O aterro sanitário do Vale do Minho, criado há oito anos, vai sair de Valença e os seis municípios que encaminham os seus resíduos sólidos para esta unidade de recolha e tratamento situada na freguesia de S. Pedro da Torre, comprometeram-se a apresentar alternativas.
Todos o fizeram com excepção de Caminha, precisamente o município que mais toneladas de lixo deposita no aterro inter-municipal - 1/3 das 40.000 toneladas anuais.
Perante esta ausência de alternativa, técnicos da "Valorminho" (empresa que gere o aterro sanitário, com 51% de capital do Estado e os restantes 49% dos municípios) analisaram o caso de Caminha mediante aquilo que o Plano Director Municipal prevê, concluindo pela eventual instalação do novo depósito neste concelho - no caso de vir a ser o escolhido -, a norte de Vila Praia de Âncora, num local onde existiu uma pedreira, provavelmente, no lugar da Póvoa.
Tentámos ouvir a Câmara de Caminha sobre a razão pela qual não revelou à "Valorminho" um espaço alternativo neste concelho, bem como obter a sua opinião sobre a escolha feita pelos técnicos desta empresa mas, sem sucesso.
Da parte de Manuel Marques, presidente da Junta de Freguesia de Vila Praia de Âncora, foi considerado "impossível" que tal venha a suceder, dado que esse espaço "não tem capacidade" para receber um aterro com a dimensão do de Valença.
Recorde-se que o actual aterro, que recebe, trata e recicla os resíduos sólidos urbanos das autarquias e empresas privadas do Vale do Minho, possui uma área de 200.000 m2 e uma estação de transferência em Monção, com um hectare, estando definido o seu limite temporal em 10 anos, para uma capacidade total de descargas de 560 mil m3.