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Cemitério de Âncora brutalmente vandalizado
Na noite de ontem, o cemitério de Âncora foi alvo de uma pesada devastação. A maior parte das 300 sepulturas existentes encontra-se totalmente destruídas, tendo sido partidas cruzes, candeeiros e campas. (Actualização : 11H - 15/10/06)
Elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR mantiveram-se durante toda a manhã de hoje no interior do cemitério de Âncora recolhendo vestígios que conduzam à descoberta dos autores da destruíção de mais de 200 campas deste recinto.
Ao princípio da tarde, foi autorizada a entrada de pessoas no cemitério, a fim de verificarem o estado em que se encontravam as sepulturas.
A consternação e o repúdio pela bárbara acção praticada durante a noite, eram patentes nas expressões e palavras dos ancorenses.
Vasco Presa, presidente da Junta, não encontrava palavras para explicar o sucedido.
O pároco da freguesia estava estarrecido com o vandalismo detectado pelas oito da manhã de hoje, quando se preparava para celebrar a Missa Dominical e constatou que os fiéis se encontravam dentro do cemitério, observando, estupefactos, a destruição causada.
Embora lhe parecesse que estava perante um acto vandálico de proporções nunca vistas antes, não descartou a hipótese de estar ligado a rituais satânicos ou outro tipo de bruxarias.
Os ancorenses choravam diante das campas vandalizadas, incapazes de compreenderam os motivos destes actos.
Refira-se que pelas onze horas de ontem, Sábado, na Rua do Cruzeiro, um Peugeot estacionado junto à casa da sua proprietária, foi atingido no vidro traseiro por um paralelo detectado posteriormente no interior da viatura.
Este paralelo era idêntico a outros utilizados pelos vândalos, para partirem os candeeiros da iluminação pública do cemitério, no interior dos quais foram encontrados também estes pedregulhos retirados da calçada do adro do cemitério.
Tudo aponta, portanto, para que a destruição tenha ocorrido antes das onze da noite, no entanto, nenhum morador detectou qualquer barulho, pois a casa mais perto do cemitério, encontra-se a cerca de 50 metros.
Igualmente um vidro da casa paroquial foi partido (o pároco não vive nela) e, com os restos dos vidros, rasparam a porta do rés-do-chão do edifício.
Refira-se que há cerca de duas semanas, o cemitério de Vigo (Pereiró) foi alvo de uma selvajaria semelhante, desconhecendo-se, contudo, se existe alguma conexão entre ambas destruições.
O C@2000 continuará a acompanhar a evolução das investigações. (Actualização : 20H - 15/10/06) GNR DETEVE SUPOSTO AUTOR DA DEVASTAÇÃO ANCORENSES COMEÇARAM A RECUPERAR SEPULTURAS A detenção ocasional de um homem de origem hispânica, ontem à tarde, na praia de Moledo, depois de ter roubado uma viatura, e alegadamente envolvido no crime, era uma hipótese que se baralhava no dia de hoje. Segundo se veio a apurar mais tarde, um indivíduo uruguaio, de 31 anos, indocumentado, a viver ilegalmente em Espanha, sem morada certa, detido pela GNR, pelas 17H20 de ontem (Domingo) na praia de Moledo, depois de ter furtado um jipe, pelas quatro e meia da tarde, em Caminha, após o seu proprietário ter deixado a chave na ignição e se ter ausentado por alguns momentos, seria o autor dos estragos em Âncora. Presente ao tribunal, teria confessado os desmandos ocasionados no cemitério, dizendo que teria actuado a pedido de seres sobrenaturais com quem teria mantido contactos. Seria a mesma pessoa que, há uns dias atrás, profanara o cemitério de Castrelos, em Vigo, constatando-se ainda o seu contacto com estupefacientes. Este indivíduo, na noite da destruição do cemitério de Âncora, já tinha assaltado as dependências de um estaleiro de obras junto à rotunda da ligação do IC1 com a EN13, em Vila Praia de Âncora, sendo reconhecido posteriormente pelos seus vigilantes. Na altura, conduzia uma viatura roubada em Espanha, com a qual se teria deslocado depois, sem rumo certo até Âncora, decidindo então entrar no cemitério e proceder ao seu arrasamento. Essa viatura viria a ser encontrada pelas autoridades policiais, junto ao jardim de Caminha Ficará sob detenção até ao julgamento em Santa Cruz do Bispo, na unidade psiquiátrica deste estabelecimento prisional. Um dia depois da selvajaria cometida no cemitério de Âncora, os habitantes da freguesia já iniciaram o penoso e doloroso trabalho de recuperação das campas e jazigos, tendo já em conta a proximidade do dia de finados, de modo a que este espaço retome rapidamente a tranquilidade e respeito exigíveis. Igualmente a Junta de Freguesia iniciou a reinstalação da luz pública, depois de terem sido partidos todos os candeeiros situados nas esquinas dos muros que vedam o recinto. (Actualização: 21H15 - Dia 16/10/06)
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