CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 225: 19/25 Fev 05 (Semanal - Sábados)

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Provavelmente a sua origem remonta aos lenços utilizados pelos gentes fidalgas do séc. XVII ou séc. XVIII, adaptados posteriormente pelas mulheres do povo, dando-lhes consequentemente um aspecto característico.

O lenço, de peça utilitária e decorativa, começou, no tempo em que os serões decorriam lentamente à luz da vela, ao calor da cavaqueira familiar onde os saberes se passavam de geração em geração, a receber os primeiros enfeites e aplicações. Esta decoração variava consoante o seu destinatário e respectivo estatuto social, a moda e materiais existentes na época e a função a que destinava.

Diverso seria o lenço da moça do campo do da fidalguinha de brasão, o lenço do dia-a-dia do lenço da festa da aldeia, ou ainda o lenço da mordoma e da noiva do lenço de ombro dos andores das nossas romarias.

Pouco a pouco o lenço individualizou-se, "carregando-se" de ornatos, monogramas, bainhas, entremeios, rendas, recortes e símbolos muito próprios:
Cruzes, custódias, vasos, sugerindo o altar e o casamento
Ramos, flores, silvas representando o mundo do amor
As pombas ( a ternura dos amantes)
Os cães (a fidelidade)
Os corações e as chaves que os podem abrir ou guardar
O par de namorados, de mão ou braço dado, sob um guarda-chuva, símbolo do lar e da protecção
O trevo de folhas - sorte, felicidade
A estrela de S. Salomão - afastamento de feitiços e da inveja
Passarinho - liberdade
Hera - amor real/leal
O barco a vapor que evova a emigração para o Brasil
Os nomes dos destinatários ou dos ofertantes, datas a assinalar compromissos ou o momento da confecção

E passou a ser designado por Lenços de Amor, ou ainda Lenços de Namorados ou Lenços de Pedidos.

A sua utilização também era diversificada no Alto Minho. Nas freguesias vizinhas de Viana do Castelo era o namorado que o mandava executar e que o oferecia, com juras de amor, à sua namorada, nesse ano eleita como Mordoma e que nesse dia de festa segurava a vela votiva, com o auxílio do lencinho, na Missa de circunstância e durante o Desfile. O mesmo lenço iria ainda segurar o ramo de noiva no dia do casamento.

Noutras localidades, era a moça que, após longos meses de trabalho, ao serão ou nos poucos momentos livres durante o apastoramento do gado, que o oferecia ao eleito do seu coração, que por sua vez o usaria ao ombro a "pegar" o andor de festa, ou , em sinal de compromisso, o ostentaria ao pescoço ou no bolso da jaqueta domingueira.

Se porventura o namorado não o envergava, significava que não assumia publicamente o compromisso, devolvendo-o depois à moça, com flores secas e fitilhos, numa simbologia muito própria.

Originariamente confeccionados em linho fino ou cambraia (curiosamente o linho caseiro não era o material mais indicado devido à irregularidade dos fios para a contagem), já em inícios do séc. XX aparecem os lenços bordados em algodão industrial - os lenços de "compra" (por serem comprados nos mercados) com barras marcadas ou lenços da "tropa" (por serem idênticos aos dos militares) - que durante algum tempo foram procurados pelas bordadeiras.

Inicialmente bordavam-se a vermelho, branco e preto, únicas cores existentes no mercado. Depois surgiu o azul e só a partir da década de 30, em particular, nos concelhos de Ponte de Lima, Ponte da Barca e Vila Verde, se assistiu à explosão de cores utilizadas, onde as moças de sentiam menos inibidas pela tradição erudita.

O ponto mais antigo era o "ponto de cruz", mais delicado, mais "conventual", mas muito mais moroso. Os primeiros motivos - grecas, silvas - de execução muito delicada, evocam as escolas dos conventos femininos, onde as meninas fidalgas aprendiam a arte de bordar, ocupando o ócio dos seus dias. Um lenço demorava meses a fio a ser terminado, Mas, para acelerar a sua confecção, foram-se introduzindo novos pontos, em especial, o ponto "corrido" ou de "pé-de-flor" o que permitiu obter outros efeitos decorativos e recorrer-se à improvisação pessoal.

Porém, um dos pormenores mais destacados, são, sem dúvida, as quadras com versos rimados onde a ingenuidade das moças fica bem espelhado nos erros de ortografia e de pontuação, na influência do falar minhoto, com falhas ou inversão de letras, pois as raparigas copiavam o "risco" das letras ou, mal sabendo escrever, bordavam as letras conforme também as pronunciavam.

Os mais variados sentimentos são revelados nestes textos notáveis em redondilha maior: amor e amizade, desejo, apreço, ansiedade, escolha, entrega, sinceridade, certeza, juramento, saudade, dúvida, desgosto, ausência, pesar, vaidade, num universo marcadamente feminino.

Em as vossas mãos menina
Eu vejo todo o valor
Minhas falas vos convidam
Para que sejaes o meu amor

Em as vossas mãos menina
Eu vejo todo o valor
Minhas falas vos convidam
Para que sejaes o meu amor

Distante da tua vista
Nada me pode agradar
Eu não vivo para u mundo
Vivo so para te amar

Pur ti suspiro
Pur ti dou ais
Pur ti não posu
Suspirar mais

Este lenso que tofreso
Deserto valor não tem
Mas em poucos se conhese
A forsa de quem qer vem

Uma ves que recolha
Para dar aos meus amores
No jardim da poesia
Um de varias flores

Aqui tens meu coração
As chaves para o abrir
Não tenho mais que te dar
Nem tu mais que pedir

No mundo não há dois mundos
No mundo não a dois senhores
No sei como posa
Aver num coração dois amors

Alibio do meu pensamento
Cuando sera esse dia
Cuando te berei meu bem
Meu amor minha alegria

Se o tempo nas distancias
Teu pensamento mudar
Au menos para lembrança
Este lenço deves guardar

Porque te foste cuidaste
Que eu ia a meter-m'a freira
Mas sou fresca cumo as rosas
E há muito mais quem me queira

Este lenso depositado
Limpa lagrimas que eu choro
Por não poder alcançar
Os braços de quem adoro

Cuidas que te sou falsa
Cada ves te sou mais firme
Eu ei de te amar tantos anos
Como folhas tem o vime

Aqui vai este lencinho
Ai por cima do mar fora
O Brasil e nosso
Adeus Brasil bou mibora

Menina se tu és Rosa
Não me firas com os espinhos
Antes me prende e me mata
Com os teus doces carinhos

Meu amor tem confiança
Na promessa que te fiz
Que muito breve será
Meu e teu dia feliz

Turismo Vila Praia de Âncora (Aurora Rego)


Domingos Gastronómicos – Valença – 19 e 20 de Fevereiro

Cabrito Montês, Rei nos Restaurantes Valencianos

Como é habitual, todos os turistas e forasteiros que quiserem visitar esta hospitaleira Vila, deverão saborear o celebrado Cabrito Montês e a já famosa Sopa Seca, nos 24 Restaurantes do Concelho, que aderiram ao evento. O cabrito é criado em rebanhos, nas Serras do Faro, da Furna e de S. Lourenço, sobretudo, nas Freguesias de Sanfins, Boivão, Taião, Gandra e Cerdal. Em Dia de Cabrito havia, também, Sopa Seca. São estas duas receitas, que trazemos ao conhecimento dos nossos comensais.

Matava-se o cabrito na véspera. Depois de limpo fica pendurado e dá-se-lhe dois banhos. Um logo que é morto, o outro mais tarde. O primeiro é mais forte, sobretudo na quantidade de vinagre e é com os seguintes ingredientes: vinagre, sal graúdo e alho esmagado. Esfrega-se muito bem o cabrito. O segundo banho é com os mesmos ingredientes mas, com menos quantidade de vinagre e acrescenta-se, ainda, um pouco de pimenta e vinho e, será também menos forte no sal. Continua pendurado para secar. No dia seguinte aquece-se o forno e faz-se um refogado com uma boa colher de banha, cebola, alho, salsa e deixa-se alourar a cebola. Deita-se "dois papéis de açafrão" e a água necessária para fazer o arroz, tendo em conta o líquido que o animal dá. Deixa-se ferver e deita-se o arroz, este deve ficar cozido e solto. Entretanto, mexe-se o cabrito com a carne gorda. Depois é colocado por cima do arroz. Vai duas horas ao forno de lenha. Ao tirar o arroz para fora, o cabrito entra novamente para o forno a fim de tostar a parte que ficou do lado do arroz. Neste momento, esfrega-se esta outra parte do cabrito com um pouco de carne de porco que dá muito bom gosto. Tira-se do forno à hora de ir para a mesa. Quando mato o cabrito costumo fazer a "sopa seca" para sobremesa, diz-nos D. Saudade Pedra. E aí vai outra receita: Põe-se numa panela água a ferver e deita-se dentro um pedaço de carne gorda de porco e, mais ou menos, metade da cabeça do cabrito. Deixa-se ferver bem. Partem-se dois petins em fatias como para as rabanadas. Num alguidar ou assadeira de barro coloca-se o pão, sendo, camada de pão, camada de açúcar. Coa-se a água que deve estar a ferver, para uma cafeteira e adoça-se, adiciona-se à água dois "papéis de açafrão" e molha-se o pão até que fique bem molhado. Vai ao forno de lenha até alourar. Bom proveito. Que lhes preste, são os votos do Juiz da Confraria do Gastrónomos do Minho.

A Relação Vigo / Norte de Portugal

Só há um balcão de comércio no Norte de Portugal – Valença intramuros - (slogan que a RTAM apresentou no Estudo de Marketing realizado a pedido da Associação de Municípios do Vale do Minho) que os Vigueses reconhecem como altamente competitivo.

Transcrevemos do "Faro de Vigo": "Ellos compran em Vigo y nosotros en la frontera de Valença". E completam esta afirmação, dizendo: "a relação comercial entre Vigo e o Norte de Portugal é recíproca. Enquanto os consumidores lusos se deslocam até Vigo para fazer as suas compras, os Vigueses e utentes da área metropolitana vão a Valença (intramuros / fortaleza), que tem 150 estabelecimentos; e à tradicional feira semanal de Valença (às quartas-feiras), onde se instalam 350 tendas que vendem todo o artigo, sobretudo, têxteis (mantas, toalhas, colchas, almofadas); artigos de cozinha; cerâmicas/barros; perfumes; vinhos e móveis. E Cândido Rial remata: "ellos compran en las tiendas de Vigo e nosotros vamos a la frontera"

As gerações mais jovens dos turistas galegos são entusiastas das férias activas e/ou dos destinos de praia com animação e equipamentos desportivos e de lazer. Utilizam preferencialmente o seu automóvel particular para se deslocarem, já que gostam de explorar a região (arqueólogos e exploradores / alocêntricos) onde pernoitam e não pretendem permanecer no mesmo local durante todo o período de férias ou mini-férias, fins-de-semana. Quanto ao alojamento estes turistas preferem os hotéis de 3 e 4 estrelas.

Em resumo, podemos reforçar tudo o quanto vimos dizendo da prioridade sobre o mercado galego em termos promocionais:

Necessidade de estarmos presentes de uma maneira sistemática e organizada nas principais feiras e eventos da Galiza;

Necessidade de termos brochuras e folhetos especializados (não só ao nível de turismo com roteiros e circuitos, alojamento, restauração, animação, touring, pubs e discotecas), como de compras em geral se possível com preços (82% dos inquiridos);

Bons contactos personalizados a nível de Postos de Turismo e Associações Empresariais (não esquecer que as pessoas contactadas para informações são amigos e familiares);

Necessidade de se manter aberto o comércio aos Sábados e Domingos, e durante a semana de acordo com os hábitos galegos (66% dos inquiridos veio com o objectivo de adquirir algum produto ou serviço);

Necessidade de haver uma correspondência entre custo/benefício que transpareça na motivação preço (como principal razão de compra), para além da qualidade, design e variedade;

Necessidade de uma promoção genérica de vilas e cidades do Porto e Norte de Portugal, onde os galegos se possam dirigir para fazer Turismo e Compras, dadas as novas ligações transfronteiriças e as novas acessibilidades.

A indicação de Valença como grande balcão de comércio de todo o Norte de Portugal, julgo poderá ser tomado como referência por todos os centros históricos de Vilas e Cidades do Norte de Portugal onde, normalmente, está implantado o comércio tradicional. O mesmo direi em relação às feiras semanais, quinzenais ou anuais que os Galegos gostam de visitar, tornando assim como motivo de compras esse nicho de mercado, não só na época alta, mas também na época baixa, resolvendo muitos dos problemas graves, tal qual refere Isaura Rodrigues, Presidente da Associação de Comerciantes do Porto (ACP) ao "Comércio do Porto" (3/1/2005): «contrariamente ao número de pessoas que andavam nas ruas os comerciantes registaram quebras, que variam entre os 15 e os 40% entre lojistas do comércio tradicional, em plena época de Natal e da Passagem de Ano».

Animação:

FESTIVAL FOLCLÓRICO – JARDIM MUNICIPAL

DOMINGO - 15.30 HORAS

Rancho Infantil de Friestas
Rancho Folclórico de Ganfei
"Os Camponeses Minhotos", de Cerdal
Rancho Folclórico de S. Julião
CENTRO DE ACTIVIDADES OCUPACIONAIS DE VALENÇA

Exposição de Trabalhos em madeira, barro, papel e tecido
DELEGAÇÃO DE TURISMO DE VALENÇA

Exposição/venda de produtos locais e artesanato – "Os Sabores de Valença"
OBS.: Os museus de Valença – do Bombeiro, Ferroviário e Museu Rural de Taião, estarão abertos de 18 a 20 de Fevereiro


António Cunha faleceu

Com oitenta e um anos de idade, António Cunha deixou-nos. Foi Vereador e Presidente da Comissão Municipal de Turismo de Viana do Castelo, sendo responsável pela criação de iniciativas como a Festa da Mimosa e o Maio Florido. Foi dos primeiros Agentes de Viagens que organizou circuitos a nível do Alto Minho, Região Norte, Fátima e Santiago de Compostela, Europa, América Latina, Canadá (Mercado Étnico). Foi considerada a melhor Agência de Viagens a trabalhar o "receptivo" na Costa Verde, assumindo a Animação Turística em termos de "packages", devidamente organizados (recordamos o circuito fantástico ao PNPG, Vinho do Porto, Santuários Marianos, Galiza – Vigo). Foi o mentor da Quinta de Santoínho, ainda hoje ex libris da Animação Turística de Viana do Castelo ao conceber um típico arraial minhoto com todos os pormenores de Festa e que, ainda hoje, embora tenham proliferado algumas "cópias" pelo País e até no Estrangeiro, faltar-lhe-à, sempre, o "dedo" do António Cunha. Mas, António Cunha é, também, o grande responsável pela criação das Regiões de Turismo e, concretamente, pela então designada Comissão Regional de Turismo do Alto Minho (Decreto-Lei 517/L1 79 de 30 de Dezembro).

De facto, foi António Cunha quem durante o seu mandato como Presidente da Câmara de Viana do Castelo (1977 a 1979), assumiu a paternidade da ideia (Associação Voluntária de Municípios) e que mereceu o apoio consensual dos seus colegas Autarcas do Distrito de Viana do Castelo. E fizeram-no de acordo com as suas propostas: A convicção de que trabalhando sozinhos, cada um para seu lado, não tinham dimensão, nem massa crítica suficientes para fazer a promoção do seu Município; que só juntos tinham possibilidade de infraestruturar e valorizar o seu território, em termos das capacidades endógenas, fosse o Património Cultural, Ambiental, sobretudo, as infraestruturas específicas do desenvolvimento turístico – alojamento tradicional, restaurantes, TER, transportes, Animação e Formação. Só trabalhando os sub-produtos de cada Concelho, e sistematizando-os em grupos temáticos, suficientemente, diferentes e atractivos se poderia criar um Destino Turístico, e essa seria a futura Comissão Regional de Turismo. A proposta foi aceite pelo Dr. Licinio Cunha, então Secretário de Estado do Turismo, e ficando encarregue de elaborar a respectiva proposta de Estatutos, o Dr. Cristiano de Freitas (Director Geral do Turismo) e o Dr. Carlos Matias. António Cunha foi Presidente da Comissão Instaladora até ao dia 20 de Agosto de 1980 – Dia da Cidade e da Romaria da Senhora d’Agonia.

Em meu nome pessoal e da Região de Turismo do Alto Minho neste ano a comemorar os seus 25 Anos de actividade, curvo-me perante a memória do António Cunha, agradecendo-lhe tudo quanto me soube transmitir como Homem Bom que foi e que irá ser sempre recordado na HISTÓRIA DO TURISMO NACIONAL.

(Nota: António Cunha vai a sepultar, amanhã, para o Cemitério de Darque – Viana do Castelo, pelas 16 horas).


Caminhos de Santiago / Fátima / Minho

Primeiro Albergue Português em Valença do Minho

Todos reconhecemos que o Caminho de Santiago significou e significa, ainda, na história do Ocidente uma das mais importantes vias de peregrinações e intercâmbios da cultura. Todos os Países da Europa Comunitária contribuíram activamente para a sua criação e na realidade nenhuma nação lhe é historicamente estranha. O Caminho de Santiago foi um crisol em que se fundiram o sentir e o pensamento de muitos homens e de onde nasceu constituído o espírito ocidental. (Fraga Iribarne – 1993).

Fátima – Mensagem do Século XX é, sem dúvida, nenhuma o maior local de peregrinação dos tempos modernos. Facto disso foi a ressonância que o falecimento da Irmã Lúcia constituiu não só no nosso País, mas igualmente, no Mundo.

Entre estes dois Santuários fica o Norte de Portugal, fica o Minho, também ele com toda uma tradição de peregrinações aos seus Santuários Marianos. Sabendo os milhares de peregrinos que visitam Fátima e Santiago de Compostela sempre dissemos que deveríamos incluir os Santuários do Minho num circuito cultural e religioso que permitisse dentro de um "package" devidamente elaborado dar a conhecer este riquíssimo património, inclusivé, prepará-lo a uma candidatura a Património Mundial, concretamente, o Caminho de Santiago Português – tramo Galego e tramo Português. Foi o que dissemos no X Congresso da APAVT realizado em Fátima, Novembro de 1984. Dissemos, também, tal qual o fez a vizinha Galiza que não tínhamos hipóteses de avançarmos para esta candidatura, sem que fossem sinalizados os respectivos Caminhos, abertas aos peregrinos os monumentos a partir do Séc. XIII que justificam essas estradas medievais, reais e actuais; que em troços compreendidos de, aproximadamente, 30 km existissem albergues ou refúgios de peregrinos.

Demorou. Mas aí temos o primeiro que vai ser inaugurado amanhã pela Câmara Municipal de Valença com a presença, para além, das autoridades nacionais e religiosas, do Dr. Carro Otero, em representação da Xunta da Galiza e do Dr. Fraga Iribarne.

Primeiro albergue português que se destina, exclusivamente, de apoio a peregrinações Jacobeias e que terá capacidade até 50 pessoas. Bom era que outros Municípios que possuem no seu território "Caminhos de Santiago", em espírito de colaboração e dentro das kilometragens já referidas, completassem uma rede de albergues, tal qual o fez já a Europa Peregrina e, agora, a Câmara Municipal de Valença, a quem vivamente felicito.

Informações RTAM
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