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HOUVE CRIME NA SERRA D'ARGA
INDIVÍDUO CARBONIZADO TINHA RECEBIDO DOIS TIROS
Confirmaram-se as suspeitas da existência de crime no caso do cadáver que apareceu carbonizado no passado Domingo, no interior de um Fiat Punto (igualmente queimado), numa ribanceira, a escassos metros da berma da estrada de Arga de Baixo, na Serra d'Arga.
Segundo averiguámos, Armando Fernandes recebeu dois tiros de pistola na cabeça e no peito, antes do "acidente" que precipitou a viatura numa ravina, e se incendiou.
Recorde-se que o corpo do antigo concessionário do bar do pavilhão gimno-desportivo municipal de Caminha, foi encontrado nos assentos traseiros do carro, ganhando corpo as suspeitas de incêndio provocado, após o seu assassinato.
AUSÊNCIAS SUSPEITAS
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O campo das investigações alarga-se ao relacionamento pessoal da vítima, e que residia até à sua morte, numa dependência do piso superior do referido pavilhão, sendo frequentes as suas ausências temporárias, com destino a Lisboa e outros pontos sujeitos agora a confirmação. |
Segundo a sua companheira, Carla Rodrigues, no passado dia 2, após ter recebido uma chamada telefónica, disse-lhe que iria de imediato para Lisboa -aonde se deslocava de quinze em quinze dias- pedindo-lhe 80 contos. "Desde então, nunca mais o vi", explicou ao CAMINH2000, embora achasse "estranho" que tivesse levado tanto dinheiro e não encontre explicação para o acidente ter tido lugar em Arga de Baixo.
ACOSSADO
Segundo testemunhas frequentadoras do bar, por vezes, pessoas estranhas ou referenciadas no meio, encontravam-se com ele no seu exterior. Apurámos ainda que nessa Sexta-feira, a vítima telefonara para a Câmara Municipal a fim de solicitar mais iluminação ao redor do pavilhão (onde pernoitava, recordamos), fazendo-o de uma forma que denotava perturbação, sendo provável que já pressentisse o perigo. |
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O Caminh@2000 sabe que o homem assassinado já tinha referido em conversa, ter estado com uma pistola apontada à sua cabeça, pelo que se torna evidente que os meios que frequentava deixavam muito a desejar.
A tudo isto a PJ tenta encontrar respostas, através de intensas averiguações que se têm revelado "complicadas", não sendo despiciendo referir o "mau ambiente" gerado ao redor deste bar e zonas anexas do gimno, frequentado por jovens estudantes da Escola EB 2,3/S de Caminha e que vinha preocupando professores, encarregados de educação e moradores.
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