Jornal Digital Regional
Nº 309: 14/20 Out 06 (Semanal - Sábados)
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LEILÃO EM LANHELAS RENDEU 3.700€
DINHEIRO APLICADO NA DEFESA DA ARTE RUPESTRE

"Foi uma grande ajuda!", assim se expressou Rui Fernandes, presidente da Junta de Lanhelas, no final de leilão de obras de arte que decorreu no passado dia 7, na Casa da Anta, com a finalidade de cobrir as despesas com as acções judiciais e alertar a comunidade científica para a necessidade de defender o santuário de arte rupestre do Monte de Góis, ameaçado pela construção de uma rodovia.






"Abram os cordões à bolsa e levem a arte para casa", pediu o pintor ancorense Mário Rebelo, leiloeiro da noite e um dos ofertantes das 34 obras em arrematação, cada uma com o preço mínimo de licitação estabelecido em 300€.

As doze telas vendidas renderam 3.700€, um valor que "superou as nossas expectativas", referiu o autarca lanhelense no final da arrematação que reuniu algumas dezenas de pessoas nesta unidade hoteleira e cujo proprietário igualmente participou no evento cultural, adquirindo uma obra condizente com as festas típicas minhotas que aqui se realizam.

Um outro, arrematou uma pintura da "Casa da Corema" (sedeada em Lanhelas) e ofereceu-a à própria associação, pela sua atitude persistente na defesa do património.

"DEVEMOS COLABORAR QUANDO AS CAUSAS SÃO JUSTAS"

Acrílicos e óleos sobre tela, técnicas mistas e até um lenço de namorados de uma artesã local desfilaram perante os presentes, "solidários com a causa", como assinalou Duque Rodrigues, um dos arrematantes mais entusiastas, justificando além do mais a sua adesão, com o facto de "estarem a passar-se coisas aqui em Lanhelas, só possíveis num país do terceiro mundo".

Referia-se à tentativa de impedimento de abertura de um novo estudo de impacte ambiental da nova ligação do IC1 à EN13 -e que esteve na origem da providência cautelar interposta pela autarquia e Corema- e à forma como se está a processar a generalidade das expropriações de terrenos.

"Deixou de existir Ministério do Ambiente e o direito que assiste aos cidadãos para participar na discussão pública e expressarem junto dos ministérios em Lisboa as suas opiniões -onde nem sabem onde fica Lanhelas, nem distinguir Caminha de Vila Nova de Cerveira", desabafou.

Realçou ainda a sua admiração pela frontalidade e persistência da Junta de Lanhelas e Corema, "nunca imaginando que numa terrinha tão pequena houvesse gente tão boa, profissional e capaz de trabalhar, como sucede aqui em Lanhelas", levando-o a reconhecer que em Portugal "as pessoas não estão só ligadas às novelas e ao futebol", existindo quem se interesse "pela saúde e bem-estar das populações".

Os trabalhos não vendidos agora, permanecerão em exposição neste hotel rural, até que a junta promova uma nova iniciativa.

Destaque-se que de entre os artistas plásticos presentes e colaboradores do Leilão Luso-Galaico de Arte, encontrava-se o pintor lanhelense Johnny, a quem tinha sido atribuído dias antes o 1º Prémio da Bienal de Cerveira dedicado aos artistas do Alto Minho, que concorreram em número superior a 40, com 80 trabalhos.

Junta de Freguesia de Lanhelas

HORÁRIO DE ATENDIMENTO
3ª e 5ª Feira : 17H30/19H00

Posto Público de Acesso à Internet
Horário coincidente com a abertura da Sede da Junta
Tel: 258727839

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