CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 225: 19/25 Fev 05 (Semanal - Sábados)

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REQUALIFICAÇÃO DA PRAÇA DA REPÚBLICA
VIRA TÁBUA DE SALVAÇÃO A UM PARTIDO PERDIDO

CDU lembra compromisso

Há mais de quatro anos atrás estávamos a analisar e a comentar um projecto de requalificação do nosso "Centro Cívico" e, logo depois, a tomar-mos conhecimento que a obra já estava adjudicada; tudo isto antes das últimas eleições autárquicas realizadas em finais de 2001. Mas a gestão da Câmara Municipal mudou de cor e tornou-se propícia, politicamente, a reanálise de todo o processo. Por isso em reunião da Assembleia de Freguesia de Vila Praia de Âncora, realizada em 15 de Março de 2002, foi deliberado que o estudo de requalificação da Praça da República fosse melhorado e que o núcleo urbano central da Vila fosse objecto dum estudo viário mais amplo. Nessa sessão foi aprovada uma moção de quatro pontos que, de imediato, seguiu para a Câmara Municipal. Mas, lamentavelmente, ao fim de 34 meses podemos considerar que ainda não há nada de efectivo do que se reivindicou, apesar de ter sido tido como aceite. Assim cumpre-nos a lembrança e a resenha histórica factual.

1. O primeiro ponto desse documento solicitava a suspensão do projecto existente e a elaboração de um novo estudo que estivesse em conformidade com as tradições e a vontade dos Ancorenses. Um responsável partidário do PSD dizia, na altura, que a Câmara tinha obrigação de ouvir esta população e esta Assembleia, tendo desde logo a certeza de que estaria disponível para o diálogo. Nada mais errado. Quando foi sugerida a reformulação do projecto ninguém estaria a pensar que o primeiro, e único, contacto só se viesse a realizar em Setembro de 2004 (dois anos e meio depois dessa deliberação), com a apresentação de um outro estudo prévio, numa sessão convocada de uma forma precipitada, que teve uma duração de cerca de duas horas. Nessa dita apresentação estiveram presentes os representantes da RTAM, Bombeiros Voluntários, GNR, CMC, Junta de Freguesia e a Assembleia de Freguesia em pleno. Será de salientar que antes desse encontro não foi disponibilizada qualquer documentação que propiciasse uma preparação sustentada, numa reunião que iria tratar dum assunto importante para esta Vila. Portanto a nossa participação, perante esta prática, foi cerceada e assim o nosso contributo não foi tão potenciado como poderia ter sido.

Os Ancorenses não se revêem num projecto em que não foram ouvidos nem amplamente informados, e onde os seus representantes na Assembleia de Freguesia pouco mais foram.

Como já se disse, a nossa participação no órgão autárquico da freguesia foi restringida e os Ancorenses nem auscultados foram, mas mesmo assim ainda se apresentaram algumas ideias tendentes a enriquecer o estudo. Será que as diversas sugestões apresentadas foram aproveitadas? Parece que não, pois não existe conhecimento que alguma dessas ideias tivessem sido incorporadas. Pelos textos e peças desenhadas que se tem vindo a publicitar, tudo leva a crer que aquela reunião, e pelo que lá se disse e expôs, não teria passado de um mero acto protocolar, ou algo que o valha, mas que figurou, e figurará como elemento de identidade do modus operandi deste executivo.

2. O segundo ponto dessa moção apelava à elaboração de uma calendarização do desenvolvimento de todo o processo. A exigência dos Delegados da Assembleia de Freguesia passava pela realização de imediato dessa planificação temporal, onde se referenciariam as várias etapas do seu desenvolvimento até à sua implementação e conclusão. É de salientar que nos dias de hoje todos esperamos por esse planeamento para se saber o que se vai fazer amanhã, daqui a seis meses, daqui a um ano ou se se vai executar alguma actividade, especialmente essencial.

3. Uma outra pretensão (terceiro ponto da moção aprovada) era que se elaborasse um estudo viário da área envolvente à Praça da República e centro da Vila, e que dentro desse fosse definida uma via a Sul que seria a alternativa ao trânsito, antes de se iniciarem as obras na Praça. Na reunião de Setembro de 2004 também deram a conhecer um esboço referente ao arranjo viário que teria a finalidade de dar resposta à moção da Assembleia de Freguesia, onde estava representada uma possível alternativa a Sul da Praça da República. Agora deveria existir um projecto desse arruamento para se começar a abrir, mas na actualidade ainda não temos conhecimento da sua posição/localização de pormenor. Uma coisa se sabe, a intenção é ligar ao nó da Erva Verde. Não podem afirmar que a alternativa era o redimensionamento da Rua do Sol Posto, pois com a precipitação existente nem esse acesso foi concluído a tempo útil.

4. O último ponto dessa moção dizia que essa paragem (abandono da solução do executivo anterior) não deveria significar um adiamento sine die das obras da Praça da República. Parece que o que os Delegados da Assembleia de Freguesia pressagiavam o que não desejavam que acontecesse e, por isso, a actualidade revela que os seus desejos foram, uma vez mais, insatisfeitos. A requalificação da Praça da República, ao fim de mais de três anos, transformou-se num cartaz eleitoralista.

Será de salientar que antes de se iniciarem as obras na Praça havia que respeitar o compromisso de se ter aberto um arruamento, que no aspecto viário deveria ligar a Rua 31 de Janeiro ao nó de Erva Verde. Pensamos que a elaboração do projecto, e todo o processo burocrático necessário, pode atrasar a construção desta nova via para finais de 2005. Mas o que desejaríamos que fosse uma atitude empenhada e célere da Câmara Municipal não aconteceu e tornou este rol de acções num processo moroso, arrastado, e à última hora, num golpe de magia, no dia 17 de Fevereiro, começam a entorpecer o trânsito na baixa de Vila Praia de Âncora, rompendo o compromisso assumido. Vila Praia de Âncora acordou para o novo ciclo eleitoral, onde haverá lugar também a eleições autárquicas, e afinal a ordem cronológica das intervenções passou para a ribalta a Praça da República, e os Ancorenses que se desenrasquem com a circulação. Agora perguntamos se esse acesso previsto para Sul não tinha futuro ou vai ser uma obra de cartaz para o fim do ano 2005, ou para novas eleições? Quando é que se vão ouvir os Ancorenses?

CDU - Vila Praia de Âncora

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