livro Verde para a Sociedade da Informação em Portugal, aprovado pelo Conselho de Ministros em 17 de Abril de 1997, Capítulos 3 e 4, http://www.iie.min-edu.pt/documentos/livro-verde/ (última consulta: 5/4/2001).
Andrade, M., 2001, “Portais portugueses são lentos”, Caderno de Economia, Jornal
Expresso, 3 de Fevereiro de 2001, p. 15.
[1] O Livro Verde para a Sociedade da Informação em Portugal foi aprovado pelo Conselho de Ministros de 17 de Abril de 1997.
[2] UARTE: Unidade de Apoio à Rede Telemática Educativa. Esta entidade tem a seu cargo a tarefa de acompanhamento de todo o processo de implementação do Programa Internet na Escola e põe ao dispor das escolas espaço num servidor Web para alojamento das páginas dos alunos ou relacionadas com a escola, para além de disponibilizar ainda outro tipo de serviços, tais como e-mail, conferência electrónica, conversa e arquivo de ficheiros.

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