CONCELHO DE CAMINHA



UM MOSAICO DE PAISAGENS

Jornal Digital Regional
Nº 198: 14/20 Ago 04 (Semanal - Sábados)

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Caminhos de Santiago

Xacobeo 2004

Escuteiros do Agrupamento de Caminha

Uma caminhada cheia de história e mistério

Participaram num total de oito elementos nesta actividade, que teve a duração de uma semana, com início no dia 21 de Julho.

Esta peregrinação não consta somente de um esforço físico, mas é também necessário um grande apoio psicológico por parte da nossa família e também por parte daqueles colegas e chefes, que já passaram por esta larga experiência, bastante enriquecedora e ao mesmo tempo gratificante. Posso também afirmar, que de Tui até à Catedral de Santiago, passamos por alguns "tormentos", no entanto as recordações que ficam nos nossos corações, são só os bons momentos de alegria e de convívio, que tivemos oportunidade de usufruir, com os restantes peregrinos que encontramos: portugueses, espanhóis, alemães, belgas e de todo o mundo.

Fica aqui o nosso testemunho e o nosso incentivo para todos aqueles que queiram participar nesta peregrinação a Santiago de Compostela, e para todos aqueles que queiram encontrar o seu próprio Eu, o seu próprio Ser, nesta que é a maior peregrinação e a mais antiga de que há memória.

Rui Miguel Lages

A Origem da Vieira Jacobéia

Aconteceu, segundo dizem, em Padrón.

Havia casamento no povoado, e era costume a comitiva nupcial percorrer a pá o trecho que ficava entre o templo que ocupava a Igreja de Santiago e a casa da noiva.

Os recém-casados queriam fazer o percurso por aquele lugar, apesar dos marinheiros haverem advertido que a praia não estava própria para caminhar. Porque se aproximava uma tormenta.

Montados em seus cavalos nupciais, os noivos e a comitiva caminhavam felizes e nem sequer pareciam dar-se conta da pioria do estado do mar. Foi então que se distinguiram no meio das ondas uma barca à deriva, tratava-se da barca que transportava o corpo santo do Apóstolo chegado da Terra Santa. O jovem noivo, vendo de longe o perigo que corriam os que iam nela, não pensou duas vezes. Sem se preocupar com o estado do mar, entrou com seu cavalo disposto a ajudar os ocupantes da embarcação, porém uma onda maior que as demais o alcançou e, cavalo e tudo, foi levado mar adentro. Todos os esforços do convidados para alcançá-lo resultaram vãos, e o noivo sentiu que não ia sair vivo daquele perigo; por isso, em seu desespero, se entregou aos céus para que o tirasse do apuro.

Tão logo formulou aquele pedido, o mar se acalmou, o barco se aproximou sozinho da praia, e o rapaz sentiu como uma enorme força o conduzisse dali até a terra.

O Apóstolo havia cuidado para que ambos chegassem à praia, porém apareceram cobertos de vieiras da cabeça aos pés.

Desde então, a vieira foi o sinal que distinguiu os que iam visitar a tumba de Santiago.

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