A Ancorensis vinha explorando a piscina caminhense havia já alguns anos, e após a cessação do contrato no início de 2005, aguardava por negociações que permitissem a renovação do mesmo.
NÃO FUNCIONAMENTO PODERIA TER INVIAVILIZADO A DE V.P.ÂNCORA
Cerqueira Rodrigues recordou que pesou na aprovação deste acordo que envolve a própria câmara, o facto de os financiamentos para a obra da nova estrutura desportiva ancorenses dependerem em boa medida da manutenção da actividade da piscina da Santa Casa, e do trabalho que está a ser feito, nomeadamente, "o Centro de Formação Desportiva e as centenas de jovens que envolve", precisou.
Este acordo (até ao mês de Agosto) prevê um subsídio camarário pelo "serviço público" prestado pela Ancorensis, sem o qual seria inviável à cooperativa manter as actividades com as escolas, como vem sucedendo, comprometendo-se este estabelecimento de ensino a manter esta prática desportiva, sempre que a autarquia assegure o seu financiamento.
PEDIDA AVALIAÇÃO TÉCNICA
Contudo, o futuro do equipamento desportivo caminhense apresenta-se muito sombrio.
Já a curto prazo, adivinha-se a necessidade de obras no valor aproximado de 50000 contos, de modo a eliminar algumas deficiências, segundo nos confirmou António Afonso, provedor da Misericórdia.
São exemplos dessas falhas, o ar saturado provocado por um pé direito demasiado baixo, que deverá merecer um sistema de renovação adequado e será uma das medidas a implementar, a par de colocação de filtros mais apropriados, bem como de um sistema de circulação de água da piscina mais eficaz e de remodelação de tubagens, sem esquecer o problema da exiguidade dos balneários.
Quanto ao futuro, Cerqueira Rodrigues nada adianta, embora tudo dependa da entrada em funcionamento da piscina de Vila Praia de Âncora, o que poderá acontecer nos próximos anos.
MISERICÓRDIA SEM DINHEIRO PARA CORRIGIR DEFEITOS
António Afonso revelou-nos também que pediu uma avaliação deste equipamento, tendo-se deslocado a Caminha três especialistas na matéria, que lhe confirmaram que "se fosse construída hoje, nem sequer seria inaugurada".
O Provedor da Santa Casa da Misericórdia confirmou que a instituição não possui possibilidades financeiras para colmatar todas as deficiências detectadas, resultando daí que a Mesa Administrativa já se encontra a "debater a situação de modo a vermos como vamos dar a volta a isto", não descartando a possibilidade de transformar a piscina numa "nova valência".
Refira-se ainda a pouca frequência que a piscina começou a registar, após a construção de duas estruturas idênticas (mas de qualidade superior) em Vila Nova de Cerveira e A Guarda
PISTA OLÍMPICA EM VILA PRAIA DE ÂNCORA
Ainda quanto à futura piscina ancorense e segundo apurou o C@2000, o Instituto dos Desportos só avalizou a sua candidatura, devido ao apoio que a de Caminha vem prestando ao desporto e terá reservado sobras de verbas que estariam destinadas à construção do estádio de Guimarães, para a obra do equipamento ancorense, que poderá vir a contemplar uma pista olímpica e outras polivalências.
O projecto já se encontra praticamente aprovado do ponto de vista técnico e irá permitir treinos numa distância olímpica a todos os clubes da região, dado que a única pista mais próxima com estas características, se situa na Póvoa de Varzim.
Confrontado com a justificação dada para o suporte financeiro à construção da nova piscina em V.P.Âncora, Cerqueira Rodrigues frisou que a ser assim, isso contrariava a tese de quem afirmava que o apoio que a Ancorensis vinha prestando à piscina de Caminha, estaria a prejudicar a candidatura da de Vila Praia de Âncora.