Jornal Digital Regional
Nº 309: 14/20 Out 06 (Semanal - Sábados)
Email Assinaturas Ficha Técnica Publicidade 1ª Pág.


Daniel Sampaio, Dulce Bouça e Ricardo Araújo Pereira
em debate nas Bibliotecas do Vale do Minho

A Rede de Bibliotecas da Comunidade Intermunicipal do Vale do Minho irá promover nos próximos dias 19 e 20 de Outubro, um debate dirigido a um público adolescente sobre o tema a “A Minha Profissão e a Leitura”.

Este debate, a realizar nas bibliotecas dos concelhos de Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira, contará com a presença de Daniel Sampaio, doutorado em psiquiatria e tem como um dos seus interesses profissionais o estudo dos problemas dos jovens e das suas famílias; Dulce Bouça, médica psiquiatra e especialista em temáticas relacionadas com doenças do comportamento alimentar, como é o caso da anorexia e finalmente, Ricardo Araújo Pereira, humorista português que integra o elenco do “Gato Fedorento”.

Estas individualidades, que têm manifestado um enorme apreço por esta região, falarão das suas profissões, mas sobretudo da importância do domínio da língua portuguesa e do convívio com os livros para o bom desempenho nas suas carreiras e na sua vida. (Ver Caixa)

As Bibliotecas do Vale do Minho conscientes do seu papel enquanto mediadores de leitura pretendem, através destes testemunhos, invocar argumentos que contribuam como uma mais-valia para a prática da literacia e contribuir para uma crescente consciencialização da necessidade do domínio da prática da leitura enquanto “instrumento” de promoção individual, assim como, de integração social e qualificação profissional.

“A Minha Profissão e a Leitura” é uma actividade inserida no âmbito da candidatura “Vale do Minho: uma matriz cultural”, promovida pela Comunidade Intermunicipal do Vale do Minho, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, através do Programa Gulbenkian de Língua Portuguesa.

Ricardo Araújo Pereira – 19 de Outubro
10:00 - Biblioteca de Cerveira
14:30 – Centro Cultural de Paredes de Coura

Daniel Sampaio – 20 de Outubro
10:00 – Biblioteca de Monção
14:30 – Casa da Cultura de Melgaço

Dulce Bouça – 20 de Outubro
10:30 – Biblioteca de Paredes de Coura
15:00 – Biblioteca de Valença

Comunidade Intermunicipal do Vale do Minho

SÓCRATES, AGORA RESPONDE-NOS!

A histórica manifestação verificada no passado dia 12 de Outubro em Lisboa, não vai perder-se na memória dos trabalhadores Portugueses e principalmente nos camaradas do distrito de Viana do Castelo.

Quando os números apontam para mais de 100.000 participantes, denunciam algumas certezas:

1º O descontentamento dos trabalhadores nunca chegou tão longe;

2º A heterogeneidade dos participantes, acusa um descontentamento generalizado em todas as áreas do trabalho;

3º A consciência que a luta é a única solução para travar esta onda de ataques ao mundo do trabalho, desferida por José Sócrates e por este governo Socialista;

4º O entendimento e a constatação que temos de nos sacrificar se queremos segurar direitos, alguns conseguidos pelas gerações anteriores.

Este governo não pode nem deve ficar insensível a esta mostra de desagrado. Não deve olhar apenas para sondagens que a verificar-se como verdadeiras, podem a qualquer momento inverter-se.

Este governo não pode governar apenas para alguns, esquecendo os trabalhadores que "constroem" o país.

Não deve continuar a fazer orelhas moucas aos problemas dos trabalhadores e a afirmar que estes só fazem ruído.

A Manifestação de Lisboa não foi só ruído. Foi um estrondo que abalava qualquer cidade Europeia.

Tudo nos querem pôr em causa: A aposentação, a saúde, as carreiras, os vínculos, a segurança social, a ADSE e tudo o mais que signifique direitos.

É a nossa dignidade como trabalhadores, que nos querem destruir.

Cerca de 140 Homens e Mulheres, funcionários das nossas autarquias do distrito de Viana do Castelo, estiveram também em Lisboa, perdendo o salário e outros direitos de um dia de trabalho, lutando pela defesa da dignidade de todos. E estes trabalhadores têm de ser enaltecidos mostrando que possuem coragem, espírito de sacrifício, luta, determinação e empenho.

A todos eles, Bem hajam.

A história só se refere aos homens e mulheres da coragem. Foram e serão eles que mudaram e mudarão o curso da história, mesmo aqueles que no anonimato acreditam que é possível termos um mundo melhor.

Novas formas de luta estão em preparação para travar esta tentativa de aniquilar os nossos direitos, que o conseguirão, se eventualmente estivermos desatentos.

Acreditamos que esta mostra de unidade manifestada ontem em Lisboa, poderá ajudar a uma grande onda de mobilização não só nas autarquias mas em todo o mundo laboral Português.

A DR/Viana

Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Mozelos - Paredes de Coura
Breve Historial

Criada em 1980 e legalizada em 20 de Fevereiro de 1984, esta colectividade desde início procurou preencher os tempos livres das populações, e preservar os valores tradicionais da zona rural em que se insere. Assim, recriou o ciclo do linho e do milho, cujo trabalho está documentado em suporte vídeo. Nos anos de 1998, 1999 e 2000, organizou em parceria com a Câmara Municipal de Paredes de Coura, na eira do museu regional, uma desfolhada tradicional, a qual granjeou os mais vivos elogios, recriando-a em 1998 no programa "Praça da Alegria" da RTP1.

Nos anos 90, criou um grupo de cantigas tradicionais, ao qual deu o nome de Ré Maior, actuando sempre por carolice e gratuitamente, nas várias freguesias do concelho; e um pouco por todo o país, como por exemplo, na cidade de Lisboa aquando dos convívios da Casa Courense, realçando-se a actuação no Teatro Maria Matos.

Ao longo dos anos, vai participando a nível desportivo nos jogos desportivos concelhios, com equipas de futsal masculino e feminina; no jogo tradicional do chavelho com equipas masculinas e femininas; e no torneio de futebol de onze inter-freguesias nos escalões seniores. Recentemente criou uma secção de BTT, para os amantes das bicicletas.

A vertente teatral tem sido uma actividade acarinhada, exibindo peças de teatro (comédias) nos mais diversos locais.

Aquando da realização dos cortejos etnográficos, integrados nas festas concelhias, a Associação tem procurado, e conseguido, recriar temas relacionados com a realidade mozelense.

Em 1999, iniciou a construção da sua sede social, obra orçada em cerca de 250 mil euros, apoiada pela junta de freguesia de Mozelos; Câmara Municipal de Paredes de Coura; Instituto Português de Juventude e pelo Estado Português, contudo é de enaltecer o empenho e a colaboração de alguns empreiteiros, industriais e grande parte da população da freguesia.

Em Fevereiro de 2002, foi solenemente inaugurada por sua Excelência o Sr. Secretário de Estado da Juventude e do Desporto de então, Dr. Miguel Fontes. O edifício construído de raiz, possui um amplo salão de espectáculos com palco equipado com o mais moderno sistema de luz e som; camarins; salas de direcção, de informática e posto médico; e um bem apetrechado bar. A partir dessa data, inicia-se um novo ciclo, com a abertura da sede á população. Conscientes das vantagens do edifício, entendeu a direcção criar: uma escola de instrumentos de cordas, órgão e acordeão; uma de gaitas galegas e a de concertinas (única em actividade).

Em 2004, filiou-se no Inatel e recebeu o Estatuto de Utilidade Pública. No ano seguinte, em Abril, comemoraram-se as bodas de prata com uma semana cultural, sendo posteriormente agraciada com a medalha de mérito, prateada, do município de Paredes de Coura. Também em 2005, o Grupo Ré Maior actuou em terras francesas e em Dezembro lançou o CD "Alto's Trilhos". A ACRDM recebeu ainda o troféu de associativismo juvenil do IPJ.

Conscientes da importância das novas tecnologias de informação e para maior divulgação das nossas actividades, foi criada uma página Web: www.acrdm.no.sapo.pt.

A nível das obras de ampliação da sede, dotou-se a cave, de salas individuais para formação musical, balneários e salas de arrumos.

Os objectivos futuros passam pela continuidade das actividades e da participação da juventude nas mesmas, ocupando de uma forma saudável os seus tempos livres.


Encontro de Grupos de Cantigas Tradicionais

Dia 15 de Outubro de 2006

Sede Social da Associação C. R. D. de Mozelos - Paredes de Coura

PROGRAMA:

11:00 - Missa na Igreja Paroquial de Mozelos pelos sócios vivos e falecidos da Associação (Com a participação de todos os grupos e convidados)

14:30 - Sessão Solene
Inauguração das obras de ampliação da sede social
Entrega de diplomas a sócios honorários (António Gonçalves Oliveira e esposa, José Lavandeira e esposa, e Augusto Canário)

15:30 - Bênção de uma nova viatura (carrinha de 9 lugares)

15:45 - Actuação dos Grupos de Cantigas Tradicionais:
Grupo de Cantigas Tradicionais "Ré Maior" - Associação de Mozelos - Paredes de Coura
Grupo de Cavaquinhos de Mazarefes - Viana do Castelo
Grupo de Cavaquinhos de Amonde - Viana do Castelo

E.C.

FEIRA TRADICIONAL NO CENTRO DA VILA

A EB 1/JI de Cortes promove esta quinta-feira, dia 12, na Praça Deu-la-Deu, em pleno centro histórico da vila raiana, uma feira de produtos e artigos tradicionais. O objectivo central consiste na angariação de fundos para fazer face à actividade lectiva daquela escola.

Naquele espaço, além de alguns trabalhos executados pelas crianças da escola e do infantário da freguesia, estarão disponíveis diversos artigos oferecidos pelos respectivos encarregados de educação que, refira-se, acolheram esta iniciativa de uma forma muito positiva.

Além do objectivo inicial, fundamental para o desenvolvimento de actividades pedagógicas na escola, a presente feira de produtos e artigos tradicionais procura dar a conhecer à comunidade local a realidade da escola e a criatividade e imaginação dos alunos.


BIBLIOTECA RURAL ITINERANTE
PERCORRE FREGUESIAS DO CONCELHO

A biblioteca rural itinerante, veículo adaptado com ligação à Internet e perto de dois mil livros, começou a percorrer as 17 escolas do 1º ciclo do ensino básico do concelho, permitindo, com esta concepção descentralizada de cultura, potenciar os conhecimentos dos jovens monçanenses.

A estrutura móvel, além de permitir o acesso à rede global, coloca à disposição da população escolar um conjunto diversificado de publicações universais (aventura, literatura, poesia…) e temáticas (saúde, ciências, história….) que poderão ser consultadas no local ou requisitadas durante determinado período de tempo.

Comparticipada pelo Leader, a biblioteca rural itinerante pretende reforçar hábitos de leitura e a utilização das novas tecnologias de informação junto da população local. Segundo o vereador da cultura, Augusto Domingues, representa um passo fundamental na valorização individual dos munícipes e serve como complemento da actividade realizada na biblioteca municipal e nas cinco bibliotecas escolares do 1º ciclo existentes no concelho.


EXECUTIVO REFORÇA ENSINO BÁSICO COM ANIMADORES, VIGILANTES E AUXILIARES

O executivo municipal aprovou, na última sessão camarária, um conjunto de deliberações destinadas a reforçar as escolas do primeiro ciclo e pré-primário com os necessários recursos humanos para fazer face à realidade escolar do presente ano lectivo.

Para o vereador do pelouro da educação, Augusto Domingues, este reforço traduz a preocupação da comunidade educativa local e corresponde a um desejo de ensino com qualidade e em segurança preconizado tanto pelo pais e professores como pelo município.

"Nos primeiros dias de aulas, apercebemo-nos da necessidade de alguns ajustamentos para tornar o ensino adaptável à nova realidade" esclareceu Augusto Domingues, acentuando que "estas medidas são fundamentais para que as nossas crianças tenham uma aprendizagem digna e eficaz"

Desta forma, foi aprovado um protocolo de colaboração entre o Município de Monção e a Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos do Pré-Primário e do 1º CEB do Agrupamento de Escolas Deu-la-Deu Martins para a colocação de dez animadores em horário pós-escolar (15h30 às 19h00) e dois vigilantes.

Com as juntas de Bela, Cortes e Trute, foram aprovados protocolos de colaboração destinados ao acompanhamento nos transportes e ao apoio de vigilância nas escolas daquelas freguesias, sendo esta tarefa assegurada por um total de seis pessoas. No caso da Bela, o trabalho estende-se ao apoio no refeitório.

Em relação ao apoio aos refeitórios, o executivo aprovou acordos de colaboração com as juntas de freguesias de Cambeses (EB 1 de Cerdeiras), Longos Vales (EB 1 e Jardim-de-infância do Cesto), e Troviscoso (EB 1 e Jardim-de-infância da Gandarela). Quatro pessoas serão responsáveis pelo trabalho referido.

Além deste reforço de recursos humanos nas escolas do concelho, o município já contratualizou a aquisição de dois mini-autocarros, com capacidade unitária de 16 lugares, e respondeu afirmativamente à necessidade de mais um espaço dedicado ao pré-primário, tendo aprovado a abertura de mais uma sala, 25 crianças, no Centro Escolar de Mazedo.

Cobertura total na alimentação e no transporte

O ano lectivo 2006/2007 arrancou no concelho de Monção sem problemas de maior, tendo as 17 escolas do 1º CEB e igual número de jardins-de-infância, que recebem um total de 928 alunos, entrado em funcionamento num clima de tranquilidade com o necessário reajustamento derivado do encerramento de seis escolas e um jardim-de-infância a decorrer com normalidade.

No presente ano lectivo, todos os alunos das escolas do 1º CEB e jardins-de-infância estão servidos de transporte escolar assegurado pelo próprio município, contrato com empresas ou protocolo com juntas de freguesia e instituições de solidariedade social.

No tocante à alimentação, a cobertura é de 100 por cento quer para as escolas do 1º CEB quer para os jardins de infância, sendo o serviço garantido por uma empresa concessionária e pelos protocolos com a Associação "Censo" (alunos da EB 1/JI de Valadares) e pela Associação S. Cosme e Damião (alunos do jardim-de-infância da Fonteirinha, Segude)

Desporto, música, artes plásticas, inglês e francês

Apesar das dificuldades em contratar pessoas habilitadas para exercer algumas actividades de enriquecimento curricular, o processo está concluído, estando previsto em todas as escolas do 1º CEB, a realização de actividades desportivas e a aprendizagem de música, artes plásticas, inglês e francês.

Além destas actividades, o município dispensa apoio especifico às crianças mais desfavorecidas do concelho. No âmbito do Programa de Expansão e Desenvolvimento da Educação Pré-Escolar, as crianças entre 3 e 5 anos que frequentam os infantários da rede pública podem usufruir de alimentação gratuita e prolongamento de horário.

Os alunos desfavorecidos do 1º CEB são apoiados através de dois escalões: Os beneficiados com escalão A têm direito a ajuda para livros e material escolar até ao montante de 50 euros e beneficiam de alimentação gratuita. Os beneficiários com escalão B têm direito a igual ajuda até ao montante de 25 euros e beneficiam de refeição a metade do preço estipulado por aluno.


PASSADIÇO DE MADEIRA NA ZONA RIBEIRINHA

Na sequência do plano de pormenor destinado à valorização e arranjo da zona termal e envolvente das muralhas de Monção, a Câmara Municipal de Monção vai construir um percurso pedonal (passadiço em madeira) na zona ribeirinha da vila com o propósito de criar áreas aprazíveis de circulação num espaço com elevado potencial lúdico.

O passadiço terá um comprimento de 900 metros, começando numa área próxima à piscina descoberta e terminando no regato do Poço da Couraça, local onde inverterá à esquerda com a construção de uma ponte. Numa fase posterior, o passadiço virá até à abertura no amuralhado que conduz à escadaria junto ao Restaurante Arado, em pleno centro histórico.

Para o autarca local, José Emílio Moreira, o passadiço de madeira a executar na zona ribeirinha da vila vai proporcionar aos munícipes e forasteiros um maior contacto com a paisagem verdejante do parque das Caldas e das águas tranquilas do rio Minho, permitindo ainda usufruir de óptimas estadias informais com excelentes panorâmicas da margem galega.

O referido passadiço, executado em madeira com robustez e durabilidade garantida, terá uma largura de 2 metros e nove áreas para descanso, cinco com um banco e quatro com dois bancos. Estas áreas, com três metros de comprimento e largura igual à do passadiço, estarão servidas por papeleiras.

A ponte sobre o regato do Poço da Couraça será executada com pavimento semelhante ao do passadiço, estando ainda previstas cruzes de Santo André ao nível da estrutura e travamento vertical nos topos e escoras oblíquas nos quatro cantos.

Ao longo do percurso serão estabelecidas ligações directas à estrada rodoviária de acesso ao parque termal, nomeadamente, à nova acessibilidade pedonal efectuada no âmbito na 1ª fase de requalificação da zona termal e à escadaria da Ponte dos Capuchos.


REQUALIFICAÇÃO DO NÚCLEO URBANO DE LAPELA

O núcleo urbano de Lapela vai ser recuperado. O respectivo plano de pormenor, elaborado pelo Gabinete Técnico Local, encontra-se em fase de consulta pública. O objectivo central é requalificar aquele espaço onde está situada a Torre de Menagem, monumento nacional desde 1910, cujas condições de visibilidade estão muito deterioradas.

O processo de requalificação obedece a cinco unidades de intervenção que apresentam, além do respectivo enquadramento das infra-estruturas básicas, iluminação pública e mobiliário urbano, determinadas especificidades para cada uma das intervenções previstas

Para o autarca local, José Emílio Moreira, a recuperação deste núcleo envolve duas particularidades: garantia de dignidade a um espaço com acentuada componente histórica e patrimonial e contributo decisivo para a promoção turística do concelho.

A proposta para a unidade de intervenção 1 engloba, nos espaços de circulação automóvel, o uso do pavimento de calçada à portuguesa com guia central em lajedo de granito. Para os espaços pedonais, propõem-se o granito da região e a utilização de lajedo no largo Joaquim de Oliveira.

Além da recuperação do muro e do espigueiro existentes e da revitalização do antigo caminho da guarda fiscal, a presente unidade compreende a reconstrução do escadório de acesso ao adro da igreja e a execução de um abrigo e de um pedestal para elemento escultórico.

Na unidade de intervenção 2, que contempla a torre de menagem e área envolvente onde estava implantado o antigo castelo, está prevista a limpeza do maciço rochoso da encosta sobre o rio Minho, a regularização e ordenamento de construções com características dissonantes, bem como a execução de um passadiço pedonal com ligação entre a zona de lazer ribeirinha e o terreiro da Torre de Lapela.

A unidade de intervenção seguinte privilegia as vias de circulação com a rectificação do perfil da Rua 10 de Agosto que será ainda beneficiada com um conjunto de infra-estruturas modernas e funcionais. A Travessa da Estacada, como via pedonal, será construída em calçada à portuguesa com remates devidamente cuidados aquando do encontro com a Rua 10 de Agosto e a Ecopista do Rio Minho.

Em conjunto com a requalificação do fontanário existente, a unidade de intervenção 4 caracteriza-se pelos princípios aplicados na unidade anterior, sendo proposta a aplicação de lajedo de granito na Travessa do Abrigo e na confluência entre a Rua 10 de Agosto e a Rua do Rio Minho.

A última unidade de intervenção abrange o núcleo urbano de características históricas e arquitectónicas relevantes e a zona de expansão desordenada com forte presença agrícola, assumindo-se como um instrumento disciplinador e integrador das realidades futuras que aguardam a freguesia de Lapela.

Informação Município de Monção

DEPUTADOS MUNICIPAIS CONTRA
NOVA LEI DAS FINANÇAS LOCAIS

A Assembleia Municipal de Vila Nova de Cerveira aprovou, na última sessão, uma moção de repúdio pela proposta de lei das finanças locais. O documento, apresentado pelos grupos municipais do PS e PSD numa clara demonstração de consensualidade nesta questão, foi aprovado por unanimidade.

Na moção, os dois grupos municipais manifestam o mais vivo repúdio por esta investida contra o poder local democrático e apoiam de forma inequívoca e solidária a Associação Nacional de Municípios Portugueses na sua luta política junto da Assembleia Municipal e Presidência da República com o fim de evitar que as populações sejam prejudicadas nos seus justos anseios.

Considerando que a autonomia do poder local é um direito constitucional que não pode ser colocado em causa e lembrando que a democracia se tem fortificado e dignificado com o alargamento das atribuições e competências às autarquia locais, os deputados entendem a nova proposta como altamente lesiva e penalizadora dos interesses das populações locais, em particular dos concelhos com menor dimensão.

De acordo com os promotores da moção, a nova lei de finanças locais levará a uma diminuição de transferências do orçamento de estado em mais de 50 por cento nos próximos 20 anos, podendo daqui resultar uma situação de insolvência ou uma sobrecarga financeira dos munícipes através dos impostos municipais.

Apesar de reconhecerem que as autarquias devem controlar as admissões, como está expresso na legislação em vigor, os deputados socialistas e social-democratas não concordam com um quadro ainda mais restrito, uma vez que os objectivos subjacentes aos fundos comunitários relacionam-se com a elevação dos níveis de empregabilidade.

O novo calculo da capacidade legal de endividamento das autarquias, englobado na nova legislação de finanças locais, não passa despercebido aos deputados, os quais consideram que uma definição mais criteriosa e apertada nesta área vai contribuir para conduzir grande parte dos municípios portugueses a uma inevitável asfixia financeira.

Refira-se que o executivo municipal, em reunião de Câmara, havia já aprovado uma proposta apresentada pelo autarca, José Manuel Carpinteira, onde a nova lei é encarada como motivo de preocupação e indignação, sendo considerada fortemente penalizadora para as autarquias portuguesas periféricas e de pequena dimensão.


CONTO MOÇAMBICANO NA BIBLIOTECA DE CERVEIRA

A Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira vai receber mais uma sessão de leitura dramatizada dedicada a contos em língua portuguesa, no dia 21 de Outubro, às 10.30 h. Esta acção - Os 7 Poentes do Convento: "Conta uma vez, conta outra vez..." - é dirigida aos jovens dos 8 aos 11 anos e seus familiares, realizando-se uma vez por mês, sempre ao sábado de manhã.

A próxima sessão de leitura, a cargo de Manuela Leal, será dedicada a um conto moçambicano, seguida de uma conversa à volta de algumas características do país em causa.

A iniciativa é da Associação Cultural Convento de S. Paio, em colaboração com a Biblioteca de Cerveira, e pretende agora divulgar contos de cada um dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa).


OBRA DO GALEGO CASTELAO
EM EXPOSIÇÃO NA BIBLIOTECA DE CERVEIRA

"Castelao e nós: uma viagem pela sua obra" é a exposição que está patente ao público na Biblioteca Municipal de Cerveira, até 28 de Outubro. Ensaísta e artista plástico, natural da Galiza, Alfonso Daniel Rodriguez Castelao nasceu em 1886, e morreu no exílio, em Buenos Aires (Argentina), em 1950.

'Pai' do nacionalismo galego, Castelao foi um intelectual comprometido com a sua terra e com o seu país. Estudou medicina mas confessava: "Fiz-me médico por amor a meu pai; não exerço a profissão por amor à Humanidade". Polifacetado novelista, desenhador, caricaturista, pintor, teórico da arte e político, sempre reflectiu na sua obra o seu compromisso com o galeguismo e com o mundo. Durante o exílio franquista, em 1944, publica "Sempre en Galiza", obra capital do nacionalismo galego.

Tendo como suporte a reprodução de inúmeros desenhos de Castelao, a mostra ilustra alguns dos principais temas abordados pelo autor ao longo da sua fecunda obra: economia e sociedade, língua, instituições, guerra civil, anti-militarismo, nacionalismo e auto-determinação.

A exposição é promovida pela Associación Sócio-Pedagógica Galega, com a colaboração da Biblioteca de Cerveira.


VONTADE DE PARTILHA DE EXPERIÊNCIAS E REFORÇO DO DIÁLOGO

A sessão de abertura do II Encontro de Escritores Portugueses e Galegos "Letras na Raia", realizada hoje no auditório da Biblioteca Municipal de Vila Nova de Cerveira, ficou marcada por uma vontade muito forte de partilha de experiências e reforço do diálogo entre os "homens de letras" de ambas as margens do rio Minho.

O presidente da Associação de Escritores de Língua Galega, Cesário Iglesias, após lembrar que a segunda edição é dedicada às novas tendências literárias, enalteceu a importância deste encontro como ponto de partida para uma maior proximidade entre ambos os territórios. "Unidos por esta raia que cheira a mar, os escritores portugueses e galegos querem descobrir aquilo que os une agora e o que uniu as gerações anteriores" acentuou.

O director geral da juventude e solidariedade da Junta de Galiza, Ruben Cela, deixou evidente a vontade política da Galiza em aprofundar laços com os vários sectores da sociedade portuguesa, exemplificando com a realização de cursos gratuitos de português naquela província e a preparação de campos de férias de verão para jovens portugueses.

Na qualidade de anfitrião do evento, o autarca local, José Manuel Carpinteira, destacou o significado do encontro como incentivo aos jovens escritores, sublinhou o seu contributo como reforço de aproximação entre os dois povos vizinhos e desejou que os trabalhos decorram segundo os objectivos propostos pela organização.

Concluída a sessão de abertura, o encontro continuou na parte de tarde, com a realização de duas mesas redondas, cujas temáticas lançaram as primeiras provocações: "Os editores levam tanto tempo a publicar um livro que não admira que tantos sejam póstumos" e "Um fracasso vivo é melhor do que uma obra prima morta". A jornada encerrou com um concerto de Lino Braxe que decorreu no Cine-Teatro dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Cerveira.

No sábado de manhã, o programa reserva "A arte existe para inquietar; a ciência tranquiliza", com Xoan M. Mosquera, Nuno Travasso, Pedro Barata e Antia Otero, moderados por Pablo Gallego Picard, seguindo-se "O poeta tem direito a pôr as mãos em qualquer material que ache necessário para o seu trabalho", com Elvira Riveiro, Marcos Abalde, Dulce Maria Cardoso e Maria Reimóndez, moderados por Marta Dacosta.

De tarde, as actividades transferem-se para o Centro Cultural Goianês, em Tomiño, com a mesa redonda "Onde acaba a língua começa a música" que, tendo moderação Xerardo Méndez, conta com Estíbaliz Espinosa, Rafa Janeiro, Sérgio de Almeida e Vergílio Alberto Vieira. Às 19.00 horas está prevista uma sessão de leituras, apresentada por Aurelino Costa e Maria Lado, e às 23.00 horas, no Castelo de Goián, o concerto de Dios Ke Te Crew.

No domingo, ainda no Centro Cultural Goianês, decorre a última mesa redonda "Sem tradição a arte é um rebanho de ovelhas sem pastor. Sem inovação é um cadáver", com José Carlos de Vasconcelos, Ramón Pinheiro, Jacinto Lucas Pires e Maria Canosa, moderados por Carlos Quiroga. Segue-se o encerramento solene e o concerto do grupo Da outra margem.

Informação Município de Vila Nova de Cerveira

AEVC e IPVC assinaram protocolo para inovar empresas

A Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC) e o Instituto Politécnico de Viana do Castelo (IPVC) assinaram um protocolo através do qual pretendem implementar projectos de inovação que permitam o desenvolvimento competitivo das empresas da região.

"Inovar é a palavra-chave para as empresas que pretendem sobreviver num mundo cada vez mais competitivo e, para isso, é fundamental a ligação das empresas a instituições de ensino de qualidade”, refere o presidente da AEVC, Joaquim Ribeiro, justificando, assim, o lançamento do projecto “Cooperar para Inovar”. “Empresas que não estejam constantemente a inovar vão morrer e tal é uma opção de cada um dos empresários. Se pensarmos que o processo de implementação de uma estratégia inovadora pode ser adiado, perderemos a oportunidade”, salientou ainda o responsável.

Joaquim Ribeiro referiu-se ainda à “extrema importância para os empresários e para a região da assinatura deste protocolo, que pretende criar também um perfil inovador nos alunos”. O acto de assinatura do documento realizado, na passada quarta-feira, “é o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo IPVC e é também afirmar que esta região precisa desta instituição de ensino superior”, considerou ainda o presidente da AEVC.

Por seu turno, o presidente do IPVC, Rui Teixeira, considera que "a ligação entre o ensino superior e as empresas é, actualmente, um dos principais pilares de desenvolvimento e de inovação."

O “pecado mortal” do ensino superior será “viver olhando apenas para o seu mundo próprio", disse ainda salientando que o IPVC “traçou um caminho claro que passa pela ligação profunda com todo o tecido empresarial”.

“Temos vindo a ser bem sucedidos, mas grande parte do que está feito é apenas indício do muito que temos ainda para fazer”, disse Rui Teixeira relembrando que outros projectos estão a ser desenvolvidos na região, com vários parceiros, entre os quais as comunidades urbanas e de municípios do Vale do Lima e do Minho (com os quais se está a promover uma autêntica digitalização da região, em termos administrativos). “O valor de projectos que o IPVC desenvolvia com a região era de cerca de 500 mil euros. Esperámos que em breve esse valor passe a ser de 50 milhões de euros investidos com os parceiros empresariais e outras forças vivas da região”, revelou ainda Rui Teixeira.

Essencialmente o projecto “Cooperar para Inovar” pretende reforçar a produtividade, a competitividade das empresas e a sua participação no mercado global, promovendo novos potenciais de desenvolvimento. No final do projecto espera-se que as empresas-piloto possuam práticas sistemáticas de inovação e que a ligação entre o meio universitário, associativo e da prestação de serviços (consultoria) resulte numa parceria de actividade contínua.

Podem candidatar-se ao projecto empresas de todos os sectores de actividade do Norte do país, cujos empresários e quadro técnicos se sintam motivados e disponíveis para participarem activamente num projecto-piloto em que serão desenvolvidas novas iniciativas e inovação empresarial, através de um conjunto de actividades concretas, entre as quais surgem inicialmente workshops formativos.

A intervenção na empresa decorrerá no período compreendido entre 2 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2007 e será feita através de uma equipa formada por Empresários/Quadros, Investigadores Séniores, Investigadores Júniores (estagiários) e Consultores/Formadores.

Informação IPVC

ROTA DOS LAGARES DE AZEITE DO RIO ÂNCORA
Autor
Joaquim Vasconcelos
Ambiente
Animação
Cultura
Desporto
Distrito
Educação
Empresas
Freguesias
Galiza
Justiça
Óbitos
Pescas
Política
Roteiro
Tribuna
Turismo
Saúde
Sucessos
MEMÓRIAS
DA
SERRA D'ARGA
Autor
Domingos
Cerejeira