CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 225: 19/25 Fev 05 (Semanal - Sábados)

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PISCINAS DE CAMINHA COM DESTINOS (QUASE) TRAÇADOS

A DE CAMINHA COM CONTRATO ANUAL ASSEGURADO

EQUIPAMENTO EM VILA PRAIA DE ÂNCORA DEPENDENTE DE SOBRAS DE DINHEIROS DA CONSTRUÇÃO DO ESTÁDIO MUNICIPAL DE GUIMARÃES

A indefinição que pairava sobre o funcionamento da piscina da Santa Casa da Misericórdia de Caminha parece ultrapassado, após o acordo envolvendo as três entidades que já vinham possibilitando a continuação da actividade deste equipamento pertencente à Santa Casa da Misericórdia de Caminha: a própria instituição, a Ancorensis Cooperativa de Ensino e a Câmara Municipal.

Segundo nos confirmou Cerqueira Rodrigues, presidente da Ancorensis, foi renovado o "contrato anual respeitante ao ano lectivo desportivo" com a Misericórdia, "até que haja alternativas", como será o caso da futura piscina de Vila Praia de Âncora.

A Ancorensis vinha explorando a piscina caminhense havia já alguns anos, e após a cessação do contrato no início de 2005, aguardava por negociações que permitissem a renovação do mesmo.

NÃO FUNCIONAMENTO PODERIA TER INVIAVILIZADO A DE V.P.ÂNCORA

Cerqueira Rodrigues recordou que pesou na aprovação deste acordo que envolve a própria câmara, o facto de os financiamentos para a obra da nova estrutura desportiva ancorenses dependerem em boa medida da manutenção da actividade da piscina da Santa Casa, e do trabalho que está a ser feito, nomeadamente, "o Centro de Formação Desportiva e as centenas de jovens que envolve", precisou.

Este acordo (até ao mês de Agosto) prevê um subsídio camarário pelo "serviço público" prestado pela Ancorensis, sem o qual seria inviável à cooperativa manter as actividades com as escolas, como vem sucedendo, comprometendo-se este estabelecimento de ensino a manter esta prática desportiva, sempre que a autarquia assegure o seu financiamento.

PEDIDA AVALIAÇÃO TÉCNICA

Contudo, o futuro do equipamento desportivo caminhense apresenta-se muito sombrio.

Já a curto prazo, adivinha-se a necessidade de obras no valor aproximado de 50000 contos, de modo a eliminar algumas deficiências, segundo nos confirmou António Afonso, provedor da Misericórdia.

São exemplos dessas falhas, o ar saturado provocado por um pé direito demasiado baixo, que deverá merecer um sistema de renovação adequado e será uma das medidas a implementar, a par de colocação de filtros mais apropriados, bem como de um sistema de circulação de água da piscina mais eficaz e de remodelação de tubagens, sem esquecer o problema da exiguidade dos balneários.

Quanto ao futuro, Cerqueira Rodrigues nada adianta, embora tudo dependa da entrada em funcionamento da piscina de Vila Praia de Âncora, o que poderá acontecer nos próximos anos.

MISERICÓRDIA SEM DINHEIRO PARA CORRIGIR DEFEITOS

Contudo, António Afonso, provedor da Santa Casa, teme que logo que inaugurada a piscina de Vila Praia de Âncora (prevendo-se que tal suceda dentro dos próximos dois anos), a Ancorensis venha a desinteressar-se pela gestão da de Caminha, devido aos custos de manutenção que comporta, embora tudo dependa do apoio que venha a continuar a merecer da parte da Câmara, confirme no-lo confirmou o presidente da cooperativa de ensino.

António Afonso revelou-nos também que pediu uma avaliação deste equipamento, tendo-se deslocado a Caminha três especialistas na matéria, que lhe confirmaram que "se fosse construída hoje, nem sequer seria inaugurada".

O Provedor da Santa Casa da Misericórdia confirmou que a instituição não possui possibilidades financeiras para colmatar todas as deficiências detectadas, resultando daí que a Mesa Administrativa já se encontra a "debater a situação de modo a vermos como vamos dar a volta a isto", não descartando a possibilidade de transformar a piscina numa "nova valência".

Refira-se ainda a pouca frequência que a piscina começou a registar, após a construção de duas estruturas idênticas (mas de qualidade superior) em Vila Nova de Cerveira e A Guarda

PISTA OLÍMPICA EM VILA PRAIA DE ÂNCORA

Ainda quanto à futura piscina ancorense e segundo apurou o C@2000, o Instituto dos Desportos só avalizou a sua candidatura, devido ao apoio que a de Caminha vem prestando ao desporto e terá reservado sobras de verbas que estariam destinadas à construção do estádio de Guimarães, para a obra do equipamento ancorense, que poderá vir a contemplar uma pista olímpica e outras polivalências.

O projecto já se encontra praticamente aprovado do ponto de vista técnico e irá permitir treinos numa distância olímpica a todos os clubes da região, dado que a única pista mais próxima com estas características, se situa na Póvoa de Varzim.

Confrontado com a justificação dada para o suporte financeiro à construção da nova piscina em V.P.Âncora, Cerqueira Rodrigues frisou que a ser assim, isso contrariava a tese de quem afirmava que o apoio que a Ancorensis vinha prestando à piscina de Caminha, estaria a prejudicar a candidatura da de Vila Praia de Âncora.

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