Quando Manuel Augusto Fernandes presidia aos destinos do Clube de Caminha, em 1935, foi criada a secção de Remo, tendo sido convidado João Santos para seu técnico, cargo que aceitou e aqui se deslocava periodicamente a fim de treinar os seus atletas.
Foi por sua sugestão que se construiu o primeiro tanque de aprendizagem numa antiga guarnição militar, num edifício onde agora se situa a Caixa Geral de Depósitos.
Criou laços de amizade com Caminha para toda vida, sendo exemplo disso algumas deslocações posteriores a esta vila, como a que a fotografia reproduz, quando assistiu a mais uma edição do Troféu Minho Internacional, a 13 de Março de 1989, a convite do Sporting Club Caminhense.
Foi num dia em que o Sport Lisboa e Benfica (do qual era presidente na altura) jogava no Estádio das Antas com o Futebol Clube do Porto, tendo-se registado um empate a zero, e ao qual João Santos se recusou a assistir, devido ao mau relacionamento existente com o homólogo do clube rival.
Constatámos pessoalmente a forma emocionada -apesar da sua aparente fleuma- como vivia as regatas em que participava o Caminhense, estando a recordar-nos da sua presença em Campeonatos Nacionais realizados em Óbidos, em meados dos anos 80 e de ter tido a honra de entregar alguns dos troféus a equipas caminhenses triunfantes.
Quando completou 50 Anos de Sócio Honorário, a Direcção do Caminhense, na pessoa do seu presidente António José Pereira, deslocou-se a Lisboa, tendo-lhe sido oferecido o respectivo emblema.
João Santos chegou a ser presidente da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Remo. Sempre tentou auxiliar o SCC, quando contactado para qualquer diligência.
Com algum atraso, embora, a bandeira do Sporting Club Caminhense foi hasteada a meia haste na sua sede social, como homenagem a mais uma das suas figuras que fizeram história e contribuíram para que o clube verde e branco seja a mais visível realidade desportiva do distrito.