Jornal Digital Regional
Nº 303: 2/8 Set 06 (Semanal - Sábados)
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O CABRITO DA SERRA NÃO É ESQUECIDO
NA FESTA DE S. JOÃO D'ARGA

Se a Festa de S. João d'Arga que hoje termina é conhecida pela fogosidade da sua romaria, congregando à volta do Mosteiro onde ela decorre, milhares de pessoas apinhadas em recinto exíguo, o cabrito da serra é iguaria recomendada para quem lá vai.

Nas barracas improvisadas dentro e fora do adro da pequena capela onde se venera o santo, o cabrito assado e o sarapatel (miudezas do animal), a par do bagaço com mel, dão ânimo aos folgazões que durante toda a noite cantam e dançam ao som de dezenas de concertinas e bombos.

A noite de 28 de Agosto é o ponto alto da romaria "mais castiça e genuína do Alto Minho" -como muitos já ousaram defini-la-, mas, na véspera, a fama da gastronomia serrana já atrai muitos até Arga de S. João.

Grupos de convivas alugam os quartéis existentes à volta da capela, nos quais pernoitavam antigamente os romeiros que se dirigiam a pé desde as diferentes geografias minhotas, em cumprimento de promessas ou simplesmente com a intenção de desfrutar de um passeio pedestre deslumbrante pela montanha e passar algumas horas da mais sadia festança.

Nessas dependências, reúnem-se à mesa, antes do início dos festejos, esses apreciadores da boa comida serrana, em convívios gastronómico de arromba.

Cabrito assado, presunto, enchidos, bacalhau assado e bom vinho cobrem as improvisadas mesas de madeira, às quais se sentam em bancos corridos os integrantes na jornada gastronómica que se prolonga pela noite, à luz de um gerador que fornece a energia necessária.

"Há cerca de 25 anos que mantemos esta tradição", explicou ao C@2000 António Quartéu, impulsionador de uma das iniciativas, conjuntamente com outros amigos de Venade e de váriois pontos do concelho de Caminha.

Gostariam de abrir o repasto a mais gente, mas o espaço (cedido por Dionísio Azevedo, natural de Arga de S. João e cozinheiro da noite) limita o conjunto a 20 pessoas que "limpam e arrumam o quartéu para festa", assinalou Jorge Valas

No final, "toca-se a concertina, canta-se ao desafio e dá-se umas duas ou três voltas à capela a cantar e cumpre-se a tradição" que pretendem manter "enquanto formos vivos, naturalmente".

ROTA DOS LAGARES DE AZEITE DO RIO ÂNCORA
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